06 de fevereiro de 2012 às 11:33

Após arrematar São Gonçalo, Engevix leva também o aeroporto de Brasília

O consórcio composto por Engevix e Corporación América venceu o leilão de concessão do aeroporto de Brasília. O lance foi de R$ 4,5 bilhões, com ágio de 673%. O mínimo era de R$ 582 milhões. No ano passado, os mesmos investidores arremataram o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. O leilão do Aeroporto de Brasília e de outros três aeroportos foi realizado na manhã desta segunda-feira na BM&FBovespa, em São Paulo.

Algumas etapas precisarão ser cumpridas antes de o consórcio ser oficialmente declarado vencedor e assinar contrato. Uma delas é a fase de interposição de recursos por parte dos concorrentes..

Por enquanto, porém, o consórcio comemora a vitória.

Em tempo: O consórcio Invepar venceu o leilão de concessão do aeroporto de Guarulhos (SP). O lance foi de R$ 16,2 bilhões,373,5% acima do mínimo estabelecido pelo governo, que era de R$ 3,4 bilhões. O leilão para concessão do aeroporto de Campinas (SP) foi vencido pelo consórcio Triunfo, da Triunfo Participações – a empresa também disputou o aeroporto de São Gonçalo – com lance de R$ 3,8 bilhões, com ágio de 159,7%. O mínimo era de R$ 1,5 bilhão.

 

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Floro 6 de fevereiro de 2012 às 15:28

Só faltava agora aparecer o FHC gritando: estão vendendo tudo!!!! vão privatizar a “vaca” e num vai sobrar teta!!!

Marcela Prado 8 de fevereiro de 2012 às 8:44

O PT FINALMENTE SE RENDEU AS PRIVATIZAÇÕES!! mais, fez tardiamente e erradamente, vai haver interesses do governo junto ao concessionario que ficaram socios, QUEM VAI FISCALIZAR? e isso vai custar aumentos das tarifas, AGUARDEM!!

renatamoura 8 de fevereiro de 2012 às 13:53

Marcela,

quem vai fiscalizar é a Anac..Quanto ao aumento das tarifas, especialistas acreditam que esse será o ônus do consumidor.

Leon K. Nunes 9 de fevereiro de 2012 às 23:19

Há diferenças no conceito e na prática entre o leilão para concessão aberto pelo atual governo e os protoleilões para privatizações de Fernando Henrique… eu não estava exatamente por dentro, mas já vinha lendo a respeito deste tema há semanas, de maneira que já havia compreendido sem maiores maniqueísmos (já que nosso histórico de privatizações nos leva a tremer quando se fala em leilão de bens públicos), mas me espantei quando vi a grande mídia e as pessoas de modo geral tratando a questão como uma privatização… receio que haja incompreensão em larga escala, não sei se por ignorância de alguns jornalistas – e alguns cidadãos -, por não compreender a diferença entre ter um bem público sendo repassado à propriedade ou à gestão privada, ou se por deliberado ato de má fé, na tentativa de igualar o governo atual ao antecessor nos seus defeitos (mas não nas virtudes).

O que percebo é que a questão da privatização, mesmo sendo o ponto que mais demarca a diferença entre o princípios que norteavam os governos do PSDB e do PT nunca foram discutidos de maneira desapaixonada, o que leva o cidadão comum a compreender menos ainda o significado dos leilões atuais… é a incompreensão que percebo nos comentários anteriores.

No mais, é isso… apesar de a postagem da Renata não ter abordado o aspecto político do leilão, acho que é um ponto indissociável, pela própria natureza e pelas paixões que gera. Mas no que diz respeito à economia nacional, eu acho que foi uma ótima notícia.