Política

Lava Jato: PF faz buscas nos gabinetes do deputado Dudu da Fonte e do senador Ciro Nogueira, ambos do PP

Do G1

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca nesta terça-feira (24) nos gabinetes e também nos apartamentos funcionais do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da legenda.

O mandado foi autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República.

A PF também cumpriu mandado de prisão contra o ex-deputado Márcio Junqueira (Pros-RR). Ele foi preso em Brasília. O G1 falou com um advogado de Junqueira, em Roraima, mas ele disse não atuar no caso que resultou na prisão. A reportagem continua tentando contato com a defesa do ex-deputado.

As investigações apuram uma suposta tentativa de obstrução de Justiça. De acordo com investigadores, Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira são suspeitos de comprar o silêncio de um ex-assessor do senador que vem colaborando com a Justiça. O assessor detalhou que recebia o pagamento em espécie e quem repassava o dinheiro era o ex-deputado Márcio Junqueira.

Segundo investigadores, o ex-assessor colabora com diversas investigações no âmbito da Lava Jato e teria sido ameaçado de morte. Por conta das ameaças, ele foi incluído no programa de proteção à testemunha.

A PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão – todos em endereços ligados aos três alvos da operação desta terça-feira.

Política

PF cumpre mandados da Lava Jato autorizados pelo ministro Edson Fachin

Do G1

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a Operação Tira-teima, desdobramento da Lava Jato, que investiga pagamentos de vantagens indevidas por um grupo empresarial a políticos.

De acordo com a PF, cerca de 40 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Goiânia e Fortaleza. Não há ordem de prisão. Até o meio-dia desta terça, a PF não havia informado quem são os alvos da operação e detalhes sobre o esquema de pagamento de propinas investigado.

A operação foi deflagrada a partir da delação do ex-diretor de relações institucionais da Hypermarcas, Nelson Melo, um dos delatores da Operação Lava Jato.

Em depoimento a autoridades, Melo disse que repassou R$ 5 milhões para a campanha do presidente do Senado, Eunicio Oliveira (MDB-CE), ao governo do Ceará em 2014 por meio de contratos fictícios.

Em fevereiro, a Hypermarcas mudou de nome para Hypera Pharma. A mudança foi aprovada por acionistas em assembleia geral extraordinária da empresa.

A delação de Melo também serviu de base para o cumprimento de mandado de busca e apreensão no escritório do lobista Milton de Oliveira Lyra Filho durante a deflagração da Operação Sépsis, outra etapa da Operação Lava Jato. Lyra Filho é apontado por investigadores como intermediário do pagamento de propina a senadores.

Política

Lava Jato: PF prende o presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

O principal alvo da Operação Jabuti, deflagrada hoje (23) pelo Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e a Receita Federal, dentro da Operação Lava Jato, é o presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Santos Diniz. A PF informou que ele já está preso.

Contra ele, havia pedido de prisão preventiva pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e pertinência a organização criminosa. Segundo o MPF, Diniz lavou entre 2007 a 2011 cerca de R$ 3 milhões por meio da empresa de consultoria Thunder Assessoria Empresarial, que pertence a ele, em esquema que seria autorizado pelo ex-governador Sérgio Cabral, que está preso em Curitiba, e que contou com a atuação dos seus operadores Carlos Miranda e Ary Filho. Os dois estão presos.

O MPF detalha que a lavagem de dinheiro era feita com a assinatura de contratos de prestação de serviços de clipping de notícias e de “comentário conjuntural com a análise dos fatos mais importantes nos setores empresariais selecionados”, que a Thunder prestaria para empresas dos Grupos Dirija e Rubanil. Miranda e Ary Filho repassavam o dinheiro e era emitida nota fiscal “fria”, sem que o serviço tivesse sido prestado.

Diniz também teria contratado, a pedido de Cabral, pelo menos seis funcionários, todos parentes próximos dos operadores do esquema, que não trabalhavam de fato nas entidades ligadas à Fecomércio-RJ, além de uma chef de cozinha e de uma governanta que trabalhavam diretamente para o ex-governador do Rio. O total de pagamentos, feitos pelo Sesc e pelo Senac, chegou a R$ 7.674.379,98.

O MPF investiga também a contratação irregular pela Fecomércio do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, esposa de Cabral, já condenada pela 7ª Vara Federal por lavagem de dinheiro. A acusação inclui outros escritórios de advogados, num valor total de R$ 180 milhões.

Acesso a documentos teria sido dificultado

Os procuradores que trabalham na Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El Hage, Fabiana Schneider, Felipe Bogado, José Augusto Vagos, Leonardo de Freitas, Marisa Ferrari, Rafael dos Santos, Rodrigo Timóteo, Sérgio Pinel e Stanley Valeriano da Silva indicam que Diniz ainda tem ingerência sobre as entidades e teria sabotado a atual gestão para dificultar o acesso dela aos documentos, com o fechamento de sedes, dispensa de funcionários e fazendo com que conselheiros não fossem a reuniões.

A Operação Jabuti também busca cumprir mandados de prisões temporárias contra Plínio José Freitas Travassos Martins, Marcelo José Salles de Almeida e Marcelo Fernando Novaes Moreira, todos diretores de confiança de Diniz; além de dez ordens de busca e apreensão e dez intimações para investigados prestarem depoimentos.

Política

Em nova fase da Operação Lava Jato, PF prende seis pessoas e cumpre 50 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou hoje (22) a 48ª fase da Operação Lava Jato – Operação Integração. A investigação policial tem como foco a apuração de casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel Da Integração.

Policiais federais, servidores da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal participam da ação realizada simultaneamente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária.

Nas investigações se detectou o uso das estruturas de lavagem de dinheiro reveladas na Operação Lava Jato para operacionalizar os recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente através de operadores financeiros investigados na Operação Lava Jato.

Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de deles para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DER/PR – Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná e Casa Civil do Governo do Estado do Paraná.

A ação tem por objeto a apuração, dentre outros, dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos. As ordens judiciais foram determinadas pelo Juízo Titular da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

Foram presos

  • Nelson Leal Júnior – diretor-geral do DER/PR
  • Oscar Alberto Gayer da Silva – ex-funcionário do DER/PR
  • Wellington de Melo Volpato – sócio da Eco Sul Brasil Construtora
  • Helio Ogama – diretor-presidente da Triunfo Econorte
  • Leonardo Guerra – administrador da empresa Rio Tibagi
  • Sandro Antônio de Lima – funcionário da Econorte

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em órgãos do Governo do Paraná.

*Informações da PF e G1

Diversos

Sócio da rede de academias Bodytech é alvo de nova fase da Lava Jato

Informações do Jornal O Globo:

RIO – Em novo desdobramento da Lava-Jato no Rio, agentes da Polícia Federal (PF) foram às ruas na manhã desta quinta-feira e prenderam o ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner — suspeito de receber pelo menos R$ 1,6 milhão em propina — e o empresário Georges Sadala Rihan. Eles são acusados de fazer parte do esquema do ex-governador Sérgio Cabral. Veja os principais pontos da operação de hoje, batizada de “Operação C’est fini“:

– O ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner foi preso;

– O empresário Georges Sadal Rihan foi preso;

– Os engenheiros Maciste Granha de Mello Filho e Henrique Alberto Santos Ribeiro também foram presos. Eles são acusados de favorecimento no esquema de distribuição de propinas de Cabral, de acordo com a contabilidade paralela de Luiz Carlos Bezerra, réu confesso, condenado e solto;

– O empreiteiro Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Engenharia, que cumpre prisão domiciliar, é alvo de condução coercitiva e foi levado para depor;

– A PF também foi à casa do empresário Alexandre Accioly, dono da rede de academias Body Tech, onde faz busca e apreensão. Accioly também foi intimado a depor. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele teria feito transações financeiras suspeitas com Georges Sadala, como a concessão de um empréstimo e a venda de um apartamento por valor abaixo do mercado.

Poder

PF deflagra operação contra o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Do G1

O deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), chegou no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, por volta das 8h desta terça-feira (14), e foi levado por agentes para prestar depoimento na sede da Polícia Federal.

O deputado é suspeito de receber propina da caixinha da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). A informação chegou ao Ministério Público Federal com a delação premiada do doleiro Álvaro José Novis.

A PF também cumpre mandados de busca e apreensão em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Um dos alvos é uma fazenda onde fica a empresa Agrobilara, que pertence à família Picciani. Felipe comanda o negócio, que tem como sócios o pai, Jorge, e os irmãos Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Rafael Picciani, deputado estadual .

A Polícia Federal está nas ruas tentando cumprir três mandados de prisão, entre eles um contra Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj. Também estão sendo cumpridos mandados contra Jacob Barata Filho e contra Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor, além de 35 mandados de busca e apreensão.

A Operação Cadeia Velha, uma referência ao prédio histórico da Alerj, é um desdobramento da Lava Jato no Rio e foi desencadeada a partir da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público do estado e que contava com a atuação de políticos do estado.

Política

Ex-amante de doleiro Youssef quer processar filme sobre Lava Jato

Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo:

A doleira Nelma Kodama, ex-amante do doleiro Alberto Youssef e primeira pessoa presa na Operação Lava Jato, já acionou seus advogados para pedir participação nos lucros do filme “Polícia Federal – A Lei É para Todos” pelo uso de sua imagem. Caso ganhe, ela pretende doar o dinheiro para a creche Casa da Criança Higino Penasso, em Canarana, no Mato Grosso, que leva o nome do seu avô.

A doleira Nelma Kodama, primeira pessoa presa na Lava Jato – Foto: Gerlado Bubniak

Política

Janot denuncia sete políticos do PMDB

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal sete membros do PMDB “por integrarem organização criminosa que desviou recursos públicos e obteve vantagens indevidas, sobretudo no âmbito da administração pública e do Senado Federal”.

Os denunciados Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney, Sérgio Machado, Romero Jucá e Valdir Raupp são acusados de receberem propina de R$ 864 milhões e gerarem prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro.

Esta é a 34ª denúncia oferecida pela PGR no âmbito da Operação Lava Jato no STF.

Política

Janot denuncia Lula e Dilma por organização criminosa

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal integrantes do núcleo político do PT por organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Roussef foram presidentes da República, para a prática de crimes como cartel, corrupção e lavagem, em especial contra a administração pública. Também são acusados Antonio Palocci, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo Silva, João Vaccari Neto e Edinho da Silva.

Segundo a denúncia, os crimes teriam sido praticados pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016, voltados especialmente para o recebimento de propina no valor de R$ 1,485 bilhão, por meio da utilização de órgãos públicos como a Petrobras, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Para dar uma noção do prejuízo aos cofres públicos, a peça cita acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que estimou prejuízos da ordem de R$ 29 bilhões só no âmbito da Petrobras.

Política

Vaccarezza é preso na Lava Jato e será levado para Curitiba

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil

O ex-deputado Cândido Vaccarezza foi preso temporariamente hoje (18) na capital paulista pela Polícia Federal, como parte da Operação Lava Jato. Ele será transferido, via terrestre, para a cidade de Curitiba, onde se concentram as investigações.

Além dessa prisão, a Polícia Federal (PF) cumpre 46 mandados judiciais, sendo 29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e mais cinco de prisão temporária em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Os mandados são cumpridos em duas operações, a 43ª fase, chamada de Operação Sem Fronteiras, e a 44ª, denominada Operação Abate.

A Operação Abate, em que Vaccarezza é investigado, quer desarticular o grupo criminoso que usava da influência do ex-deputado para obter contratos da Petrobras com empresa estrangeira. O dinheiro era usado para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

Política

Lula e Marcelo Odebrecht depõem hoje como testemunhas de Cunha e Funaro

Aécio Amado – Repórter da Agência Brasil

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht prestarão depoimentos hoje (4), a partir das 14h30, ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal no Distrito Federal.

De acordo com a Justiça Federal, os depoimentos serão por videoconferência: Lula estará em São Bernardo, São Paulo, e o empresário em Curitiba, onde está preso como réu em processos da Operação Lava Jato.

O ex-presidente prestará depoimento como testemunha de defesa do ex-deputado Eduardo Cunha, preso também em Curitiba. Já Marcelo Odebrecht deporá como testemunha de defesa do doleiro Lúcio Funaro.

Política

PF deflagra 41ª fase da Operação Lava Jato

A Polícia Federal deflagra nesta sexta-feira (26/5) a 41ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Poço Seco.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva nos estados do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela PETROBRAS de direitos de exploração de petróleo em Benin/África, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba quando autorizados pelo juízo competente.

O nome da fase (Poço Seco) é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela PETROBRÁS na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo em Benin/África.

Será concedida entrevista, às 10h, no auditório da Polícia Federal em Curitiba/PR.

Política

Força-tarefa da Lava Jato vê “muitas contradições” em depoimento de Lula

SÃO PAULO (Reuters) – A força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba disse nesta quinta-feira que houve “muitas contradições” no depoimento prestado na véspera pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou a defesa do ex-presidente de prestar informação falsa ao afirmar em entrevista coletiva que não teve acesso a um documento citado no interrogatório.

Em nota, a força-tarefa afirmou que se manifestará oportunamente sobre essas contradições que os procuradores dizem ter identificado no depoimento, concedido no âmbito da ação penal em que Lula é acusado de ter recebido um apartamento tríplex como propina no esquema de corrupção na Petrobras.

“Quanto às muitas contradições verificadas no interrogatório do ex-presidente Lula, à imputação de atos à sua falecida esposa, à confissão de sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras e à ausência de explicação sobre documentos encontrados em sua residência, o Ministério Público Federal se manifestará oportunamente, no processo, especialmente nas alegações finais”, afirma a nota.

No depoimento da quarta-feira, Lula disse que sua mulher, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro vítima de um acidente vascular cerebral, teve interesse na aquisição de um apartamento tríplex no Guarujá e que era ela quem tratava dos assuntos relacionados ao apartamento e à cota de um imóvel da Bancoop, a cooperativa dos bancários, que ela havia adquirido no mesmo prédio onde fica o tríplex.

Os procuradores negaram que os advogados de Lula não tenham tido acesso a uma ata de reunião de diretoria da Petrobras usada na audiência e afirmaram que o documento foi anexado ao processo em setembro de 2016.

“A informação (dos advogados de Lula) é falsa, uma vez que o documento está no processo desde 14 de setembro de 2016, data da acusação criminal”, informou a força-tarefa.

Lula é acusado de ter recebido o tríplex da OAS em troca de beneficiar a empreiteira em contratos de refinarias com a Petrobras.

O ex-presidente nega ser o dono do imóvel e sua defesa afirma que ele é alvo de perseguição política promovida por parte dos integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

(Por Eduardo Simões – Reuters)

Lula discursando após depoimento (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula discursando após depoimento (Foto: Ricardo Stuckert)

Política

Praça em Curitiba é ocupada por apoiadores de Lula de todas as regiões do Brasil

A Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, está ocupada por milhares de manifestantes do país inteiro que vieram à capital paranaense apoiar Luiz Inácio Lula da Silva.

Carregando faixas, camisas e adesivos em apoio ao ex-presidente, o povo acompanha um ato político com a presença de lideranças populares e personalidades nacionais.

Até as 16h45 desta quarta, a manifestação seguiu pacífica e sem qualquer incidente. Um efetivo de cerca de 40 policiais militares acompanha o ato.

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Política

Fátima Bezerra manifesta apoio a Lula e critica o juiz Sérgio Moro

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) criticou nesta terça-feira (9) em Plenário o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, por ter divulgado um vídeo pedindo aos que apoiam a Operação Lava-Jato que não façam manifestações nas ruas de Curitiba durante o depoimento. Para Fátima, Sérgio Moro está deixando a toga de lado e agindo como “líder de torcida”.

Ela afirmou que parte da imprensa coloca o magistrado como adversário do ex-presidente e se questionou sobre quem faria o papel de juiz nesse embate.

Fátima Bezerra também lamentou a decisão da juíza do Paraná que proibiu os apoiadores do ex-presidente Lula, de montar acampamento em Curitiba para acompanhar o depoimento. De acordo com a senadora, está acontecendo uma caçada contra o ex-presidente, mas mesmo assim ele ainda lidera todas as pesquisas de opinião para as eleições presidenciais de 2018.

“Estaremos lá ao lado do Presidente Lula, para expressar mais do que a nossa solidariedade, expressar a nossa confiança, confiança está pautada na história de vida e de luta desse homem. História de vida pautada pela honradez, pela dignidade e pelo espírito público. Depois da maior greve geral da história de nosso País, chegou a hora de colorir as ruas de Curitiba em uma manifestação pacífica e democrática, para dizer “não” à criminalização dos movimentos sociais; “não” à criminalização da esquerda; “não” à criminalização de Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Política

Moro proíbe que defesa de Lula grave depoimento

Da Agência Brasil

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, proibiu a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de gravar o depoimento dele, marcado para a tarde de quarta-feira (10), no processo da Lava Jato. O ex-presidente é acusado de receber vantagens indevidas da construtora OAS.

Os advogados de Lula haviam comunicado que pretendiam gravar o depoimento, bem como solicitaram que a gravação oficial do juízo abrangesse todo a sala de audiências, e não ficasse focada somente na figura do depoente, o que também foi negado por Moro.

Além de argumentar a não previsão legal para tanto, o magistrado afirmou que a defesa de Lula pretende transformar o ato em um evento político-partidário, tendo, por exemplo, convocado militantes para manifestações de apoio ao ex-presidente na mesma data, horário e local da oitiva.

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Política

PF deflagra a 40ª fase da Operação Lava Jato 

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 5 mandados de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de empresas e seus respectivos sócios na operacionalização de um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da PETROBRÁS em decorrência da obtenção de contratos a empresa.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba quando autorizados pelo juízo competente.

O nome da fase (Asfixia) é uma referência à tentativa de cessar as fraudes e o desvio de recursos públicos em áreas da PETROBRÁS destinadas à produção, distribuição e comercialização de gás combustível. Será concedida entrevista coletiva, às 10h, no auditório da Polícia Federal em Curitiba/PR.

Política

Lava Jato: MPF oferece nova denúncia contra José Dirceu

 Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu hoje (2) nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu pelo suposto recebimento de propina das empreiteiras Engevix e UTC, entre 2011 e 2014. A acusação também inclui o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva; o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores  João Vaccari Neto; além de Gerson de Melo Almada e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivos da Engevix e da UTC, respectivamente.

A denúncia aponta a prática de 33 crimes de lavagem de dinheiro para dissimular a origem de mais de R$ 2,4 milhões. Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF, o valor corresponde a propinas que foram pagas ao ex-ministro decorrente dos crimes de fraude a licitação, cartel e corrupção em benefício das empreiteiras, que assinaram contratos milionários com a Petrobras.

A nova acusação acontece no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal marcou a retomada do julgamento do pedido de liberdade de José Dirceu. O ex-ministro está preso desde agosto de 2015 no Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a pedido do juiz federal Sergio Moro.

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Política

PF cumpre novos mandados referentes a inquéritos da Lava Jato que tramitam no STF; Um deles é no RN

A Polícia Federal, em conjunto com a Procuradoria Geral da República, deflagrou hoje (28) a Operação Satélites 2, que cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal, referentes a inquéritos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.

Os mandados estão sendo cumpridos no Distrito Federal (4), São Paulo (2), Alagoas (2), Sergipe (1) e Rio Grande do Norte (1).

O objetivo da operação é coletar provas de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, entre outros, em investigações relacionadas a desvio de recursos na Transpetro.

OPERAÇÃO SATÉLITE

Deflagrada no dia 21 de março deste ano, a Operação Satélites cumpriu 14 mandados de buscas em quatro estados e no Distrito Federal.

O nome faz referência ao fato de que os principais alvos da operação gravitam em torno de pessoas com prerrogativas de foro.

Política

Janot adia votação de resolução que pode afetar Lava Jato

Da Agência Brasil

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), reunido hoje (24) em Brasília, adiou uma decisão que pode afetar os trabalhos da Operação Lava Jato, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir vista (mais tempo para analisar o caso).

A resolução, discutida na sessão ordinária do CSMPF desta segunda-feira, propõe a limitação em 10% do contingente de procuradores da República de cada unidade do MPF que podem ser cedidos a outras unidades. A proposta também pretende limitar em quatro anos o período de cessão.

Caso aprovada em sua versão original, a resolução tem efeito sobre as forças-tarefa da Lava Jato montadas em Curitiba e também na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, onde são tratados os casos envolvendo parlamentares e ministros, entre outros. Isso porque em ambos os locais grande parte dos procuradores atuantes é proveniente de estados. A proposta é de autoria da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge.

Janot mostrou-se perplexo porque o Conselho Superior do MPF discutiu tema com potencial de afetar a Lava Jato (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Janot mostrou-se perplexo porque o Conselho Superior do MPF discutiu tema com potencial de afetar a Lava Jato (Marcelo Camargo/Agência Brasil)