Por muito tempo o sexo para as mulheres foi encarado apenas como um meio de reprodução. Porém, com o passar dos anos, em meio a descobertas revolucionárias como a pílula anticoncepcional na década de 1960, as mulheres puderam desenvolver sua sexualidade em um outro contexto, buscando o prazer durante as relações afetivas-sexuais e conquistando marcos importantes nessa área. Porém, ainda temos que caminhar muito nesse sentido de conquistar…
Será que você consegue acessar quais são suas crenças sexuais? A gente sabe muito bem que não fomos muito estimuladas a falar sobre sexualidade, tão pouco a vivenciá-la de forma plena. Talvez por isso aceitamos tantas falsas verdades como mentiras verdadeiras. E nesse contexto onde “o homem é homem e o homem pode”, acabamos ainda por acreditar numa sexualidade de dominadores e dominados, distante da igualitária, em que tenhamos acesso à possibilidade do prazer orgástico não como uma concessão de um poder ao outro…
É notável que mulher da era moderna valoriza mais as suas experiências sexuais e procura ter um conhecimento maior do seu corpo para poder, dessa forma, vivenciar uma sexualidade plenamente satisfatória, mas precisa se conscientizar melhor sobre sua real “participação” numa relação sexual.
As crenças nos limitam, estabelecem regras sobre o que podemos/devemos fazer no quesito sexual. Um mito muito difundido é: “a mulher é passiva”. Que consequência traz isso para a nossa sexualidade? Habitualmente, alguns homens ainda acham que devem tomar a iniciativa da proposta sexual; “para isso são homens”. O complicado nessa história, é o fato de ser comum que a mulher aceite este fato como se não houvesse nenhuma outra possibilidade, pois, “a natureza é assim”. Será que isso corresponde à realidade ou seria mais um pensamento mítico enraigado da cultura machista?
Passividade é característica de alguém que não toma iniciativa, não age ativamente e tende a obedecer sem reagir. Por isso, a mulher pode pensar, acreditando no seu papel passivo, que não deve tomar iniciativa, “não fica bem”, que isso é papel do homem. Lêdo engano… A mulher pode e deve ser livre, ter voz ativa, ter atitude diante do seu prazer. Isso faz toda diferença… Isso é autonomia…
Muitas mulheres reclamam que os homens não as procuram e muitos homens se queixam de não serem procurados… Talvez a questão seja mesmo falta de comunicação. Parece que o homem passou muito tempo tomando e dirigindo a iniciativa sexual, mas creio que isso vem mudando e o homem que se permite conhecer mais sobre o prazer feminino, consegue até desejar que a parceira brinque ou provoque, dando a entender que o deseja e que gostaria de fazer sexo sem que isso o faça se sentir ferido na sua “macheja”.
Sexo é troca, é cumplicidade, é sintonia… Os dois parceiros podem ser ativos nas suas manifestações de desejo, de prazer, sem necessidade de estabelecer lugares, papéis ou status… Tudo acontece movido pelo desejo de estar junto, de se conectar pelo desejo, pela emoção deliciosa que a relação sexual pode proporcionar.
Chega de crenças… O melhor é deixar o real entrar para desfrutar da vida como ela é e das relações como desejamos que elas sejam…

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