Forró inicia processo de registro como Patrimônio Cultural do Brasil

forro

Nono país em atrativos culturais, o Brasil comemora em novembro o Dia Nacional da Cultura. Repleto de patrimônios das artes que envolvem música, arquitetura, literatura, história e artesanato, o país possui regiões que encantam pelo seu ritmo, como é o caso do Nordeste com o seu tradicional Forró. A dança deve virar em breve Patrimônio Cultural do Brasil, já que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, iniciou hoje o processo para o registro do bem “Matrizes Tradicionais do Forró”.

O pedido foi apresentado pela Associação Balaio do Nordeste e pelo Fórum Forró de Raiz da Paraíba, recebendo ainda o consentimento, por meio de abaixo-assinado, de 423 forrozeiros de todo o país.

De acordo com o Iphan, as “Matrizes Tradicionais do Forró” são uma forma de expressão multimodal, cujo núcleo é a performance social de um leque de tipos de música e dança. O “Forró”, desde seus primeiros registros conhecidos, no início do século XX, remete a festa popular com música e dança. Na segunda metade do século XX, a palavra assumiu também o sentido de um tipo específico de música, cantada ou instrumental, para ouvir e para dançar. Também passou a designar um tipo de evento com música ao vivo e dança.

O forró, assim como o choro, o frevo e o samba, definiu-se nos bailes e festividades populares, num ambiente de ampla participação e de contatos físicos e culturais. Este ambiente é tema de letras de sucessos de meados do século XX, como “Asa Branca”, “Forró em Limoeiro” e tantos outros. A própria existência destas gravações de sucesso mostra também que o ritmos e autonomizou em relação ao contexto mencionado.

*Com informações do MTUR.

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