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A mulher também falha na hora H

Talvez tudo comece com o questionamento: quem não falha? Todos nós podemos falhar… tanto na vida, quanto no sexo. Portanto, claro que nós mulheres falhamos. A questão que talvez nos favoreça, é que não temos um órgão sexual que fique assim visível e que mostra toda a nossa excitação, porque nosso órgão sexual está mais para dentro, escondidinho. E ele não demonstra, pelo menos de maneira visual, a longa distância, se estamos excitadas ou não…
Imagine a cena: você está numa relação, está começando a se empolgar, começando a ficar excitada e, de repente… foi, perdeu. Algo tirou sua concentração, alguma ideia desviou seu pensamento, você saiu do local, mesmo estando presente fisicamente. A gente também pode perder a excitação no meio do caminho… Sexo é concentração… é PRECISO ESTAR PRESENTE COM O CORPO E COM A CABEÇA… O que me chama a atenção é que nós ficamos sempre muito incomodadas quando são os homens que tem uma disfunção erétil, não é? Nossa… o que aconteceu? Será que ele não gosta mais de mim, será que ele está me achando gorda, será que não sou excitante? Será que ele é brocha?… Veja, gente, os homens também passam por situações de estresse, também passam coisas pela cabeça, também escutam o telefone à distância, estão preocupados com grana, com o trabalho, com uma série de coisas, também se cansam e também podem perder a excitação ao longo de uma relação…
Somos falíveis e nem sempre conseguimos manter a excitação quando nossa cabeça não está legal… As mulheres precisam de mais tempo para esquentarem numa relação. Precisam de envolvimento, conecção, sintonia e muito afeto. E em alguns momentos, isso é até mais importante do que o sexo em si. E talvez, não consigamos dizer isso ao parceiro e acabamos por ceder em nome do desejo do outro, sem considerar o que estamos desejando. O mais importante é se você está perdendo a excitação pelo caminho, é preciso avaliar se isso está acontecendo sempre ou se é em algumas situações. Porque se começa a acontecer sempre, por muito tempo e em todas as relações sexuais, aí sim, você precisa descobrir o que está acontecendo e procurar ajuda.
Será que você está muito cansada, se você perdeu de fato o interesse nessa relação e nessa parceria, se é um problema da relação que está interferindo na excitação, se você está com muita coisa na cabeça, ou se você está de fato se disponibilizando para a relação sexual. Será que são os filhos? É o cansaço? É o jeito como é tratada pelo parceiro? “O que está acontecendo comigo?” Esse diálogo interno vai ajudar muito a primeiro fazer uma avaliação sobre como você se coloca diante do sexo…. depois disso, apenas cuide-se! Converse com sua parceria, escute o ponto de vista dela, as percepções… E depois, procure ajuda especializada para que as falhas na hora H não sejam o X da questão para você não ser sexualmente feliz…
O que posso dizer é que comumente as razões para a baixa de libido e/ou dificuldade de manter a excitação são de ordem relacional. Essa queixa aparece com frequência no consultório. Se a relação a dois não vai bem, o sexo responde! E parece ser o primeiro atingido nesse mal-estar. Se pararmos par apensar, faz todo sentido: Sexualidade é sentimento, é pensamento… Se o que você está sentindo e seus pensamentos não vão bem, como desejar ter uma vida sexual prazerosa?
Portanto, procure desenvolver a percepção quando o assunto é sexualidade. É preciso autoconhecimento para não deixar que o sexo vire SINTOMA de que a relação está adoecida…

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Você já falhou na hora H?

Como assim falhar na hora H? Homem que é homem nunca falha! Você também acredita nesta crença? Este mito provocou mais “falhas” do que nenhuma outra causa conhecida. Você não tem ideia da dimensão dos problemas psicológicos causados por essa imposição desumana sobre o que é “ser homem”? Não ter uma ereção seria realmente uma falha? Seria uma prova de ausência de masculinidade? E o que seria masculinidade?
Precisamos falar sobre a aprendizagem machista sobre o sexo: os homens acreditam que devem funcionar sexualmente diante de qualquer condição, com qualquer pessoa e qualquer custo. A verdade é que precisam compreender que as coisas não são bem assim. São tantos fatores que podem dificultar uma ereção… Ter desejo pela parceira(o) é um primeiro requisito para ficarem eretos. Além disso, as condições ambientais e orgânicas nas quais essa relação aconteça devem ser propícias. Homens, então, assim como as mulheres, estão sujeitos a funcionar melhor ou pior a depender da parceira(o), do local ou do uso de alguma medicação ou substância psicoativa.
A verdade é que quem nunca falhou que atire um comprimido de Viagra. O homem adulto normal costuma ter uma “falha” erétil em cada cinco ou seis tentativas de coito. A estimativa é de que cerca de 50% dos homens brasileiros convivam com algum nível de disfunção erétil. Mas atenção: a famosa ‘brochada’ não significa necessariamente que você tem algum problema: Uma simples preocupação, uma distração no momento da máxima tensão, é suficiente para provocar a perda da ereção situacional. O problema é quando vira um episódio recorrente, que sinaliza algum distúrbio físico ou psicológico. Aí sim, é preciso procurar ajuda especializada.
Como se pode ver, as razões para o problema são variadas e na maioria das vezes não têm nada a ver com falta de desejo pela pessoa que está ao seu lado. A ansiedade é a principal vilã nesta história. Ela pode fazer com que o “melhor amigo do homem” fique acanhado, tímido, inibido. A ansiedade libera adrenalina, hormônio que impede o fluxo de sangue para o pênis, deixando-o flácido, dá para entender? Costumo dizer que a ansiedade é inimiga do sexo…
E aí vem o chamado ‘temor de desempenho’. Por alguma situação de estresse, você pode não estar bem para fazer sexo, mas aí não se respeita, força a barra, insiste e “falha”. Isso pode gerar, inclusive, um ciclo vicioso. Na próxima vez, você vai transar para se testar. E ansioso de novo, pode falhar pelo medo de falhar… Já atendi diversos casos assim. O sujeito chega devastado no consultório, acreditando não ser mais capaz de “levantar”, sentindo-se um fracassado.
Digo sempre aos meus clientes de terapia sexual que perder a ereção uma ou até algumas vezes não fornece critérios suficientes para o diagnóstico de disfunção erétil. Porém, o impacto emocional da primeira perda de ereção para alguns homens pode ser catastrófico e incapacitante. Se a(o) parceira(o) reagir mal diante da perda de ereção, criticando, culpando ou se vitimizando diante do problema, a tendência é que o evento fique marcado negativamente na memória de quem perdeu a ereção.
Mas, então o que fazer no decorrer desta situação frustrante?
Em primeiro lugar, lembre-se: Falhar é normal e, acima de tudo FALHAR É HUMANO. Eu sei que o episódio é embaraçoso para você e para a parceria, mas encare com naturalidade, tenha confiança em você… Aja com naturalidade, sem fingir que nada aconteceu…
Ser homem é também aceitar-se enquanto imperfeito. O melhor então é relaxar, dar um tempinho. Que tal considerar o momento como um amasso gostoso em vez de rotulá-lo como uma transa malsucedida? Engate um papo leve, sirva uma bebidinha gelada, deixe o clima tranquilizar, namore sem cobranças…
Agora um recadinho para você, parceria homem ou mulher. Evite comentários nesse momento…. Escute seu parceiro se ele desejar falar…. Se não, chegue perto, olhe nos olhos, faça um carinho, mostre compreensão…. Esta hora pode ser uma ótima oportunidade de ter prazer de outras formas. Sabe por que? Porque a única utilidade da ereção do pênis é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer… A ejaculação pode acontecer, inclusive sem ereção!
Portanto, gente, quem aprende a lidar com a falha, raramente falha e se isso acontece, encara com a naturalidade devida e segue em frente sem medo de ser feliz na vida sexual…

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Ainda sobre Crenças Sexuais

Por muito tempo o sexo para as mulheres foi encarado apenas como um meio de reprodução. Porém, com o passar dos anos, em meio a descobertas revolucionárias como a pílula anticoncepcional na década de 1960, as mulheres puderam desenvolver sua sexualidade em um outro contexto, buscando o prazer durante as relações afetivas-sexuais e conquistando marcos importantes nessa área. Porém, ainda temos que caminhar muito nesse sentido de conquistar…
Será que você consegue acessar quais são suas crenças sexuais? A gente sabe muito bem que não fomos muito estimuladas a falar sobre sexualidade, tão pouco a vivenciá-la de forma plena. Talvez por isso aceitamos tantas falsas verdades como mentiras verdadeiras. E nesse contexto onde “o homem é homem e o homem pode”, acabamos ainda por acreditar numa sexualidade de dominadores e dominados, distante da igualitária, em que tenhamos acesso à possibilidade do prazer orgástico não como uma concessão de um poder ao outro…
É notável que mulher da era moderna valoriza mais as suas experiências sexuais e procura ter um conhecimento maior do seu corpo para poder, dessa forma, vivenciar uma sexualidade plenamente satisfatória, mas precisa se conscientizar melhor sobre sua real “participação” numa relação sexual.
As crenças nos limitam, estabelecem regras sobre o que podemos/devemos fazer no quesito sexual. Um mito muito difundido é: “a mulher é passiva”. Que consequência traz isso para a nossa sexualidade? Habitualmente, alguns homens ainda acham que devem tomar a iniciativa da proposta sexual; “para isso são homens”. O complicado nessa história, é o fato de ser comum que a mulher aceite este fato como se não houvesse nenhuma outra possibilidade, pois, “a natureza é assim”. Será que isso corresponde à realidade ou seria mais um pensamento mítico enraigado da cultura machista?
Passividade é característica de alguém que não toma iniciativa, não age ativamente e tende a obedecer sem reagir. Por isso, a mulher pode pensar, acreditando no seu papel passivo, que não deve tomar iniciativa, “não fica bem”, que isso é papel do homem. Lêdo engano… A mulher pode e deve ser livre, ter voz ativa, ter atitude diante do seu prazer. Isso faz toda diferença… Isso é autonomia…
Muitas mulheres reclamam que os homens não as procuram e muitos homens se queixam de não serem procurados… Talvez a questão seja mesmo falta de comunicação. Parece que o homem passou muito tempo tomando e dirigindo a iniciativa sexual, mas creio que isso vem mudando e o homem que se permite conhecer mais sobre o prazer feminino, consegue até desejar que a parceira brinque ou provoque, dando a entender que o deseja e que gostaria de fazer sexo sem que isso o faça se sentir ferido na sua “macheja”.
Sexo é troca, é cumplicidade, é sintonia… Os dois parceiros podem ser ativos nas suas manifestações de desejo, de prazer, sem necessidade de estabelecer lugares, papéis ou status… Tudo acontece movido pelo desejo de estar junto, de se conectar pelo desejo, pela emoção deliciosa que a relação sexual pode proporcionar.
Chega de crenças… O melhor é deixar o real entrar para desfrutar da vida como ela é e das relações como desejamos que elas sejam…

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QUAIS SÃO SUAS CRENÇAS SEXUAIS?

Lamentavelmente, a imensa maioria de homens e mulheres está muito pouco informada sobre a sexualidade humana. Não é de se estranhar, então, que diante de quadro ainda tão inundado de ignorância, surjam, em forma de alternativas, mitos, crendices, mal-entendidos generalizados e meias-verdades.
A família, a sociedade, a nossa cultura, a religião, vão estabelecendo regras sobre o que é certo e errado, permitido e proibido, bom ou ruim. Estas regras acabam moldando crenças e mitos e a sexualidade é campeã em ideias erradas e distorcidas. E esses mitos e crenças, talvez sejam uma proteção contra a angústia ante o desconhecido… Ah! Como o saber pode libertar…
Já pensou sobre quais são suas crenças sexuais? Pensou também se estas crenças são limitantes? Se elas, de alguma maneira impedem você de viver a sexualidade de forma plena? O que me chama a atenção, mesmo sendo um assunto pouco falado, mas muito sentido é sobre uma crença muito difundida entre as pessoas: o homem, o elemento masculino, não tem por que instruir-se em assuntos sexuais: conhece tudo sobre a matéria. Indiscutivelmente, e na trilha desse pensamento falso, a leitura de algo que o informe, o enriqueça com conhecimentos sexuais, pode converter-se em sinal de fraqueza, de “ser pouco macho” e, inclusive em alguns casos, pode fazer recair sobre ele a suspeita de homessexualidade.
Com muito esforço e persistência, vamos, pouco a pouco, executando a difícil tarefa de ajudar a trazer conhecimento que substituam a falta do saber…
No caso dos homens, existem vários mitos que podem causar dificuldades sexuais. Vou falar de um que talvez seja dos maiores é o “O TAMANHO DO PÊNIS INFLUI NO PRAZER”
Desde sempre, o tamanho do pênis é associado à força e ao poder masculino. Não é estranho, portanto, que TUDO, absolutamente tudo o que se relacione com força, potência sexual e virilidade, esteja condicionado ao tamanho do pênis. Por isso, o mito do tamanho do pênis relaciona um pênis menor com a impossibilidade de conseguir ficar ereto, ou de obter ou dar prazer.
No caso dos heterossexuais, os homens costumam achar que as mulheres dão muita importância ao tamanho do pênis. Os que cultivam essa crença talvez nunca consultaram uma mulher sobre esse assunto. E se fizessem isso ficariam surpresos em saber que o mais importante para elas é a capacidade do homem em ser agradável, atencioso, envolvente e com opiniões firmes.
Portanto, É PRECISO DIZER CLARAMENTE, QUE O PRAZER DO HOMEM E DA MULHER NÃO TÊM ABSOLUTAMENTE NENHUMA RELAÇÃO COM O TAMANHO DO PÊNIS. E por uma simples razão. Hoje se sabe, com segurança, que a área de maior sensibilidade feminina é o clitóris e a entrada do canal vaginal. Todo órgão masculino capaz de “roçar” a parte inicial da vagina estará tocando direta ou indiretamente o clitóris e o tecido ao seu redor: a parte anterior da vagina. Então, não passa de ingenuidade pretender ter alguns centímetros a mais de pênis. O mais importante será, no momento do sexo, que o homem e a mulher busquem juntos a zona de maior sensibilidade e assim se descubram.
Então, por que desejar ter alguns centímetros a mais de pênis? O prazer está ligado na sintonia, na química do casal! É isso que importa na hora do sexo. Ser um bom amante não depende da anatomia, mas da qualidade, da sedução, do carinho e dos bons sentimentos envolvidos…
Então, que fique claro: “Pequeno, grande, grosso ou fino, o homem precisa saber usar. Esse é o segredo”

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O que é Terapia Sexual?

Problemas, das mais diversas causas, estão sempre nos desafiando, dificultando o nosso dia a dia. A vida é assim, um permanente enfrentamento de problemas… Eles sempre existirão, mas o segredo é estarmos cada vez melhores para enfrentá-los, não é? Existem alguns problemas que são mais delicados, difíceis de se compreender e de serem solucionados sozinhos. Um exemplo é o problema sexual.
Muitas vezes, a pessoa se acostuma a sofrer e deixa de procurar ajuda profissional, talvez por vergonha devido à educação repressora, sentimento de impotência ou anormalidade frente à situação, desinformação sobre sexualidade ou até dificuldade de encontrar profissionais habilitados para ajudar. Atualmente mais de 50% da população brasileira apresenta alguma dificuldade em nível sexual, algum problema relacionado à sexualidade. As disfunções sexuais mais comuns nos homens, são a disfunção erétil (antigamente chamada impotência), a ejaculação precoce ou rápida, a ejaculação retardada e a diminuição ou perda da libido.
Nas mulheres, as principais queixas são a diminuição ou perda do desejo sexual, dificuldade na excitação sexual, dificuldade relacionada ao orgasmo e dor sexual (dispareunia, vaginismo). Falarei de cada um nos textos seguintes, certo?
A terapia sexual serve para resolver, basicamente, esses problemas, ou seja, toda e qualquer disfunção ou insatisfação de cunho sexual. Por isso, em geral, é um tratamento mais rápido, mais focal. A terapia sexual normalmente envolve o casal, mas também pode-se trabalhar com o paciente individualmente. Ela deve ser realizada somente por psicólogos ou médicos com pós-graduação ou especialistas na área de sexualidade.
Muitas pessoas têm medo do que podem descobrir a respeito de si mesmas e por isso não procuram auxílio. Mas, acredite! Quando você decide iniciar uma terapia sexual, já está 50% melhor, só pelo fato de ter conseguido reconhecer que tem problemas sexuais, que precisa de ajuda e ter tomado a decisão de melhorar.
As disfunções sexuais são consideradas sintomas psicossomáticos, ou seja, são a expressão no corpo de um profundo distúrbio emocional. A maioria, quase totalidade, dos problemas sexuais tem causas psicológicas e emocionais. A proposta da terapia sexual é transpor, com a orientação adequada e de forma breve, os obstáculos que interferem no bom funcionamento da relação sexual. Não há contatos íntimos com o paciente, todas as atividades são discussões e orientações técnicas e profissionais, através de exercícios e tarefas eróticas desenvolvidos preferencialmente pelo casal, em casa, sem a presença do terapeuta.
A terapia sexual ajuda na aproximação do casal, melhora a comunicação, o conhecimento do próprio corpo e do corpo da parceria, descoberta de novas possibilidades de prazer e excitação para si mesmo e para o outro. Enfim, trabalha em favor de uma sintonia sexual.
Fazer terapia sexual é melhorar o sexo, mas é ir muito mais além… É poder além de eliminar a dor, o incômodo e a insatisfação, conhecer a real vivência do sexo, como uma atividade íntima, prazerosa e saudável, sem medo de um real encontro, sem medo de ser feliz…