Coluna TN: A dura realidade salarial dos jogadores de futebol

30/03/2017 às 04:50 por Marcos Lopes

1- O América vive hoje a pior crise dos últimos 20 anos e com quase nenhuma perspectiva de sair dela a curto ou médio prazo. O América é futebol clube, tem no futebol a única atividade profissional e a única capaz de alavancar o clube, mas por uma sucessão de erros que vem sendo praticados pela diretoria do presidente Beto Santos, está afundado justamente no futebol. Com o atual presidente o América ganhou apenas um turno do Estadual, no ano passado, e na mesma temporada amargou o maior fracasso da história centenária, o rebaixamento para a Quarta Divisão do Brasileiro

2- O Alecrim fez uma aposta de altíssimo risco e não por falta de aviso, contratou Athirson Mazolli que fez uma pré-temporada de dois meses e foi demitido na segunda rodada da competição. Efetivou Edson Alves que vinha trabalhando nas bases, demitido na segunda-feira. O  auxiliar Valdierre Jota vai comandar o Verde no restante da competição

3- ABC e Globo, os dois melhores times do Estadual e os que apresentam mais consistência de clube, são os únicos que mantém os treinadores. Geninho segue firme e forte no ABC e Luizinho Lopes no Globo, equipes que se enfrentaram ontem no Barrettão em jogo atrasado da primeira rodada do returno

4- Potiguar, o time que mais trocou de treinadores na temporada. Dispensou Zé Roberto ainda na pré-temporada com 20 dias de trabalho. Trouxe Dário Lourenço que comandou a equipe em seis jogos, e logo em seguida buscou Emanoel Sacramento que foi demitido com um aproveitamento de 73% , três vitórias e dois empates. Os cartolas do Potiguar não aprovaram a metodologia de treinos de Sacramento, queriam mais coletivos e o treinador apostava nos táticos. Deixou o time rubro em segundo lugar. Quem assumiu o Potiguar foi Pedrinho Albuquerque

5- É pequeno o número de jogadores de futebol no Brasil que ganham acima dos três dígitos, eu diria que é muito pequeno se a gente considerar o Brasil como um todo. A pesquisa realizada no Rio Grande do Norte pela FENAPAF/SAFERN traçou um perfil que mostra a realidade salarial e que representa a grande maioria dos profissionais da bola.  Foram ouvidos 147 jogadores dos oito clubes que disputam o Estadual, e 21,17% dos entrevistados ganham o mínimo legal, ou seja, o salário mínimo.  A maioria, 47,37% ganha entre 1 mil e 2 mil reais. 23,32% recebem entre 5 mil e 9 mil reais, e apenas 8,12% dos entrevistados ganham acima de 10 mil reais

 

4 Comentários para “Coluna TN: A dura realidade salarial dos jogadores de futebol”

  1. ventura disse:

    Não vejo como lamentável essa pesquisa com os salários dos jogadores de futebol, pelo grau de escolaridade eles ganham mais do que 99,99% dos trabalhadores Brasileiro com o mesmo nível educacional.

  2. Hiago disse:

    Posso ate me preocupar com trabalhadores que ganha um salario minimo, jogador ganhar 5 mil não ta nada ruim, os que ganha 1 mil também não ta de todo mal, tem muitos trabalhadores desempregados.

    Os que ganham 3 dígitos só era pra ganhar isso fora do brasil, Messi Neymar que deveria ganhar isso.

  3. Cleyton Silva disse:

    Com a cifras que circulam no futebol os jogadores, que são o principal do espetáculo tem de ser valorizados sim. A Comparação Jogador/ Trabalhador não justa, nem de um lado, nem de outro. Os Jogadores ganham pouco, e os trabalhadores também. O que precisamos é de mais transparência, nos clubes e federações; maior participação dos atletas na organização dos regulamentos e competições; distribuição mais equilibradas das cotas de TV, lembrando, televisão é concessão pública, e não somente um negócio privado.

  4. bruno disse:

    fiquei chocado com o salario de Renato Cajá 300 mil no bahia que disputava a serie b até o ano passado…