Arquivos da categoria ‘Consumo’

Artigo: O ano já acabou para o Varejo?

1 de julho de 2016

………………………
Por Fábio Lopez
Diretor de vendas da Datalogic ADC para Brasil e Sul da América Latina
……………………………………………………………………………………………………………..

O impacto da instabilidade econômica de 2015 afetou os mais diversos setores, refletido em um ano complicado para o mercado. O varejo, que vinha até 2014 com um recorde de 10 anos seguidos de crescimento, também sentiu a força da recessão, fechando o ano com números abaixo do esperado. Em 2015, o setor alimentício fechou o ano com queda de 4,3% e o varejo ampliado, que inclui venda de veículos e materiais de construção, com baixa de 8,6%, segundo o IBGE.

De uma forma geral, o varejo funciona como um termômetro do mercado: é um dos últimos a sentir a recessão, mas também é o primeiro a reagir. E o setor já vem apresentando novas maneiras para retomar o caminho do crescimento em 2016, aliando otimização de gestão a novas estratégias de negócio.

Em períodos de economia instável, é essencial para varejistas “olharem para dentro”, buscando soluções que otimizem as operações, diminuam desperdícios e perdas e garantam margens mais controladas. Porém, para que o varejo volte a crescer em 2016, é necessário aliar uma gestão mais eficaz a satisfação de cliente, trabalhando de forma mais eficiente para fazer com que ele compre mais e volte com uma regularidade maior para as lojas, além de atrair novos consumidores. Uma estratégia que se acentuou para um atendimento diferenciado aos clientes é a aposta em novos formatos de loja: supermercados de bairro e o atacarejo.

Supermercados de Bairro
Uma das tendências das grandes redes que vem se acentuando é reduzir a abertura de hipermercados e passar a abrir lojas menores, que atendam um público de bairro. Os novos estabelecimentos, apesar de não contar com a mesma variedade de produtos de uma unidade maior, atendem bem ao consumo de uma região.

A aposta aqui é em oferecer aos clientes uma experiência de compra rápida, em que ele encontre os produtos básicos do dia a dia que procura e não enfrente filas para concluir a compra.

Satisfação do cliente é um dos principais focos dos mercados de bairro, que devem adotar soluções de tecnologia como forma de aliar melhor experiência de compra a ganhos de produtividade e redução de custos.

Automatizar totalmente as operações é chave e, devido ao tamanho reduzido da loja e a menor variedade de produtos, aplicações mais simples, que não exigem um investimento tão alto, podem ser adotadas tanto por unidades de grandes redes como por lojas familiares.
Leitores verticais para códigos de barras e coletores de dados mais enxutos são soluções de tecnologia recomendadas e acessíveis, além de softwares com aplicações de gestão muito menos complexas que as usadas em grandes lojas.

Atacarejo
Modelo de loja que já vinha conquistando espaço, mas que com a instabilidade econômica ganhou ainda mais força no mercado, o atacarejo, como diz o nome, atende tanto o atacado como a pessoa física (varejo).

Com preços competitivos, vendendo no varejo com valores de atacado, o formato vem conquistando aumentos na porcentagem de vendas e clientes de pessoa física, que buscam por alternativas mais econômicas e melhores preços, o que demanda dos varejistas mais atenção a esse público crescente.

De lojas amplas e grande variedade de produtos e ofertas, o atacarejo precisa de soluções mais robustas de gestão e, principalmente, um processo bem desenhado de automação. Ter um deposito automatizado, mas um controle de disponibilidade de produto mal organizado atrapalha funcionamento e resultados.

Toda a informação deve ser tratada e revertida em ações, aumentando a produtividade e melhorando a relação com o cliente, ainda mais importante agora com o aumento da parcela de pessoas física no atacarejo. Aliar uma gestão bem estruturada a soluções que gerem contato mais próximo com o consumidor, como papa-filas e auto-compra, é a melhor maneira de fortalecer o formato.

***

Pesquisa de preços ganha importância entre consumidores de medicamentos

22 de junho de 2016

Qual o comportamento do consumidor na hora de comprar medicamento? A pesquisa Comportamento do consumidor na hora de escolher farmácias, realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC), no primeiro semestre de 2016, mostra que grande parte dos consumidores afirma se preocupar com pesquisa de preços.

Segundo dados, 57% dos entrevistados fazem rotineiramente pesquisa de preço de medicamentos e outros produtos farmacêuticos antes de comprar, um crescimento considerável em comparação com números de pesquisa similar feita em 2010, na qual apenas 11% tinham essa preocupação. Esses levantamentos foram realizados com 1.287 consumidores de 28 cidades brasileiras.

Contudo, ao confrontar os dados com uma segunda pesquisa realizada in loco, os resultados foram bastante distintos. Quando perguntados se pesquisaram em outras farmácias o preço do que acabaram de comprar, 81% afirmaram que não. Nesse caso, foram realizadas 321 entrevistas presenciais no lado de fora das farmácias, com consumidores que haviam acabado de realizar a aquisição.

Segundo o presidente da Febrafar, Edison Tamascia, em um comparativo entre as respostas se observa que há um alerta da população em relação à importância de pesquisas de preços, mas essa prática ainda não é efetiva.

“A importância do preço na hora da compra em uma farmácia já era sabida, contudo, não são realizadas frequentemente as pesquisas, assim, entende-se que outros fatores como cartões de fidelização, localização e atendimento ainda são imprescindíveis na hora da decisão de compra”, explica Tamascia.

Essa ideia é afirmada pela mesma pesquisa, que elencou quais os principais critérios considerados na hora da escolha do local da compra de medicamentos, mostrando que 94% analisa preços, 84% localização, 80% atendimento, 49% estacionamento, 32% meios de pagamento, 21% aceitação de PBM (programa de desconto) e 11 % entrega de produto em casa.

…..
Fonte: Associação Brasileira de Educadores Financeiros

Preços das frutas caem, mas os das hortaliça estão em alta

22 de junho de 2016

O aumento na oferta das principais frutas comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) mais representativas do país incentivou a queda registrada de preços nos mercados atacadistas em maio.

É o que revela o 6º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A queda no volume geral de exportações das frutas neste ano, comparada a 2015, refletiu no aumento da quantidade dos produtos no mercado interno, pressionando os preços para baixo.

Outro fator que explica o arrefecimento é o aumento de produção, principalmente de banana prata, mamão e melancia.

No caso do mamão, a queda nos preços reverte a tendência de alta registrada desde o fim de 2015 e reflete uma diminuição das intempéries climáticas que se abatia sobre as regiões produtoras.

Já a melancia deverá manter os preços estabilizados em patamares mais baixos até meados de julho, devido à entrada da safra.

Tomate, batata e cebola registraram dificuldades na produção, o que impactou na elevação dos valores comercializados destes produtos no atacado no mês passado.

Os preços da cebola continuam elevados devido às importações. Apesar do registro de queda nos últimos dois meses, o volume do produto importado neste ano é 8,1% superior ao de 2015.

Para o mês de junho espera-se queda nos mercados, acompanhando o movimento de entrada da safra do Vale do São Francisco.

Na contramão das demais hortaliça, a cenoura apresentou baixa significativa na comercialização de maio, chegando a 48% na Ceasa/Campinas.

Este movimento deve-se à recuperação das lavouras da região Sudeste, sobretudo em Minas Gerais, e deve seguir a trajetória descendente de preço, com a entrada de outras ofertas estaduais.

O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou os principais entrepostos localizados nos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, GO, DF, CE e PE.

….
Fonte: Conab

RN acumula queda de 15,7% nas vendas de gasolina, diesel e etanol no 1° quadrimestre do ano

15 de junho de 2016

Com exceção do Maranhão, todos os demais Estados do Nordeste registraram, no primeiro quadrimestre de 2016, queda na venda de gasolina comum, etanol e óleo diesel, os três combustíveis mais consumidos pela frota brasileira.

É o que mostra um cruzamento de dados, feito pelo blog, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo.

Na região, o Rio Grande do Norte registra a segunda maior queda porcentual (-15,7%), perdendo apenas para Pernambuco, onde o tombo foi um pouco maior: (-17,2%).

De acordo com as planilhas da ANP, entre janeiro e abril, o RN registrou queda de (-0,6%) nas vendas de gasolina, com 210.113 metros cúbicos faturados pelas distribuidoras.

As vendas do etanol, combustível que outrora movia mais de 80% da frota de automóveis em solo potiguar, tiveram queda de (-6,7%), com 19.870 m3.

Com 156.294 metros cúbicos vendidos, o diesel teve a maior queda no Estado: (-30,6%). O volume é o menor desde 2012, quando as vendas acumuladas de janeiro a abril somaram 149.958 m3.

De uns 20 dias para cá, os preços começaram a cair nos postos de serviço de Natal.

O preço médio da gasolina tipo C encolheu de R$ 3,882 para R$ 3,812.

Nos três postos da Ribeira, bairro comercial da zona leste de Natal, o preço médio é de R$ 3,70.

Em um deles, a gasolina comum estava em promoção nesta terça-feira (14), a R$ 3,649; a gasolina aditivada a R$ 3,669 e o etanol a R$ 2,989.

….
PREÇOS MÉDIOS
Período: 05 a 11/06/2016

Mossoró 3,922
Caicó 3,866
Natal 3,812
Parnamirim 3,785
São José de Mipibu 3,772

Cesta básica pesquisada pelo Dieese sobe 0,9% em Natal

7 de junho de 2016

A cesta básica pesquisada pelo Dieese subiu 0,9% em maio na capital do Rio Grande do Norte – Natal.

Fechou o mês a R$ 337,49, equivalente a 41,69% do salário mínimo líquido.

No ano, o aumento acumulado é de 8%.

O reajuste de maio foi puxado pelo feijão, que deu um salto de preços de 10,57%; pela farinha (6%) e leite (3,38%).

Em contrapartida, o preço do tomate caiu (-7%) e o do açúcar (-2,4%).

No ranking das cestas básicas mais baratas do país, Natal ocupa a segunda posição. Perde apenas para Rio Branco (R$ 335,31).

O mercado de alimentos de Natal acompanhou a tendência na maioria das capitais brasileiras.

De acordo com o Dieese, em maio a cesta teve aumento em 17 das 27 capitais.


CESTA BÁSICA
Natal – maio de 2016

Valor: R$ 337,49
Variação no mês: 0,90%
Variação no ano: 8,01%
Porcentual do Salário Mínimo Líquido: 41,69%
Tempo de trabalho: 84h22

Financiamentos de veículos em abril somam 4,7 mil no RN

19 de maio de 2016

O volume de financiamento de veículos no Rio Grande do Norte foi de 4.753 unidades em abril, entre novos e usados. O resultado foi 18,8% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados incluem automóveis leves, motos e pesados.

O levantamento é da Unidade de Financiamentos da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG).

As vendas financiadas de automóveis leves superaram os números das outras categorias ao totalizarem 3.414 unidades em abril, sendo 2.373 unidades negociadas usadas e 1.041 novas. Motos somaram 1.226 unidades, queda de 17,7% também em comparação no mesmo período do ano anterior.

O Nordeste atingiu 64.805 veículos financiados no mês de abril, queda de 21,4% em relação ao mês de abril de 2015. Deste total, foram negociados 41.747 autos leves e 20.911 motocicletas.

O total de veículos financiados no Brasil no quarto mês do ano somaram 364.531 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, uma queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Veículos novos somaram 142.842 unidades vendidas a crédito, enquanto os usados chegaram a 221.689.

O SNG é uma base privada de abrangência nacional que reúne as informações sobre restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de concessão de crédito. Essa base é consultada e atualizada em tempo real pelas instituições financeiras.

…..
Fonte: Assessoria Cetip

Cebola e cenoura apresentam tendência de queda de preços no atacado

19 de abril de 2016

O aumento da produção de cebola e cenoura provocou a queda de preços registrada pelos produtos hortigranjeiros nos principais entrepostos das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.

É o que aponta o 4º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado nesta terça-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mesmo com as quedas registradas, as cotações dos dois produtos mantêm-se em patamares elevados.

No caso da cebola, a importação continua como fator determinante para manutenção dos níveis elevados de preços.

Já a cenoura manteve preço elevado devido à menor oferta do produto nas principais regiões produtoras.

Para abril, a expectativa é de continuação no arrefecimento dos preços dos dois produtos, uma vez que há intensificação da colheita e provável queda na demanda, devido ao efeito da substituição em resposta aos preços ainda elevados.

A entrada da safra de tomate dos estados de SP, RJ e PR resultou em queda nos preços em alguns mercados.

A tendência se mantém em abril em todas as regiões do país, conforme acompanhamento diário feito pelo do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab.

Apenas a batata registrou tendência de alta em março. O comportamento foi influenciado pela alta demanda, ocorrida durante a Semana Santa, aliada à queda de cerca de 11% no produto ofertado nos principais centros atacadistas, devido a condições climáticas adversas nas regiões produtoras.

A tendência é de manutenção da alta de preços, movimento oposto ao registrado em 2015.

Frutas
As frutas continuaram apresentando alta nos preços em março. Isso se deve às condições climáticas adversas que impactam na produtividade, resultando na queda da oferta, além das questões de entressafra e do bom volume das exportações. Destacam-se, neste cenário, a banana e o mamão.

Mas a expectativa para a banana é de reversão do comportamento a partir desse mês, uma vez que a produção deve aumentar no norte de Minas Gerais e no centro sul da Bahia.

Já o mamão deve continuar apresentando alta nos próximos meses, devido principalmente à diminuição das chuvas e às altas temperaturas nas regiões produtoras.

O aumento das exportações teve forte influência na alta dos preços da laranja e da melancia. Nos próximos meses, no entanto, a tendência é de arrefecimento desses valores, uma vez que a plantação e a colheita devem ser intensificadas, aumentando a oferta no mercado interno.

A maçã foi a única fruta que não seguiu o comportamento generalizado de alta. A queda nos preços se deve, sobretudo, ao avanço da colheita da variedade Fuji.

O levantamento foi feito a partir de dados fornecidos pelas centrais de abastecimento dos estados de SP, MG, RJ, ES, GO, CE, PE.

…..
Fonte: Conab

Conselho Federal de Economia defende redução da Selic

8 de abril de 2016

O Conselho Federal de Economia (Cofecon) defendeu nesta sexta-feira (8) a redução da Selic, atualmente de 14,25% ao ano e sem viés de baixa.

Em documento divulgado hoje, o Cofecon lembra que a conjuntura atual torna ineficiente uma política monetária de manutenção de juros altos para conter o processo inflacionário.

Abaixo, a integra do documento:


O IBGE divulgou hoje a taxa de inflação (IPCA) de março de 2016, de 0,43%, confirmando-se a trajetória declinante, após registrar 1,27% em janeiro e 0,90% em fevereiro.

Esse resultado ratifica que as causas da forte elevação do IPCA em 2015, quando alcançou 10,67%, não mais estão presentes: o forte reajuste dos preços administrados (18%) e o repasse aos preços da expressiva variação cambial. Ademais, o impacto da queda da massa salarial, da desaceleração do crédito e da atividade econômica concorrem para a contenção na variação dos chamados “preços livres”.

Reforça-se, também, a posição já adotada recentemente pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) de que o País não enfrenta um problema de inflação de demanda, o que torna ineficiente uma política monetária de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar tão elevado (14,25% ao ano) porque impõe custos excessivos à sociedade.

A política monetária restritiva contribuiu para a acentuada retração do PIB, que alcançou 3,8% em 2015, e que pode inclusive se repetir, em magnitude similar, em 2016, com reflexos adversos sobre a geração de emprego e renda das famílias, um injustificável custo de desinflação por meio de desemprego e elevação explosiva do custo da dívida pública.

Projeções de mercado já apontam uma taxa de inflação, em 12 meses, em torno de 6,48%, tangenciando o limite superior da meta, tornando viável o seu alcance ainda neste ano, não obstante os efeitos causados pela crise política. A projeção do índice para 2017 encontra-se hoje estimado em 6% pelo mercado e em 4,9% pelo próprio Banco Central. Ademais, a recente queda da taxa de câmbio certamente contribuirá para alcance de índice mais baixo de inflação.

No seminário “Crise fiscal, gastos com juros da dívida pública e auditoria da dívida”, promovido pelo Cofecon, foi apontada a política monetária em curso como elemento-chave para os maus resultados fiscais, por três razões principais:

1) reduz os investimentos públicos, um dos principais indutores da atividade econômica, ao carrear grande parte dos recursos orçamentários para o gasto crescente com juros da dívida pública;

2) inibe os investimentos privados, pelo alto custo da captação de financiamento e pela atratividade representada pelos ganhos financeiros;

3) inibe o consumo, ao elevar o desemprego e encarecer o crédito ao consumidor.

A forte retração da atividade econômica tem, inclusive, afetado significativamente a receita tributária. Queda de receita e aumento de gastos com juros da dívida pública tiveram como consequência a explosão do déficit nominal, ameaçando o atendimento das crescentes demandas sociais da população pobre e acelerando o tão alardeado crescimento da dívida pública.

O Copom tem a oportunidade de, reconhecendo que o ambiente recessivo inibe novos aumentos de preços e as causas da inflação de 2015 estão se dissipando, fazendo com que a taxa de inflação encaminhe-se para o intervalo da meta, promover a imediata redução da Selic, que teria efeito positivo sobre as expectativas dos agentes econômicos e contribuiria para reverter o grave quadro econômico atual, evitando que novos brasileiros se incorporem às filas de desempregados.

Para retomarmos o crescimento econômico e superarmos a crise fiscal, é necessário que se inicie o processo de redução da taxa básica de juros. É o que o Brasil clama e precisa.

Conselho Federal de Economia, 8 de abril de 2016.

##

Natal tem a cesta básica mais barata entre as capitais. Valor representa 40,98% do salário mínimo

14 de março de 2016

Apesar de ter subido 6,19% nos dois primeiros meses de 2016, Natal tem a cesta básica mais barata entre as capitais brasileiras.

De acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta de fevereiro subiu 0,79% em Natal e foi a R$ 331,79.

Até dezembro do ano passado este posto – cesta básica mais barata – era de Aracaju.

Em fevereiro o valor da cesta na capital potiguar era equivalente a 40,98% do salário mínimo líquido.

Para comprá-la foram necessárias quase 83 horas de trabalho. Para ser exato, 82h57m.

A pesquisa do Dieese encontrou aumentos significativos em três dos 13 produtos: banana 11,91%, açúcar 11,46% e feijão 10,49%.

Queda de preços só mesmo no tomate (-11,7%).

Na relação entre salário mínimo e cesta básica, a série histórica nacional mostra que a melhor situação foi verificada em 1959.

Naquele ano, o valor era equivalente a 27,12% do mínimo.

Permaneceu num patamar abaixo de 50% até 1972.

Depois foi subindo gradativamente.

Detalhe: em 1964, ano do golpe militar, não houve pesquisa de preços pelo Dieese.

Em 1986, ano do Plano Cruzado em que os “fiscais de Sarney” foram pra rua denunciar a remarcação de preços nos supermercados, essa relação era de 78,89%.

Em 1990, ano do Plano Collor, 92,42%.

Em 1994, quando o Real foi implantado, após um período inflação alta, o valor superava o do salário mínimo: 102,35%

Foi o recorde da série histórica.

Naquele ano, um operário que ganhava salário mínimo precisava trabalhar 225 horas e 10 minutos para adquirir os produtos da cesta.

Somente em 2009 o valor da cesta básica voltou ao patamar abaixo de 50% do SM.

No ano passado, mesmo com inflação batendo na casa dos 11%, o valor da cesta era equivalente a 49,38% e 109 horas e 5 minutos de trabalho.

Em Natal, a situação foi um pouco melhor: 42,75% do mínimo e 86 horas e 32 minutos de trabalho.

CESTA BÁSICA
Relação salário mínimo x cesta de alimentos básicos e horas trabalhadas

1959
27,12% – 65h05m

1972
49,65% – 119h09m

1986
78,89% – 189h20

1990
92,42% – 203h19m

1994
102,35% – 225h10m

2002
70,53% – 155h10m

2009
49,47% – 109h53m

2015
49,38% – 109h05m

**
CESTA BÁSICA NATAL
Fevereiro 2016

Valor: 331,79
% do SM: 40,98%
Tempo de trabalho: 82h57m

Consumo de combustíveis no RN tem queda de 16,2% em janeiro

24 de fevereiro de 2016

O consumo de combustíveis no Rio Grande do Norte caiu 16,2% em janeiro deste ano no comparativo com janeiro de 2015.

No total foram vendidos pelas distribuidoras 127.792 metros cúbicos de gasolina, etanol, diesel, querosene de aviação, gás de cozinha etc., ante 152.502 em janeiro do ano passado.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que já havia registrado em 2015, pela primeira vez desde 2007, queda anual no consumo de combustíveis no RN.

Tradicionalmente dezembro e janeiro são, pela ordem, os meses de maior consumo de combustíveis no Estado.

Dezembro, em função do décimo terceiro salário, que é pago em duas parcelas, sendo a primeiro no dia 30 de novembro e a segunda antes do natal.

Movimento em janeiro é atribuído às férias escolares, quando a classe média da Grande Natal e de cidades-polo do interior se transfere para o litoral.

Os números indicam que o aumento da alíquota do ICMS em dois pontos porcentuais, elevada pelo governo do Estado para fechar o orçamento deste ano, pode ter sido um tiro no pé.

A nova alíquota entrou em vigor no dia 28 de janeiro. A pesquisa da ANP mostra que a gasolina teve um aumento médio de 2,8% logo depois. O litro passou de R$ 3,763 na última semana de janeiro para R$ 3,868 na terceira de fevereiro.

Com isso, superamos Bahia e nos distanciamos de Sergipe e agora ocupamos o segundo lugar no ranking de gasolina mais cara do Nordeste, disputando cabeça-cabeça com o Ceará.

….
MERCADO DE COMBUSTÍVEIS NO RN
Vendas janeiro de 2016 – janeiro de 2015

Gasolina tipo C (-10,7)
Diesel (-31,2%)
Etanol (+39,0%)
Gás de Cozinha (-5,2%)
Querosene de aviação (+5,4%)

….
PREÇO DA GASOLINA
Semana 14/02 a 20/02/2016 (R$)

Alagoas ……………3,752
Bahia………………3,832
Ceará………………3,878
Maranhão……………3,598
Paraíba ……………3,727
Pernambuco………….3,673
Piauí………………3,754
Rio Grande do Norte….3,868
Sergipe…………….3,774

Moura Dubeux é eleita a melhor do Brasil em relacionamento com o cliente

17 de fevereiro de 2016

O desempenho da Moura Dubeux no relacionamento com os clientes no site Reclame Aqui no último semestre rendeu à incorporadora a liderança nacional de empresas mais efetivas e assertivas em soluções para o consumidor.

A conclusão é da pesquisadora e diretora de Marketing, Mariana Ferronato, que diagnosticou o comportamento na plataforma online de 150 construtoras atuantes no Brasil.

A pesquisa utilizou como recorte os últimos seis meses e considerou o tempo de resposta ao consumidor, se há diálogo e a qualidade dele, os questionamentos levantados pelos clientes e o nível de satisfação com o retorno da empresa.

A Moura Dubeux recebeu a maior nota de avaliação dos clientes.

“Investimos em nossa presença no meio digital também para estar mais perto do público e dar maior atenção a ele. Temos estrutura para atender, dar retorno o mais breve possível e solucionar o caso”, avalia a supervisora de Marketing da empresa, Eduarda Dubeux.

De acordo com o levantamento, apenas 50% das 150 construtoras analisadas respondem as queixas registradas no site e levam tempo médio de 10 dias.

Desde o final de 2012, a Moura Dubeux iniciou sua estruturação para estar presente nos meios onlines.

Em parceria com a assessoria de mídia digital Le Fil, a Central de Relacionamento com Cliente da empresa recebe e dá andamento a queixas, elogios e também dúvidas sobre os produtos.

 

RN registra primeira queda na venda de combustíveis desde 2007

14 de fevereiro de 2016

Pela primeira vez, em quase uma década, o mercado potiguar registra queda nas vendas de combustíveis. No total, foram vendidos no ano passado 1,60 milhão de metros cúbicos, ante 1,62 milhão em 2014, queda de quase 1%, segundo números consolidados da Agência Nacional do Petróleo.

A queda nas vendas é atribuída basicamente a dois fatores:

1) aumento de preços dos produtos;
2) queda na venda de automóveis zero quilômetros

No ano passado, a gasolina vendida em Natal, principal mercado consumidor do Rio Grande do Norte, subiu 22,3%, o dobro da inflação.

Até então, o consumo de derivados de petróleo – e também do etanol – vinha crescendo em ritmo acelerado.

Os números da ANP mostram aumento de 35,8% entre 2010 e 2015.

No ano passado, o consumo de gasolina teve queda de 1,2% (7,5 milhões de litros a menos).

A queda do diesel foi mais expressiva: (-5,3%)

A venda do gás de cozinha também caiu. (-0,3%), a primeira desde 2007.

O etanol foi um ponto fora da curva. O consumo teve alta de 61,5%, mesmo não sendo ele competitivo.

No ano passado, o preço médio do etanol no RN girou em torno de 80% do preço da gasolina. Para empatar, teria de ficar abaixo dos 70%, ou seja, R$ 1,15 a menos que o preço da gasolina. Hoje a diferença é de setenta centavos.

A venda do querosene de aviação, que teve alíquota do ICMS reduzida para 12% em fevereiro do ano passado, numa tentativa de atrair mais voos para o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, cresceu apenas 1,9%. De 93.862 metros cúbicos para 95.618. No mercado do querosene de aviação, o melhor ano da série histórica foi 2010, com 110.303 metros cúbicos.

Para fazer os comparativos, o blog usou como referência o ano 2007. E por quê? Porque a partir daquele ano, a ANP passou a usar o Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (SIMP), mais completo e confiável que o anterior – o Demonstrativo de Controle de Produtos (DCP).

Pelo sistema antigo, foram registradas duas quedas consecutivas nas vendas de combustíveis no RN. A primeira em 2002 no comparativo com 2001 e em 2013 comparando-se com 2012.

Aliás, 2002 foi o único “ano par” a registrar queda de venda dos combustíveis em relação ao ano ímpar imediatamente anterior.

Um lembrete: As eleições no Brasil são realizadas em anos pares. Em 2002 houve eleição para escolha do presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.


COMBUSTÍVEIS RN
Vendas feitas pelas distribuidoras de derivados de petróleo – em m3

2007…………..969.262
2008………..1.050.122
2009………..1.100.019
2010………..1.195.535
2011………..1.283.311
2012………..1.430.263
2013………..1.515.886
2014………..1.623.792
2015………..1.609.589