O histórico Museu da Rampa será inaugurado nesta quinta-feira (27), às 16h. O local passou do completo abandono a um complexo cultural estruturado para receber centenas de turistas e recontar a importância da participação de Natal nos rumos da Segunda Guerra Mundial. Uma atração turística que promete mudar também a fisionomia daquele pedaço esquecido da cidade.

O Complexo vai abrigar de museus, memorial (área para exposições temporárias e permanentes), auditório para 126 pessoas, bar temático, espaço para estacionamento de 85 carros, lojas de souvenir e píer para contemplação do pôr do sol do Rio Potengi, considerado um dos mais belos do Brasil e pouco explorado até mesmo pela população local por falta de uma área propícia.

A Rampa para hidroaviões no Rio Potengi foi ponto obrigatório para aviadores que atravessavam o Atlântico Sul entre as décadas de 1920 e 1940. Mais tarde, durante o conflito mundial, sua posição estratégica, situada no “cotovelo” da América do Sul, abrigou a maior base militar dos EUA fora daquele país, se tornando a pista de pouso mais movimentada do mundo para aeroplanos e hidroaviões durante o período.

A data de 29 de janeiro de 1943 é marcada na história de Natal pelo encontro entre o presidente americano durante a Segunda Guerra, Franklin Delano Roosevelt, e o presidente brasileiro Getúlio Vargas. Na ocasião, eles celebraram, na Rampa, a Conferência do Potengi, transformando o local em base militar americana e selando a participação dos EUA no conflito, que resultaria na vitória dos Aliados contra o nazifascismo dos Países do Eixo.

O Complexo da Rampa contempla, ao todo, 28 projetos independentes, desde paisagismo, concepção visual e acústica, até questões de patrimônio histórico, museologia e restauração. A área construída corresponde a 13 mil m², com destaque para o Memorial do Aviador, dotado de recepção, bilheteria, auditório, espaço em homenagem aos aviadores e promoção de eventos culturais, área de administração e instalações sanitárias.

Além dos novos equipamentos, o projeto também conservou as evidências históricas da edificação, com recuperação das estruturaras degradadas e reconstrução das que estavam em colapso, contribuindo para a preservação da memória da cidade. O projeto arquitetônico é assinado pelo arquiteto potiguar Carlos Ribeiro Dantas. A obra foi viabilizada por meio de convênio com o Ministério do Turismo e investimento de quase R$ 7,6 milhões e contrapartida do Estado correspondente a aproximadamente R$ 1 milhão.