Arquivos da categoria ‘Alimentos’

Brasil vai exportar melão e outras frutas para o Japão

24 de junho de 2016

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas (MAFF) do Japão atualizou a norma que possibilitará ao Brasil exportar melão, caqui, frutas cítricas e novas variedades de manga para aquele país.

O adido agrícola no Japão, Marcelo Mota, recebeu carta das autoridades fitossanitárias nipônicas informando sobre a necessidade de se apresentar o plano de trabalho sobre os procedimentos oficiais e de responsabilidade dos exportadores.

O documento deve ter informações sobre o controle de pragas, incluindo a gestão de risco para algumas espécies de mosca-das-frutas.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o plano de trabalho deverá ser enviado ao Japão o mais breve possível para que em novembro – quando a norma entra em vigor – as garantias fitossanitárias estejam acordadas e os produtores brasileiros possam exportar as frutas.

A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa está coordenando as ações do plano de trabalho. “A aceitação das frutas brasileiras no Japão mostra a solidez do nosso sistema sanidade e certificação”, diz o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel.

O secretário substituto da SRI, Odilson Silva, comenta que o mercado japonês busca produtos de ótima qualidade e é altamente rentável para quem vende para lá. No ano passado, o Japão importou 25 mil toneladas de melão, o que equivale a cerca de US$ 27 milhões.

Em 2015, o melão foi a fruta brasileira mais exportada em volume (223 mil toneladas) e a segunda em valores (US$ 154,2 milhões).

O produto foi vendido a vários países, como Reino Unido, Espanha, Itália, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Dinamarca, Chile, Rússia, França, Bélgica e Alemanha.

Preços das frutas caem, mas os das hortaliça estão em alta

22 de junho de 2016

O aumento na oferta das principais frutas comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) mais representativas do país incentivou a queda registrada de preços nos mercados atacadistas em maio.

É o que revela o 6º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A queda no volume geral de exportações das frutas neste ano, comparada a 2015, refletiu no aumento da quantidade dos produtos no mercado interno, pressionando os preços para baixo.

Outro fator que explica o arrefecimento é o aumento de produção, principalmente de banana prata, mamão e melancia.

No caso do mamão, a queda nos preços reverte a tendência de alta registrada desde o fim de 2015 e reflete uma diminuição das intempéries climáticas que se abatia sobre as regiões produtoras.

Já a melancia deverá manter os preços estabilizados em patamares mais baixos até meados de julho, devido à entrada da safra.

Tomate, batata e cebola registraram dificuldades na produção, o que impactou na elevação dos valores comercializados destes produtos no atacado no mês passado.

Os preços da cebola continuam elevados devido às importações. Apesar do registro de queda nos últimos dois meses, o volume do produto importado neste ano é 8,1% superior ao de 2015.

Para o mês de junho espera-se queda nos mercados, acompanhando o movimento de entrada da safra do Vale do São Francisco.

Na contramão das demais hortaliça, a cenoura apresentou baixa significativa na comercialização de maio, chegando a 48% na Ceasa/Campinas.

Este movimento deve-se à recuperação das lavouras da região Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, e deve seguir a trajetória descendente de preço, com a entrada de outras ofertas estaduais.

O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou os principais entrepostos localizados nos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, GO, DF, CE e PE.

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Fonte: Conab

Etene aponta inflação no Nordeste superior ao índice nacional

10 de junho de 2016

A inflação no Nordeste em maio alcançou o índice de 9,7% no acumulado de doze meses, superior ao verificado em âmbito nacional, de 9,3%, para o mesmo período.

A avaliação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de estudos regionais do Banco do Nordeste.

De acordo com o estudo, Fortaleza apresentou a maior taxa de elevação de preços na região, chegando a 11%. Em seguida, aparecem Salvador, que registrou inflação de 9,5%, e Recife, que assinalou índice de 9,2%, ligeiramente inferior à base nacional.

Na avaliação mensal de maio, as três principais capitais do Nordeste registraram variações positivas em comparação a abril.

Fortaleza alcançou 1,0%; Salvador, 0,9%, e Recife, 0,8%, todas com taxas superiores à média nacional para maio, de 0,8%.

O índice regional de inflação é composto por nove grupos de preços. “Alimentos e bebidas”, que tem o maior peso no cálculo, foi o mais significativo para o resultado de maio, no comparativo de doze meses.

No Nordeste, esse grupo alcançou 14,6% de inflação, ante 12,7% em nível nacional.

Na análise mensal, o grupo “Habitação” apresentou a maior elevação de preços no Nordeste, crescendo 2,1% na região, índice puxado também pelos aumentos em Fortaleza (2,6%), Recife (2,4%) e Salvador (1,8%).

O índice regional de inflação do Etene é elaborado a partir de metodologia própria e utiliza dados oficiais para construir base de análise ampla, válida para toda a região.

Ele é resultado de monitoramento periódico do Etene e complementa as informações divulgadas mensalmente, no âmbito nacional, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho é conduzido pelos funcionários do Banco do Nordeste Antônio Ricardo de Norões Vidal (economista, mestre em Administração de Empresas) e Allison David de Oliveira Martins (economista, mestre em Economia).


Imprensa BNB

Cesta básica pesquisada pelo Dieese sobe 0,9% em Natal

7 de junho de 2016

A cesta básica pesquisada pelo Dieese subiu 0,9% em maio na capital do Rio Grande do Norte – Natal.

Fechou o mês a R$ 337,49, equivalente a 41,69% do salário mínimo líquido.

No ano, o aumento acumulado é de 8%.

O reajuste de maio foi puxado pelo feijão, que deu um salto de preços de 10,57%; pela farinha (6%) e leite (3,38%).

Em contrapartida, o preço do tomate caiu (-7%) e o do açúcar (-2,4%).

No ranking das cestas básicas mais baratas do país, Natal ocupa a segunda posição. Perde apenas para Rio Branco (R$ 335,31).

O mercado de alimentos de Natal acompanhou a tendência na maioria das capitais brasileiras.

De acordo com o Dieese, em maio a cesta teve aumento em 17 das 27 capitais.


CESTA BÁSICA
Natal – maio de 2016

Valor: R$ 337,49
Variação no mês: 0,90%
Variação no ano: 8,01%
Porcentual do Salário Mínimo Líquido: 41,69%
Tempo de trabalho: 84h22

Balança comercial do agronegócio registra superávit de US$ 7,1 bi em abril

9 de maio de 2016

A balança comercial do agronegócio teve superávit em abril de 2016.

As exportações do setor ultrapassaram as importações em US$ 7,1 bilhões. Enquanto isso, os outros produtos brasileiros tiveram déficit de US$ 2,2 bilhões.

“Se não fosse o setor agrícola, a balança comercial total do Brasil teria resultado negativo”, avaliou a secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9). No mês passado, a balança brasileira como um todo somou US$ 4,8 bilhões.

As exportações do setor agropecuário cresceram 14,3% no mês passado em relação ao mesmo período de 2015. O faturamento somou US$ 8,08 bilhões, o que representa 52,5% de todo o valor exportado pelo Brasil.

“Esse crescimento das vendas externas ocorreu apesar da queda quase generalizada dos preços internacionais dos produtos agropecuários”, analisou a secretária. Apenas carne de peru, álcool e frutas tiveram aumento no preço médio de exportação em abril deste ano. Segundo Tatiana, o aumento de 14,3% das exportações ocorreu em função do incremento da quantidade exportada de diversos produtos do agronegócio.

No complexo soja, o volume embarcado chegou a 11,6 milhões de toneladas, um recorde para os meses de abril. Em nenhum mês de abril de toda a série histórica (1997 a 2016), as exportações do setor ultrapassaram 10 milhões de toneladas.

Em faturamento, o complexo soja somou US$ 4,04 bilhões, crescimento de 30,6% em relação ao mesmo período do ano. O principal produto exportado foi a soja em grão, responsável por 87,3% do total das vendas externas do setor.

Em abril deste ano, o Brasil exportou 10,1 milhões de toneladas de soja em grão (+54%) e 1,43 milhão de toneladas de farelo (+19,5%). “Ainda temos soja para exportar em maio e junho com boa tendência de negócios no comércio internacional”, lembrou Tatiana Palermo.

Outro destaque nas vendas externas brasileiras foi o setor de carnes, com faturamento de US$ 1,2 bilhão, alta de 4,4% sobre abril de 2015. Sozinha, a carne de frango cresceu 9,7%.

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Fonte: Ministério da Agricultura

Cesta básica do Nordeste tem o segundo menor crescimento do país em março

29 de abril de 2016

O Nordeste fechou março com o segundo menor crescimento no preço dos alimentos que compõem a cesta básica, calculada no período em R$ 358,88.

Nesse mês, o Nordeste obteve a segunda menor variação (0,4%), atrás apenas da região Norte, que registrou -7%.

Em todas as outras regiões, observou-se maior crescimento no valor da cesta básica de março, comparado com o mês anterior.

Em contrapartida, olhando a variação em doze meses, a cesta básica do Nordeste ficou com o segundo maior crescimento, 15,5%, variação pouco menor que a cesta do Centro-Oeste, 15,9%.

As informações são oriundas de levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste, com base em informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em março, o valor da cesta básica regional caiu em cinco capitais do Nordeste pesquisadas. Apenas em Salvador observou-se aumento de 3,7%, em comparação com o valor de fevereiro. As maiores reduções ocorreram em Aracaju (-3,3%) e João Pessoa (-2,1%).

As cidades de Natal, Recife e Fortaleza tiveram reduções na ordem de -1,7%, -0,6% e -0,5%, respectivamente. A variação positiva em Salvador foi o que mais carregou o índice de março.

O aumento na cesta básica nordestina em março deveu-se, principalmente, à subida dos preços da banana (10,5%), manteiga (9,7%), leite (2,9%) e feijão (2,1%).

Atuaram de forma inversa no valor da cesta de março as variações negativas do tomate (-10,8%) e da carne (-0,3%).

A cesta básica regional é um índice criado a partir de metodologia própria do Etene e divulgado com base nos dados da cesta básica nacional, informada mensalmente pelo Dieese.

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Fonte: Banco do Nordeste

Cebola e cenoura apresentam tendência de queda de preços no atacado

19 de abril de 2016

O aumento da produção de cebola e cenoura provocou a queda de preços registrada pelos produtos hortigranjeiros nos principais entrepostos das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.

É o que aponta o 4º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado nesta terça-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mesmo com as quedas registradas, as cotações dos dois produtos mantêm-se em patamares elevados.

No caso da cebola, a importação continua como fator determinante para manutenção dos níveis elevados de preços.

Já a cenoura manteve preço elevado devido à menor oferta do produto nas principais regiões produtoras.

Para abril, a expectativa é de continuação no arrefecimento dos preços dos dois produtos, uma vez que há intensificação da colheita e provável queda na demanda, devido ao efeito da substituição em resposta aos preços ainda elevados.

A entrada da safra de tomate dos estados de SP, RJ e PR resultou em queda nos preços em alguns mercados.

A tendência se mantém em abril em todas as regiões do país, conforme acompanhamento diário feito pelo do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab.

Apenas a batata registrou tendência de alta em março. O comportamento foi influenciado pela alta demanda, ocorrida durante a Semana Santa, aliada à queda de cerca de 11% no produto ofertado nos principais centros atacadistas, devido a condições climáticas adversas nas regiões produtoras.

A tendência é de manutenção da alta de preços, movimento oposto ao registrado em 2015.

Frutas
As frutas continuaram apresentando alta nos preços em março. Isso se deve às condições climáticas adversas que impactam na produtividade, resultando na queda da oferta, além das questões de entressafra e do bom volume das exportações. Destacam-se, neste cenário, a banana e o mamão.

Mas a expectativa para a banana é de reversão do comportamento a partir desse mês, uma vez que a produção deve aumentar no norte de Minas Gerais e no centro sul da Bahia.

Já o mamão deve continuar apresentando alta nos próximos meses, devido principalmente à diminuição das chuvas e às altas temperaturas nas regiões produtoras.

O aumento das exportações teve forte influência na alta dos preços da laranja e da melancia. Nos próximos meses, no entanto, a tendência é de arrefecimento desses valores, uma vez que a plantação e a colheita devem ser intensificadas, aumentando a oferta no mercado interno.

A maçã foi a única fruta que não seguiu o comportamento generalizado de alta. A queda nos preços se deve, sobretudo, ao avanço da colheita da variedade Fuji.

O levantamento foi feito a partir de dados fornecidos pelas centrais de abastecimento dos estados de SP, MG, RJ, ES, GO, CE, PE.

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Fonte: Conab

Estudo da Conab detalha fatores climáticos para a safra de verão

24 de março de 2016

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quarta-feira, o 3º Boletim de Monitoramento Agrícola deste ano.

O estudo é voltado à safra de verão (2015/2016) e avalia as condições atuais das lavouras em decorrência de fatores agronômicos e climáticos.

Nesta edição, o Boletim confirma que a predominância de alterações climáticas positivas em Mato Grosso acabou antecipando o plantio do milho segunda safra, que, até o período do monitoramento, estava mais adiantado do que no ano anterior, e garantiu condições favoráveis para as lavouras da região.

Em Goiás, os dados de satélite indicam também bom padrão na região sul do estado, com o milho segunda safra apresentando um bom desenvolvimento.

No caso de Mato Grosso do Sul, o predomínio de anomalias negativas no mapa climático da região sudoeste do estado mostra que as atuais lavouras responderam com padrão inferior ao ano passado, em decorrência do excesso de chuvas que está atrasando a safra.

Já o estado do Paraná possui dinâmica agrícola diversificada. Pelas imagens de satélite é possível observar que a safra está mais adiantada no centro e no sul do estado, e um pouco menos adiantada no norte e nordeste.

No Rio Grande do Sul, o clima tem contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras, o que pode ser confirmado pelo Índice de Vegetação superior aos anos anteriores nos períodos mais recentes.

Já na região do Matopiba, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a falta de chuvas prejudicou as lavouras e pode comprometer, principalmente, os cultivos de primeira safra.

Os recursos técnicos utilizados são as imagens de satélites, do período de 18 de fevereiro a 12 de março, e de anos anteriores nesse mesmo período. Além de auxiliar nas estimativas de safra, o monitoramento também é utilizado como apoio às análises de mercado e gestão de estoques.


Fonte: Conab

Queda nos preços de tomate e batata aliviam pressão inflacionária

22 de março de 2016
A diminuição das chuvas nas principais zonas produtoras de tomate e batata impactaram na queda dos preços comercializados dessas hortaliças nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. 
A maior oferta dos produtos e a com melhor qualidade fizeram os preços caírem em até 53% no caso do tomate no Espírito Santo e 39% da batata em Recife. É o que revela o 3º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado nesta terça-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O estudo analisa os preços de comercialização no atacado em fevereiro deste ano e encontra-se disponível na área de destaques da página da Conab (www.conab.gov.br)
Mas, ao mesmo tempo em que a melhora das condições climáticas teve um reflexo positivo ao consumidor em alguns locais, o excesso de chuvas no período do plantio e colheita da cenoura, principalmente em Minas Gerais, Bahia e Goiás, fez com que houvesse diminuição da oferta e consequente aumento dos valores de comercialização.
Em março, a perspectiva é de manutenção da alta em níveis menos expressivos, uma vez que o comportamento do consumidor com a substituição do produto pode frear a elevação.
A cebola também registrou alta em alguns mercados atacadistas e baixa em outros, devido à quantidade importada do produto para o mercado interno.
No primeiro semestre de 2015, o país importou 9,5 mil toneladas de cebolas, nos dois primeiros meses deste ano houve entrada de 47,2 mil toneladas do bulbo.
Nos mercados em que houve registro de queda percebe-se a entrada da produção nacional.
Frutas
De maneira geral, as frutas continuam apresentando alta nos preços nas centrais brasileiras, motivada pela queda da oferta em consequência da entressafra e da baixa produtividade aliada ao aumento das exportações. As maiores altas registradas foram da banana e do mamão. Isso porque a variedade de banana-prata está na entressafra e o mamão passou por problemas climáticos em algumas regiões produtoras.
Esses produtos também tiveram impacto nas exportações, que se mostram vantajosas para os produtores. No caso da banana, o movimento pode ser revertido ainda este mês, com a entrada da produção do norte de Minas Gerais e do centro-sul da Bahia.
As exportações também influenciaram para cima os preços da laranja. Já maçã e melancia apresentaram comportamento irregular, com algumas ceasas registrando alta nos preços dos produtos.
Essas variações foram resultados de interferências do mercado local. A melancia apresentou diferentes níveis de produtividade entre as regiões produtoras, tendo reflexos diferenciados na oferta do produto.
O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou a maioria dos entrepostos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Ceará e Pernambuco.
Este último passa a fazer parte dos estudos permanentes a partir deste mês. Por problemas técnicos, os entrepostos do Paraná não conseguiram consolidar os dados de comercialização até o fechamento do Boletim.
Fonte: Conab

Remuneração do produtor de castanha de caju melhora no Nordeste

18 de março de 2016

Os preços da castanha de caju produzida no Brasil, comparados aos de fevereiro do ano passado, remuneraram bem os produtores nordestinos, sobretudo os dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, onde estão concentradas mais de 80% da produção nacional.

Nos três estados, a castanha foi comercializada bem acima do preço mínimo estabelecido pelo governo federal, de R$ 1,70 o quilo.

A análise de conjuntura da castanha, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento, demonstra uma alta de 45,16% no preço de mercado no Ceará, chegando a R$ 3,60 o quilo do produto em natura.

No Rio Grande do Norte, a valorização foi de 36,58%, com valor de comercialização de R$ 3,51 o quilo. Já no Piauí, a castanha subiu 30,21%, chegando a R$ 2,50 o quilo.

O aumento do preço da castanha in natura se deve, sobretudo, ao aumento da demanda interna e à diminuição da safra nos últimos anos frente ao clima seco da região, informa o analista de mercado da Conab Marden Teixeirense.

Apesar do ganho, o preço pago ao produtor ainda é baixo se comparado ao do produto beneficiado que em alguns supermercados das grandes capitais chega a mais de R$ 50 o quilo.

Diz Marden:

“Isso ocorre porque o beneficiador da castanha leva a maior parte. Se os produtores se organizassem melhor, como em cooperativas, o ganho deles seria outro.”

Para este ano, a estimativa de produção de castanha de caju, calculada pelo IBGE, é de 228,7 toneladas, com um aumento de 120% em relação à colheita de 015, de 102,7 toneladas.

Cerca de 80% da produção vai para o mercado exterior, principalmente para Estados Unidos, Canadá e países baixos da Europa.

Os dados estão na página eletrônica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Conjuntura Mensal da Castanha de Caju.


Fonte: Conab

Natal tem a cesta básica mais barata entre as capitais. Valor representa 40,98% do salário mínimo

14 de março de 2016

Apesar de ter subido 6,19% nos dois primeiros meses de 2016, Natal tem a cesta básica mais barata entre as capitais brasileiras.

De acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta de fevereiro subiu 0,79% em Natal e foi a R$ 331,79.

Até dezembro do ano passado este posto – cesta básica mais barata – era de Aracaju.

Em fevereiro o valor da cesta na capital potiguar era equivalente a 40,98% do salário mínimo líquido.

Para comprá-la foram necessárias quase 83 horas de trabalho. Para ser exato, 82h57m.

A pesquisa do Dieese encontrou aumentos significativos em três dos 13 produtos: banana 11,91%, açúcar 11,46% e feijão 10,49%.

Queda de preços só mesmo no tomate (-11,7%).

Na relação entre salário mínimo e cesta básica, a série histórica nacional mostra que a melhor situação foi verificada em 1959.

Naquele ano, o valor era equivalente a 27,12% do mínimo.

Permaneceu num patamar abaixo de 50% até 1972.

Depois foi subindo gradativamente.

Detalhe: em 1964, ano do golpe militar, não houve pesquisa de preços pelo Dieese.

Em 1986, ano do Plano Cruzado em que os “fiscais de Sarney” foram pra rua denunciar a remarcação de preços nos supermercados, essa relação era de 78,89%.

Em 1990, ano do Plano Collor, 92,42%.

Em 1994, quando o Real foi implantado, após um período inflação alta, o valor superava o do salário mínimo: 102,35%

Foi o recorde da série histórica.

Naquele ano, um operário que ganhava salário mínimo precisava trabalhar 225 horas e 10 minutos para adquirir os produtos da cesta.

Somente em 2009 o valor da cesta básica voltou ao patamar abaixo de 50% do SM.

No ano passado, mesmo com inflação batendo na casa dos 11%, o valor da cesta era equivalente a 49,38% e 109 horas e 5 minutos de trabalho.

Em Natal, a situação foi um pouco melhor: 42,75% do mínimo e 86 horas e 32 minutos de trabalho.

CESTA BÁSICA
Relação salário mínimo x cesta de alimentos básicos e horas trabalhadas

1959
27,12% – 65h05m

1972
49,65% – 119h09m

1986
78,89% – 189h20

1990
92,42% – 203h19m

1994
102,35% – 225h10m

2002
70,53% – 155h10m

2009
49,47% – 109h53m

2015
49,38% – 109h05m

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CESTA BÁSICA NATAL
Fevereiro 2016

Valor: 331,79
% do SM: 40,98%
Tempo de trabalho: 82h57m

Dados do IBGE indicam safra de grãos recorde em 2016

10 de março de 2016

A segunda estimativa de 2016 para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas indica que a produção este ano deverá ser de 211,3 milhões de toneladas, a maior da história. Em relação a safra anterior, aumento de 0,9%.

Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (Lspa), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Eles indicam que a área a ser colhida será de 58,4 milhões de hectares, um crescimento de 1,2% na comparação com a área obtida em 2015 (57,7 milhões de hectares).

As previsões de fevereiro diante do cenário de janeiro indicam que a produção variou positivamente 0,3%, enquanto a área decresceu 0,2%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e responderam por 86,4% da área a ser colhida.

As informações do IBGE sinalizam, ainda, que as estimativas da produção de soja cresceram 4,9%, enquanto a área a ser plantada aumentou 2,7%; mas, em contrapartida, prevêem reduções na produção de arroz e milho.

No caso do arroz, em relação às primeiras estimativas, a produção deve ser 5,5% menor na área a ser plantada; e no milho, deve haver queda de 3,5% na produção e de 1% na área a ser plantada.


Agência Brasil