A Operação Novos Rumos, deflagrada no Rio Grande do Norte no último dia 29 de setembro, que prendeu 12 policiais lotados no 9º Batalhão da Polícia Militar, acusados de vários crimes, termina com uma única culpada: a Viatura 924.

Fruto de um desdobramento da Operação Citronela, a Operação Novos Rumos foi deflagrada dias antes na favela do Mosquito para repressão ao tráfico ilícito de entorpecentes e combate ao proveito financeiro do crime.

Tudo aconteceu na Viatura 924 (VTR 924). E foi descoberto conforme o Fantástico mostrou na noite deste domingo (04), graças a gravações feitas na VTR 924, solicitadas pelo Ministério Público e autorizadas pela Justiça, sem o conhecimento dos policiais que nela trabalharam.

Será a Viatura 924 a culpada pelo escândalo? Fato é que por decisão de autoridades o carro será extinto. E qual a sua culpa?

Em minha visão, a Viatura 924 deveria até ser homenageada e passar a ser um carro adorado por muitos por escancarar um caso que assistimos em filme como Tropa de Elite, que chegou a receber prêmios internacionais pelo seu sucesso. É a realidade do que vem acontecendo em setores isolados da cena policial e veio à tona logo aqui, em nosso pequeno e pesado elefante, o sofrido e rico Rio Grande do Norte, um Estado de tantas riquezas e ao mesmo tempo tanta pobreza.

Não podemos generalizar e passar a agredir ou condenar a Polícia Militar e seu importante trabalho. É uma categoria que merece aplausos, elogios e reconhecimento. Afinal, não é fácil se trabalhar com as dificuldades que esses heróis lidam há tantos anos, e alguns perdem a vida por defender a vida.

Que a Justiça seja feita. Para tudo. Para todos.

Sem a Viatura 924 ser extinta.

Nós devemos é lançar a campanha #FicaViatura924.

E se preciso for, pelo bem da Polícia Militar e da Sociedade, que venham tantas outras Viaturas como a 924.

*Escrito por Heitor Gregório em 05 de outubro de 2015.

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