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Quando se trata de saúde, é sempre bom lembrarmos que a nossa alimentação e, principalmente, os alimentos que escolhemos consumir têm um impacto primordial sobre como nos sentimos física e mentalmente. Muitos temperos e especiarias que acrescentamos a nossos pratos são bastante reconhecidos por suas propriedades terapêuticas. Um exemplo é a cúrcuma (fonte de curcumina) e o açafrão: segundo um artigo publicado no jornal Foods, a curcumina está sendo reconhecida e usada em todo o mundo sob muitas formas e para múltiplos benefícios potenciais para a saúde.

No Japão, o açafrão-da-terra – que contém a curcumina – é servido no chá; na Tailândia, em cosméticos; na China, é usado como corante; na Coréia, é servido em bebidas; na Malásia, é utilizado como antisséptico; no Paquistão, como agente anti-inflamatório; nos Estados Unidos, é colocado em molhos de mostarda, queijo, manteiga e batatas fritas, como conservante e agente colorante, além de estar presente em cápsulas para a saúde. Mas esses são só alguns dos múltiplos usos das especiarias.

Cúrcuma ou açafrão: você sabe a diferença?

A cúrcuma (curcuma longa) é conhecida também como açafrão-da-terra, possui um rizoma subterrâneo e é da mesma família do gengibre. Já o açafrão é proveniente dos estigmas de flores da  planta crocus sativus. São duas plantas distintas, mas com cores bastante parecidas e, propriedades medicinais semelhantes.

A cúrcuma sempre foi muito utilizada por populações do sul da Ásia, em pratos com o famoso molho curry, por exemplo. Já o açafrão, foi e continua sendo muito utilizado pelas populações próximas ao Mediterrâneo – principalmente nos pratos conhecidos como paellas.

Açafrão: propriedades antioxidantes

Estima-se que o açafrão seja cultivado há mais de 3.500 anos, por várias civilizações, culturas e continentes. Ao longo da história, sempre foi uma das substâncias mais caras do mundo, justificadamente: cada flor possui somente três estigmas, sendo que, para obter 1kg da especiaria, são necessárias, em média, 225 mil estigmas, ou seja, 75 mil flores.

Muitos estudos indicam que as propriedades encontradas no açafrão são atribuídas em especial aos carotenoides – crocina e safranal -, com propriedades antioxidantes e coletores seletivos de radicais livres. “O açafrão vem mostrando efeitos positivos em aplicações ainda mais abrangentes, incluindo antidepressivas e anticonvulsivantes, analgésicas, anticâncer e outros efeitos terapêuticos em diferentes partes do corpo, como cardiovascular, imunológico, visual, respiratório, geniturinário, sistema nervoso central e para desordens digestivas”, explica a médica Drª. Elisa Urban.

Para se ter uma ideia do potencial antioxidante de uso diário desse  alimento, um estudo clínico mostrou que 50mg de açafrão dissolvido em 100ml de leite, ingerido duas vezes ao dia, diminuiu a suscetibilidade à oxidação de lipoproteínas, protegendo assim de doenças cardiovasculares.

O que é a curcumina?

Além de conhecida como açafrão-da-terra, a cúrcuma também é conhecida como turmérico, açafrão-da-índia, açafroa, raiz-de-sol, gengibre-amarelo, e tem sido associada a muitos benefícios, desde a redução de processos inflamatórios até a melhora da saúde cerebral; isso devido a presença de fitoquímicos denominados curcuminoides encontrados em grande quantidade nos rizomas da planta.

Os curcuminoides são pigmentos que possuem poderosas propriedades: antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias e moduladora do sistema imune. Dentre esses curcuminoides, a curcumina é o principal: representa 77%.

Na área da saúde, a curcumina, com seu tom amarelo-ouro vibrante, atua como um anticancerígeno, ajuda a reverter a resistência à insulina, a equilibrar o nível de colesterol ao reduzir o colesterol de baixa densidade (LDL) e triglicerídeos. Ainda, age também como um coletor seletivo de radicais livres (prevenindo assim o dano oxidativo do DNA), reduz a inflamação sistêmica por regular marcadores inflamatórios e também melhora os sintomas de artrite.

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