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Virgindade: Um tabu que ainda atormenta

Para começar, podíamos analisar o termo: perda da virgindade.
Por que usamos a palavra perda?
Quando falamos em perda, vem logo a ideia de prejuízo… seria isso então? Temos um prejuízo em perder a virgindade? Por que não podemos pensar em ganho? É um momento no qual permitimos acessar nossa sexualidade… é quando nos entregamos à possibilidade de encontro com o prazer com o autoconhecimento através do outro… A cultura, a religião, a educação e a sociedade acabam por passar ideias errôneas que nos amarram em certezas que muitas vezes não são verdades. Aprendemos que as mulheres perdem a virgindade a partir do rompimento do hímen através da penetração. Isso é verdade? Acho esse assunto bem controverso… Reflita comigo: Se a mulher cair e tiver uma ferida interna que rompa o hímen ou se levar uma queda e esse “selo” se romper, então ela não é mais virgem? Se ela tiver nascido sem hímen, nunca foi virgem? E aqueles casos de hímen mais elástico que não se rompe de cara? Fica-se virgem para sempre? Se isso é verdade, qual a importância real da virgindade física de uma mulher? É preciso explicar então, que modelo/tipo de rompimento do hímen conta como “perda da virgindade”.
Rompimento do hímen é por penetração?
Precisa ser a penetração de um pênis? Se sim, pessoas com vagina que não se relacionam sexualmente com pessoas com pênis, são virgens? Há aqueles que dizem que se perde a virgindade depois de se ter tido relações sexuais. Certo, mas o que seriam relações sexuais? Sexo oral e sexo anal contam? Pois, é … Tantas perguntas e tão poucas certezas… Com tudo isso, parece que há apenas uma virgindade, quando, na verdade, no sexo existem muitas primeiras vezes que podem ser muito simbólicas.
Inclusive são mais significativas que a própria penetração.
Não é o significado da perda de uma pele, mas o seu significante para o sujeito. Uma das razões de nossa quase obsessão pela virgindade é o modelo sexual que ainda impera em nossa sociedade: o “coitocentrismo”. É uma concepção da sexualidade voltada para o genital e devedora da importância que historicamente concedemos à reprodução. Na verdade, a perda da virgindade envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas, além dos vínculos de intimidade… O que está em jogo então não é essa pelinha inútil que você tem no corpo, mas o que você viveu e compartilhou fisicamente e emocionalmente com alguém… O buraco é bem mais em baixo… O simbolismo da virgindade feminina tem ainda forte peso na sociedade. Um peso cheio de preconceitos, crenças limitantes e muito tabu. O homem, quando desvirginado, parece não perder nada. Pelo contrário! É viril, macho e pegador. A mulher perde, mesmo que seja um pedaço minúsculo de pele… Parece perder o respeito, sofre por se tornar dona de sal sexualidade. Há não muito tempo, se a mulher não fosse mais virgem, não servia para casar e poderia até perder o convívio com a família. Mesmo em muitas sociedades que avançaram no conceito de igualdade entre homens e mulheres, a virgindade feminina mantém seu status de preciosidade. Podem acreditar. Vivemos um duplo padrão de educação sexual. O homem é educado para ser o garanhão e a mulher para ser apenas de um ou de poucos homens. Quanto mais a mulher se resguardar, mais será valorizada. Quanto maior o número de experiências
sexuais
o homem tiver, mais macho ele será. Precisamos rever conceitos… Acredito que sou um exemplo vivo de como as crenças podem ser limitantes para nossa vida. Minha iniciação sexual foi marcada por sentimentos bem ambivalentes. Por um lado, eu tinha certeza do que queria e da importância da sexualidade na minha vida. Por outro, por não ser casada, pesava insuportavelmente a culpa pelo fato de “terem me dito via educação” que se eu tivesse relação sexual antes do casamento, nenhum homem iria querer ficar comigo e tão pouco assumir um matrimônio. Ou seja, deixar de ser virgem parecia que me impunha o estigma de um ser indigno e, no momento em que eu acreditava me tornar mulher no sentido sexual, arriscava não ser mais desejada ou “permitida” para nenhum homem. Acredite! Eu tive febre alta quando me autorizei “ganhar” a sexualidade na minha vida. Passava pela minha cabeça desde castigo divino futuro, até descoberta das pessoas e exposição negativa na sociedade. Não posso esquecer que, além de todas essas angústias, ainda pairava o medo de ser rejeitada pelo autor da retirada da minha pureza. Hoje sei que o mais importante são as questões de ordem emocional e psicológica. Elas sim precisam estar amadurecidas antes da primeira relação sexual, independentemente da idade. O essencial é começar a ter a vivência sexual quando já se tiver também a responsabilidade das consequências desse ato. Não basta somente fazer, é preciso poder responder por isso! Assim não perdemos a virgindade, mas, ganhamos autonomia e autogoverno na direção do prazer sexual e de uma vida plena.

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SOCORRO! MEU DESEJO SUMIU!

O ser humano é movido pelo desejo porque ele é intrínseco à condição de estar vivo. Toda grande descoberta, um relacionamento ou ainda uma solução para um problema, tudo nasce do desejo. Mas, se ele é tão essencial, por que desaparece muitas vezes no âmbito sexual?
Vamos começar com algumas perguntinhas: A cama tem sido somente para dormir? Dormir tem sido o maior desejo reservado para a cama? Há quanto tempo você se sente sem apetite sexual? Há algum desconforto físico que tem acabado com seu desejo? Se tiver parceria, como anda a relação? Alguma angústia relacionada a outros fatores da vida? Essa busca íntima por respostas vai ser essencial para a compreensão e, consequentemente, para procurar ajuda e resolver.
É preciso entender o seu padrão sexual e deixar claro que não existe medida exata para o desejo. Baixa de libido só é preocupante se começar a trazer sofrimento ou se, comparando com um período anterior, houver uma defasagem muito grande na frequência das relações. É uma questão pessoal, em que não se estabelecem limites mínimos ou máximos – um aspecto subjetivo e individual. Portanto, não é porque os outros alegam transar todos os dias que você vai se desesperar e se forçar a ter o mesmo ritmo… Cada qual com sua singularidade.
Na minha experiência de consultório, escuto diariamente sujeitos com esta queixa: “Meu desejo acabou”. Confesso que ouço mais das mulheres, mas, para minha surpresa, percebo que tem aumentado muito por parte dos homens. O que está acontecendo?
Sabe, até o presente momento, ainda não tive nenhum caso de desejo hipoativo que tenha exclusiva causa fisiológica. Cem por cento das vezes, na minha vivência particular no setting terapêutico, a ausência de desejo se dá também, por questões relacionais. Primeiro descartamos os desequilíbrios hormonais que podem inibir a libido ou qualquer outra causa fisiológica que pode estar diminuindo o desejo sexual. Mas, são os “desajustes mentais” que acabam bloqueando a manifestação natural de tesão em uma relação. Sentimentos como culpa, medo e ansiedade são inimigos naturais das relações sexuais. Eles agem sutilmente, mas, suas consequências são de ordem prática. E o ponto-chave é o sujeito se dar conta de que o corpo apenas reage aos conflitos internos. Se o desejo não está mais presente é porque algo aconteceu e, recuperá-lo, passa a ser um exercício mútuo de descobrimento, de si mesmo e de sua parceria.
Você consegue imaginar a gama de questões que podem mexer com o seu desejo sexual? Muitas vezes são questões inacessíveis à consciência do paciente e o trabalho de escuta exige muita percepção. O desejo vai embora quando estamos fracos, tristes, cansados, doentes ou magoados. E esses sentimentos e emoções surgem por milhares de motivos.
A sociedade costuma focalizar o desejo na juventude, como se à medida que se envelhece ele fosse findando ou não se renovando. É preciso assimilar que somos seres sexuados. Nossa sexualidade começa quando nascemos e nos acompanha até a hora de nossa morte. Por isso, se você sente que seu desejo está inibido, procure ajuda para compreender o que está acontecendo com você.
Na hora de falar no pacote pró-sexo, existem três fatores que julgo essenciais: Autoestima, mente tranquila e autoconhecimento. Pode acreditar que essa tríade equilibrada, mantém o desejo acesso… Por outro lado, a desarmonia da mesma, traz sofrimento ao sujeito e abala sua libido.
Não há como fugir, gente. Os dilemas psicológicos interferem diretamente na disposição para o sexo. Diante de estresse, ansiedade e baixa autoestima, o desejo sai de cena e sai da cama também…
Temos vivido rotinas pesadas, trabalho em excesso, tempo escasso, ansiedade, estresse, enfim… Após um dia longo e cansativo, é mais do que plausível que você não esteja a fim de sexo. Que o cansaço domine e o sono seja o verdadeiro desejo…
Por tudo isso, deixo aqui uma dica: Não espere o desejo sexual sumir de vez… Ao menor sinal de baixa na libido, pare, reflita e, acima de qualquer coisa, procure ajuda. Tudo se resolve… Porque depois de tudo, o que sempre deve restar é o DESEJO…

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O que é ser um homem bom de cama?

Falar sobre esse assunto pode parecer estranho para alguns que supõem que o homem já nasceu sabendo tudo sobre sexo. O mito da masculinidade parece fazer muitos homens acreditarem que não precisam saber nada sobre sexualidade, que não têm nada de que se liberarem. A maioria dos homens ainda persegue o ideal masculino da nossa cultura — poder, força, sucesso, nunca falhar, disposição eterna, desempenho top.
Pessoalmente, não tenho dúvida de que essa busca leva à perda da autonomia. O homem “precisa” seguir um padrão e acaba se obrigando a ser quem não é em nome de um ideal que, por ser ideal, é inalcançável e gera frustrações. Você não imagina como tenho escutado homens sofridos, perdidos, questionando sua própria capacidade de SER HUMANO por não conseguir fugir do que se estabeleceu como virilidade, masculinidade, bom de cama, ser homem, etc.
Está mais do que na hora de questionarmos essa cultura machista e patriarcal… Porque se ela é tão maravilhosa, por que tem aumentado o número de casos de disfunção sexual masculina em homens jovens sem qualquer problema no âmbito físico? É a cabecinha de cima que tem precisado de cuidado! É preciso questionar, refletir e tentar encontrar um caminho onde a liberdade e independência de SER, prevaleçam. Não resta dúvida de que os estereótipos tradicionais de masculinidade têm mexido com a capacidade de prazer sexual do homem.
Então, acredito que um homem bom de cama é aquele que, humildemente, se reconhece como aprendiz incessante sobre a sexualidade. Tem curiosidade, reflete, questiona o parece certo, testa, confere, e, acima de tudo, é capaz de inovar por acreditar que nada é estático, que as diferenças são saudáveis e que o que deu certo com alguém, pode não funcionar com outro alguém.
O homem bom de cama consegue experimentar a intimidade emocional e não somente a sexual. Permite que a emoção entre nas relações sem medo de perder o controle porque já sabe que, sentir e controlar pode ser bem complicado no quesito “envolver-se”.
O homem bom de cama, entende que o caminho pode ser mais prazeroso que a chegada ao destino orgástico. Investe nas preliminares porque compreende que despertar desejo é um processo e não um fim. E que o clímax maior é consequência e não causa…
O homem bom de cama escuta sua parceria não somente no que se diz, mas no olhar, nos gestos, nos toques, nas atitudes. Ele procura descobrir o outro e não fazer o que, supostamente, “tem que ser feito”.
O homem bom de cama, demonstra ternura, se entrega relaxado à troca de prazer com a parceria. Falhar não é uma ameaça constante, porque ele já compreendeu que é um SER HUMANO imperfeito, que pode fraquejar e que o sexo não precisa ser uma experiência ansiosa e limitada, mas uma vivência única e especial.
O homem bom de cama escapa do “treinamento sexual dos meninos” e, ao invés de tentar convencer alguém a “dar”, escolhe a conquista, a sedução. Sabe que numa relação a dois, não há ordens e sim, pedidos, permissão e muito desejo bilateral.
O homem bom de cama tem liberdade sexual não por ser macho ou por poder colecionar parcerias, mas por saber escolher uma e pagar o preço de ficar por desejar. É ser ativo no seu desejo, mas jamais pecar pela falta de escuta do outro. Ser homem é não ter que perguntar “foi bom pra você”, por saber que fez o melhor para sentir e dar prazer.
O homem bom de cama é aquele que, sempre revisita sua maneira de ser, buscando mudar, evoluir. Porque não aceita verdades sexuais impostas. Ele questiona fórmulas prontas, dispensa explicações óbvias e, acima de tudo, abraça a subjetividade para vivenciar a sexualidade com prazer e plenitude.

Acesse meu novo vídeo no Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=KRKf_-CuCuo&feature=youtu.be

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O que é uma mulher boa de cama?

Então, muita gente acha que ser boa de cama tem a ver com performance sexual, tipo aquela mulher que faz de A a Z na cama, que seja ser capaz de todas as posições do Kama Sutra. Há quem pense que ser boa de cama é fazer tudo o que a parceria deseja e quando ela quiser, ou seja, ser objeto do desejo do outro…
Pois é, para mim, não tem a ver com desempenho. A mulher boa de cama é aquela que tem autoconhecimento. Ela conhece o seu próprio corpo e o explora sem medo do prazer pessoal. É aquela que se sente segura consigo mesma e com o que está fazendo. Ela entende a sexualidade como algo que depende de sua atitude ativa e sabe que é a responsável por conduzir sua parceria para a satisfação de seus desejos…
A mulher boa de cama deseja satisfazer o seu parceiro, mas deseja também satisfazer a si mesma. Para ela, a ideia de fazer apenas o que o outro quer não significa que será uma expert na arte do sexo. Ela entende sexo como troca, e não entrega unilateral.
A mulher boa de cama não tem medo de ousar, de se permitir, ela não tem medo de dizer o que gosta e principalmente o que não gosta. Ela é segura o suficiente para ser o que é e, para dar vazão a suas fantasias sexuais. Porque ela compreende que sexualidade vai muito além do coito e que não se restringe aos genitais.
A mulher boa de cama é aquela que se sente livre para se expressar em palavras, em gestos, em movimentos e em emoções sem medo de ser analisada, avaliada, julgada. É uma mulher que sabe o que deseja e busca realizar-se na sexualidade. Uma mulher boa de cama é aquela que se aceita como é, que entende seu corpo como parte de seu ser e que valoriza o que tem de bom e de belo, sem dar asas aos defeitos que muito pouco falam de si mesma.
A mulher boa de cama não tem receio de inovar, de se permitir, de descobrir novos prazeres. Ela está aberta a novos conhecimentos e entende que sempre pode aprender algo novo para melhorar sua sexualidade e apimentar seu prazer.
Para mim, uma mulher boa de cama é aquela que vai para a relação sexual estando presente e participativa. É aquela que assume a atividade no ato sexual não depositando na parceria, a responsabilidade de fazê-la ter um orgasmo. A mulher boa de cama é aquela que está presente de corpo e alma na relação, sem reservas, totalmente entregue ao ato.
A mulher boa de cama não tem disposição para o sexo todos os dias. Ela valoriza qualidade e não quantidade. Ela prefere aquele sexo que deixa ótimas lembranças no dia seguinte do que aquela rapidinha que a fez desejar acabar logo. A mulher boa de cama faz sexo porque deseja e não porque precisa cumprir seu papel de mulher comprometida. Mesmo quando o desejo não é tão evidente, ela permite a aproximação da parceria porque se conhece bem e sabe que é só estimulá-la que a coisa esquenta e o desejo emerge.
De tudo que eu escrevi o que mais me toca e me parece mais verdadeiro é o fato de a mulher boa de cama gostar de si mesma e do que está fazendo. Porque acredito firmemente que o restante, será consequência… Sexo é descoberta de prazer consigo e com o outro. Se você se ama, gosta de sentir prazer e tem prazer em dar prazer para o outro, pode ter certeza de que a sexualidade é um aprendizado constante com satisfação garantida…

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SEXO É BOM E FAZ MUITO BEM…

Quem nunca ouviu dizer que sexo faz bem para a saúde? E estamos falando da saúde física e emocional. Isso não somente é verdade como é cientificamente comprovado. Uma rotina sexual satisfatória melhora o sistema imunológico, deixa a pele mais bonita e garante um sono de maior qualidade. Além disso, é um excelente exercício físico que permite controlar o colesterol e o triglicérides, tonifica os músculos e ainda ajuda a queimar calorias e diminuir o estresse…
O sexo faz tão bem que até a Organização Mundial de Saúde, que é referência internacional no quesito qualidade de vida, avaliza essa ideia e incentiva afirmando que para ter uma boa qualidade de vida, o indivíduo deve zelar e manter em equilíbrio quatro aspectos de sua vida: a vida em família, o trabalho, o lazer e o sexo.
Fica então mais fácil de compreender que quando a vida sexual está insatisfatória, logo se percebe porque existem alguns sinais como irritação, mal humor, tristeza ou ansiedade. E como consequência, a nossa criatividade estagna, a energia se esvai, e o entusiasmo se apaga com reflexo na qualidade de vida como um todo.
Por outro lado, quando você está bem com sua sexualidade, tudo tende a ficar bem. Inclusive, estudos mostram que existe relação direta entre esta fonte de prazer a uma autoestima fortalecida e um melhor desempenho intelectual. Tudo a ver com qualidade de vida.
Apesar de todo mundo saber que o sexo faz bem e que a maioria gosta, há quem precise começar a rever os seus conceitos se afirma não gostar. Talvez a questão não seja “não gostar de sexo” e sim, “não gostar do sexo que se faz”. Muitas vezes escuto no consultório, especialmente de algumas mulheres, que “podem muito bem viver sem sexo” e que quando “precisam” fazer, é sempre uma obrigação dolorosa. Nesse cenário, existe ainda uma cultura do “se eu não fizer, outra vai fazer”, porque o homem teria uma necessidade física de transar e não poderia ficar sem sexo. Novamente as crenças invadindo nossa relação com a sexualidade…
Não podemos esquecer que a relação que cada um terá com a atividade sexual em sua vida vai depender de cada pessoa e sua história. E é neste ponto que podemos explicar e muito sobre a sexualidade de cada pessoa: desde sempre o sexo de cada um é algo íntimo e muito pessoal e cada um irá escolher, de forma consciente ou inconscientemente, se irá expor ou reprimir, se se será discreto ou ousado, ou até se será prazeroso ou não… Por isso, se o sexo não está satisfatório para você, procure saber a causa, invista tempo e energia para tentar melhorar e descubra na sexualidade, uma forma saudável e gostosa de ser feliz…
Podemos pensar que uma vida sexual ativa e prazerosa é fundamental para a saúde e construção contínua de uma relação amorosa, pois faz parte da série de desejos (desejar e ser desejado) que um ser humano precisa para viver bem e feliz.
Mas isso ainda não é tudo! Existem outros benefícios inerentes à atividade sexual tanto para os homens quanto para as mulheres: combate à depressão e à ansiedade, alívio de dores de cabeça e reumáticas, relaxamento dos músculos de todo o corpo, regulação do intestino, alívio das cólicas menstruais e da famosa tensão pré-menstrual nas mulheres, combate ao câncer de próstata e auxílio no tratamento da ejaculação precoce no homem.
Compreender que o sexo é algo natural é preciso e essencial para uma boa vida saudável pessoal e do casal. Assumir, perceber e se responsabilizar que não estão bem neste assunto e buscar ajuda, procurar entender onde estão se desencontrando e adquirir novos conhecimentos, são sinônimos de amor próprio e amor presente no casal. E mais que isso, é investir no futuro da relação! Pense nisso, reaja e vivencie sua sexualidade com muito prazer e saúde…

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A mulher também falha na hora H

Talvez tudo comece com o questionamento: quem não falha? Todos nós podemos falhar… tanto na vida, quanto no sexo. Portanto, claro que nós mulheres falhamos. A questão que talvez nos favoreça, é que não temos um órgão sexual que fique assim visível e que mostra toda a nossa excitação, porque nosso órgão sexual está mais para dentro, escondidinho. E ele não demonstra, pelo menos de maneira visual, a longa distância, se estamos excitadas ou não…
Imagine a cena: você está numa relação, está começando a se empolgar, começando a ficar excitada e, de repente… foi, perdeu. Algo tirou sua concentração, alguma ideia desviou seu pensamento, você saiu do local, mesmo estando presente fisicamente. A gente também pode perder a excitação no meio do caminho… Sexo é concentração… é PRECISO ESTAR PRESENTE COM O CORPO E COM A CABEÇA… O que me chama a atenção é que nós ficamos sempre muito incomodadas quando são os homens que tem uma disfunção erétil, não é? Nossa… o que aconteceu? Será que ele não gosta mais de mim, será que ele está me achando gorda, será que não sou excitante? Será que ele é brocha?… Veja, gente, os homens também passam por situações de estresse, também passam coisas pela cabeça, também escutam o telefone à distância, estão preocupados com grana, com o trabalho, com uma série de coisas, também se cansam e também podem perder a excitação ao longo de uma relação…
Somos falíveis e nem sempre conseguimos manter a excitação quando nossa cabeça não está legal… As mulheres precisam de mais tempo para esquentarem numa relação. Precisam de envolvimento, conecção, sintonia e muito afeto. E em alguns momentos, isso é até mais importante do que o sexo em si. E talvez, não consigamos dizer isso ao parceiro e acabamos por ceder em nome do desejo do outro, sem considerar o que estamos desejando. O mais importante é se você está perdendo a excitação pelo caminho, é preciso avaliar se isso está acontecendo sempre ou se é em algumas situações. Porque se começa a acontecer sempre, por muito tempo e em todas as relações sexuais, aí sim, você precisa descobrir o que está acontecendo e procurar ajuda.
Será que você está muito cansada, se você perdeu de fato o interesse nessa relação e nessa parceria, se é um problema da relação que está interferindo na excitação, se você está com muita coisa na cabeça, ou se você está de fato se disponibilizando para a relação sexual. Será que são os filhos? É o cansaço? É o jeito como é tratada pelo parceiro? “O que está acontecendo comigo?” Esse diálogo interno vai ajudar muito a primeiro fazer uma avaliação sobre como você se coloca diante do sexo…. depois disso, apenas cuide-se! Converse com sua parceria, escute o ponto de vista dela, as percepções… E depois, procure ajuda especializada para que as falhas na hora H não sejam o X da questão para você não ser sexualmente feliz…
O que posso dizer é que comumente as razões para a baixa de libido e/ou dificuldade de manter a excitação são de ordem relacional. Essa queixa aparece com frequência no consultório. Se a relação a dois não vai bem, o sexo responde! E parece ser o primeiro atingido nesse mal-estar. Se pararmos par apensar, faz todo sentido: Sexualidade é sentimento, é pensamento… Se o que você está sentindo e seus pensamentos não vão bem, como desejar ter uma vida sexual prazerosa?
Portanto, procure desenvolver a percepção quando o assunto é sexualidade. É preciso autoconhecimento para não deixar que o sexo vire SINTOMA de que a relação está adoecida…

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Você já falhou na hora H?

Como assim falhar na hora H? Homem que é homem nunca falha! Você também acredita nesta crença? Este mito provocou mais “falhas” do que nenhuma outra causa conhecida. Você não tem ideia da dimensão dos problemas psicológicos causados por essa imposição desumana sobre o que é “ser homem”? Não ter uma ereção seria realmente uma falha? Seria uma prova de ausência de masculinidade? E o que seria masculinidade?
Precisamos falar sobre a aprendizagem machista sobre o sexo: os homens acreditam que devem funcionar sexualmente diante de qualquer condição, com qualquer pessoa e qualquer custo. A verdade é que precisam compreender que as coisas não são bem assim. São tantos fatores que podem dificultar uma ereção… Ter desejo pela parceira(o) é um primeiro requisito para ficarem eretos. Além disso, as condições ambientais e orgânicas nas quais essa relação aconteça devem ser propícias. Homens, então, assim como as mulheres, estão sujeitos a funcionar melhor ou pior a depender da parceira(o), do local ou do uso de alguma medicação ou substância psicoativa.
A verdade é que quem nunca falhou que atire um comprimido de Viagra. O homem adulto normal costuma ter uma “falha” erétil em cada cinco ou seis tentativas de coito. A estimativa é de que cerca de 50% dos homens brasileiros convivam com algum nível de disfunção erétil. Mas atenção: a famosa ‘brochada’ não significa necessariamente que você tem algum problema: Uma simples preocupação, uma distração no momento da máxima tensão, é suficiente para provocar a perda da ereção situacional. O problema é quando vira um episódio recorrente, que sinaliza algum distúrbio físico ou psicológico. Aí sim, é preciso procurar ajuda especializada.
Como se pode ver, as razões para o problema são variadas e na maioria das vezes não têm nada a ver com falta de desejo pela pessoa que está ao seu lado. A ansiedade é a principal vilã nesta história. Ela pode fazer com que o “melhor amigo do homem” fique acanhado, tímido, inibido. A ansiedade libera adrenalina, hormônio que impede o fluxo de sangue para o pênis, deixando-o flácido, dá para entender? Costumo dizer que a ansiedade é inimiga do sexo…
E aí vem o chamado ‘temor de desempenho’. Por alguma situação de estresse, você pode não estar bem para fazer sexo, mas aí não se respeita, força a barra, insiste e “falha”. Isso pode gerar, inclusive, um ciclo vicioso. Na próxima vez, você vai transar para se testar. E ansioso de novo, pode falhar pelo medo de falhar… Já atendi diversos casos assim. O sujeito chega devastado no consultório, acreditando não ser mais capaz de “levantar”, sentindo-se um fracassado.
Digo sempre aos meus clientes de terapia sexual que perder a ereção uma ou até algumas vezes não fornece critérios suficientes para o diagnóstico de disfunção erétil. Porém, o impacto emocional da primeira perda de ereção para alguns homens pode ser catastrófico e incapacitante. Se a(o) parceira(o) reagir mal diante da perda de ereção, criticando, culpando ou se vitimizando diante do problema, a tendência é que o evento fique marcado negativamente na memória de quem perdeu a ereção.
Mas, então o que fazer no decorrer desta situação frustrante?
Em primeiro lugar, lembre-se: Falhar é normal e, acima de tudo FALHAR É HUMANO. Eu sei que o episódio é embaraçoso para você e para a parceria, mas encare com naturalidade, tenha confiança em você… Aja com naturalidade, sem fingir que nada aconteceu…
Ser homem é também aceitar-se enquanto imperfeito. O melhor então é relaxar, dar um tempinho. Que tal considerar o momento como um amasso gostoso em vez de rotulá-lo como uma transa malsucedida? Engate um papo leve, sirva uma bebidinha gelada, deixe o clima tranquilizar, namore sem cobranças…
Agora um recadinho para você, parceria homem ou mulher. Evite comentários nesse momento…. Escute seu parceiro se ele desejar falar…. Se não, chegue perto, olhe nos olhos, faça um carinho, mostre compreensão…. Esta hora pode ser uma ótima oportunidade de ter prazer de outras formas. Sabe por que? Porque a única utilidade da ereção do pênis é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer… A ejaculação pode acontecer, inclusive sem ereção!
Portanto, gente, quem aprende a lidar com a falha, raramente falha e se isso acontece, encara com a naturalidade devida e segue em frente sem medo de ser feliz na vida sexual…

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Ainda sobre Crenças Sexuais

Por muito tempo o sexo para as mulheres foi encarado apenas como um meio de reprodução. Porém, com o passar dos anos, em meio a descobertas revolucionárias como a pílula anticoncepcional na década de 1960, as mulheres puderam desenvolver sua sexualidade em um outro contexto, buscando o prazer durante as relações afetivas-sexuais e conquistando marcos importantes nessa área. Porém, ainda temos que caminhar muito nesse sentido de conquistar…
Será que você consegue acessar quais são suas crenças sexuais? A gente sabe muito bem que não fomos muito estimuladas a falar sobre sexualidade, tão pouco a vivenciá-la de forma plena. Talvez por isso aceitamos tantas falsas verdades como mentiras verdadeiras. E nesse contexto onde “o homem é homem e o homem pode”, acabamos ainda por acreditar numa sexualidade de dominadores e dominados, distante da igualitária, em que tenhamos acesso à possibilidade do prazer orgástico não como uma concessão de um poder ao outro…
É notável que mulher da era moderna valoriza mais as suas experiências sexuais e procura ter um conhecimento maior do seu corpo para poder, dessa forma, vivenciar uma sexualidade plenamente satisfatória, mas precisa se conscientizar melhor sobre sua real “participação” numa relação sexual.
As crenças nos limitam, estabelecem regras sobre o que podemos/devemos fazer no quesito sexual. Um mito muito difundido é: “a mulher é passiva”. Que consequência traz isso para a nossa sexualidade? Habitualmente, alguns homens ainda acham que devem tomar a iniciativa da proposta sexual; “para isso são homens”. O complicado nessa história, é o fato de ser comum que a mulher aceite este fato como se não houvesse nenhuma outra possibilidade, pois, “a natureza é assim”. Será que isso corresponde à realidade ou seria mais um pensamento mítico enraigado da cultura machista?
Passividade é característica de alguém que não toma iniciativa, não age ativamente e tende a obedecer sem reagir. Por isso, a mulher pode pensar, acreditando no seu papel passivo, que não deve tomar iniciativa, “não fica bem”, que isso é papel do homem. Lêdo engano… A mulher pode e deve ser livre, ter voz ativa, ter atitude diante do seu prazer. Isso faz toda diferença… Isso é autonomia…
Muitas mulheres reclamam que os homens não as procuram e muitos homens se queixam de não serem procurados… Talvez a questão seja mesmo falta de comunicação. Parece que o homem passou muito tempo tomando e dirigindo a iniciativa sexual, mas creio que isso vem mudando e o homem que se permite conhecer mais sobre o prazer feminino, consegue até desejar que a parceira brinque ou provoque, dando a entender que o deseja e que gostaria de fazer sexo sem que isso o faça se sentir ferido na sua “macheja”.
Sexo é troca, é cumplicidade, é sintonia… Os dois parceiros podem ser ativos nas suas manifestações de desejo, de prazer, sem necessidade de estabelecer lugares, papéis ou status… Tudo acontece movido pelo desejo de estar junto, de se conectar pelo desejo, pela emoção deliciosa que a relação sexual pode proporcionar.
Chega de crenças… O melhor é deixar o real entrar para desfrutar da vida como ela é e das relações como desejamos que elas sejam…

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QUAIS SÃO SUAS CRENÇAS SEXUAIS?

Lamentavelmente, a imensa maioria de homens e mulheres está muito pouco informada sobre a sexualidade humana. Não é de se estranhar, então, que diante de quadro ainda tão inundado de ignorância, surjam, em forma de alternativas, mitos, crendices, mal-entendidos generalizados e meias-verdades.
A família, a sociedade, a nossa cultura, a religião, vão estabelecendo regras sobre o que é certo e errado, permitido e proibido, bom ou ruim. Estas regras acabam moldando crenças e mitos e a sexualidade é campeã em ideias erradas e distorcidas. E esses mitos e crenças, talvez sejam uma proteção contra a angústia ante o desconhecido… Ah! Como o saber pode libertar…
Já pensou sobre quais são suas crenças sexuais? Pensou também se estas crenças são limitantes? Se elas, de alguma maneira impedem você de viver a sexualidade de forma plena? O que me chama a atenção, mesmo sendo um assunto pouco falado, mas muito sentido é sobre uma crença muito difundida entre as pessoas: o homem, o elemento masculino, não tem por que instruir-se em assuntos sexuais: conhece tudo sobre a matéria. Indiscutivelmente, e na trilha desse pensamento falso, a leitura de algo que o informe, o enriqueça com conhecimentos sexuais, pode converter-se em sinal de fraqueza, de “ser pouco macho” e, inclusive em alguns casos, pode fazer recair sobre ele a suspeita de homessexualidade.
Com muito esforço e persistência, vamos, pouco a pouco, executando a difícil tarefa de ajudar a trazer conhecimento que substituam a falta do saber…
No caso dos homens, existem vários mitos que podem causar dificuldades sexuais. Vou falar de um que talvez seja dos maiores é o “O TAMANHO DO PÊNIS INFLUI NO PRAZER”
Desde sempre, o tamanho do pênis é associado à força e ao poder masculino. Não é estranho, portanto, que TUDO, absolutamente tudo o que se relacione com força, potência sexual e virilidade, esteja condicionado ao tamanho do pênis. Por isso, o mito do tamanho do pênis relaciona um pênis menor com a impossibilidade de conseguir ficar ereto, ou de obter ou dar prazer.
No caso dos heterossexuais, os homens costumam achar que as mulheres dão muita importância ao tamanho do pênis. Os que cultivam essa crença talvez nunca consultaram uma mulher sobre esse assunto. E se fizessem isso ficariam surpresos em saber que o mais importante para elas é a capacidade do homem em ser agradável, atencioso, envolvente e com opiniões firmes.
Portanto, É PRECISO DIZER CLARAMENTE, QUE O PRAZER DO HOMEM E DA MULHER NÃO TÊM ABSOLUTAMENTE NENHUMA RELAÇÃO COM O TAMANHO DO PÊNIS. E por uma simples razão. Hoje se sabe, com segurança, que a área de maior sensibilidade feminina é o clitóris e a entrada do canal vaginal. Todo órgão masculino capaz de “roçar” a parte inicial da vagina estará tocando direta ou indiretamente o clitóris e o tecido ao seu redor: a parte anterior da vagina. Então, não passa de ingenuidade pretender ter alguns centímetros a mais de pênis. O mais importante será, no momento do sexo, que o homem e a mulher busquem juntos a zona de maior sensibilidade e assim se descubram.
Então, por que desejar ter alguns centímetros a mais de pênis? O prazer está ligado na sintonia, na química do casal! É isso que importa na hora do sexo. Ser um bom amante não depende da anatomia, mas da qualidade, da sedução, do carinho e dos bons sentimentos envolvidos…
Então, que fique claro: “Pequeno, grande, grosso ou fino, o homem precisa saber usar. Esse é o segredo”

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O que é Terapia Sexual?

Problemas, das mais diversas causas, estão sempre nos desafiando, dificultando o nosso dia a dia. A vida é assim, um permanente enfrentamento de problemas… Eles sempre existirão, mas o segredo é estarmos cada vez melhores para enfrentá-los, não é? Existem alguns problemas que são mais delicados, difíceis de se compreender e de serem solucionados sozinhos. Um exemplo é o problema sexual.
Muitas vezes, a pessoa se acostuma a sofrer e deixa de procurar ajuda profissional, talvez por vergonha devido à educação repressora, sentimento de impotência ou anormalidade frente à situação, desinformação sobre sexualidade ou até dificuldade de encontrar profissionais habilitados para ajudar. Atualmente mais de 50% da população brasileira apresenta alguma dificuldade em nível sexual, algum problema relacionado à sexualidade. As disfunções sexuais mais comuns nos homens, são a disfunção erétil (antigamente chamada impotência), a ejaculação precoce ou rápida, a ejaculação retardada e a diminuição ou perda da libido.
Nas mulheres, as principais queixas são a diminuição ou perda do desejo sexual, dificuldade na excitação sexual, dificuldade relacionada ao orgasmo e dor sexual (dispareunia, vaginismo). Falarei de cada um nos textos seguintes, certo?
A terapia sexual serve para resolver, basicamente, esses problemas, ou seja, toda e qualquer disfunção ou insatisfação de cunho sexual. Por isso, em geral, é um tratamento mais rápido, mais focal. A terapia sexual normalmente envolve o casal, mas também pode-se trabalhar com o paciente individualmente. Ela deve ser realizada somente por psicólogos ou médicos com pós-graduação ou especialistas na área de sexualidade.
Muitas pessoas têm medo do que podem descobrir a respeito de si mesmas e por isso não procuram auxílio. Mas, acredite! Quando você decide iniciar uma terapia sexual, já está 50% melhor, só pelo fato de ter conseguido reconhecer que tem problemas sexuais, que precisa de ajuda e ter tomado a decisão de melhorar.
As disfunções sexuais são consideradas sintomas psicossomáticos, ou seja, são a expressão no corpo de um profundo distúrbio emocional. A maioria, quase totalidade, dos problemas sexuais tem causas psicológicas e emocionais. A proposta da terapia sexual é transpor, com a orientação adequada e de forma breve, os obstáculos que interferem no bom funcionamento da relação sexual. Não há contatos íntimos com o paciente, todas as atividades são discussões e orientações técnicas e profissionais, através de exercícios e tarefas eróticas desenvolvidos preferencialmente pelo casal, em casa, sem a presença do terapeuta.
A terapia sexual ajuda na aproximação do casal, melhora a comunicação, o conhecimento do próprio corpo e do corpo da parceria, descoberta de novas possibilidades de prazer e excitação para si mesmo e para o outro. Enfim, trabalha em favor de uma sintonia sexual.
Fazer terapia sexual é melhorar o sexo, mas é ir muito mais além… É poder além de eliminar a dor, o incômodo e a insatisfação, conhecer a real vivência do sexo, como uma atividade íntima, prazerosa e saudável, sem medo de um real encontro, sem medo de ser feliz…