Política

Policiais Civis do RN emitem nota de Repúdio contra Reforma proposta pelo Governo Robinson

NOTA DE REPÚDIO DA ADEPOL 

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte- ADEPOL vem a público manifestar o seu veemente repúdio ao encaminhamento feito pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa do RN da mensagem 118/2017, que prevê aumento da contribuição previdenciária do servidor. Na prática, caso aprovada, a proposta representará um aumento de 27,27% em relação ao valor atualmente pago, ao propor a majoração da contribuição previdenciária para 14%.

A mensagem do Executivo ainda propõe a alteração da lei 308/2005 no que tange ao direito à pensão pelo cônjuge ou companheiro em caso de morte do servidor.

O Governo do Estado está se antecipando à Reforma da Previdência do Governo Federal, a PEC 287 que tramita no Congresso Nacional. E demonstra interesse em aprovar um projeto cruel, especialmente contra os profissionais segurança pública, expostos a riscos diários, arriscando suas próprias vidas em nome da proteção da sociedade. A proposta penaliza tanto os servidores, quanto suas famílias, trazendo restrições ao direito de pensão por morte.

É preciso que essa reforma previdenciária seja melhor discutida, principalmente em relação à mudança das regras de tempo de duração dos benefícios de pensão. Categorias que exercem atividades de risco, por exemplo, precisam ter a garantia da proteção familiar pelo Estado, para exporem suas vidas em prol da coletividade.

Também queremos repudiar os constantes atrasos de salários, que já se estendem há mais de 01 ano e a cada mês se agrava, estando os policiais civis, até a presente data, sem receberem os salários do mês de fevereiro.

Por fim, manifestamos apoio ao movimento nacional organizado pela União das Polícias do Brasil – UPB, que luta pela retirada dos profissionais de segurança pública do texto geral da Reforma da Previdência, considerando a incompatibilidade da proposta com a natureza singular da atividade policial, como de alto risco.

Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN

delegados em paralisacao

Estado

Álvaro Dias sobre presídios em Santana do Seridó: “Governo do Estado não pode transformar o Seridó em depósito de apenados”

Vice-Prefeito de Natal, mas sempre bem votado em suas eleições de deputado no município de Santana do Seridó, Álvaro Dias (PMDB) utilizou suas redes sociais para se posicionar veementemente contra a construção de dois presídios, como propõe o Governo do Estado, no município seridoense.

“O Governo do Estado não pode transformar o Seridó em depósito de apenados”, afirmou Dias, baseado em declarações dadas por diversos especialistas em sistema prisional.

z

Política

Governo Robinson poderá adotar compensação no duodécimo do Judiciário

Tem auxiliar do governador Robinson Faria (PSD) defendendo que ele adote o sistema de compensação no duodécimo do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte. Seria uma forma de “utilizar” os recursos deixados em caixa pela gestão do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Cláudio Santos, que tentou repassar a sobra de caixa do Poder Judiciário ao Executivo, sem os recursos de arrecadação própria do Judiciário. Ou seja, o Judiciário ficaria ainda com uma boa poupança.

O Tesouro Nacional permite que não havendo a utilização da integralidade dos recursos repassados ao Judiciário e não havendo devolução ao Executivo, poderá ocorrer, no exercício corrente, compensação entre o valor da sobra de caixa.

Resta saber se o governador Robinson Faria vai seguir o conselho de alguns dos seus auxiliares.

Política

Marcha à Ré: Governo Robinson manda suspender tramitação de projeto que aumenta alíquota previdenciária

Semana passada, o governador em exercício Fábio Dantas (PCdoB), subiu as escadarias da Assembleia Legislativa, onde é respeitado e mantém um bom relacionamento, para apresentar o polêmico ‘Pacote Econômico’ com 16 projetos de lei que interferem diretamente no setor econômico do Estado e também no bolso dos funcionários públicos estaduais.

Entre os projetos, estava o que aumenta a alíquota previdenciária de 11% para 14%. O que, em pleno fim de semana, causou um grande alvoroço entre sindicatos e funcionalismo como um todo.

Mobilizada, a classe sindical retornou nesta segunda-feira (07) à Assembleia Legislativa, onde se reuniu com o presidente em exercício, deputado Gustavo Carvalho (PSDB) e também com o deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Reivindicava a retirada de pauta do projeto que aumenta a alíquota previdenciária.

O Governo Robinson pediu a suspensão da tramitação do projeto.

Que no momento está engavetado.

Política

Robinson deixa Fábio Dantas em situação difícil perante servidores do RN e PCdoB

O governador Robinson Faria (PSD) foi pra China e deixou seu vice Fábio Dantas (PCdoB) com vários abacaxis nas mãos ao ter que apresentar um ‘Pacote Econômico’ com mais de 10 projetos à Assembleia Legislativa, entre tantas medidas, para aumentar em 3% o salário dos cargos comissionados e também a alíquota previdenciária de 11% para 14%.

Para agradar a Robinson e até combinado com o governador, Fábio Dantas apresentou os projetos, e contrariou os servidores. Mais ainda, contrariou seu partido, o PCdoB, que nacionalmente defende o direito dos trabalhadores e não retirá-los, como foi proposto aqui.

Agora, Robinson analisa retirar alguns dos polêmicos projetos da pauta da Assembleia.

E Fábio Dantas corre o risco de ficar desmoralizado. Perante os servidores, o povo e seus camaradas comunistas.

z

Política

Robinson sofre derrota acachapante na Assembleia Legislativa 

Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte impuseram uma derrota acachapante ao Governo Robinson, nesta quarta-feira (15), na Assembleia Legislativa. 

Em sessão extraordinária, o plenário analisou os vetos parciais e totais do Governo do Estado a 43 Projetos de Leis aprovados pelos parlamentares. 

Na votação os deputados rejeitaram os vetos de 42 projetos e mantiveram o veto de apenas um.

 O único veto mantido foi solicitado pelo próprio autor do Projeto, deputado José Adécio (DEM) por já existir uma lei em vigor semelhante à sua iniciativa.

Foto: João Gilberto

Política

Mineiro critica mensagem anual do Governo Robinson: “Distante da realidade do RN”

Em pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (8), o deputado Fernando Mineiro (PT) teceu críticas à mensagem anual do Executivo, lida durante a abertura dos trabalhos legislativos, há uma semana. Para o deputado, há ausência de um verdadeiro diagnóstico acerca da real situação do Estado.

“A leitura da mensagem é uma oportunidade para um relato da situação e para que o Governo apresente a esta Casa as soluções que estão sendo pensadas. Mas o que nós assistimos, foi uma ausência e uma falta de avaliação dos problemas que estão acontecendo”, criticou Mineiro.

O parlamentar afirmou que sentiu falta de informações sobre, por exemplo, recursos oriundos da arrecadação própria, convênios e também sobre as perspectivas para o enfrentamento da questão orçamentária. “Esse tema foi de uma ausência absoluta, li e ouvi a mensagem e não encontrei nada tratando deste assunto”, afirmou.

Foto: Eduardo Maia

Foto: Eduardo Maia

Política

RN precisa e merece mais do que ciclovia 

O governador Robinson Faria inaugurou neste sábado (04) a ciclovia da Rota do Sol, atendendo a um pleito antigo de ciclistas e esportistas, e que dará mais segurança e comodidade para os que trafegam de bicicleta pela região, depois de várias mortes no trecho.

 A obra teve investimento de R$ 1.646.906,37, foi concluída em nove meses e possui 5km de extensão por 3m de largura, entre a rotatória do bairro Cidade Verde até a entrada de Pium. 

É preocupante assistirmos o Governo do Estado comemorar a ciclovia como uma grande obra, enquanto a Saúde, Segurança, Sistema Prisional e outros setores fundamentais agonizam.

Os ciclistas merecem o benefício e juntamente com o povo do Rio Grande do Norte muito mais do que isso.

Foto: Ivanízio Ramos

Política

Kelps Lima sobre mensagem de Robinson: “Assembleia não pode ser conivente com esse desastre administrativo”

Maior oposicionista ao Governo Robinson no Rio Grande do Norte, o deputado estadual Kelps Lima (SDD) criticou a mensagem anual do governador, lida na manhã desta quinta-feira (02), na Assembleia Legislativa.

“O discurso do governador não é condizente com a realidade do RN. Para 2017, espero que a Assembleia seja mais forte na fiscalização ao Governo do Estado. A Casa não pode ser conivente com esse desastre administrativo”, declarou o deputado Kelps Lima (Solidariedade).

Política

Marcha à Ré: Robinson desautoriza Virgolino a construir presídio em Mossoró

No último dia 11 de janeiro, em entrevista ao G1RN, o Secretário Estadual de Justiça, Walber Virgolino, anunciou a construção de um presídio em Mossoró, no Oeste potiguar. “Temos um déficit de 4,5 mil vagas. É mais que urgente a construção de novas unidades”, explicou o secretário, mas afirmou que ainda não há um prazo específico para os trâmites.

Ainda segundo o secretário, o RN ganhará mais três unidades prisionais durante sua gestão. “Temos a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, um presídio estadual com capacidade para 600 presos em Afonso Bezerra e agora esta em Mossoró”, disse.

Por meio de nota à imprensa nesta quarta-feira (01), o Governador desautorizou o seu secretário a construir o presídio na cidade do Oeste:

O Governo do Rio Grande do Norte esclarece que Mossoró não está incluída entre os possíveis locais para a construção do terceiro presídio do estado, cujos recursos foram assegurados pelo Fundo Penitenciário (FUNPEN) do Ministério da Justiça.

O governador Robinson Faria já afirmou em outras ocasiões e reitera que não considera a cidade de Mossoró para abrigar o referido presídio.

“O novo presídio não será construído em Mossoró”, confirmou o governador.

Detalhe: Se confirma o que o blog antecipou: a cúpula da Segurança não se entende. Nem mesmo com o Governador.

Política

Cúpula da Segurança do Governo Robinson não se entende

Já fiz o ditado: Quando o trem desanda é difícil entrar nos trilhos. 

A cúpula da Segurança Pública do Governo Robinson Faria não se entende. 

– O Secretário de Segurança Pública Caio César foi quem deu decisões em Alcaçuz, se colocando acima do Secretário de Justiça, Virgulino. 

– Segundo a Revista Época e O Globo, o secretário Virgulino teria afirmado que o Governo Robinson negociou com o PCC na tentativa de retomar o comando de Alcaçuz. 

– Hoje foi a vez do recém-empossado Comandante da Polícia Militar, Coronel André Azevedo, declarar que a Secretaria de Justiça perdeu o comando de Alcaçuz e quem manda lá são os presos. 

Estado

Segundo a Revista Época, trapalhada do Governo culminou em sete dias de rebelião no RN

Da Revista Época

Já fazia mais de 100 horas que, com escudos improvisados e rostos encobertos por camisetas, presos dominavam a penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Na manhã da quarta-feira, dia 18, o pátio da cadeia lembrava um campo de batalha medieval prestes a explodir. Criminosos da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) ocupavam o lado esquerdo da arena. Separados por uma barricada de chapas de madeira, membros da organização potiguar Sindicato do Crime (SDC) estavam a postos à direita. Àquela altura, com o peso de 26 assassinatos desde o início da rebelião, o governo estadual se viu emparedado. Em desvantagem, decidiu negociar.

A missão foi encabeçada pela delegada Sheila Freitas, diretora da Polícia Civil na Grande Natal. Sheila é descrita em uma homenagem de parlamentares como “sinônimo de força e de muita determinação”, predicados úteis nas tratativas com a bandidagem. Segundo um integrante do alto escalão do governo, a negociação aconteceu na sede da polícia, no bairro Cidade Esperança, com José Claudio Cândido do Prado, o Doni Gil, um dos chefões da facção paulista no Rio Grande do Norte. O acordo foi registrado em ata. Na segunda-feira, dia 16, ele havia sido retirado do presídio com outros quatro do PCC para presídios federais. Foi Doni quem determinou os termos da rendição. Em troca de devolver a calmaria à cadeia, exigiu que o governo transferisse dali somente membros do SDC – no mundo do crime, mudar de “casa” é como ter a prisão decretada pela segunda vez. Sheila consentiu, e o pacto foi selado.

Ao determinar a remoção de 220 detentos de Alcaçuz, nenhum deles do PCC, o governador Robinson Faria (PSD) ignorou a recomendação do setor de inteligência prisional: a de retirar integrantes da facção paulista em vez dos membros da potiguar, por serem minoria – 500 diante de 1.000. “O que dissemos não foi levado em consideração”, afirmou Wallber Virgolino, secretário de Justiça e Cidadania, em entrevista a ÉPOCA. Num roteiro recorrente para autoridades da segurança pública, Faria negou com veemência qualquer tipo de acordo com o crime, assim como minimizou a divergência com Virgolino. Sheila negou-se a atender à reportagem por impossibilidade de agenda.

Desavenças em momentos de crise são sinais inequívocos de que a situação está fugindo do controle. A confusão entre as autoridades logo foi sentida fora do gabinete. Na mesma tarde do aval para a remoção dos presos, chefes do Sindicato do Crime emitiram um “salve”, como são chamadas as ordens, determinando que os ataques chegassem às ruas. Pela primeira vez desde o começo da crise na segurança pública – deflagrada em outubro passado, em decorrência de uma guerra entre PCC e a carioca Comando Vermelho (CV) –, a barbárie saiu das prisões.

A Grande Natal foi tomada por cenas de horror. A Polícia Militar registrou pelo menos 38 incêndios e ataques a ônibus, carros oficiais e prédios públicos. Amedrontada, boa parte dos turistas não saiu dos hotéis. Na manhã da quinta-feira, dia 19, a batalha campal se concretizou em Alcaçuz – e pôs fim ao frágil armistício costurado com o governo. Os presos se enfrentaram com barras de ferro, pedras e pedaços de pau e armas de fogo. A Polícia Militar afirmou que os detentos “estavam armados e se matando”. Sobrou até para o diretor do presídio, Ivo Freire, ferido por estilhaços. Houve mais mortes, mas o número não foi confirmado.

O levante em Alcaçuz começou na tarde de sábado, dia 14, logo depois do horário de visita. Segundo agentes penitenciários, presos do PCC derrubaram o muro que os separava da ala ocupada pelo SDC e partiram para a matança. Ciente do poder de fogo dos bandidos, o governo decidiu não invadir para evitar um novo Carandiru, o massacre ocorrido em São Paulo em 1992, com 111 mortes de presos confirmadas – e nenhum policial ferido. Na manhã da terça-feira, dia 17, o governador Faria disse que a situação no presídio estava “sob controle”, mas a rebelião continuou. O Ministério Público do Rio Grande do Norte investiga se carcereiros facilitaram a entrada de armas de fogo e coletes à prova de bala no presídio. O massacre, segundo o governo do estado, foi uma retaliação da facção paulista ao episódio ocorrido em Manaus em janeiro. Na ocasião, a organização Família do Norte (FND), aliada do CV, assassinou pelo menos 56 integrantes do PCC.

A inépcia do governo do Rio Grande do Norte ao longo da semana é consequência de um erro maior: ter deixado o caminho livre para que as facções se estabelecessem ali. Roraima, Amazonas, Santa Catarina, Ceará, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas e Paraíba (ler o quadro abaixo) compartilham da mesma inaptidão. Só neste ano, esses estados tiveram guerras em presídios com saldo de 136 assassinatos – quase um terço do total das mortes registradas em 2016. A ampla maioria com decapitações, para demonstrar poder.

No Rio Grande do Norte, o governo demorou pelo menos quatro anos para admitir a presença de uma organização criminosa no estado. Desde 2003, já se tinha notícia da influência da facção paulista na Grande Natal, segundo o livro Crime organizado e sistema prisional, do promotor paulista Roberto Porto. Na publicação, Porto cita que “integrantes do setor de inteligência da Polícia Militar de Natal localizaram, em março de 2004, na favela do Mosquito, em Natal, propaganda e inscrições da organização criminosa PCN”. Primeiro Comando de Natal é como o PCC era inicialmente conhecido ali.

A equipe de inteligência do sistema prisional do Rio Grande do Norte, entretanto, só identificou em 2007 os primeiros indícios de uma sucursal potiguar do PCC. Naquele ano, dois detentos – Alexandre Thiago da Costa Silva, o Xandinho, e Jackson Jussier Rocha Rodrigues, o Monstro, mais tarde morto em confronto com a polícia – foram enviados de Alcaçuz para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Lá, tiveram contato com integrantes do PCC. Aprenderam com os profissionais do crime. De volta ao Rio Grande do Norte, reproduziram os ensinamentos.

Confortável com a lacuna deixada pelo governo, o PCC se estabeleceu e cresceu. Um dos chefes da sucursal potiguar responsáveis pela rebelião da última semana, João Francisco dos Santos, o Dão, já havia dado uma demonstração de força no passado. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, em 2013 comandou dois motins. Em 2014, foi flagrado circulando desinibidamente com um celular na cadeia. Considerado um preso violento, Dão foi condenado pelo assassinato do radialista Francisco Gomes de Medeiros, em Caicó, no interior do estado.

A resposta à invasão de uma facção forasteira veio nos anos seguintes. Em março de 2013, criminosos que discordavam da “obediência cega” ao PCC, segundo uma promotora, criaram o SDC. Disputavam o controle do mercado de drogas dentro e fora dos presídios. Apesar da divergência, o SDC adotou práticas e estrutura quase idênticas às de seu rival – desde o estatuto, uma espécie de código de conduta do crime, ao organograma de funções.

O governador Robinson Faria veio a público na quinta-feira para dar uma resposta às trapalhadas ao longo da semana. No ponto mais agudo da crise, anunciou a entrada do Batalhão de Choque em Alcaçuz como medida imediata para conter a batalha medieval. Prometeu mais. Na entrevista ao canal de TV Globonews, disse ao vivo para o Brasil que, na manhã seguinte, daria início à construção de um muro para isolar grupos rivais. Parecia ter esquecido que a derrubada de um, dias antes, permitiu o massacre em Alcaçuz.

Estado

Da Revista Época: Secretário de Justiça do RN culpa Governador por negociar com PCC

Da Revista Época:

O secretário estadual de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, afirmou nesta quinta-feira (19) que o governador Robinson Faria ignorou sua orientação sobre a retirada de presos de Alcaçuz, onde 26 foram assassinados no último fim de semana. Em entrevista exclusiva a ÉPOCA, Virgolino disse que o governo do estado desconsiderou as informações de inteligência do sistema prisional ao aprovar a transferência de detentos da facção potiguar Sindicato do Crime (SDC), rival da paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). “Não foi levado em consideração o que o secretário de Justiça e a inteligência disseram. Sugeri que tirassem o PCC do presídio”, afirmou.

Virgolino defendia retirar membros do PCC, em vez de presos do SDC, por duas razões. A primeira diz respeito ao fato de que a facção paulista é minoria em Alcaçuz – 500 integrantes contra 1.000 da organização potiguar. A segunda é que o PCC é mais influente que o SDC naquele presídio.

A remoção de presos do SDC resultou numa batalha armada entre as organizações criminosas na manhã desta quinta-feira. Munidos de pedras, barras de ferro e vigas de madeira, os detentos partiram para o confronto. Do alto das guaritas, policiais fizeram disparos na tentativa de conter a confusão.

Segundo o jornal O GLOBO, integrantes do governo do Rio Grande do Norte iniciaram uma negociação com chefes do PCC, na tarde de quarta-feira (18), na tentativa de conter a rebelião em Alcaçuz. Virgolino confirmou a ÉPOCA que uma delegada foi autorizada pelo governador a negociar com a facção paulista. Durante a conversa, o PCC exigiu, entre outras medidas, que fossem retirados presos do SDC da Penitenciária de Alcaçuz.

Depois do acordo, o governador Robinson Faria autorizou a retirada de 220 presos do SDC de Alcaçuz. Em reação à remoção, a facção potiguar iniciou uma série de ataques nas ruas da Grande Natal. Pela primeira vez desde o início da crise da segurança pública no país, em outubro passado, a guerra de facções saiu dos presídios.

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Política

Conselheiro Tarcísio Costa será o relator das contas do Governo Robinson do exercício 2017

O conselheiro Tarcísio Costa foi escolhido, por meio de sorteio realizado na primeira sessão do Pleno do Tribunal de Contas do Estado este ano, o relator do parecer prévio acerca das contas do Governo do Estado relativas ao exercício de 2017. Para o ano de 2016, a relatoria está a cargo da conselheira Maria Adélia Sales.

O parecer prévio consiste na análise dos balanços contábil, orçamentário, financeiro, econômico e patrimonial do Governo do Estado, como também das suas autarquias, fundações públicas, etc, entre outros componentes.

Segundo o Regimento Interno do TCE, o governador do Estado tem 60 dias, contados após a abertura da sessão legislativa, para apresentar as contas para a Assembleia Legislativa do RN, com simultânea remessa para o Tribunal de Contas. A apreciação final da proposta de parecer prévio se dá através de sessão extraordinária.

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Política

Dois ex-prefeitos no Governo Robinson 

Nos próximos dias, dois ex-prefeitos estarão sendo nomeados para compor a equipe do Govermador Robinson Faria: 

– Cid Arruda (Nova Cruz) e Ivan Júnior (Assu). 

Os cargos para ambos ainda estão em discussão e pode ser até no primeiro escalão. 

Política

Mudanças no gabinete do Governador Robinson Faria

Nos próximos dias, mudanças ocorrerão no gabinete do Governador Robinson Faria (PSD). 

O atual Secretário-Executivo, jornalista Luis Henrique, deixará o cargo e será substituído por Couceiro, ex-assessor de imprensa da Secretaria de Segurança Pública. 

Política

Governo Robinson diz que Governo Rosalba inaugurou Escola Técnica em Ceará-Mirim “sem nenhuma condição de funcionamento”

Nota de esclarecimento do Governo do Estado:

“A respeito da publicação no Blog do Heitor Gregório, postada nesta segunda-feira (26), com o título “Robinson pega carona em obras de Rosalba”, informamos o seguinte:  

O Centro Estadual de Educação Tecnológica de Ceará-Mirim foi inaugurado em dezembro de 2014, pela gestão anterior, sem nenhuma condição de funcionamento. Sem equipamentos, sem estruturas e sem professores. Assim também foi entregue a unidade de Extremoz.  

Para iniciar as atividades nos Centros, os técnicos da Secretaria de Educação precisaram agir em mutirão para realizar o estudo de demanda, elaborar o plano de cursos, e viabilizar a contratação de professores, o que ainda depende da aprovação de lei na Assembleia Legislativa.  

O convênio celebrado com o Governo Federal tinha informações inconsistentes desde 2012 e todos os repasses encontravam-se bloqueados. E foi necessário um trabalho extensivo para regularizar tudo o que estava pendente.  

Em respeito ao direito de resposta, solicitamos a publicação desta nota no blog”.

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Política

Juliska poderá permanecer na Comunicação do Governo

Informações dos bastidores políticos do fim de semana já dão conta que a jornalista Juliska Azevedo poderá permanecer no cargo de Assessora de Comunicação do Governo do Estado.

Na última quinta-feira, (08) a informação é que a jornalista iria retornar ao cargo anteriormente ocupado, na coordenação de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, atualmente ocupada por Rubens Lemos Filho.

De lá pra cá, foram muitas conversas, postagens nas redes sociais e Juliska poderá permanecer onde se encontra.

Política

Gerson de Castro, Suzy Noronha e Couceiro cotados para a Comunicação do Estado

Três nomes de jornalistas circulam nos bastidores com possibilidade para assumir a Assessoria de Comunicação Social do Governo do Estado: Gerson de Castro, Suzy Noronha e Couceiro.

– Gerson, atualmente integrante da equipe de comunicação da TV Assembleia, já atuou em diversos veículos de comunicação do Estado, tendo sido também Secretário de Comunicação da Prefeitura de Natal na gestão de Micarla de Sousa.

– Suzy Noronha que por muitos anos foi assessora de imprensa do deputado Antônio Jácome e atualmente é a diretora do Departamento Estadual de Imprensa (DEI).

– E Couceiro, atual assessor de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Semana passada estava com o nome cotado, inclusive, para passar a assessorar diretamente o governador Robinson Faria (PSD).