03 de fevereiro de 2010 às 11:20

Redução da jornada de trabalho será negativa, diz Firjan

A Federação das Indústrias do Estado do Riode Janeiro (Firjan) estendeu uma faixa de 50 metros diante doCongresso Nacional com slogan “A redução da jornada de trabalho (RJT) é mesmonegócio da China. É pra lá que os empregos vão”.

 Em agosto do ano passado, houve a participação de 400 empresários, sendo 250 do Estado do Rio de Janeiro mobilizados pela Firjan, para acompanhar a discussãoda PEC 231/95, que diminui a jornada de 44 para 40 horas semanais e eleva ovalor da hora extra de 50% para 75% sobre a hora trabalhada.

 A Firjan vê a proposta como uma elevação do custo do trabalho, que afetaria acompetitividade das empresas, principalmente as pequenas, na geração de empregos.

 A posição oficial da Firjan ressalta que redução de jornada não é igual a aumento de emprego, já que a medida, por aumentar o custo de operação, incentiva a compra de máquinas e a redução do número de postos de trabalho. Além disso,lembra que a legislação brasileira já permite a redução de jornada via negociação coletiva, caso em que o incremento da produtividade e mudanças nagestão entram nas discussões.

 O documento da Firjan cita ainda experiências internacionais mal-sucedidas como a da jornada de 35 horas semanais na França, e compara a jornada brasileira a outras pelo mundo. Na Alemanha, Dinamarca, Irlanda e Inglaterra, por exemplo, a jornada é de 48 horas.

Nota do blog: Nem todas as opiniões são, no entanto, desfavoráveis à redução da jornada. Pelos cálculos do Dieese, por exemplo, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais teria o impacto potencial de gerar em torno de 2.252.600 novos postos de trabalho no país. Segundo o órgão, em vários países, a RJT sem redução salarial tem sido discutida como um dos instrumentos para preservar e criar novos empregos de qualidade e também possibilitar a construção de boas condições de vida. Porém, esta redução poderia até ser bem mais que isso, e impulsionar a economia e dinamizar seu ciclo virtuoso levando à melhoria do mercado de trabalho. Isto permitiria a geração de novos postos de trabalho, diminuição do desemprego, da informalidade, da precarização, aumento da massa salarial e produtividade do trabalho e teria como conseqüência, o crescimento do consumo. Este, por sua vez, levaria ao aumento da produção, o que completaria o círculo virtuoso.

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giovani da silva cintra 3 de fevereiro de 2010 às 15:53

No Brasil , geralmente á exploração de trabalho e muito grande por parte dos empregador aqui no interior da bahia algumas empresas , força os funcionário, trabalhares , mais de 44 horas semanais, alguns deles chegam até adoecer . mim lembro que eu fazia parte de uma empresa de calçado , de nós trabalhadores trabalhar 0800 h , nós eram forcado trabalhar mais 4 horas de trabalho eu por exemplo reclamei ai fui demitido por essa causa . 40 h e uma boa opção para o trabalhador e também para a produção . mande um resposta para mim deste mail.