Política

RN receberá recursos para pagar salários em atraso

A aprovação na Câmara dos Deputados do projeto que define o rateio de parte dos recursos do leilão de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro, entre os estados e municípios, vai proporcionar ao RN regularizar o pagamento dos servidores.

Atualmente, falta o pagamento de novembro, dezembro e o 13º salário de 2018.

Política

Câmara aprova rateio dos recursos do pré-sal para Estados e Municípios

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) ao projeto (PL 5478/19), que define o rateio de parte dos recursos do leilão de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro, entre os estados e municípios.

Depois da votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, agradeceu a todos os deputados que participaram da articulação para formatar o texto. “O acordo pactuado atendeu a todas as regiões do País e é o melhor para todos os estados brasileiros. Reafirmo que nenhum estado pretendeu reduzir recursos de outro estado”, explicou.

O dinheiro a ser repartido é o do chamado bônus de assinatura, de R$ 106,56 bilhões. A estimativa de extração do bloco a ser licitado é de 15 bilhões de barris de óleo equivalente.

Deste total, R$ 33,6 bilhões ficarão com a Petrobras em razão de acordo com a União para que as áreas sob seu direito de exploração possam ser licitadas. Do restante (R$ 72,9 bilhões), 15% ficarão com estados, 15% com os municípios e 3% com os estados confrontantes à plataforma continental.

Economia

Petrobras garante que não vai deixar de operar no RN

O deputado federal Benes Leocádio (Republicanos-RN) presidiu, na manhã desta terça-feira (8), audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, onde recebeu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para debater o “Porquê da Petrobras decidir não mais investir no Nordeste ”.

A Benes Leocádio, o presidente da Petrobras apresentou relatório técnico e assegurou que não fechará a operação no Rio Grande do Norte, mas apenas está priorizando investimentos da estatal para exploração dos campos de pré-sal e incentivando à criação de uma nova indústria petrolífera com entrada de “novos atores”, referindo-se às companhias privadas que estão adquirindo os campos terrestres maduros potiguares leiloados.

Benes Leocádio solicitou ao presidente da Petrobras atenção especial com o cenário da economia potiguar e destacou o potencial histórico do Estado na produção de barris de petróleo bem como geração de energia limpa.

Estado

FIERN emite nota sobre a Petrobras no RN

Nota da FIERN

 O alerta feito pelo Jornalista Cassiano Arruda, na edição de ontem do jornal Tribuna do Norte, em relação ao término das atividades do escritório da Petrobras no Rio Grande do Norte, o que pode sinalizar um desmonte progressivo das atividades da empresa no estado em prazo mais longo, deve despertar a urgente e grave atenção de todos. As entidades que representam trabalhadores e empregadores, as representações do estado na Câmara dos Deputados, no Senado, na Assembleia Legislativa e Câmaras Municipais, todos sob a liderança da governadora Fátima Bezerra, precisam deixar claro que isso é inaceitável, lutando pelo recuo de tamanha agressão à economia potiguar.

A Petrobras é muito relevante para a nossa economia. A própria empresa, no estado, indica 162,8 milhões em reservas totais de petróleo em terra (barris de petróleo); o Rio Grande do Norte é líder histórico em número de poços produtores de petróleo, sendo atualmente mais de 3.580 (distribuídos em 15 municípios). Além do potencial natural, os royalties são essenciais ao governo do Estado e aos Municípios que fazem jus. Apenas para ilustrar: são mais de 90 municípios que juntos recebem aproximados R$ 250 milhões.

Ainda no Rio Grande do Norte, a Petrobras é essencial no que se refere ao PIB e à massa salarial. Em 2017, por exemplo, representou 28% da massa salarial da indústria extrativa e de transformação equivalendo a R$ 433 milhões. Em 2016 esse valor era ainda superior, ao adicionar o refino, chegou-se a R$ 642 milhões (38%). Quanto ao PIB (2016), esta atividade se mostra de altíssima relevância ao representar 45,7% do PIB das indústrias de extração e transformação do RN, equivalendo a R$ 7,7 bilhões.

A Petrobras, no Rio Grande do Norte, é ainda responsável por uma cadeia direta de empregos que se aproximam dos 10 mil formais nas áreas de Extração de Petróleo e Gás Natural; Atividades de Apoio à Extração de Petróleo e Gás Natural; Fabricação de Produtos do Refino de Petróleo; Fabricação de Outros Produtos Derivados do Petróleo; Peças e Acessórios; Manutenção e Reparação de Máquinas e Equipamentos para a Prospecção e Extração de Petróleo dentre outras. Esses empregos, todavia, já se aproximaram dos 45 mil por volta dos anos 2000, o que significa que nada mais podemos perder. O atual processo de desinvestimento da Petrobras no RN já significou, segundo estimativas, redução de 6% da participação no PIB, equivalendo a um recuo de R$ 931 milhões (2012-2018).

Precisamos de todos para que a causa seja elevada à prioridade máxima e o Rio Grande do Norte possa contar com a atividade econômica e social da Petrobras, a maior empresa brasileira, construída assim também porque contou, durante décadas, com as riquezas minerais do solo potiguar.

Natal, 30 de setembro de 2019.

Amaro Sales de Araújo

Presidente da FIERN

Estado

Petrobras garante que vai investir R$ 792 milhões no RN em 2019

Em reunião na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), a Petrobras garantiu a governadora Fátima Bezerra, ao senador Jean-Paul Pratese ao deputado federal João Maia, que vai investir US$ 198 milhões (R$ 792 milhões em cotação de hoje) no Rio Grande do Norte de um total de U$ 668 milhões (R$ 2,6 bilhões) que é o gasto estimado para 2019 na Bacia Potiguar.

O valor é quatro vezes maior que o investido no ano passado.

A garantia foi dada pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que confirmou que a estatal manterá presença em cerca de 60% dos campos terrestres e com previsão de investimentos na refinaria Clara Camarão, em Guamaré.

O deputado federal João Maia considerou que “o mais positivo nessa audiência foi a sinceridade da governadora sobre a situação do Rio Grande do Norte perante a Petrobras e também a disponibilidade do presidente e da diretoria da estatal para, através do diálogo, atender as nossas pendências”.

Também participaram da audiência, o secretário de Estado de Planejamento, Aldemir Freire, e a diretora da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Marina Melo.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Economia

Com eleições, Petrobras ganhou R$ 82 bi em valor de mercado

Da Revista Exame

A Petrobras ganhou em outubro quase 82 bilhões de reais em valor de mercado. A estatal encerrou o mês com valor de mercado estimado em 380,38 bilhões de reais.

No mês passado, as ações preferenciais da companhia acumularam ganhos de 30% e as ordinárias de 25%.

Para calcular o valor de mercado de uma empresa basta multiplicar o preço da ação pelo número total de ações que compõem seu capital.

O bom desempenho dos papéis da Petrobras está relacionado ao cenário eleitoral. O Ibovespa subiu quase 10% em outubro com a expectativa da vitória de Jair Bolsonaro.

No caso da Petrobras, a vitória de Bolsonaro representa um governo menos intervencionista na política da companhia, como acontecia no governo de Dilma Rousseff.

Em relatório divulgado a clientes, a equipe de analistas da XP Investimentos afirmou que a percepção de menor intervenção tem como base afirmações do presidente eleito de que manteria repasses de preços de petróleo e câmbio mesmo que com uma frequência menor.

Bancos

Além da Petrobras, os bancos também ganharam em valor mercado em outubro. O Banco do Brasil e o Bradesco adicionaram cerca de 37 bilhões de reais e 33 bilhões de reais, respectivamente. O BB terminou o mês valendo quase 120 bilhões de reais e o Bradesco 216 bilhões de reais.

O Itaú Unibanco terminou o mês valendo 296,26 bilhões de reais, um aumento de 32 bilhões em valor de mercado.

O Santander ganhou 24,62 bilhões de reais em valor de mercado e encerrou o mês valendo 158,11 bilhões de reais.

Confira abaixo a lista das empresas que mais ganharam em valor de mercado no mês passado. Os dados foram divulgados pela Economatica, provedora de informações financeiras, a pedido do Site EXAME.

Estado

Ivan Monteiro será o novo presidente da Petrobras

Da Agência Brasil

O presidente Michel Temer confirmou o nome de Ivan Monteiro para ser recomendado como presidente efetivo da Petrobras. Ele falou à imprensa na noite de hoje (1º), após reunir-se com Monteiro no Palácio do Planalto. Temer aguardou a decisão do Conselho de Administração da Petrobras, que indicou o diretor financeiro da estatal para ocupar interinamente o cargo.

“Comunico que o escolhido hoje como interino, Ivan Monteiro, será recomendado ao Conselho de Administração para ser efetivado na presidência da Petrobras”, disse.

Em rápido pronunciamento, o presidente também reafirmou o apoio à política de preços praticada pela empresa, que segue os preços internacionais do barril de petróleo para precificar seus produtos.

“Reafirmo que meu governo mantém o compromisso com a recuperação e a saúde financeira da companhia. Continuaremos com a política econômica que nesses dois anos tirou a empresa do prejuízo e a trouxe para o rol das mais respeitadas do Brasil e do exterior. Declaro também que não haverá qualquer interferência na política de preços na companhia”.

Monteiro ocupava até então a direção executiva da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da Petrobras. A troca ocorre após a decisão de Pedro Parente em deixar o comando da estatal, anunciada no final da manhã de hoje.

Economia

Agripino se reúne com presidente da Petrobras e consegue garantia de investimentos para o RN

Em reunião nesta semana, no Rio de Janeiro, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), conseguiu boas notícias para o Rio Grande do Norte. A principal delas é a confirmação de que a estatal, em 2018, irá aplicar cerca de R$ 2,5 bilhões no estado, entre salários e investimentos. Uma das principais áreas investidas será a continuação dos estudos sismológicos a 70 km da costa do RN no mar, “onde, tudo indica, há uma enorme província petrolífera (de petróleo de gás e óleo)”, explicou Agripino. “Os estudos sismológicos estão avançados, já fizeram sismologia em 1,5 km com muito boas perspectivas de petróleo e gás. Esse trabalho demora mais de 1 ano, ou seja, será a médio prazo. Se confirmada essa prospecção, o RN poderá ser uma nova Bacia de Campos. Poderá haver muito investimento novo e a Petrobras do RN voltará a ser muito maior do que já foi em Mossoró, por exemplo, e em outros pontos do estado”, acrescentou o senador.

Agripino disse ainda que ouviu de Parente a garantia de que serão aplicados em investimentos só no Rio Grande do Norte cerca de R$ 800 milhões. “Os investimentos já estão em curso. E o que me anima é ver claramente a maior prova da viabilidade dessa expectativa que deve se confirmar. Porque o estudo sismológico é caro e a Petrobras só investe nesses estudos quando há perspectivava real de encontrar petróleo. Ele me garantiu que os estudos no RN continuam a pleno vapor. E, a meu ver, é a grande prova de que essa província petrolífera tem viabilidade”, afirmou o parlamentar.

Outra notícia que Agripino levou sobre o RN na reunião com Pedro Parente foram os leilões de “campos maduros”. Já em janeiro, a Petrobras, fará um leilão dos chamados “campos maduros” do estado. Esses campos são aqueles de petróleo que ainda têm matéria prima, mas estão desativados.

Política

Petrobras vai desempregar 8 mil pessoas no RN, dias após Robinson se reunir com diretoria da empresa

Semana passada, o governador Robinson Faria (PSD) se reuniu com a diretoria da Petrobras, no Rio de Janeiro, para tratar de investimentos e parcerias. A Petrobras se comprometeu a aumentar a produção da refinaria Clara Camarão e a aumentar o fornecimento de gás natural ao programa RN Gás +, operacionalizado pelo Governo do Estado através da Companhia Potiguar de Gás – Potigás.

Nesta sexta-feira (15) chega a preocupante notícia de que a Petrobras vai desativar sete plataformas no Rio Grande do Norte. 

O fechamento das plataformas vai causar 8 mil desempregos no Rio Grande do Norte. 

Cadê os investimentos, governador? 

Política

Janot pede ao Supremo a prisão de Renan, Cunha, Jucá e Sarney

Do G1

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP).

A informação sobre os pedidos de prisão de Renan, Jucá e Sarney foi publicada na edição desta terça do jornal “O Globo” e confirmada pela TV Globo. Já a solicitação para prender Cunha foi divulgada pelo Bom Dia Brasil.

O chefe do Ministério Público pede a prisão dos quatro peemedebistas por suspeita de eles estarem tentando obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Os pedidos de prisão estão, há pelo menos uma semana, sobre a mesa do ministro do Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. No caso de Sarney, por causa da idade, ele ficaria em prisão domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica.

Economia

Petrobras manterá investimentos no RN

Com um endividamento que chegou a R$ 351 bilhões no final do ano passado e um prejuízo que superou os R$ 21,6 bilhões, em 2014, a Petrobras deve apresentar, em 30 dias, um plano de negócios com alternativas para melhorar esses números. A informação foi transmitida pelo presidente da estatal, Aldemir Bendine, em audiência pública realizada nesta terça-feira (28) no Senado Federal. A economia não afetará a exploração de petróleo nos campos maduros do Rio Grande do Norte, nem a Refinaria Clara Camarão ou a Termelétrica Jesus Soares Pereira.

Convidado pelas comissões de Serviço de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE), Bendine prestou as informações sobre o Rio Grande do Norte a pedido do senador Garibaldi Filho, que conduziu a audiência pública ao lado do senador Delcídio Amaral. O parlamentar potiguar externou sua preocupação depois de o presidente da estatal enumerar uma série de medidas que serão adotadas para recuperar a empresa petrolífera da situação na qual se encontra.

Além de extinguir algumas áreas de produção, a Petrobras vai reduzir gastos e adiar ou desistir de projetos que estavam previstos. Bendine falou, por exemplo, que não existe a possibilidade de a empresa liberar recursos para a construção de refinarias no Maranhão e no Ceará, como chegou a ser anunciado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lava-Jato – O gerente executivo de Desempenho da Petrobras, Mario Jorge da Silva, e o diretor financeiro da empresa, Ivan de Souza Monteiro, também participaram da audiência pública. Mario Jorge expôs aos senadores detalhes sobre o balanço divulgado na semana passada. Ele analisou, por exemplo, os R$ 6,2 bilhões desviados para pagamentos feitos para o esquema de corrupção descoberto pelas investigações da Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

“Parte dos recursos que a Petrobras pagou para construir refinarias, plataformas e gasodutos foi repassado para fins ilícitos. Se não foi usado para constituir ativos, não poderia estar no balanço da empresa. Para chegar ao valor de R$ 6,2 bilhões, tivemos que lançar mão de informações da investigação. Os depoimentos, hoje já públicos, são consistentes quanto à existência do cartel, do período que operou e dos percentuais envolvidos na negociação”, declarou Mario Jorge.

Foto: Cedida

Reuniões Conjuntas

Política

“Defender a Petrobras é defender o povo brasileiro e seus trabalhadores”, declara Fátima

A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) participou, no início da tarde de hoje (25), do ato em defesa da Petrobras, realizado em Brasília. 

Fátima Bezerra criticou a postura da oposição e de alguns setores do país que tem criticado uma das maiores empresa do país. “Nós vamos defender SIM a Petrobras. Atacar a Petrobras é atacar a soberania nacional. Defender a Petrobras é defender o povo brasileiro e seus trabalhadores, e disso não abriremos mão. É preciso separar o joio do trigo, aqueles que prejudicam a imagem da empresa precisam ser punidos, por outro lado, precisamos valorizar aqueles que lutam pelo fortalecimento da Petrobras. Temos certeza de que a Petrobras e seus trabalhadores sairão fortalecidos desta campanha contra nossa maior empresa brasileira”, disse Fátima.

Foto: Assessoria



Política

Agripino comenta saída de Graça Foster da Petrobras

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), disse que a saída praticamente certa da presidente da Petrobras, Graça Foster, e de toda a diretoria da estatal deveria ter ocorrido há muito tempo para evitar, entre outras perdas, a queda brusca de investimentos estrangeiros à empresa. “Acredito que a solução deveria ter ocorrido há mais tempo. Não por questões pessoais ou por mérito ou demérito da titular, mas por questão da imagem da estatal perante os segmentos financeiros”, ressaltou o senador potiguar.

Nesta terça-feira (3), a presidente Dilma Rousseff se reuniu, no Palácio do Planalto, por mais de duas horas com Graça Foster e a saída de toda a diretoria da estatal está prevista para o final do mês.

Foto: Mariana DiPietro

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Política

Agripino diz que balanço divulgado pela Petrobras “é capenga”

O senador José Agripino classificou de “capenga” o balanço da Petrobras, divulgado nesta quarta-feira (28), com os resultados da empresa no terceiro trimestre de 2014. “A grande consequência dessa divulgação capenga é a perda da credibilidade da empresa”, declarou o líder do DEM no Senado, fazendo referência à ausência no relatório dos saldos negativos, em decorrência da corrupção na estatal. A declaração foi feita a jornalistas, no retorno do senador ao Congresso Nacional.

O presidente do Democratas acredita que sem incluir perdas por denúncias de corrupção, como era esperado, o relatório estabelece um clima de desconfiança entre os investidores. “Os números apresentados demonstram que a empresa não sabe o quanto foi pelo ralo”, destaca. “Esse relatório cria um cenário de desconfiança entre os investidores. Quem emprestou dinheiro a Petrobrás, vai querer buscar em um mês o que poderia buscar em um ano. Haverá uma corrida para saques que prejudicará ainda mais o caixa da empresa. Isso afeta o volume de recursos que ela dispõe para investir e compromete, de maneira geral, o desempenho da própria empresa”, alerta.

A divulgação do resultado patrimonial, adiada por duas vezes, apresenta um cálculo indicando potenciais baixas contábeis de mais de R$ 60 bilhões nos empreendimentos cujos contratos tiveram sobrepreço das obras.

Foto: Mariana DiPietro

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Sem categoria

Henrique nega envolvimento com irregularidades cometidas na Petrobras

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), se diz indignado por ver seu nome citado em reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de São Paulo, apontando seu envolvimento com o escândalo da Petrobras.

“Não há qualquer hipótese de verdade no meu envolvimento com as irregularidades cometidas na Petrobras. Repilo qualquer insinuação nesse sentido. Tenho a consciência absolutamente tranquila. Reitero que a delação premiada é um instrumento que beneficia o réu e não deve ser tomada como prova de verdade. Para isso, há a investigação séria dos órgãos competentes”.

Sem categoria

Calçadas da sede da Petrobras em Natal serão lavadas em protesto contra a corrupção

Indignados com os escândalos de corrupção no país, o sucateamento da saúde e da segurança pública, a péssima qualidade da educação, e a decadência da economia brasileira, membros da sociedade civil organizada se mobilizaram e criaram um grupo para protestar e chamar a atenção da população e do Congresso Nacional.

O movimento Vermelho Nunca Mais, composto por representantes de todos os níveis da sociedade potiguar, é apartidário e está mobilizando o primeiro evento de rua para o próximo domingo, dia 21 de dezembro, a partir das 10h, quando realizarão um ato simbólico de “lavar a calçada da sede da Petrobras”.

O protesto é integrado por empresários, médicos, representantes de associações de bairros, professores, dentre outros profissionais.

A lavagem da calçada da Petrobras, no bairro de Cidade da Esperança, é uma alusão aos recentes escândalos de corrupção tornados públicos que lesaram a companhia.

Sem categoria

Operação Lava Jato: MP denuncia 35 por corrupção, lavagem e quadrilha

Do G1

O Ministério Público Federal do Paraná ofereceu nesta quinta-feira (11) denúncias contra 35 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas e que resultou na descoberta de um esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento de obras da Petrobras.

Se o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância do Judiciário, aceitar as denúncias do Ministério Público, os investigados passarão à condição de réus no processo. A expectativa é que Moro aceite as denúncias até esta sexta (12).

Nesta quinta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esteve em Curitiba (PR) para se reunir com a força-tarefa do MPF do Paraná que atua no caso, a fim de discutir quais medidas podem ser tomadas a partir do oferecimento das denúncias.

Nas denúncias, os procuradores da República listaram três crimes imputados aos investigados – corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público Federal, das 35 pessoas denunciadas, 22 são ligadas às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS  e UTC (veja ao final desta reportagem a lista com os nomes dos 35 denunciados).

A Engevix informou que, por meio dos seus advogados, prestará os esclarecimentos necessários à Justiça. A Mendes Junior disse que não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento. A Galvão Engenharia afirmou que não irá se pronunciar. As empresas Camargo Corrêa, OAS, UTC também foram procuradas pelo G1, mas não tinham se manifestado sobre as denúncias até a última atualização desta reportagem.

Com as ações na Justiça, os procuradores tentarão recuperar R$ 971,5 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal, essa quantia corresponde a 3% dos valores de contratos firmados entre as empresas e a Petrobras  por meio do esquema de fraude em licitações. Segundo o MPF, esse era o percentual destinado à propina pago por empresas corruptoras aos beneficiários.

“Essas pessoas, na verdade, roubaram o orgulho do povo brasileiro. A complexidade dos fatos nos leva a intuir a dimensão desta investigação. Seguiremos como sempre fizemos – o Ministério Público Federal – de forma serena, de forma equilibrada, mas de forma firme e contundente. Cada pessoa, pela disposição legal, responde, tem responsabilidade, pelo ato que praticou”, declarou Janot.

Responsável por apresentar as denúncias à imprensa, o procurador Deltan Dallagnol afirmou que havia um “jogo de cartas marcadas” em licitações da Petrobras.

“As empresas simularam um ambiente de competição, fraudaram a competição e, em reuniões secretas, definiam quem iria ganhar as licitações”, disse o procurador.

Denunciados
Durante a apresentação das denúncias à imprensa, o procurador afirmou que, dos 35 denunciados nesta quinta pelo Ministério Público, 22 são ligados a empresas investigadas.

Algumas pessoas, explicou, são denunciadas mais de uma vez – como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que tinha envolvimento com mais de uma empreiteira, segundo o MP.

Dallagnol disse que a “força-tarefa” de procuradores que atua no caso identificou 154 atos de corrupção, referentes aos 35 denunciados nesta quinta. O procurador explicou que o número corresponde ao número de contratos investigados e nos quais foram encontrados indícios de irregularidades.

Segundo Deltan Dallagnol, há indicativos de que as empresas “corromperam” a Petrobras e outros órgãos públicos. O procurador sugeriu que o “ideal” seria que “todos” os contratos dessas empreiteiras fossem suspensos, mas ele reconheceu que a medida não é viável, devido à paralisação de obras públicas, e defendeu a manutenção da prisão dos que estão detidos.

Questionado se haverá um acordo entre o Ministério Público Federal e as empresas no processo da Lava Jato, o procurador afirmou que não há “acordão”.

“A exigência [do MPF] é de reparação por dano, reconhecimento de culpa e fornecimento de novas provas para investigações”, afirmou Dallagnol.

Repasses a Youssef
Em diversos momentos, Dallagnol ressaltou que todas as empreiteiras denunciadas foram investigadas, entre outros motivos, por repasses a empresas do doleiro Alberto Youssef.

Segundo o procurador, as empreiteiras declaravam serviços de consultoria que teriam sido prestados pelas companhias de Youssef, mas que, segundo o Ministério Público, nunca foram executados.

Dallagnol disse ainda que é possível afirmar que os recursos enviados às empresas de Youssef têm origem criminosa. Segundo ele, os bens da GFD, MO e Sanko,, pertencentes a Youssef, estão bloqueados, e todos os indícios são de que essas empresas tinham algum tipo de atividade ilícita.

Novas denúncias
Apesar de o MP ter denunciado nesta quinta 35 pessoas por três crimes, tanto Rodrigo Janot como Deltan Dallagnol ressaltaram que as investigações do Ministério Público referentes à Lava Jato continuarão e serão “aprofundadas” pela força-tarefa.

Dallagnol disse que novas denúncias serão oferecidas, por novos crimes e contra mais empresas. O procurador afirmou que as denúncias desta quinta pertencem ao primeiro “pacote”. Mas não quis informar quais nem quando serão apresentadas.

Dallagnol afirmou que o Ministério Público começou a “romper” a impunidade de grupos políticos e econômicos e que a “luta” contra a impunidade e a corrupção continuará.

Lava Jato
A operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação acabou resultando na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A sétima fase da operação policial, no mês passado, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos na sétima etapa da operação 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Conforme balanço divulgado pela PF, além das 25 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.

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Lava-jato: Delatores vão devolver R$ 423 milhões desviados da Petrobras

Numa série de acordos e confissões de fraudes sem paralelo em processos judiciais brasileiros, cinco delatores da Operação Lava Jato já se comprometeram a devolver R$ 423 milhões. As somas já estão bloqueadas em contas no Brasil e no exterior, e a devolução aos cofres públicos depende apenas de decisões judiciais burocráticas. Só o ex-gerente Pedro Barusco, um dos supostos cúmplices do ex-diretor de Serviços Renato Duque, firmou compromisso de devolver aproximadamente US$ 100 milhões, algo em torno de R$ 253 milhões, segundo disse ao GLOBO uma autoridade que acompanha o caso.

O valor é superior ao que a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB) teriam gasto, cada um, durante a campanha eleitoral deste ano. Dilma planejou despesas da ordem de R$ 300 milhões. Os gastos de Aécio teriam ficado em torno de R$ 290 milhões. Trata-se também do maior volume de recursos a ser devolvido a partir de acordos de delação premiada no país. Até então, a maior quantia a ser devolvida por um delator era a do ex-secretário de Assuntos Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, operador do mensalão do DEM. Dinheiro e bens a serem devolvidos por Barbosa giram na casa dos R$ 100 milhões, conforme cálculos do Ministério Público local.

A escalada de delações, associada à confissão de culpa e à devolução de dinheiro desviado, começou com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. O ex-diretor entregou a estrutura de corrupção em contratos de empreiteiras com a Petrobrás e assumiu por escrito o compromisso de devolver aproximadamente R$ 70 milhões. Desse total, US$ 23 milhões (R$ 58 milhões) estão bloqueados em contas bancárias na Suíça. Com o caminho aberto, o seu ex-cúmplice no esquema, o doleiro Alberto Youssef, também decidiu confessar envolvimento com a corrupção e entregar aproximadamente R$ 50 milhões.

Não demorou, o executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal, decidiu fazer o mesmo. O empresário concordou em pagar R$ 40 milhões a título de ressarcimento dos cofres públicos e contar ao Ministério Publico como e para quem pagou propina em troca de contratos com a maior estatal brasileira. Augusto Ribeiro, outro executivo da Toyo Setal, dispôs-se a pagar R$ 10 milhões e também complementar os relatos sobre os subornos de dirigentes da Petrobrás e de intermediários das negociatas.

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato estavam cientes da importância histórica dos valores a serem devolvidos pelos delatores. Numa cartada emblemática, procuradores obtiveram o compromisso de que Barusco devolverá aproximadamente US$ 100 milhões. Parte do dinheiro, US$ 20 milhões, já está bloqueada em contas na Suíça.

Barusco é ligado a Renato Duque, que ocupou a diretoria de Serviços da Petrobras até 2012 por indicação do PT. Barusco dediciu entregar o dinheiro depois de terem sido denunciados por Camargo e Ribeiro.

“DEPOIMENTOS DETALHADOS”

“Com efeito, os depoimentos transcritos são bastante detalhados, revelando pagamentos de propinas em diversas obras da Petrobrás, como na Repav, Cabiúnas, Comperj, Repar, Gasoduto Urucu Manaus, Refinaria Paulínea, a Renato Duque e ainda a gerente da Petrobrás de nome Pedro Barusco, com detalhes quanto ao modus operandi e as contas no exterior creditadas”, sustenta o juiz Sérgio Moro ao decretar a prisão de Duque e outros 26 investigados na Lava-Jato, na semana passada.

Barusco só não foi preso porque decidiu colaborar com a Justiça e devolver o dinheiro desviado. Os acordos de delação e devolução de expressivas somas em espécie são resultado do trabalho de procuradores da força-tarefa e de Sérgio Moro. Um dos procuradores, Carlos Fernando, e Moro são especialistas na questão.

Paulo Roberto Costa decidiu abrir o jogo ao Ministério Público e à Polícia Federal numa tentativa de evitar as prisões das filhas e dos genros, também acusados de envolvimento com a movimentação de dinheiro de origem ilegal. Segundo um de seus advogados, ele estava deprimido e decidiu contar tudo e devolver o dinheiro como uma forma de libertação.

Alberto Youssef resistiu longamente, mas acabou decidindo colaborar por pressão da mulher e da filha. Elas tinham receio de que o pai tivesse destino parecido com o de Marcos Valério, o operador do mensalão do PT. Valério foi condenado a mais de 40 anos de prisão. Os outros cúmplices foram punidos com penas menores, e muitos deles já estão soltos. Os outros delatores também começaram a contar o que sabem por medo de permanecerem longos anos na cadeia.

Fonte: Agência O Globo