08 de dezembro de 2008 às 16:30

Prepare-se para o aperto em 2009

Já me chamaram de pessimista, mas lendo as notícias abaixo – uma amostra das dezenas que tenho lido nessa linha -, seria até irresponsável não parar e pensar: "precisamos nos preparar".

Tribuna do Norte – Efeitos da crise serão mais fortes no início de 2009
O Povo –
Com a crise, vão faltar 1 milhão de empregos em 2009
Estadão – Mercado prevê menos investimento estrangeiro e PIB menor
Último Segundo –
Obama prevê dias piores

Isso sem falar em notícias – como a retração da venda de veículos e imóveis – e boatos – como a demissão em concessionárias – locais. Mais uma: as exportações vão cair, porque a crise lá fora diminui o consumo (clique aqui para ler a entrevista com o especialista em comércio internacional Otomar Lopes).

Os empresários reclamam que nós, da imprensa, só damos notícias negativas sobre a crise. Mas notícias negativas são inerentes à crise, é impossível não noticiá-las porque elas estão acontecendo o tempo todo e mexem com a vida das pessoas. Então, não é uma questão de pessimismo, é a realidade batendo à nossa porta.

Bom, pelo que estou vendo, vai passar a euforia do Natal e do 13º e vão começar as contas – o que já é complicado em tempos normais. Mas acho que nós só vamos prestar mais atenção mesmo depois do carnaval. Enfim, março é que me preocupa. Ora, se estão havendo demissões, restrição de crédito e revisão (para baixo) de investimentos, vai circular menos dinheiro.

Contra o desânimo – esse sim é o grande vilão – temos que trabalhar para antecipar ao máximo o fim dessa crise. Certo, ela é mundial, mas há o que fazer por aqui. Desde a tentar organizar nossas contas a nos esforçar para reduzir custos dentro da empresa em que trabalhamos. Não podemos fingir que os problemas não existem, mas também não devemos nos curvar às dificuldades.

Em seu blog, o economista José Aldemir Freire, também traz indicadores sobre os efeitos da crise no RN e faz outra análise. Eis um trecho: "Não acredito, porém, que a crise produzirá uma contração na economia estadual. Acredito que no máximo ela poderá sofrer uma certa desaceleração em 2009, mas seu crescimento ainda ficará no terreno positivo". Clique aqui para ler mais.

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