1 – George Fernandes escreveu este artigo. Endosso, “Meinha”.
Estou há 12 anos no jornalismo esportivo e desde que era atleta amador de futebol e futsal que ouço desportistas do Rio Grande do Norte reclamando da falta de patrocínio para o esporte, em qualquer modalidade, inclusive, no futebol profissional.
Que fique bem claro que este assunto não é exclusividade do RN, mas aqui é mais acentuado. Todo mundo costuma culpar a falta de uma política pública para o esporte, a má vontade dos empresários ou a “falta de visão” das agências de publicidade, que usam a verba publicitária dos clientes tão somente para fazer o “feijão com arroz”: anunciar na mídia convencional.
Considero, no mínimo, injusto parar por aí. Na verdade, os próprios atletas, equipes e federações têm uma parcela de culpa nisso tudo. Ora, não sou “expert” no assunto (apenas estudei um pouco na época de Faculdade), mas se coloque no lugar do investidor.
Profissionalismo
Quem vai tirar dinheiro do bolso (ou do caixa da empresa) para investir sua marca num atleta ou equipe que sequer tem um projeto decente e profissional com todas as informações do retorno de imagem? A palavra “ajuda” não cabe mais no dicionário do esporte de rendimento.
Atletas, técnicos, equipes e federações precisam procurar se profissionalizar (ou se estruturar) neste aspecto também. Não adianta ficar só culpando a iniciativa privada ou o poder público pela inércia. Têm que apresentar projetos consistentes que possam dar retorno ao investidor.
Patrocínio não é uma ajuda, é uma troca. O empresário (ou empresa) e/ou o poder público investem uma determinada verba num atleta, equipe ou modalidade e quer um retorno positivo de imagem. Simples assim. Uma relação profissional de comunicação e marketing.
Marketing
Mas, para isso, há a necessidade de um projeto profissional que contemple todos os detalhes de como será aplicado os recursos e, principalmente, como e qual será o retorno do investimento. Então, caros desportistas, que vivem reclamando da falta de patrocínio e esperando algo do céu ou que alguém se sensibilize com determinada situação, mãos à obra.