Política

Temer diz que ainda acredita na aprovação da reforma da Previdência

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse neste sábado (4), em entrevista ao Jornal da Band, que acredita que o governo ainda vai conseguir colocar em pauta e aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional.

De acordo com ele, os últimos 90 dias, apesar de “muito tumulto político”, foram um período de notícias positivas na economia, como a criação de empregos e o crescimento do PIB, o Produto Interno Bruto. Como altera a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos, na Câmara e no Senado, com alto quórum [308 deputados e 49 senadores].

Citando a vitória do governo em outros assuntos tratados pelo Planalto como reformas estruturais, como a emenda que institui um teto para os gastos públicos e a mudança de leis da CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho,Temer disse estar disposto a levar adiante as alterações ao acesso à aposentadoria e, posteriormente, promover uma reforma tributária. “Penso que ainda vamos conseguir aprovar a reforma da Previdência”, afirmou.

Temer está na China desde quinta-feira (31) e cumpre uma agenda que envolve encontros com investidores, empresários, o presidente Xi Jinping e a participação na 9ª Cúpula do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul).

Política

Garibaldi dialoga com sindicalistas e afirma: “As reformas são necessárias ao Brasil”

O senador Garibaldi Filho recebeu representantes de centrais sindicais do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (12), em Natal, para dialogar sobre as reformas que tramitam no Congresso Nacional, em especial a reforma trabalhista e a previdenciária. Garibaldi foi o primeiro senador da bancada do estado a receber a comissão.

As entidades sindicais expuseram suas posições contrárias às reformas e informaram sobre novas paralisações no decorrer do mês, enquanto houver tramitação nas casas legislativas. Foi dito ainda que existe uma orientação do Fórum Nacional das Centrais Sindicais para que as centrais estaduais busquem os respectivos parlamentares com intuito de dialogar.

No encontro, o senador Garibaldi ouviu os argumentos de todos os presentes e demonstrou preocupação com o cenário descrito, citando a crise econômica, crescimento do desemprego e queda na arrecadação. “Essas reformas são necessárias ao País e estamos em um caminho sem volta. Caso contrário, vamos entrar em uma situação de insustentabilidade política e econômica”, disse.

Por fim, o senador informou aos dirigentes sindicais do seu voto favorável as reformas trabalhista e previdenciária. Ele lamentou a posição dos dirigentes sindicais, mas ressaltou a importância de manter o diálogo com a sociedade.

“Lamento que neste momento estejamos em lados contrários e afirmo que este é um dos mais difíceis da minha vida política diante deste cenário apresentado pelos sindicatos. Mas não posso ser hipócrita e dizer que não acredito na necessidade destas reformas, ao contrário do que ele afirmam. O Brasil passa por um momento complicado e não vai ser de fácil solução. Buscamos as melhorias em cada reforma e sem retirar direitos essências”, afirmou.

Participaram do encontro com o parlamentar, dirigentes da Central Sindical e Popular (CSP/Conlutas), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato Adurn, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Confederação dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (Contracs) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Estas centrais representam dezenas de sindicatos e categorias, entre elas; professores, petroleiros, bancários, comerciários, funcionários públicos da administração direta e indireta.

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