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Fala torcenauta! A entrevista de Souza

02/05/2010 às 15:43 por Marcos Lopes

O torcenauta Virgilio Bezerra sugeriu a transcrição da entrevista com o craque Souza. O blog atendeu e seguem os principais trechos da matéria.

Expectativa sobre desempenho do América no Brasileiro: “A situação do América não é das melhores. Teve um péssimo desempenho no Campeonato Estadual e só agora conseguiram um treinador, onde as outras equipes já vem com a formação e com entrosamento e com projeto desde os campeonatos locais , então o América entra em desvantagem e a gente espera que o América supere todas essas dificuldades e faça uma grande competição”.

A reunião com a diretoria do clube: “Houve esse almoço, eu tive uma conversa cm alguns dirigentes e a gente está conversando ainda. Houve um primeiro contato e vamos ver daqui para a frente o que vai acontecer. Eu já disse que estou sempre a disposição do América. A ideia é que eu seja uma espécie de Superintendente, uma função que eu já exerci naquela ocasião que o América contratou o Diá. Toda a equipe grande, toda a equipe  profissional tem que ter uma pessoa diariamente no CT com respaldo para resolver os problemas que acontecem. Não é capricho  e é assim em todas as grandes equipes que eu passei. O futebol exige isso, muita disciplina, muita organização e precisa de um cara que conheça. Independente de ser eu, precisa de um elo entre jogadores e diretoria e esse cargo é imprescindível”.

O apoio da torcida: “Por muitas vezes eu não tinha condições de jogar 100% e até dúvidas  de ir para o jogo e alguns amigos perguntavam como é que eu ia jogar e eu respondia que não sabia. Só sabia que tinha que entrar em campo  e com o calor da torcida eu entrava em campo e me superava. A energia do torcedor era um negócio que eu me superava, me dava uma energia muito forte”.

Durante a entrevista, Souza ficou emocionado quando lembrou das vezes em era chamado pela torcida: ” fico  todo arrepiado. A gente falta de ter o trabalho reconhecido  pelo torcedor. O reconhecimento e o carinho da torcida pagou todos esses anos que eu joguei aqui no América sem remuneração”.

Jogar no ABC: ” Realmente fui convidado, mas com todo o respeito não foi o primeiro, mas a minha história foi no América, tem torcedores que tatuaram o meu nome, o meu rosto, o carinho que o torcedor americano tem por mim. Então agradeço muito o convite mas não dá para ir”.

Fábrica de craques: ” Falta investimento nas categorias de base dos clubes do estado. Esse investimento é alto,um trabalho levado mais a sério com disciplina e profissionalismo e que requer recursos. Agora com esses recursos conseguidos junto ao Ministério dos Esportes falta conseguir a empresa para direcionar esse dinheiro para o América, na Fábrica de Craques e a gente fica aguardando que a diretoria consiga essas empresas e consiga o dinheiro para ser investido nas categorias de base”.

Investimento nas bases: “Com o passar dos anos quem não investir nas categorias de base vai ser muito dificil de se manter. Os clubes aqui do nosso estado tem que olhar para isso. Vai ficar cada vez mais dificil, então tem que dar uma atenção maior para as bases. O mercado está cada vez mais inflacionado. O investimento é alto, a gente sabe mas tem que montar uma estrutura profissional e a gente espera que o América consiga os investidores para a Fábrica de Craques”.

Técnico de futebol: “Não penso em fazer cursos para ser técnico de futebol. Já fui convidado pelo América para assumir  devido aquelas situações denão obter resultados, do treinador ir embora. Não penso, só se for em uma eventualidade para ajudar o América, mas eu não penso em seguir a carreira de técnico de futebol”.

A entrevista completa você acompanha aqui a primeira parte, e aqui a parte final.