Diversos

Deputado e especialistas cobram melhorias em ações voltadas à saúde mental

A Assembleia Legislativa discutiu, na tarde desta terça-feira (10), ações necessárias para o combate ao suicídio no Rio Grande do Norte.

Ouvindo autoridades e especialistas no assunto, a audiência pública proposta pelo deputado Hermano Morais pontuou a necessidade de que se trabalhe para ampliação ao atendimento aos transtornos mentais, esclarecer a população sobre a importância de se respeitar e tratar as doenças da mente.

Com o auditório lotado, o deputado Hermano Morais falou sobre a importância da discussão, que tratou sobre o “Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio”. Para o parlamentar, a Casa Legislativa cumpre o o seu papel ao ampliar o debate sobre o tema, colaborando com a desmistificação acerca das mortes por suicídio.

Psicóloga da UFRN, Milena Câmara defendeu que é preciso que a sociedade comece a enxergar os transtornos da mente como doenças. No entendimento da psicóloga, ainda é difícil para a população saber o que fazer e até aceitar uma doença da mente. “Muitas vezes, por negarmos essa possibilidade, fica ainda mais complicado de observar”, disse.

Foto: Eduardo Maia

Geral

Debate discute prevenção do suicídio e cobra rede de proteção na Ponte Newton Navarro

O Setembro Amarelo foi tema de discussão na tarde desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, por proposição da deputada Márcia Maia (PSDB). Reunindo deputados, autoridades no assunto e pessoas que tiveram familiares como vítimas do suicídio, a Audiência Pública apontou para ações emergenciais que devem ser tomadas para reduzir o número de suicídios no estado. Entre os principais pontos está a implantação de uma rede de segurança na Ponte Newton Navarro.

Atualmente, o número aproximado de mortes referentes a suicídios no Brasil supera os 11 mil por ano, sendo a terceira maior causa de mortes por fatores externos identificados, com 6,8% dos casos, atrás somente dos homicídios (36,4%) e das mortes relacionados ao trânsito (29,3%). Apesar de haver um aumento no número de casos e redução ampliação das notificações, o caso ainda é tratado como tabu. A falta de informações concretas, na opinião dos participantes do debate, dificulta a realização de ações para prevenir novos casos de suicídio.

No entendimento da professora Anna Karina Silva, do departamento de Psicologia da UFRN, é preciso que o tema seja mais discutido e deixe de haver uma barreira ao se falar sobre suicídio.

Médico psiquiatra do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Emerson Arcoverde acredita que é preciso mudanças na formação dos profissionais da área de Saúde, para que os cuidados com a saúde mental também sejam prioridade no atendimento, identificando casos de pessoas que têm ou estão com tendências suicidas.

Foto: Ney Douglas

Foto: Ney Douglas

Diversos

Associação Norte-Riograndense de Psiquiatria lança campanha de prevenção ao suicídio

A Associação Norte-rio-grandense de Psiquiatria lançou nesta segunda-feira (03) a campanha “Setembro Amarelo”, de prevenção ao suicídio. A data é mundial e no Brasil é celebrada desde 2014, inicialmente pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Os números do problema impressionam e causam preocupação em autoridades da saúde do mundo inteiro. Somente no Brasil, estima-se que doze mil pessoas cometam suicídio a cada ano.

Por isso, a cada ano as cidades se vestem de amarelo, para chamar atenção para o problema. Aqui no estado uma vasta programação foi preparada, contando com inúmeros psiquiatras que atuam nas nossas cidades. A ideia é esclarecer as pessoas, mostrando que mais de 95% dos casos de suicídio são causados por problemas mentais, como depressão, transtorno bipolar e uso de entorpecentes. “É importante que se diga que todos esses casos poderiam ser evitados, caso as doenças fossem detectadas e tratadas a tempo”, disse o dr. Gustavo Xavier, presidente da ANP/RN.

E para detectar as doenças é necessário que a população fique atenta aos sinais. Sim, quem tem ideias suicidas apresenta sinais como isolamento, mudança de comportamento, agressividade. Pensar o contrário é apenas mais um dos tabus a serem quebrados, como ver a depressão como frescura ou “falta de Deus”. “A pessoa acometida por uma dessas doenças precisa da ajuda de um profissional. Procurar a ajuda de um médico, mesmo no sistema básico de saúde é a primeira providência”, lembro dr. Emerson Arcoverde, vice-presidente da ANP/RN.

A programação do “setembro amarelo” no RN foi anunciada em uma entrevista coletiva, na sede da associação. Ao longo do mês os psiquiatras farão palestras temáticas em diversas instituições como colégios, universidades, igrejas e unidades de saúde. No dia 12, a ANP/RN oferecerá um curso gratuito a profissionais da imprensa sobre a prevenção do suicídio e ainda sobre como abordá-lo corretamente em matérias ou reportagens. Prédios públicos serão iluminados em amarelo e panfletagens serão feitas em pontos diferentes da capital. A programação se encerra com uma caminhada no Parque das Dunas, marcada para o dia 29, às 8h da manhã.

“Esta é uma campanha para celebrarmos a vida. Queremos o envolvimento de todas as pessoas, de todas as idades e classes sociais. Temos que combater este terrível problema”, concluiu Dr. Gustavo Xavier.

Hospital-Regional-de-Paraíso-TO-adere-à-campanha-Setembro-Amarelo-de-prevenção-ao-suicídio