Acontece no Mercado – Força doméstica

8 de janeiro de 2012 por renatamoura

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Nos últimos três anos, o turismo doméstico ganhou força e importância na economia brasileira e no Rio Grande do Norte não foi diferente. Uma pesquisa da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Natal (Seturde) mostra, por exemplo, que entre 600 turistas ouvidos, 70% (524) são provenientes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Acre, Pernambuco, Goiás e Ceará. Os outros 30% vêm  de países como Espanha, Itália, Suíça, Portugal, Alemanha e Estados Unidos. Os brasileiros ajudaram a reduzir o impacto da debandada estrangeira no estado, estimulada por fatores como a desvalorização do Dólar e do Euro e a crise no exterior. Dados recentes do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo também mostram a importância desse público para o setor. Para cada dez brasileiros que fazem viagens domésticas, apenas um viaja para o exterior. Entre os que viajam para outros países, 70% também fazem viagens nacionais. Cerca de 30% do custo total da viagem internacional fica no Brasil. Outro indicador importante é a expansão do mercado consumidor de turismo, que aumentou 16% no país, puxada principalmente pela nova classe média. Atualmente, o turismo doméstico responde por cerca de 85% do turismo brasileiro. A expectativa para 2012 é que o segmento tenha crescimento moderado, em razão da delicada conjuntura macroeconômica internacional.

Consumidor I

O consumidor deve redobrar a atenção em meio à chuva de liquidações que invade o mercado. Direitos e deveres devem ser respeitados. Segundo o Procon,  as lojas que divulgam liquidação devem expor em todos os produtos os preços e os descontos que serão praticados. Não havendo a indicação do preço, o consumidor pode exigir que o desconto seja o maior divulgado pela loja. Foi o que aconteceu na semana passada, numa das lojas Insinuante em Natal. A unidade foi obrigada a vender com desconto de 80% todos os produtos que não tinham indicação de preço ou desconto. Todos os consumidores que estavam na loja puderam comprar.

Consumidor II

Em uma loja da C&A, na capital, uma promoção também gerou confusão e obrigou a varejista a vender com desconto além do que gostaria. A loja ofertava duas camisas sociais pelo preço de R$ 39,90. Os produtos estavam armazenados em uma banca em meio a outros do mesmo segmento. Mas não expunham os preços na embalagem, apenas em uma placa afixada na banca. O consumidor não pensou duas vezes: pegou seis camisas e, no caixa, se surpreendeu com as investidas do gerente da loja e de outros funcionários para que levasse os produtos por mais. “O preço que está na placa não vale para esses produtos. Eles são mais caros”, diziam. Só aceitaram vendê-los pelo preço anunciado quando o consumidor bradou: “A loja é obrigada a vender pelo preço anunciado.  Se os produtos tivessem os preços nas embalagens não haveria discussão”. Ponto final na história. Depois,  o gerente se apressou e retirou o anúncio da promoção.

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