Diversos

UFRN cancela edição 2019 da Cientec

A 25a. edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec 2019) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi cancelada devido à falta de verba para custear o evento, que seria realizado de 23 a 25 de outubro deste ano, abordando a temática “Objetivos do desenvolvimento sustentável”.

Segundo explicou o pró-reitor de Extensão, Aldo Aloisio Dantas da Silva, a medida foi tomada em virtude do bloqueio orçamentário sofrido pelas instituições federais de ensino superior e que impedem o planejamento do evento.

Ele esclareceu que o cancelamento da edição acontece após a realização de reuniões para análise orçamentária, nas quais foram pensadas diversas alternativas para a execução da Cientec.

“Lamentamos o cancelamento deste que é o maior evento acadêmico-científico do estado do Rio Grande do Norte, pois sabemos da importância que o mesmo possui para a comunidade acadêmica e potiguar”, acrescentou.

Natal

Solenidade na Câmara de Natal homenageia os 60 anos da UFRN

A Câmara Municipal de Natal prestou homenagem, na noite desta quinta-feira (06), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pelos 60 anos da instituição de ensino. A sessão solene foi de proposição do vereador Ney Lopes Júnior (PSD) e prestigiada por professores, ex-reitores, servidores, estudantes e representantes dos segmentos da educação e cultura do Rio Grande do Norte.

Criada em 1958, a UFRN possui 113 cursos de graduação, 136 de pós-graduação, em 5 campis e uma média de 43 mil alunos. Em 2017, foi considerada pelo britânico Times Higther Education (THE), um dos mais importantes rankings internacionais de universidades, uma das melhores Instituições de Ensino Superior da América Latina.

A reitora Ângela Maria Paiva Cruz foi representada pelo vice-reitor José Daniel Diniz, que após a homenagem discursou representando os homenageados. O sucessor da reitora Ângela Paiva agradeceu a homenagem da Casa Legislativa.

Além do propositor, participou da solenidade o presidente Raniere Barbosa (Avante); os vereadores Preto Aquino (Patriota), Felipe Alves (MDB) e Sandro Pimentel (PSOL).

Diversos

Assembleia homenageia os 60 anos da UFRN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, por propositura do deputado Hermano Morais (MDB), homenageou na manhã desta quinta-feira (22) os 60 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A UFRN foi fundada em 25 de junho de 1958, através de lei estadual aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo governador Dinarte Mariz.

Em seu discurso, Hermano fez um balanço da educação no Brasil. “Os dados mostram que, por causa das políticas equivocadas que têm sido adotadas há anos, o Brasil continua perdendo a corrida educacional, mas, apesar de todas as dificuldades, é de forma atenta, robusta, solidária e infatigável, que o jovem potiguar tem encontrado a nossa Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, disse ele, que também foi aluno da instituição.

No evento, a Assembleia homenageou o professor Doutor Onofre Lopes da Silva (in memoriam), a atual reitora da universidade, Professora Doutora Ângela Maria Paiva Cruz e o Professor Aldo Simões Parisot, natalense, centenário, violoncelista e professor da Yale School of MusicA Orquestra Sinfônica da UFRN fez uma apresentação durante a sessão solene, encantando os presentes, docentes e ex-alunos da instituição.

AL

Diversos

UFRN é condenada a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais em erro médico

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi condenada a pagar indenização de danos morais no valor de R$ 200 mil por erro médico ocorrido na Maternidade Escola Januário Cicco. A denúncia recaiu sobre procedimento conduzido pela equipe médica vinculada à Maternidade Januário Cicco.

Segundo o relato da parte autora, Sara Epaminondas Alves, o parto seria normal, mas terminou sendo cesáreo. Durante a cirurgia ocorreram complicações e o bebê ficou com seqüelas de hipóxia neonatal (falta de oxigenação).

A Juíza Federal Moniky Mayara Costa Fonseca acolheu a preliminar de ilegitimidade das médicas processadas, já que pela Constituição Federal prevê “a responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público pelos danos causados por seus agentes a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o servidor público responsável nos casos de dolo ou culpa grave”.

A magistrada destacou que ficou provado nos autos o erro médico. “Embora a perícia realizada pelo médico obstetra tenha concluído que os profissionais da Escola Maternidade Januário Cicco seguiram todos os protocolos clínicos da área de obstetrícia, o prontuário médico e os depoimentos colhidos na audiência de instrução e julgamento apontam que houve uma falha da equipe médica na condução do parto, que não pode ser atribuído a um momento específico, mas a uma cadeia de acontecimentos que culminou com o sofrimento fetal (hipóxia neonatal) e, por conseguinte, com o quadro de paralisia cerebral”, escreveu a magistrada na sentença.

A Juíza Federal analisou que a paralisia cerebral da criança, decorrente da falta de oxigenação, poderia ter sido revertida se a equipe médica tivesse realizado um acompanhamento mais efetivo e o parto cesariano logo após ter sido constatada taquicardia do bebê.

Estado

UFRN recebe homenagem na Câmara dos Deputados por indicação de Rafael Motta

A Câmara dos Deputados homenageou, nesta quinta-feira (9), em sessão solene requerida pelo deputado Rafael Motta (PSB-RN), os 60 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), comemorado no último dia 25 de junho.

Em mensagem enviada ao Plenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), destacou o protagonismo nacional da universidade ao criar o segundo Instituto de Medicina Tropical do Brasil e o primeiro do Nordeste.

O deputado Rafael Motta (PSB-RN) é ex-aluno da UFRN, formado em engenharia de produção. Ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelas universidades públicas hoje em dia e disse que a UFRN “não tem medido esforços para garantir um bom nível de capacitação de professores e funcionários, além de manter infraestrutura e ferramentas didáticas pedagógicas adequadas ao cumprimento de suas funções”.

O deputado Felipe Maia (DEM-RN) parabenizou a instituição, ressaltando o papel que ela desempenha para o estado. “A nossa UFRN é um elemento essencial para o desenvolvimento de nosso estado”, pontuou.

A solenidade também foi prestigiada pelo senador José Agripino Maia (DEM-RN) e pelo deputado estadual Ricardo Motta (PSB-RN).

Inclusão social
A deputada Zenaide Maia (PHS-RN), também ex-aluna da instituição, se formou em medicina e fez residência na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ela ainda trabalhou como médica por 30 anos no Hospital Onofre Lopes, o hospital universitário da UFRN. Para ela, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte é o grande motor do desenvolvimento humano, econômico e social do estado desde 1958.

*Informações da Agência Câmara Notícias

Foto: Cleia Viana/Câmara dos deputados

Foto: Cleia Viana/Câmara dos deputados

Diversos

Nova pesquisa detecta células cerebrais que melhoram a aprendizagem

Pesquisadores do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em colaboração com pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, deram um passo importante na descoberta de neurônios que desempenham papel crucial no processo de aprendizado.

Eles constataram que a inativação de certos tipos de neurônios do hipocampo facilita consideravelmente o aprendizado. Este trabalho tem enorme relevância, pois permite compreender o funcionamento do processo de aprendizagem e pode, no futuro, impactar no tratamento da demência.

No Brasil, o número de pessoas com Alzheimer, por exemplo, demência mais comum e familiar, já atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa de 2016.

É comum que uma pessoa com este tipo de doença se esqueça de acontecimentos recentes, mas se lembre com clareza de coisas que aconteceram há muitos anos em sua vida. Ambos os casos implicam o uso de memória episódica, o armazenamento do cérebro de eventos nos quais estivemos pessoalmente envolvidos. Isso porque a demência prejudica a capacidade de formar novas memórias, especialmente de eventos desde o início da doença.

Com o título: OLMα2 Cells Bidirectionally Modulate Learning (Células OLMα2 modulam bidirecionalmente a aprendizagem) o trabalho, publicado na prestigiosa revista Neuron (uma das mais importantes na área de Neurociências), constatou que as células “guardiãs do portão da memória” ou, no jargão técnico, células OLM (Oriens-lacunosum moleculare), quando superativadas em experimentos com camundongos de laboratório, provocaram deterioração na memória e nas funções de aprendizagem dos animais. Quando inativadas, a função da nova formação de memória melhorou.

O mesmo grupo de pesquisadores, formado pelos professores Richardson Leão, Adriano Tort, o ex-doutorando Arthur França, todos do Ice-UFRN, e o professor Klas Kullander, da Uppsala, além de outros nomes, já tinha sido responsável, em 2012, pela descoberta da função das células OLM na memória.

A nova pesquisa melhorou a compreensão de como um único componente nos circuitos de memória pode afetar a sua formação. “Para nós foi uma surpresa descobrir que podemos interferir diretamente no aprendizado através da manipulação dessas células. Nossa pesquisa poderá ter um grande impacto em déficits de aprendizado se aprendermos a controlar farmacologicamente essas células”, explica Richardson Leão.

De acordo com Klas Kullander, inicialmente, o grupo esperava ser capazes de prejudicar o aprendizado, pois parecia provável que o efeito do experimento no nível celular perturbasse a função normal do sistema nervoso. No entanto, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que o aprendizado e a memória também poderiam ser melhorados.

A descoberta abre um novo caminho para entender a perda de formação de memória na doença de Alzheimer e nas demências que prejudicam as memórias de curto prazo. Para aqueles que sofrem de sintomas de demência, perder funções de memória é um grande problema diário. Infelizmente, não há tratamentos curativos ou medicamentos que possam impedir o desenvolvimento de doenças demenciais.

O próximo passo desta pesquisa será investigar isso mais de perto em outros experimentos em modelos animais comparáveis a seres humanos. “Precisamos de mais conhecimento antes que experimentos possam ser feitos para estimular artificialmente as células OLM em humanos”, completa Kullander.

*Com informações de Anneli Waara – Universidade de Uppsala

 

Diversos

Turma de odontologia de 1967 da UFRN comemora cinquentenário

A turma que se formou em odontologia no ano de 1967 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), iniciou nesta quinta-feira (14), com uma foto, a programação para comemorar o cinquentenário.

Foram 58 novos dentistas na época, sendo que 11 já faleceram, 25 não vão poder participar das festividades e 22 estão se reencontrando.

Nesta sexta-feira (15), a programação será o dia inteiro no Hotel Parque das Costeira.

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Estado

Com apoio da bancada federal, UFRN recebe R$ 4,5 milhões do Governo Federal e Ufersa outros R$ 7,5 milhões

Nesta quinta-feira (14), o Governo Federal liberou mais de R$ 4,5 milhões para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O recurso financeiro foi destinado pela bancada federal potiguar por meio das emendas ao Orçamento da União de 2017. Segundo o coordenador da bancada do RN, deputado federal Felipe Maia (DEM), a liberação vai permitir o pagamento de despesas já liquidadas de fornecedores de equipamentos e serviços de construção.

Também foram liberados outros R$ 7,5 milhões para a Universidade Federal do Semiárido (Ufersa) do Rio Grande do Norte.

Cidades

UFRN assina acordo de criação de área experimental em Caicó

Com o objetivo de expandir o ensino, pesquisa e extensão, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, através da Escola Agrícola de Jundiaí, firmou contrato de comadato de imóvel rural para instalação da Área Experimental ‘Maria das Neves Cavalcante-Nevinha’, no município de Caicó. A cerimônia realizada na última quarta-feira (31), na Fazenda Dominga, contou com a participação de docentes, pesquisadores, alunos, técnicos administrativos, colaboradores e secretários da administração local.

De acordo com a Coordenadora da área, a Professora Doutora Rosimeire Cavalcante dos Santos, a assinatura do contrato consolida a atuação da Universidade na área rural de Caicó, e abre portas para o avanço científico. “Desde 2010, a Fazenda Dominga tem recebido a Universidade, através de seus docentes, pesquisadores e alunos, permitindo o desenvolvimento de estudos na área das ciências agrárias. Com a assinatura deste contrato, consolidamos esta parceria e criamos assim uma espécie de ‘Fazenda Escola’ que será um laboratório vivo de ensino, pesquisa e extensão”.

Para o proprietário da Fazenda Dominga, Pedro Nóbrega de Araújo Filho, a parceria com a UFRN é muito importante para o desenvolvimento da regional. “Servir como laboratório para o desenvolvimento do ensino é muito gratificante para nós. Há uma troca de conhecimento entre os alunos, professores e produtores que só tem a trazer benefícios para todos envolvidos no processo e permite preservar, conservar e promover o desenvolvimento regional”.

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Cultura

UFRN quer apoio para disponibilizar à sociedade acervo do Diário de Natal e O Poti

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva, permanece em Brasília até a quinta-feira (12). Ela está buscando junto aos senadores e deputados federais apoio para que apresentem uma emenda de bancada específica para que a UFRN possa digitalizar e disponibilizar à sociedade o acervo dos jornais Diário de Natal e O Poti, que estão sob a responsabilidade da instituição.

Na manhã desta quarta-feira (11), depois de reunir-se com a reitora, o senador Garibaldi Filho manifestou seu apoio à iniciativa. “O acervo dos extintos jornais Diário de Natal e O Poti têm um valor inestimável para o Rio Grande do Norte. Parte da história do povo potiguar está retratada naquelas publicações. É fundamental que esse material saia dos arquivos e seja colocado à disposição da população”, opinou Garibaldi Filho.

O acervo, que está cedido em comodato à UFRN, reúne as edições a partir de 18 de setembro de 1939 até 2 de outubro de 2012, último dia de circulação do Diário de Natal. “Além das edições impressas, existem microfilmes, fotografias, documentos, recortes e outros objetos”, informou a reitora Ângela Paiva. Todo o material está guardado no Museu Câmara Cascudo, em Natal.

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Diversos

UFRN está entre as melhores Universidades do Brasil

Do UOL

Caiu de 27 para 21 o número de universidades brasileiras entre as mil melhores do mundo. A avaliação é de um dos principais rankings universitários internacionais, o Times Higher Education, divulgado nesta terça (5).

Das 27 universidades presentes na lista anterior, 10 sumiram do ranking: 8 federais e 2 estaduais. Como 4 novas instituições brasileiras entraram na lista, o Brasil acabou perdendo 6 postos no total.

Saíram do top 1.000 a UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFLA (Universidade Federal de Lavras), UFV (Universidade Federal de Viçosa), UFF (Universidade Federal Fluminense), UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Já a Unifei (Universidade Federal de Itajubá), UnB (Universidade de Brasília), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) são as quatro universidades que entram no ranking pela primeira vez. Todas estão na faixa final –de 801º a 1.000º–, a classificação é feita em grupos a partir da posição 200.

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Estado

Governo e UFRN discutem implantação de rede Infovia no Estado

Uma rede de alta velocidade para interligar escolas, hospitais, instituições de ensino superior e órgãos públicos em todo o Rio Grande do Norte. Essa é a proposta da “Infovia Potiguar”, projeto que vem sendo discutido pelo Governo do Estado e UFRN. Na manhã desta segunda-feira (31), o governador Robinson Faria se reuniu com representantes da instituição e secretários de Estado para dar prosseguimento ao processo de implementação da rede no RN.

 “O projeto vai interligar os principais órgãos públicos em uma rede de alta velocidade, de qualidade, e que vai facilitar e agilizar os serviços oferecidos à população. Além disso, é uma oportunidade de atrair novos investimentos da iniciativa privada para o interior do estado”, afirmou Robinson Faria.

O governador ainda ressaltou que nos próximos dias irá se reunir com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, para pleitear os recursos do governo federal para a implantação da rede. “O projeto está pronto e agora precisamos negociar com o ministro para assegurar o investimento”, declarou o chefe do Executivo estadual.

A reitora da UFRN, Ângela Paiva, disse que “essa é a oportunidade de melhorar e modernizar a infraestrutura das unidades educacionais do interior”.

Governador e Reitora da UFRN - Foto: Rayane Mainara

Governador e Reitora da UFRN – Foto: Rayane Mainara

Estado

Projeto da UFRN pode impedir a desertificação da caatinga

Uma equipe de pesquisadores do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveu um projeto que pode frear o processo de desertificação na região da caatinga, que hoje atinge pelo menos 16% desse rico bioma, presente em vários estados nordestinos e norte de Minas Gerais. O trabalho, sob coordenação da professora de ecologia Gislene Ganade, do Centro de Biociências, começou há quatro anos, em uma área de 3,5 hectares da Floresta Nacional de Açu, no interior do estado.

A equipe coordenada pela professora Gislene pesquisou vários métodos de reflorestamento e o que trouxe melhor resultado consiste na utilização de um cano de PVC para plantio de sementes e mudas. O cano, que tem no final um pequeno reservatório de água, fica por um tempo numa estufa. A técnica permite à planta crescer e, quando a raiz atinge um metro de extensão, a planta é levada para o local definitivo, quando o cano é retirado.

“O alongamento da raiz traz a possibilidade de a planta puxar a água do fundo, onde está mais acumulada, e, assim, ela sobrevive”, explica a professora. Ao se desenvolver, ela retém muito mais nutrientes e costuma crescer além do habitual. Para chegar a essa metodologia, foi preciso realizar 35 combinações possíveis de métodos de reflorestamento, envolvendo os mais diferentes tipos de raízes.

A professora conta que isso só possível graças ao estoque líquido formado no pé da raiz. “A gente vai jogando água e no decorrer dos dias são oito litros acumulados. Não precisa mais irrigar. A planta vai utilizando lentamente o que precisa e que é só dela – nenhuma outra tem acesso”, afirma. Segundo ela, 16 espécies vêm sendo reassentadas, como a jurema branca e a preta, a umburama, o mororó e o juazeiro, sendo este último uma ótima fonte de pólen para as abelhas produzirem mel da melhor qualidade.

Laboratorio de Ecologia da Restauração plantando mudas na estação seca

Diversos

Pesquisadores da UFRN estudam tecnologia Eletroquímica como metodologia para descontaminação de água

A tecnologia Eletroquímica é uma alternativa para se aplicar no processo de descontaminação da água, seja ela proveniente de indústrias ou residuárias, de estações de tratamento de esgoto. É o que defende uma linha de pesquisa, desenvolvida desde 2010, pelo Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A proposta difere dos métodos mais convencionais utilizados atualmente, como reflete o professor Carlos Alberto Hutle, que tem estado à frente de diversas pesquisas voltadas para essa área. “Geralmente, tratamento biológico, tratamento psicoquímico, cloração, absorção, carboxilado, filtração e decantação são processos cotidianamente usados nas indústrias, em estações de tratamento de esgoto e estações de purificação de água”, aponta.

A eletroquímica tem a pretensão de se fixar como uma alternativa diante de tantas outras desenvolvidas nas engenharias, na química e nas ciências biológicas. O LEAA estuda a aplicação da tecnologia a partir do seguinte procedimento: compartimentos com propriedades específicas (conhecidos como células eletroquímicas), que são alimentados por uma fonte de alimentação elétrica, são colocados em contato com a água que se pretende purificar; a condutividade entre ambos permite que uma corrente elétrica consiga ser transportada ou passada pela água produzindo oxidantes, que reagem com os compostos orgânicos (poluentes). Dependendo da complexidade de suas moléculas, os compostos orgânicos são fragmentados até resultar apenas em dióxido de carbono e água.

O objetivo é tentar diminuir a maior quantidade possível de compostos orgânicos presentes na água para poder reutilizá-la, devolvê-la ou descarregá-la em algum tipo de sistema aquático sem prejudicar o ecossistema.

Estações de tratamento de esgoto podem utilizar tecnologia Eletroquímica no processo de descontaminação da água

Política

Felipe Maia conhece projeto de Centro de Convenção da UFRN

O deputado federal Felipe Maia, coordenador da bancada federal do estado, se reuniu na sexta-feira (07), com a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Paiva e diretores dos diversos Centros que compõe a universidade. Na pauta do encontro foi apresentado o projeto do Centro de Convenções da UFRN.

A primeira etapa da obra está orçada em R$ 32 milhões, reunirá teatro e salas de exposições que atenderão a mais de 3.200 pessoas. O novo equipamento possibilitará a realização de eventos da comunidade acadêmica e da população em geral, configurando-se como mais um espaço para o turismo de eventos no RN.

Na reunião, o deputado Felipe Maia conheceu o projeto e estendeu o convite da reitora aos demais parlamentares do estado entenderem as necessidades orçamentárias da obra. A bancada do estado se reunirá no próximo dia 18, às 17h, em Brasília para discutir as demandas das instituições potiguares, incluindo o pleito da UFRN. “Entendemos a necessidade de termos um novo equipamento deste porte em nosso estado, para atender os alunos da instituição, a população e ainda potencializar o turismo de eventos potiguar. O projeto conta com o meu apoio e contará com atenção e empenho da nossa bancada também”, comentou Maia.

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Cidades

Florânia entra no mapa da Paleontologia do RN depois da descoberta de um fóssil mastodonte

Em meio à paisagem da zona rural de Florânia, município da região Central do Rio Grande do Norte a 216 quilômetros de Natal, capital do estado, algo de diferente chamou a atenção do adolescente Edivan Gaudino Neto, 16 anos. Ele percebeu no leito de um rio uma suposta “pedra” com formato inusitado, como se tivesse dentes. Em casa, o garoto comentou com a irmã Ana Karollina Santos Silva, de 12 anos.  Coincidência ou não, Karollina estudava sobre dinossauros na escola e constatou a possibilidade de ser restos mortais daqueles seres. Não se tratava de um “dino”, como pensaram, mas sem querer, os irmãos descobriram um fóssil pré-histórico do mastodonte, animal semelhante ao elefante atual, que viveu há mais de 10 mil anos nas Américas do Norte e do Sul. A confirmação veio por meio de profissionais do Museu Câmara Cascudo (MCC), após expedição nos dias 12 e 13 de agosto ao local, para o reconhecimento da espécie.

Informada sobre a descoberta pelo arqueólogo Astrogildo Cruz – responsável pela primeira análise dos vestígios, juntamente com o arqueólogo e professor de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Orlando Figueredo –, a equipe do MCC coletou “fragmentos da defesa (presa de marfim) e da mandíbula com os dentes molares do animal e transportou-os para o Museu, em Natal, onde fizeram a limpeza e estudos complementares”, conta o biólogo da Instituição, Wagner de França Alves. “O proprietário da terra me procurou para avaliar se aquilo poderia ser um fóssil. Diante do potencial dos vestígios levei as fotos da peça ao MCC”, detalha Astrogildo Cruz.

Restos mortais do mastodonte já foram encontrados no Rio Grande do Norte e em quase todos os estados brasileiros, exceto no Tocantins, mas no município de Florânia é a primeira vez. A cidade já é conhecida por seus sítios arqueológicos, onde são encontrados vestígios de povos pré-históricos e históricos. Agora, ganha relevância, também, para a Paleontologia, ciência que estuda as formas de vida passadas por meio dos seus fósseis.

De acordo com a diretora do MCC, Maria de Fátima Ferreira dos Santos, a novidade expande a distribuição geográfica de fósseis no Estado. O mastodonte e outros animais de grande porte, como preguiças gigantes e tigres dentes de sabre, já foram descobertos em outros municípios potiguares, entre eles São Rafael, Nova Cruz, Apodi, Rui Barbosa, Montanhas e Antônio Martins. “Temos interesse de retornar a Florânia para coletar o que ficou da peça exposta e investigar a existência de outras espécies, como normalmente ocorre nos depósitos fossilíferos”, ressalta.

Contribuição científica

Fátima Ferreira explica que a descoberta é muito importante para o conhecimento científico, pois proporciona a observação de outras nuances como a causa da morte dos animais, patologias que os tenham acometido e os processos envolvidos na fossilização. Para tanto, o MCC possui um setor de Paleontologia e dispõe de laboratório e reserva técnica, que abrange metodologias de coleta de amostras e dados em campo para embasamento e organização das coleções científicas. Os projetos desenvolvidos no setor são atividades acadêmico-científicas para alunos dos cursos de Geologia e Ciências Biológicas da UFRN. Já o acervo serve como objeto de pesquisa para monografias, dissertações e teses.

A Instituição da Rede Universitária de Museus da UFRN (RUMUS), explica que o MCC também dispõe dos setores de Etnologia – para estudo dos povos e culturas – e Arqueologia – para estudo das formas de vida em períodos geológicos passados. O acervo do maior museu do Estado pode ser apreciado na área de exposição, onde os visitantes são apresentados a carapaças e ossos de tatu, defesas de elefantes, ossos de preguiças, entre outras peças milenares até de tempos muito distantes, como fósseis de invertebrados que viveram há 65 milhões de anos.

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Política

Ministro da Educação recebe em audiência Agripino, Felipe Maia e Reitora da UFRN 

Nesta quarta-feira (10), o deputado federal Felipe Maia (DEM) participou, juntamente com o senador José Agripino (DEM) e representantes do Núcleo de Pesquisas em Alimentos e Medicamentos (Nuplam) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), como a reitora Ângela Paiva e o diretor do Núcleo, Carlos Lima, de uma audiência com o Ministro da Educação, Mendonça Filho, para acompanhar a apresentação do trabalho feito pelo Núcleo, que produz medicamentos de qualidade na área terapêutica.

O Nuplam tem o objetivo de incentivar o ensino, em níveis de graduação e pós-graduação específicos para produção de medicamentos e elaboração de pesquisa científica e tecnológica de insumos farmacêuticos, medicamentos e higienizantes.

Na ocasião, o Ministro foi convidado para uma visita a sede do Nuplam com o objetivo de conhecer melhor o trabalho da instituição.

Estado

Henrique leva a Reitora da UFRN ao Ministro da Saúde para discutirem novos projetos

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves e a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Cruz, estiveram com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, nesta quinta-feira (22). Eles discutiram a liberação de recursos de um projeto, já firmado ente o Ministério da Saúde e a UFRN, para a produção de conteúdos e oferta de cursos de qualificação para os profissionais da área, principalmente os que atuam no programa Mais Médicos e, futuramente, no programa Mais Especialidades, entre outros programas de saúde pública do governo.

Também participaram do encontro, Carmem Rego, da Secretaria de Educação a Distância da UFRN, e Ricardo Valentim, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde, além do pesquisador Manoel Ribeiro Dantas. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, demonstrou sensibilidade ao apelo de Henrique Alves reforçando a importância do projeto de R$ 52 milhões até 2018. Para este ano estão previstos R$ 6 milhões de reais.

A UFRN atua em parceria com o Ministério da Saúde desde 2010 ministrando cursos a distância em larga escala. De acordo com o projeto, a universidade deverá oferecer 1,2 milhão de vagas para todas as regiões do Brasil.

Foto: Paulino Menezes

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Estado

UFRN e UERN apresentam sugestões para emendas de bancada

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, participou de reunião com integrantes da bancada do estado, nesta quarta-feira (07), para apresentar os projetos de reforma e modernização da instituição.

De acordo com o coordenador da bancada federal, deputado Felipe Maia (DEM), presente na audiência, todos os anos os parlamentares buscam contemplar as universidades do estado com o envio de emendas para garantir a ampliação e o custeio dos institutos. Por isso, destaca, é fundamental conhecer as propostas e prioridades das instituições. “A bancada busca organizar as emendas coletivas de forma a atender diversos setores que desempenham importante função no estado. Como a UFRN, por exemplo, que promove investimentos em ciência, tecnologia e inclusão social”, afirmou.

Os parlamentares presentes na reunião, senadora Fátima Bezerra (PT) e os deputados Beto Rosado (PP), Walter Alves (PMDB) e Rafael Motta (PROS), destacaram que na próxima quarta-feira, dia 14, haverá reunião com diversas instituições do RN para que essas apresentem suas propostas e sugestões para as emendas de bancada ao Orçamento de 2016.

UERN

Felipe Maia ainda se reuniu com o reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes Ribeiro Neto, também para conhecer os programas estratégicos da instituição de ensino para a destinação de emendas coletivas.

Para o deputado democrata, a UERN, instituição que tem colaborado para a disseminação do conhecimento nas regiões do estado também receberá o empenho da bancada potiguar. “A UERN é responsável por contribuir com o desenvolvimento sustentável do nosso estado e certamente terá sua demanda atendida”, comentou.

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Felipe Maia e reitor da UERN

 

Diversos

Projeto da UFRN traz estudantes de Cuba para se qualificar no Brasil‏

Temas fundamentais no desenvolvimento agrícola, relacionados ao cultivo de alimentos e ao aproveitamento de áreas marginalizadas para a produção de biocombustíveis, são objeto de estudo do Projeto de Formação e Qualificação de Profissionais Brasileiros e Cubanos.

Coordenado, no Brasil, pela professora Cristiane Macedo, do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o projeto é uma parceria entre a UFRN, a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e a Universidade de Havana (UH-Cuba) e promove o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação dos dois países.

A temática central do estudo está relacionada à atual situação que países da América Latina vivem, onde o processo de desertificação se acentua cada vez mais devido ao desmatamento, ao uso intensivo do solo e à irrigação mal conduzida, que originam a salinização. A pesquisa é inserida no contexto do melhoramento de plantas e da busca por alternativas aos combustíveis fósseis.

No Rio Grande do Norte, 92% do seu território é de clima semiárido, onde a presença de elevados teores de sais solúveis no solo e na água é um processo natural, e que vem afetando o desenvolvimento da fruticultura no estado. A área de cultivo de algumas fruteiras de subsistência para o pequeno e médio agricultor apresenta uma sensível diminuição em todo o estado, provocada pelo aumento da salinidade e o déficit hídrico.

A exemplo do Brasil, Cuba também sofre com o processo de desertificação. Assim, o projeto estuda os efeitos do estresse hídrico e salino na fisiologia das plantas, problemas referentes à concentração ou ausência de água e sais solúveis no solo, tendo em vista a seleção de espécies de interesse econômico para ambos os países, mais adaptadas ao cultivo nessas regiões.

Nesse sentido, a pesquisa busca conhecer melhor os mecanismos de toxidez e resistência ao clima semiárido, onde são realizados estudos bioquímicos relacionados, por exemplo, a proteínas que possam implicar meios de tolerância à salinidade e ao déficit hídrico, conhecimento de fundamental importância, pois permite acelerar o processo de identificação e seleção de plantas mais resistentes.

PINHÃO MANSO

PINHÃO MANSO