Ministério do Turismo abre inscrições para cursos de qualificação no exterior

23 de julho de 2014 por vneto

Estudantes brasileiros que desejam se qualificar profissionalmente fora do país terão apoio do Ministério do Turismo. Com o objetivo de contribuir com a boa formação de profissionais bilíngues, o MTur oferece 110 bolsas de estudo para alunos matriculados em cursos de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo em Turismo e/ou Hospitalidade.

Os cursos de qualificação profissional serão oferecidos por instituições de ensino da Espanha e Inglaterra. O bolsista receberá ajuda de custo de 300 euros, auxílio-deslocamento, alojamento e seguro-saúde. Para concorrer a uma das 60 bolsas de estudo para a Espanha ou 50 para o Reino Unido, o estudante deve se inscrever em apenas um dos processos seletivos.

As inscrições podem ser feitas até 31 de julho, pelo site da Capes. Além de estar matriculado em um curso na área, o interessado também precisa ter obtido nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) igual ou superior a 600 pontos, em exames realizados entre 2009 e 2013, e comprovar a proficiência em inglês ou espanhol.

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Fonte: Assessoria Mtur

Castanha de caju orgânica traz retorno 30% maior a produtores do RN

21 de julho de 2014 por vneto

A produção orgânica de castanha de caju está permitindo um aumento de 30% no valor final da amêndoa processada para os 46 agricultores familiares da comunidade de Córrego, região rural de Apodi (RN), a 335 km de Natal. De acordo com o presidente da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopapi), Francisco Marto e Souza, a amêndoa orgânica é mais valorizada no mercado.

Outro fator, segundo Souza, é a assistência técnica prestada pela Fundação BB aos cooperados, o que possibilita a melhora na qualidade da amêndoa e o crescimento da produtividade. Como resultado, o valor repassado ao produtor por quilo da castanha aumentou de R$1,80 para R$2,34.

Atualmente, é comercializada uma tonelada de castanha orgânica por mês e a expectativa é aumentar as vendas para até três toneladas mensais. De acordo com a diretora da cooperativa, Fátima de Lima Torres a castanha de caju orgânica é um importante complemento de renda aos cooperados, que também atuam na produção de mel.

“O casamento das duas culturas – castanha e mel – funciona muito bem, pois são alternadas e isso garante renda durante o ano todo. Além disso, o ganho de 30% quando se trabalha com o orgânico está animando as outras famílias”, explica Fátima.

Após a colheita, a castanha de caju começa a ser processada na fábrica instalada na comunidade de Córregos – onde ocorre a limpeza, retirada da casca (corte) e da fina película, depois passa pela estufa para assar e esterilizar e é classificada por cor e tamanho. O beneficiamento final é feito na cooperativa central (Cooafarn), também em Apodi – quando é torrada, ganha cobertura de caramelo ou chocolate e é embalada.

A cadeia produtiva tem o apoio da Fundação BB na construção dos empreendimentos solidários, na assistência técnica para plantação e colheita da fruta e na prestação de consultoria para o desenvolvimento gerencial das cooperativas.

Atualmente, a castanha orgânica tem compradores nas regiões de Mossoró e Natal (RN),  Salvador (BA) e também em cidades de outras regiões do Brasil, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).

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Fonte:

Fundação Banco do Brasil

Microsoft anuncia reestruturação e corte de 18 mil empregos

21 de julho de 2014 por vneto

O blog pega carona na Deutsche Welle, para registrar os planos de reestruturação da Microsolft, que envolve, para começo de conversa, o corte de 18 mil postos de trabalho, o que representa 14% do total de funcionários. A maioria das demissões deve acontecer até o final deste ano. As demais serão feitas até junho de 2015.

Confira.

Em comunicado, a empresa fundada por Bill Gates indicou que a reestruturação terá um custo de entre 1,1 e 1,6 bilhão de dólares nos próximos quatro trimestres. O valor inclui entre 750 milhões e 800 milhões de dólares em indenizações para demissões e benefícios relacionados.

O presidente Microsoft, o indiano Satya Nadella, enviou email a todos os funcionários, na semana passada, comunicando as mudanças. Na mensagem, ele afirma que as medidas eram necessárias para que a companhia fosse mais “ágil e dinâmica”.

O corte é o maior da história da empresa e supera os feitos em 2009. Na época, cerca de 5.800 funcionários, 6% da força de trabalho, foram demitidos por conta da recessão. Com as mudanças, a Microsoft quer tirar seu foco dos softwares para a venda de serviços online, aplicativos e dispositivos.

Quando assumiu a presidência, Nadella disse que pretende fazer da Microsoft um concorrente mais forte para Google e Apple, que têm dominado a nova era de computação.

Sebrae acredita que mudança no Simples atrairá mais empresas para o RN

17 de julho de 2014 por vneto

A única regra para que empresas passem a optar pelo Simples Nacional – o regime tributário diferenciado – será o faturamento de até R$ 3,6 milhões por ano. Essa é a principal conseqüência da aprovação no Senado Federal, na quarta-feira (16), do projeto de lei que estabelece mudanças na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 121/06). A proposta segue para análise e sanção da presidente Dilma Rousseff pelos próximos 15 dias.

Com a aprovação, mais de 140 atividades, que atualmente estão enquadradas no regime de lucro presumido, passarão o ter o direito de aderir ao Supersimples, o que representa cerca de 450 mil pequenos negócios, em todo o país, contemplados com alteração no texto da Lei Geral.

Essa universalização também terá repercussão positiva no Rio Grande do Norte. A expectativa é que o número de empresas optantes do Simples Nacional no estado aumente, sobretudo aquelas do setor de serviços. Atualmente, mais de 110 mil empresas potiguares são optantes desse sistema simplificado.

Entre os beneficiados estão profissionais da saúde, fonoaudiólogos, jornalistas, advogados, corretores de imóveis e de seguros, entre outros. Para que essa mudança pudesse acontecer, foi criada uma nova tabela para o setor de Serviços, com alíquotas que variam de 16,93% a 22,45%. As novas regras começam a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2015.

Em função da alteração nas regras para adesão ao Simples, a partir do próximo ano, e possível aumento da demanda por opção do regime, o Sebrae no Rio Grande do Norte, em parceria com o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do estado (Sescon-RN) e o Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RN), está elaborando um sistema que vai simular a opção pelo SuperSimples. As empresas poderão analisar previamente se vale a pena ingressar no regime diferenciado e até calcular antecipadamente o valor do imposto a ser pago caso opte pelo Simples.

O simulador beneficiará principalmente as empresas do segmento de serviços que não sabem se é vantajoso migrar de regime fiscal.

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Fonte: Sebrae/RN

Copa do Mundo impulsiona venda de TVs no Nordeste

17 de julho de 2014 por vneto

Os nordestinos não mediram esforços para assistir aos jogos da Copa do Mundo num aparelho de televisão com as mais avançadas tecnologias.

As estatísticas que começam a ser divulgadas agora mostram que o volume de vendas teve desempenho de PIB chinês.

Nas lojas do Hiper Bompreço, as vendas de TVs tiveram crescimento de 140% no período. O destaque foram as telas grandes, acima de 50 polegadas.

Produtos para garantir a qualidade de som e imagem (sinal digital), como antenas e suporte de TV, também ficaram entre os mais procurados durante o mundial de futebol e registraram alta de 56% e 39%, respectivamente.

UnP oferece 3 mil vagas para cursos técnicos

17 de julho de 2014 por vneto

A Universidade Potiguar (UnP) oferece 3 mil vagas para 13 cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As vagas são para ingresso neste semestre, sendo distribuídas entre dez cursos no Campus Natal e seis cursos no Campus Mossoró. As inscrições para a primeira chamada poderão ser feitas de 21 a 25 de julho, exclusivamente no site www.sisutec.mec.gov.br.

Pode participar quem concluído o Ensino Médio em escola pública ou em instituição privada, com idade entre 16 e 59 anos. Para as duas primeiras chamadas do processo seletivo é obrigatória a apresentação da nota do ENEM 2013. As aulas estão previstas para agosto.

Cervejaria abre vagas de trabalho em Natal

15 de julho de 2014 por vneto

A  Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) abriu processo seletivo para o cargo de Supervisor de Logística. Os candidatos devem ter formação superior em Administração; Matemática; Estatística; Contabilidade; Engenharia; Informática (TI); Logística ou Economia.

Entre os benefícios oferecidos pela empresa estão vale transporte, alimentação no local, plano de saúde médico e odontológico, bolsa de graduação e pós-graduação.

Os interessados devem enviar o currículo com título da vaga para  regnorecrutamento@ambev.com.br até o dia 31 deste mês. As oportunidades de trabalho são efetivas e para início imediato.

A Ambev também está selecionando 10 profissionais para vagas de estágio nas áreas de produção, processo, qualidade, engenharia, recursos humanos, logística e meio ambiente.

Nesse caso, os interessados devem estar cursando ensino superior com previsão de formatura até dezembro de 2016. Entre os benefícios oferecidos estão bolsa-auxílio, vale-transporte, vale alimentação e seguro. Os candidatos devem fazer a inscrição no site de Estágio da Ambev (www.estagioambev.com.br).

Montadora anuncia taxa zero para todos os modelos

14 de julho de 2014 por vneto

Com os pátios cheios e tentando ganhar participação no mercado, a Ford oferece, a partir desta segunda-feira (14), financiamento com taxa zero para toda linha de carros, utilitários e picapes. A campanha de varejo começa a ser anunciada esta noite na TV, trazendo como cenário um estádio de futebol. Ela é estrelada pelo humorista Marco Luque, que convida o público a mudar de assunto e conhecer as grandes ofertas da Ford.

“Poucas vezes fizemos uma campanha tão ampla, com ofertas agressivas em todas as linhas de veículos”, diz Marcelo Gagliazzo, gerente de Marketing de Varejo da Ford.

A oferta de financiamento com taxa zero é por tempo limitado. Mas é peciso uma boa entrada para ter direito ao benefício. Além disso, a entrada e o número de parcelas variam dependendo do modelo.

Para o Fiesta Rocam, o plano é com 50% de entrada e saldo em 24 parcelas; para o New Fiesta, com 60% de entrada e saldo em 12 parcelas. Já para o Focus são 60% de entrada e saldo em 18 ou 24 parcelas, respectivamente, para os modelos 2015 e 2014. Em todos esses casos, as ofertas valem tanto para os modelos hatch como sedã.

O EcoSport e o Edge saem por 60% de entrada e saldo em 24 parcelas. Há também modelos do Edge 2013 disponíveis com 50% de entrada e saldo em 36 parcelas. Para a Ranger, o financiamento é com 60% de entrada e o saldo em 18 parcelas e, o Fusion, com 70% de entrada e saldo em 12 parcelas.

No ranking nacional dos fabricantes de automóveis e comerciais leves, a Ford ocupa o quarto lugar, com 9,04% de participação no mercado. O carro mais vendido da montadora norte-americana no Brasil é o Fiesta. Foram 64.852 unidades no primeiro semestre deste ano, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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RANKING NACIONAL
Montadoras e participação no mercado brasileiro – Primeiro semestre de 2014

1º Fiat………………………..21,62%
2º GM………………………..17,64%
3º VW……………………….17,61%
4º Ford………………………..9,04%
5º Renault……………………6,89%
6º Toyota…………………….5,32%

MAIS VENDIDOS
Primeiro semestre de 2014 – unidades emplacadas

Gol/VW…………….93.604
Pálio/Fiat…………..82.565
Onix/GM…………..67.028
Fiesta/Ford………..64.852

 

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Com informações de  Imprensa Ford

Estrangeiros que visitaram o Brasil na Copa querem voltar

14 de julho de 2014 por vneto

Um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo revela que o país recebeu turistas de 203 nacionalidades durante o Mundial. A maioria (61%) ainda não conhecia o país e elogiou os serviços de infraestrutura e turismo. Os itens mais bem avaliados foram a hospitalidade e gastronomia, com 98% e 93% de aprovação respectivamente.

Os táxis, informações turísticas e transporte públicos foram aprovados por nove em cada 10 visitantes internacionais e os aeroportos por oito em cada dez. “O Brasil se mostrou preparado para sediar um evento desse porte. Agora temos o desafio de transformar o interesse do estrangeiro em negócios para o país e benefícios para a população, com a geração de emprego e renda”, diz o ministro do Turismo, Vinicius Lages.

A pesquisa revela ainda que os brasileiros são mais críticos que os estrangeiros. O atendimento e a receptividade são considerados positivos para 90,5% dos turistas domésticos, e a segurança por 83,8% – 7,5 e 8,2 pontos percentuais abaixo da avaliação internacional respectivamente. Os estádios foram aprovados 92% dos brasileiros e 98,2% dos estrangeiros.

Além dos turistas a pesquisa ouviu a opinião da imprensa internacional. Os atrativos turísticos foram o quesito mais bem avaliado, com 98,4% de aprovação, seguida da diversão noturna e da informação turística, com 96,2% e 90%. Praticamente todos (96,5%) os profissionais de mídia recomendariam uma viagem ao Brasil para amigos e familiares.

A avaliação dos turistas domésticos e internacionais foi feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) respectivamente. A pesquisa ouviu 6.627 estrangeiros e outros 6.038 brasileiros desde o início do Mundial.

Artigo: A última gota

11 de julho de 2014 por vneto

A crise no Sistema Cantareira, que abastece 9,86 milhões de pessoas na Grande São Paulo e no interior, é um exemplo concreto de que o abastecimento de água pode ficar comprometido também em outras cidades do Brasil. Ainda que tenhamos uma visão otimista, os últimos episódios de seca no Sudeste e no Sul, que deixaram alguns reservatórios de água dessas regiões em níveis críticos, mostram claramente que há urgência na implantação de ações de conservação para a manutenção dos recursos hídricos no país.

De acordo com o Atlas do Brasil de abastecimento urbano de água, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2010, a capacidade total dos sistemas produtores instalados e em operação no país era de aproximadamente 587 m³/s há quatro anos, próxima das demandas máximas verificadas na época, que eram de 543 m³/s. Esses dados demonstram que grande parte das unidades estava no limite máximo de sua capacidade operacional, sendo que a região Sudeste representava 51% da capacidade instalada de produção de água no país.

Atualmente, as duas maiores regiões metropolitanas do Sudeste – Rio de Janeiro e São Paulo – têm o abastecimento de água garantido porque é realizada a transferência de grandes vazões de mananciais localizados em bacias hidrográficas próximas. Para o abastecimento da capital fluminense, é utilizada a bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul; enquanto a capital paulista se serve da bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. As duas bacias são responsáveis pelas maiores reversões hídricas para os sistemas Guandu (RJ) e Cantareira (SP), respectivamente. São duas fontes que começam a ficar saturadas porque servem a milhares de consumidores – ambas regiões concentram grande densidade populacional, gerando consumo de água muito maior do que a capacidade produtiva dessas bacias. Desse modo, fica mais próximo o risco de os consumidores abrirem as torneiras e não verem a água escorrer.

Não podemos credenciar, porém, os motivos para a crise de abastecimento somente ao consumo excessivo e ao mau uso da água por parte da população. Seria ingênuo atribuir a esses dois fatores apenas, pois a questão é mais complexa: vai desde a falta de políticas públicas que incentivem a proteção dos mananciais de água ao desmatamento de áreas naturais, o qual altera o ciclo da água e a variabilidade de chuvas nas regiões onde antes predominavam.

É necessário avaliar ciclo da água de modo global: a perda de áreas com vegetação nativa em todos os biomas do país afeta a disponibilidade de água não só em níveis locais, mas também em regiões distantes. O Cerrado, por exemplo, é conhecido como a ‘caixa d’água’ do Brasil, uma vez que concentra oito das 12 bacias hidrográficas do país e possui alta concentração de nascentes de rios que abastecem outras regiões brasileiras. No caso da Amazônia, há o fenômeno dos “rios voadores”, grandes massas de vapor de água que se formam no Oceano Atlântico e aumentam de volume ao incorporar a umidade evaporada pela floresta. Levados pelas correntes de ar em direção ao Sul do país, elas são importantes para a formação de chuvas em diversas regiões. Portanto, o aumento no desmatamento da Amazônia, que após quatro anos em queda voltou a subir em 2013, pode reduzir os índices pluviométricos em outras regiões.

As áreas naturais possuem grande importância na regulação dos recursos hídricos. Sem elas, a água não realiza o seu ciclo natural, que inclui a evaporação, formação das nuvens e das chuvas nas cabeceiras dos rios que alimentam as bacias hidrográficas do país, causando desequilíbrio.

É essa situação que acontece no caso do Sistema Cantareira, considerado um dos maiores sistemas produtores de água do mundo. Ele é formado por seis represas interligadas por 48 km túneis que aproveitam os desníveis e a acumulação da água por gravidade para a formação de reservatórios. Os rios que formam as represas do Sistema são o Jacareí e o Jaguari – cujas nascentes estão localizadas em Minas Gerais – e mais os rios Cachoeira de Piracaia, Atibainha e Juqueri, cujas nascentes estão em São Paulo. É nas cabeceiras desses rios que as chuvas têm caído pouco, mesmo no período das cheias que vai de novembro a março no Sudeste.

Os índices pluviométricos abaixo da média histórica nas cabeceiras reduziram os fluxos de água nos rios que abastecem o Sistema Cantareira, de modo que os níveis de suas represas começaram a baixar rapidamente. A redução da disponibilidade hídrica resultou na crise de abastecimento à população.
E agora, o que fazer diante dessa grave situação? Os governos federal, estaduais e municipais precisam buscar mecanismos para melhorar a gestão da água e garantir a segurança hídrica. Esse conceito representa o direito da população de ter acesso à água de boa qualidade e em quantidade suficiente para garantir a sua subsistência, bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico do país.

No Brasil, faz-se necessária ainda a construção de uma forte aliança entre os diversos setores da sociedade – iniciativa privada, organizações não governamentais, população e poder público – como parte de um esforço global para proteção dos recursos naturais. Proteção que passa pela criação e implementação de Unidades de Conservação, áreas protegidas primordiais para garantir a conservação dos recursos naturais e dos serviços ambientais que essas áreas proporcionam, entre eles a produção de água em qualidade e quantidade adequadas.

Como a agropecuária tem importante papel na economia brasileira, no ranking do consumo de água o setor agrícola ocupa o primeiro lugar, sendo responsável por 70% do consumo nacional (20% é usado pela indústria e 10% pelos consumidores finais). Por isso, é fundamental proteger as matas ciliares e as nascentes dos rios também em propriedades rurais, evitando a poluição e o assoreamento dos rios e assegurando margens arborizadas, de modo que a água infiltre lentamente o solo e possa cumprir o seu ciclo, de maneira regular. Nesse contexto, é importante a manutenção de reservas legais e das Áreas de Proteção Permanente (APPs), com a função ambiental de conservar os recursos hídricos e a manutenção dos processos ecológicos.

Está mais do que na hora de todos os setores conscientizarem-se de que o problema de escassez da água não é somente de São Paulo – é hoje o mais grave. Caso contrário, a nossa desatenção pode ser a gota d’água. O desafio consiste em como garantir o abastecimento às grandes cidades brasileiras nos próximos anos, uma vez que é previsto crescimento populacional e, consequentemente, aumento das demandas de consumo. São necessários investimentos urgentes para a adequação dos sistemas produtores de água, sobretudo no Sudeste, e planejamento para otimização de uso das fontes hídricas. Além disso, a proteção de áreas naturais é condição sine qua non, pois a qualidade e a quantidade de água produzida pela natureza dependem da manutenção da vegetação nativa.

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Malu Nunes
Engenheira florestal e diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário

Inflação para famílias de baixa renda registra taxa de 0,35% em junho

11 de julho de 2014 por vneto

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação da cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou taxa de 0,35% em junho. O percentual está acima do observado pela inflação média de todas as faixas de renda (IPC-BR), que foi 0,33% em junho. No entanto, está abaixo do IPC-C1 registrado em maio (0,58%).

O indicador também acumula taxas de 4,05% no ano. No período de 12 meses, o índice ficou em 6,02% – inferior ao observado pelo IPC-BR (6,55%).

Em junho, as menores taxas foram registradas nos grupos de despesas alimentação (0,08%) e transportes (-0,09%). Entre os produtos que mais contribuíram para essas taxas estão as reduções de preços das tarifas de ônibus (-0,22%) e das hortaliças e legumes (-8,52%).

Os demais grupos de despesas tiveram as seguintes taxas: educação, leitura e recreação (0,94%), vestuário (0,74%), habitação (0,61%), saúde e cuidados pessoais (0,56%), comunicação (0,37%) e despesas diversas (0,27%).

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Fonte: Agência Brasil

Preço dos alimentos cai e processo inflacionário perde força em Natal

10 de julho de 2014 por vneto

Em processo de desaceleração desde que atingiu o pico em abril , o Índice de Preço ao Consumidor (IPC) registrou variação positiva de 0,44% em junho, segundo informou nesta quinta-feira (10)o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema). Foi o menor índice desde outubro do ano passando, quando a inflação daquele mês ficou em 0,26%. Com isso, a inflação acumulada no ano chegou a 3,69% e nos últimos doze meses 5,57%.

O que mais contribuiu para a inflação de junho foram os aumentos verificados nos grupos Vestuário e Despesas Pessoais. O grupo Alimentação, que acumula reajuste de 7,25%, ficou estável em junho, com aumento de apenas 0,04% em função de reajustes verificados em alguns produtos de mercearia, entre eles os óleos e gorduras e leites e derivdos.

O grupo Transportes que tem o terceiro maior peso no orçamento familiar, perdendo apenas para alimentação e bebidas e habitação, subiu 0,21%.

Já a Cesta Básica teve variação negativa (-0,37%) interrompendo uma sequência de sete meses de reajustes nos preços dos alimentos mais consumidos pelos natalenses. Em junho, o custo dos 13 produtos pesquisados pelo Idema ficou em R$ 268,94. A queda foi puxada pelos legumes e tubérculos, frutas, feijão, leite, pão e farinha, apesar do aumento verificado na carne bovina (1,95%) e no arroz (7,38%).

 

CUSTO DE VIDA
Índice de Preços ao Consumidor

Jan……………0,64%
Fev…………..0,53%
Mar………….0,65%
Abr………….0,78%
Mai………….0,58%
Jun………….0,44%