Coluna TN: Dirigentes coniventes

17/02/2017 às 14:12 por Marcos Lopes

Mais uma vez abordo o nível de intolerância e violência que existe no futebol brasileiro. A eliminação do Ceará na Copa do Brasil, a pressão que o treinador Gilmar Dal Pozzo levou de torcedores no aeroporto de Fortaleza, onde o profissional foi claramente ameaçado e constrangido, mostra o ponto que chegou o futebol. E o que é mais preocupante é que boa parte dos dirigentes são coniventes com as organizadas. Lamentável.

 
Coragem

 
É preciso coragem para enfrentar de forma contundente este novo avanço das organizadas do “mal” no futebol. Não pode-se entender como normal que este tipo de torcedor tenha acesso livre ao clube e aos profissionais. No episódio do aeroporto de Fortaleza, se Gilmar Dal Pozzo tivesse esboçado qualquer reação, as consequencias por certo teriam sido ainda mais graves.

 
Quadrilhas

 
Algumas facções organizadas são verdadeiras quadrilhas, lideradas por pessoas envolvidas com o crime. Estranho muito a lerdeza do Ministério Público, da Justiça e da Polícia quando se trata de torcidas organizadas. As autoridades não podem agir apenas depois do crime cometido. Onde está a Inteligência da Polícia? Quem é o responsável no Rio Grande do Norte, por exemplo, pelo mapeamento das torcidas organizadas? As autoridades do RN conhecem os líderes de cada uma das facções? Existe pelo menos um cadastro das facções? Depois do leite – ou do sangue – derramado não adianta buscar holofotes e nem ações de impacto. Especialmente no RN, Natal e Mossoró, os pontos mais críticos, a gente não enxerga nenhuma ação preventiva. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Vejo como uma perigosa omissão das autoridades responsáveis, que sabem que as facções organizadas são barris de pólvora e que o estopim está queimando.

 

 

4 Comentários para “Coluna TN: Dirigentes coniventes”

  1. Rodrigo disse:

    Marcos, nosso problema é social. Assim como há criminoso nas ruas, há em qualquer profissão e eles aparecem em qualquer situação. Uns mais perigosos e outros menos perigosos. Mas estão por todo lado e não só no futebol. A intolerância e a perda da importância do respeito à integridade física e moral das pessoas e nas pessoas também está no futebol, assim como está em toda sociedade. Vide a banalização da vida na situação dos presídios, a banalização da propriedade privada na situação dos saques do ES (pessoas, antes “de bem”, passaram a roubar por oportunismo), as guerras das torcidas e esse seu exemplo de intolerância com o técnico de futebol. Nosso problema é grave e é social.

  2. ivan moreira dos anjos disse:

    Boa noite Marcos Lopes, quanto ao seu comentário sobre torcidas organizada no futebol do RN e todo país é o seguinte, uns dirigentes como do Corinthians e São Paulo do Sul do país a realidade deles são medo de morrer pois muitos dirigentes já foram ameados não só ele como suas familias, como o nosso país está voltando a velha lei do Oeste Americano vale quem sabe manusear um arma vale tudo.

  3. ivan moreira dos anjos disse:

    Quanto a nossa terrinha são os votos que eleger varios dirigentes e presidente de clubes, muitos entra numa diretoria um ano antes da eleição para se eleger, vejo sempre nas diretorias do abc e América/RN.

  4. Walberto disse:

    Imagine a pressão que passará o técnico do Fortaleza na série C que se aproxima.
    Se para um time pequeno como o 4merica a pressão já é grande, imagine para um Fotaleza.

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