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Meninos vestem azul e meninas vestem rosa?

Então, há pouco mais de um mês, esse assunto ganhou as redes sociais que foram coloridas de azul e rosa. Depois disso, tons de protesto, piadas, deboches escancarados, enfim… O que venho tratar aqui não é sobre o fato de ter levado ao pé da letra o discurso da excelentíssima ministra da mulher, família e direitos humanos ou qualquer má interpretação da fala da mesma. O que pretendo provocar é reflexão!
A ministra alega que usou uma metáfora. Dessa forma, se foi uma metáfora, tinha relação com o quê? Era sobre uma paleta universal de cores? Alega que temos no Brasil o “Outubro Rosa” que diz respeito ao câncer de mama e que temos o “Novembro Azul”, que é com relação ao câncer de próstata com o homem. A defesa se respalda então no respeito à identidade biológica das crianças. E aí me vem a pergunta: E quem foge desse “natural” não pode ser respeitado?
Na verdade, o discurso da ministra faz uma referência clara à questão de gênero. Mais do que a discussão sobre a diversidade sexual, o tema abrange a educação sexual nas escolas, que já é um assunto que causa mal-estar nacional. O que acontece é que existe uma real ignorância em relação ao significado de ideologia de gênero e, consequentemente, educação sexual nas escolas…
E vamos aos significados: Ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal. Mas, podemos dizer que é um conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma determinada classe.
A palavra gênero significa a diferença entre homens e mulheres que, construída socialmente, pode variar segundo a cultura, determinando o papel social atribuído ao homem e à mulher e às suas identidades sexuais. Tipo assim: Mulheres cuidam da casa e dos filhos e homens sustentam financeiramente a família…
Já a palavra Questão significa ponto que suscita ou se presta à discussão, pergunta, interrogação…
Então, juntando definições podemos dizer ideologia de gênero é um conceito que ficou popularmente conhecido, mas que poucos usam a expressão de forma correta, sabendo o que ela significa realmente e, principalmente, qual seu propósito. Na verdade, ela se refere ao debate sobre as questões de gênero. Por isso, não se trata de ideologia porque não estamos falando de convicções e sim sobre discussão, indagações, questões que estão aí, na nossa realidade, muitas vezes dentro da nossa própria família… Dessa forma, como ignorar questões de gênero?
Será que existe apenas o gênero masculino e feminino? São tantas questões, MUITO ALÉM DO GÊNERO…
Nunca pensei que em pleno 2019 iríamos ter que voltar a discutir que cor não tem gênero.
Por fim, vale ressaltar que, apesar de o assunto ainda deixar a desejar em termos de compreensão, desejamos uma Educação sexual ampla, que abrace os aspectos biológicos, mas também sociais e políticos da afetividade e sexualidade humana. Queremos cidadãos que ajam com responsabilidade, com decisões éticas em busca da tolerância e o respeito pela diversidade e, primeiro de tudo, em nome do amor.
A luta que temos é para que as escolas ofereçam conhecimentos básicos sobre a sexualidade, de forma que as crianças conheçam seu corpo, entendam sobre a formação da vida e, inclusive, aprendam a identificar o que possa ser um abuso sexual.
Grande parte da população acha que, ao se falar sobre sexualidade na escola, estaríamos sexualizando as crianças muito cedo ou ensinando-as a ser isso ou aquilo, o que é absurdo. Não é possível influenciar a sexualidade de ninguém e nem é esse o objetivo. Falamos sobre direitos humanos porque queremos ensinar as crianças a serem cidadãos conscientes e capazes de respeitar as diferenças.
Não podemos cegar diante de uma criança que começa a desenvolver uma necessidade em se manifestar de acordo com o gênero oposto ao qual foi designado ao nascer: essa realidade está diante dos nossos olhos. Precisamos e devemos dar apoio e acolhimento porque o amor sim, deve ser incondicional. Estamos falando de DIREITOS HUMANOS.
Independentemente da cor da roupa, ou da orientação — do vestuário ou sexual —, o equilíbrio e o diálogo são o caminho ideal para a tolerância e respeito às diferenças. E o bom-senso, gente, nunca pode ficar de fora…
Direitos humanos não tem ideologia, tem a dignidade de quem protege vidas. Simples assim…

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Quem tem mais desejo sexual, o homem ou a mulher?

O desejo sexual é constantemente definido como a motivação para procurar experiências sexuais solitárias ou com um parceiro. Acho que podemos dividir o desejo em fases. A primeira delas é a percepção. Depois, entra a questão emocional. Sinais e sintomas físicos como o coração acelerado, suor frio, calor… Uma relação sexual, portanto, tem início antes do ato sexual em si. Começa com um pensamento, com uma mensagem, um telefonema. O sexo é uma deliciosa construção…
O senso comum admite que os homens têm maior apetite sexual do que as mulheres…, mas, nem sempre o pensamento comum é o correto, não é? Comum significa habitual, usual, não necessariamente uma verdade. E muito menos é absoluta.
Esse tema aparece frequentemente no meu consultório: Na maioria das vezes, mulheres referem falta de desejo sexual e os homens reclamam sobre o excesso de desejo e muito pouco sexo… Segundo pesquisas, até 40% das mulheres referem não sentir nenhuma vontade de ter relações sexuais. Esse é um número extremamente elevado, vocês não acham? É preciso analisar como o desejo sexual da mulher é avaliado. Digo isso porque o desejo está, muitas vezes associado ao relato da vida sexual da pessoa. Sendo assim, sabemos que a frequência da atividade sexual relatada por homens é bem maior do que aquela mencionada pelas mulheres. Precisamos ficar atentos nestas diferenças porque elas podem ser consequência das normais sociais, dos preconceitos e das restrições à expressão das mulheres da sua sexualidade. Homens com alto nível de desejo sexual são viris; mulheres com elevado nível de desejo sexual são “taradas”.
Fica claro que existe um duplo padrão de comportamento: os homens são incentivados a ter e realizar atitudes sexuais, ao passo que as mulheres têm sido educadas para serem conservadoras sem poder expressar livremente seus desejos e práticas sexuais.
Outra questão importante é a dos objetivos sexuais. O desejo sexual em homens parece estar estreitamente relacionado com o comportamento sexual, como o prazer e orgasmo. Para as mulheres, a atividade sexual não parece ser o único objetivo para a “satisfação do desejo”. Elas desejam mais intimidade e proximidade emocional, conexão e sintonia acima de tudo.
Mais um ponto que podemos refletir é que os homens parecem conseguir separar o sexo do amor, diferente das mulheres que parecem só saber fazer amor. Mas, usei o verbo “parecer” porque tenho lá minhas dúvidas. Novamente afirmo que os homens geralmente lidam com o assunto sexo de forma mais aberta e sem censura, não precisando do amor como álibi. Já as mulheres, por questões sociais e culturais ainda não despertaram para o sexo de maneira plena, absoluta e livre de sentimento. Fazer sexo somente com amor…
O desejo sexual da mulher é mais complicado, por terem menor influência biológica, elas precisam de muito mais estímulos para ficarem excitadas. Já os homens, excitam-se espontaneamente e com mais frequência. Um simples estímulo sexual pode gerar excitação. Digo sempre que o homem é um forno de micro-ondas e a mulher um forno tradicional.
Tem uma ainda uma questão cultural que prejudica a libido da mulher: a angústia de não corresponder à imagem da mulher ideal, dos sonhos masculinos, dessas que rebolam na televisão e posam para revistas masculinas. Numa sociedade altamente erotizada, que privilegia cada vez mais a “paniquete” e a “poposuda”, a cama pode ser o palco de uma tremenda frustração para quem não apresenta medidas e desempenho próximos da perfeição… E aí, o desejo das mulheres é pouco a pouco reprimido, até sumir de vez…
Assim, a avaliação do desejo sexual de homens e mulheres deve considerar as dimensões subjetivas da sexualidade de cada um… E para finalizar, neste ranking de desejo sexual, não há vitoriosos, já que homens e mulheres são, felizmente, diferentes…
Bons desejos para vocês…

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Afinal, tamanho é documento?

Pois é, será que existe alguém que não nutre um mito ou uma crença em relação à sexualidade? A sexualidade é campeã em ideias enganadas e distorcidas. A família, a sociedade, a nossa cultura, a religião, vão estabelecendo regras sobre o que é certo e errado, permitido e proibido, bom ou ruim e acabam moldando crenças e mitos que muitas vezes nos impedem de vivenciar a sexualidade de forma saudável e plena.
No caso dos homens, existem vários mitos que podem causar dificuldades sexuais. Mas, tem um deles que é talvez o um dos mais enraizados: “O TAMANHO DO PÊNIS INFLUI NO PRAZER”.
Desde sempre, o tamanho do pênis é associado à força e ao poder masculino. Não é estranho, portanto, que tudo, absolutamente tudo o que se relacione com força, potência sexual e virilidade, esteja condicionado ao tamanho do pênis. E por mais que os tempos evoluam, alguns “pre(conceitos)” permanecem entranhados na nossa cultura.
Na minha humilde opinião, tudo vai depender do que você sabe realmente sobre o assunto e do quanto desse saber, você consegue assimilar como verdade. Tem homens que acham que uns centímetros a mais dentro da cueca podem fazer milagres. E acabam por fazer dessa máxima, uma condição suficiente para agradar no sexo. Mas, só isso não traz felicidade, tão pouco no assunto cama. Ser abençoado pela natureza pode tornar um homem imbatível no quesito tamanho, mas é importante lembrar que, saber o que fazer com essa dimensão toda é ainda mais significativo.
A lenda do tamanho do pênis relaciona um pênis menor com a impossibilidade de conseguir ficar ereto, ou de obter ou dar prazer. Mas, para derrubar essa fantasia, a Sociedade Brasileira de Urologia afirma que desde que você consiga obter e manter ereções suficientes para penetração, que permita levar a relação sexual até o final, não há necessidade de se preocupar com o tamanho. É o tamanho de sua preocupação que pode perturbar de verdade…
Mesmo as informações vindas de fontes seguras nem sempre convencem a todos… Habitualmente, essa angústia aparece na clínica. Talvez valha a pena perguntar-se: “Você está seguro com o tamanho do seu pênis? Possui algum trauma referente ao tema? “
A discussão se tamanho é documento é sempre polêmica porque envolve aspectos culturais, emocionais e íntimos. E isso tem tudo a ver com a biografia do sujeito e com sua forma de pensar, sentir e viver sua própria sexualidade. Mas, será que não os próprios homens, que se preocupam demais com isso e se esquecem do que é fundamental? Porém, o que seria fundamental no sexo? Os homens também costumam achar que as mulheres dão muita importância ao tamanho do pênis – relato também constante em terapia. Os que cultivam essa crença talvez nunca se propuseram a consultar uma mulher sobre esse assunto… Talvez se fizessem isso ficariam surpresos em saber que, o mais importante para elas pode ser a capacidade do homem em ser agradável, atencioso, envolvente e com opiniões firmes. É o tamanho do desejo do homem em conhecer os desejos da mulher que faz diferença.
Portanto, é preciso dizer claramente, que o prazer do homem e da mulher não têm absolutamente nenhuma relação com o tamanho do pênis. E por uma simples razão. Hoje se sabe, com segurança, que a área de maior sensibilidade feminina é o clitóris e a entrada do canal vaginal. Todo órgão masculino capaz de “roçar” a parte inicial, ou seja, a entrada da vagina, estará tocando direta ou indiretamente o clitóris e o tecido ao redor. Essa região mede um terço do tamanho total da vagina, ou seja, em torno de 3 cm a 5 cm, a partir do introito vaginal. Então, sabendo disso, é possível concluir que um pênis que consiga penetrar esta região pode estimular perfeitamente o prazer da mulher. Não se trata de tamanho, mas de compreensão do corpo da mulher…
Então, por que desejar ter alguns centímetros a mais de pênis? O tamanho da sua disposição e disponibilidade é o que importa de verdade. O prazer está ligado na sintonia, na química do casal! É isso que tem valor na hora do sexo. Ser um bom amante não depende das dimensões dos órgãos sexuais, mas da extensão da qualidade, da sedução, do carinho e dos bons sentimentos envolvidos…
…Pequeno, grande, grosso ou fino, o homem precisa saber usar. Essa é a grandeza do segredo…

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Virgindade: Um tabu que ainda atormenta

Para começar, podíamos analisar o termo: perda da virgindade.
Por que usamos a palavra perda?
Quando falamos em perda, vem logo a ideia de prejuízo… seria isso então? Temos um prejuízo em perder a virgindade? Por que não podemos pensar em ganho? É um momento no qual permitimos acessar nossa sexualidade… é quando nos entregamos à possibilidade de encontro com o prazer com o autoconhecimento através do outro… A cultura, a religião, a educação e a sociedade acabam por passar ideias errôneas que nos amarram em certezas que muitas vezes não são verdades. Aprendemos que as mulheres perdem a virgindade a partir do rompimento do hímen através da penetração. Isso é verdade? Acho esse assunto bem controverso… Reflita comigo: Se a mulher cair e tiver uma ferida interna que rompa o hímen ou se levar uma queda e esse “selo” se romper, então ela não é mais virgem? Se ela tiver nascido sem hímen, nunca foi virgem? E aqueles casos de hímen mais elástico que não se rompe de cara? Fica-se virgem para sempre? Se isso é verdade, qual a importância real da virgindade física de uma mulher? É preciso explicar então, que modelo/tipo de rompimento do hímen conta como “perda da virgindade”.
Rompimento do hímen é por penetração?
Precisa ser a penetração de um pênis? Se sim, pessoas com vagina que não se relacionam sexualmente com pessoas com pênis, são virgens? Há aqueles que dizem que se perde a virgindade depois de se ter tido relações sexuais. Certo, mas o que seriam relações sexuais? Sexo oral e sexo anal contam? Pois, é … Tantas perguntas e tão poucas certezas… Com tudo isso, parece que há apenas uma virgindade, quando, na verdade, no sexo existem muitas primeiras vezes que podem ser muito simbólicas.
Inclusive são mais significativas que a própria penetração.
Não é o significado da perda de uma pele, mas o seu significante para o sujeito. Uma das razões de nossa quase obsessão pela virgindade é o modelo sexual que ainda impera em nossa sociedade: o “coitocentrismo”. É uma concepção da sexualidade voltada para o genital e devedora da importância que historicamente concedemos à reprodução. Na verdade, a perda da virgindade envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas, além dos vínculos de intimidade… O que está em jogo então não é essa pelinha inútil que você tem no corpo, mas o que você viveu e compartilhou fisicamente e emocionalmente com alguém… O buraco é bem mais em baixo… O simbolismo da virgindade feminina tem ainda forte peso na sociedade. Um peso cheio de preconceitos, crenças limitantes e muito tabu. O homem, quando desvirginado, parece não perder nada. Pelo contrário! É viril, macho e pegador. A mulher perde, mesmo que seja um pedaço minúsculo de pele… Parece perder o respeito, sofre por se tornar dona de sal sexualidade. Há não muito tempo, se a mulher não fosse mais virgem, não servia para casar e poderia até perder o convívio com a família. Mesmo em muitas sociedades que avançaram no conceito de igualdade entre homens e mulheres, a virgindade feminina mantém seu status de preciosidade. Podem acreditar. Vivemos um duplo padrão de educação sexual. O homem é educado para ser o garanhão e a mulher para ser apenas de um ou de poucos homens. Quanto mais a mulher se resguardar, mais será valorizada. Quanto maior o número de experiências
sexuais
o homem tiver, mais macho ele será. Precisamos rever conceitos… Acredito que sou um exemplo vivo de como as crenças podem ser limitantes para nossa vida. Minha iniciação sexual foi marcada por sentimentos bem ambivalentes. Por um lado, eu tinha certeza do que queria e da importância da sexualidade na minha vida. Por outro, por não ser casada, pesava insuportavelmente a culpa pelo fato de “terem me dito via educação” que se eu tivesse relação sexual antes do casamento, nenhum homem iria querer ficar comigo e tão pouco assumir um matrimônio. Ou seja, deixar de ser virgem parecia que me impunha o estigma de um ser indigno e, no momento em que eu acreditava me tornar mulher no sentido sexual, arriscava não ser mais desejada ou “permitida” para nenhum homem. Acredite! Eu tive febre alta quando me autorizei “ganhar” a sexualidade na minha vida. Passava pela minha cabeça desde castigo divino futuro, até descoberta das pessoas e exposição negativa na sociedade. Não posso esquecer que, além de todas essas angústias, ainda pairava o medo de ser rejeitada pelo autor da retirada da minha pureza. Hoje sei que o mais importante são as questões de ordem emocional e psicológica. Elas sim precisam estar amadurecidas antes da primeira relação sexual, independentemente da idade. O essencial é começar a ter a vivência sexual quando já se tiver também a responsabilidade das consequências desse ato. Não basta somente fazer, é preciso poder responder por isso! Assim não perdemos a virgindade, mas, ganhamos autonomia e autogoverno na direção do prazer sexual e de uma vida plena.

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SOCORRO! MEU DESEJO SUMIU!

O ser humano é movido pelo desejo porque ele é intrínseco à condição de estar vivo. Toda grande descoberta, um relacionamento ou ainda uma solução para um problema, tudo nasce do desejo. Mas, se ele é tão essencial, por que desaparece muitas vezes no âmbito sexual?
Vamos começar com algumas perguntinhas: A cama tem sido somente para dormir? Dormir tem sido o maior desejo reservado para a cama? Há quanto tempo você se sente sem apetite sexual? Há algum desconforto físico que tem acabado com seu desejo? Se tiver parceria, como anda a relação? Alguma angústia relacionada a outros fatores da vida? Essa busca íntima por respostas vai ser essencial para a compreensão e, consequentemente, para procurar ajuda e resolver.
É preciso entender o seu padrão sexual e deixar claro que não existe medida exata para o desejo. Baixa de libido só é preocupante se começar a trazer sofrimento ou se, comparando com um período anterior, houver uma defasagem muito grande na frequência das relações. É uma questão pessoal, em que não se estabelecem limites mínimos ou máximos – um aspecto subjetivo e individual. Portanto, não é porque os outros alegam transar todos os dias que você vai se desesperar e se forçar a ter o mesmo ritmo… Cada qual com sua singularidade.
Na minha experiência de consultório, escuto diariamente sujeitos com esta queixa: “Meu desejo acabou”. Confesso que ouço mais das mulheres, mas, para minha surpresa, percebo que tem aumentado muito por parte dos homens. O que está acontecendo?
Sabe, até o presente momento, ainda não tive nenhum caso de desejo hipoativo que tenha exclusiva causa fisiológica. Cem por cento das vezes, na minha vivência particular no setting terapêutico, a ausência de desejo se dá também, por questões relacionais. Primeiro descartamos os desequilíbrios hormonais que podem inibir a libido ou qualquer outra causa fisiológica que pode estar diminuindo o desejo sexual. Mas, são os “desajustes mentais” que acabam bloqueando a manifestação natural de tesão em uma relação. Sentimentos como culpa, medo e ansiedade são inimigos naturais das relações sexuais. Eles agem sutilmente, mas, suas consequências são de ordem prática. E o ponto-chave é o sujeito se dar conta de que o corpo apenas reage aos conflitos internos. Se o desejo não está mais presente é porque algo aconteceu e, recuperá-lo, passa a ser um exercício mútuo de descobrimento, de si mesmo e de sua parceria.
Você consegue imaginar a gama de questões que podem mexer com o seu desejo sexual? Muitas vezes são questões inacessíveis à consciência do paciente e o trabalho de escuta exige muita percepção. O desejo vai embora quando estamos fracos, tristes, cansados, doentes ou magoados. E esses sentimentos e emoções surgem por milhares de motivos.
A sociedade costuma focalizar o desejo na juventude, como se à medida que se envelhece ele fosse findando ou não se renovando. É preciso assimilar que somos seres sexuados. Nossa sexualidade começa quando nascemos e nos acompanha até a hora de nossa morte. Por isso, se você sente que seu desejo está inibido, procure ajuda para compreender o que está acontecendo com você.
Na hora de falar no pacote pró-sexo, existem três fatores que julgo essenciais: Autoestima, mente tranquila e autoconhecimento. Pode acreditar que essa tríade equilibrada, mantém o desejo acesso… Por outro lado, a desarmonia da mesma, traz sofrimento ao sujeito e abala sua libido.
Não há como fugir, gente. Os dilemas psicológicos interferem diretamente na disposição para o sexo. Diante de estresse, ansiedade e baixa autoestima, o desejo sai de cena e sai da cama também…
Temos vivido rotinas pesadas, trabalho em excesso, tempo escasso, ansiedade, estresse, enfim… Após um dia longo e cansativo, é mais do que plausível que você não esteja a fim de sexo. Que o cansaço domine e o sono seja o verdadeiro desejo…
Por tudo isso, deixo aqui uma dica: Não espere o desejo sexual sumir de vez… Ao menor sinal de baixa na libido, pare, reflita e, acima de qualquer coisa, procure ajuda. Tudo se resolve… Porque depois de tudo, o que sempre deve restar é o DESEJO…

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O que é ser um homem bom de cama?

Falar sobre esse assunto pode parecer estranho para alguns que supõem que o homem já nasceu sabendo tudo sobre sexo. O mito da masculinidade parece fazer muitos homens acreditarem que não precisam saber nada sobre sexualidade, que não têm nada de que se liberarem. A maioria dos homens ainda persegue o ideal masculino da nossa cultura — poder, força, sucesso, nunca falhar, disposição eterna, desempenho top.
Pessoalmente, não tenho dúvida de que essa busca leva à perda da autonomia. O homem “precisa” seguir um padrão e acaba se obrigando a ser quem não é em nome de um ideal que, por ser ideal, é inalcançável e gera frustrações. Você não imagina como tenho escutado homens sofridos, perdidos, questionando sua própria capacidade de SER HUMANO por não conseguir fugir do que se estabeleceu como virilidade, masculinidade, bom de cama, ser homem, etc.
Está mais do que na hora de questionarmos essa cultura machista e patriarcal… Porque se ela é tão maravilhosa, por que tem aumentado o número de casos de disfunção sexual masculina em homens jovens sem qualquer problema no âmbito físico? É a cabecinha de cima que tem precisado de cuidado! É preciso questionar, refletir e tentar encontrar um caminho onde a liberdade e independência de SER, prevaleçam. Não resta dúvida de que os estereótipos tradicionais de masculinidade têm mexido com a capacidade de prazer sexual do homem.
Então, acredito que um homem bom de cama é aquele que, humildemente, se reconhece como aprendiz incessante sobre a sexualidade. Tem curiosidade, reflete, questiona o parece certo, testa, confere, e, acima de tudo, é capaz de inovar por acreditar que nada é estático, que as diferenças são saudáveis e que o que deu certo com alguém, pode não funcionar com outro alguém.
O homem bom de cama consegue experimentar a intimidade emocional e não somente a sexual. Permite que a emoção entre nas relações sem medo de perder o controle porque já sabe que, sentir e controlar pode ser bem complicado no quesito “envolver-se”.
O homem bom de cama, entende que o caminho pode ser mais prazeroso que a chegada ao destino orgástico. Investe nas preliminares porque compreende que despertar desejo é um processo e não um fim. E que o clímax maior é consequência e não causa…
O homem bom de cama escuta sua parceria não somente no que se diz, mas no olhar, nos gestos, nos toques, nas atitudes. Ele procura descobrir o outro e não fazer o que, supostamente, “tem que ser feito”.
O homem bom de cama, demonstra ternura, se entrega relaxado à troca de prazer com a parceria. Falhar não é uma ameaça constante, porque ele já compreendeu que é um SER HUMANO imperfeito, que pode fraquejar e que o sexo não precisa ser uma experiência ansiosa e limitada, mas uma vivência única e especial.
O homem bom de cama escapa do “treinamento sexual dos meninos” e, ao invés de tentar convencer alguém a “dar”, escolhe a conquista, a sedução. Sabe que numa relação a dois, não há ordens e sim, pedidos, permissão e muito desejo bilateral.
O homem bom de cama tem liberdade sexual não por ser macho ou por poder colecionar parcerias, mas por saber escolher uma e pagar o preço de ficar por desejar. É ser ativo no seu desejo, mas jamais pecar pela falta de escuta do outro. Ser homem é não ter que perguntar “foi bom pra você”, por saber que fez o melhor para sentir e dar prazer.
O homem bom de cama é aquele que, sempre revisita sua maneira de ser, buscando mudar, evoluir. Porque não aceita verdades sexuais impostas. Ele questiona fórmulas prontas, dispensa explicações óbvias e, acima de tudo, abraça a subjetividade para vivenciar a sexualidade com prazer e plenitude.

Acesse meu novo vídeo no Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=KRKf_-CuCuo&feature=youtu.be

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O que é uma mulher boa de cama?

Então, muita gente acha que ser boa de cama tem a ver com performance sexual, tipo aquela mulher que faz de A a Z na cama, que seja ser capaz de todas as posições do Kama Sutra. Há quem pense que ser boa de cama é fazer tudo o que a parceria deseja e quando ela quiser, ou seja, ser objeto do desejo do outro…
Pois é, para mim, não tem a ver com desempenho. A mulher boa de cama é aquela que tem autoconhecimento. Ela conhece o seu próprio corpo e o explora sem medo do prazer pessoal. É aquela que se sente segura consigo mesma e com o que está fazendo. Ela entende a sexualidade como algo que depende de sua atitude ativa e sabe que é a responsável por conduzir sua parceria para a satisfação de seus desejos…
A mulher boa de cama deseja satisfazer o seu parceiro, mas deseja também satisfazer a si mesma. Para ela, a ideia de fazer apenas o que o outro quer não significa que será uma expert na arte do sexo. Ela entende sexo como troca, e não entrega unilateral.
A mulher boa de cama não tem medo de ousar, de se permitir, ela não tem medo de dizer o que gosta e principalmente o que não gosta. Ela é segura o suficiente para ser o que é e, para dar vazão a suas fantasias sexuais. Porque ela compreende que sexualidade vai muito além do coito e que não se restringe aos genitais.
A mulher boa de cama é aquela que se sente livre para se expressar em palavras, em gestos, em movimentos e em emoções sem medo de ser analisada, avaliada, julgada. É uma mulher que sabe o que deseja e busca realizar-se na sexualidade. Uma mulher boa de cama é aquela que se aceita como é, que entende seu corpo como parte de seu ser e que valoriza o que tem de bom e de belo, sem dar asas aos defeitos que muito pouco falam de si mesma.
A mulher boa de cama não tem receio de inovar, de se permitir, de descobrir novos prazeres. Ela está aberta a novos conhecimentos e entende que sempre pode aprender algo novo para melhorar sua sexualidade e apimentar seu prazer.
Para mim, uma mulher boa de cama é aquela que vai para a relação sexual estando presente e participativa. É aquela que assume a atividade no ato sexual não depositando na parceria, a responsabilidade de fazê-la ter um orgasmo. A mulher boa de cama é aquela que está presente de corpo e alma na relação, sem reservas, totalmente entregue ao ato.
A mulher boa de cama não tem disposição para o sexo todos os dias. Ela valoriza qualidade e não quantidade. Ela prefere aquele sexo que deixa ótimas lembranças no dia seguinte do que aquela rapidinha que a fez desejar acabar logo. A mulher boa de cama faz sexo porque deseja e não porque precisa cumprir seu papel de mulher comprometida. Mesmo quando o desejo não é tão evidente, ela permite a aproximação da parceria porque se conhece bem e sabe que é só estimulá-la que a coisa esquenta e o desejo emerge.
De tudo que eu escrevi o que mais me toca e me parece mais verdadeiro é o fato de a mulher boa de cama gostar de si mesma e do que está fazendo. Porque acredito firmemente que o restante, será consequência… Sexo é descoberta de prazer consigo e com o outro. Se você se ama, gosta de sentir prazer e tem prazer em dar prazer para o outro, pode ter certeza de que a sexualidade é um aprendizado constante com satisfação garantida…

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SEXO É BOM E FAZ MUITO BEM…

Quem nunca ouviu dizer que sexo faz bem para a saúde? E estamos falando da saúde física e emocional. Isso não somente é verdade como é cientificamente comprovado. Uma rotina sexual satisfatória melhora o sistema imunológico, deixa a pele mais bonita e garante um sono de maior qualidade. Além disso, é um excelente exercício físico que permite controlar o colesterol e o triglicérides, tonifica os músculos e ainda ajuda a queimar calorias e diminuir o estresse…
O sexo faz tão bem que até a Organização Mundial de Saúde, que é referência internacional no quesito qualidade de vida, avaliza essa ideia e incentiva afirmando que para ter uma boa qualidade de vida, o indivíduo deve zelar e manter em equilíbrio quatro aspectos de sua vida: a vida em família, o trabalho, o lazer e o sexo.
Fica então mais fácil de compreender que quando a vida sexual está insatisfatória, logo se percebe porque existem alguns sinais como irritação, mal humor, tristeza ou ansiedade. E como consequência, a nossa criatividade estagna, a energia se esvai, e o entusiasmo se apaga com reflexo na qualidade de vida como um todo.
Por outro lado, quando você está bem com sua sexualidade, tudo tende a ficar bem. Inclusive, estudos mostram que existe relação direta entre esta fonte de prazer a uma autoestima fortalecida e um melhor desempenho intelectual. Tudo a ver com qualidade de vida.
Apesar de todo mundo saber que o sexo faz bem e que a maioria gosta, há quem precise começar a rever os seus conceitos se afirma não gostar. Talvez a questão não seja “não gostar de sexo” e sim, “não gostar do sexo que se faz”. Muitas vezes escuto no consultório, especialmente de algumas mulheres, que “podem muito bem viver sem sexo” e que quando “precisam” fazer, é sempre uma obrigação dolorosa. Nesse cenário, existe ainda uma cultura do “se eu não fizer, outra vai fazer”, porque o homem teria uma necessidade física de transar e não poderia ficar sem sexo. Novamente as crenças invadindo nossa relação com a sexualidade…
Não podemos esquecer que a relação que cada um terá com a atividade sexual em sua vida vai depender de cada pessoa e sua história. E é neste ponto que podemos explicar e muito sobre a sexualidade de cada pessoa: desde sempre o sexo de cada um é algo íntimo e muito pessoal e cada um irá escolher, de forma consciente ou inconscientemente, se irá expor ou reprimir, se se será discreto ou ousado, ou até se será prazeroso ou não… Por isso, se o sexo não está satisfatório para você, procure saber a causa, invista tempo e energia para tentar melhorar e descubra na sexualidade, uma forma saudável e gostosa de ser feliz…
Podemos pensar que uma vida sexual ativa e prazerosa é fundamental para a saúde e construção contínua de uma relação amorosa, pois faz parte da série de desejos (desejar e ser desejado) que um ser humano precisa para viver bem e feliz.
Mas isso ainda não é tudo! Existem outros benefícios inerentes à atividade sexual tanto para os homens quanto para as mulheres: combate à depressão e à ansiedade, alívio de dores de cabeça e reumáticas, relaxamento dos músculos de todo o corpo, regulação do intestino, alívio das cólicas menstruais e da famosa tensão pré-menstrual nas mulheres, combate ao câncer de próstata e auxílio no tratamento da ejaculação precoce no homem.
Compreender que o sexo é algo natural é preciso e essencial para uma boa vida saudável pessoal e do casal. Assumir, perceber e se responsabilizar que não estão bem neste assunto e buscar ajuda, procurar entender onde estão se desencontrando e adquirir novos conhecimentos, são sinônimos de amor próprio e amor presente no casal. E mais que isso, é investir no futuro da relação! Pense nisso, reaja e vivencie sua sexualidade com muito prazer e saúde…

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A mulher também falha na hora H

Talvez tudo comece com o questionamento: quem não falha? Todos nós podemos falhar… tanto na vida, quanto no sexo. Portanto, claro que nós mulheres falhamos. A questão que talvez nos favoreça, é que não temos um órgão sexual que fique assim visível e que mostra toda a nossa excitação, porque nosso órgão sexual está mais para dentro, escondidinho. E ele não demonstra, pelo menos de maneira visual, a longa distância, se estamos excitadas ou não…
Imagine a cena: você está numa relação, está começando a se empolgar, começando a ficar excitada e, de repente… foi, perdeu. Algo tirou sua concentração, alguma ideia desviou seu pensamento, você saiu do local, mesmo estando presente fisicamente. A gente também pode perder a excitação no meio do caminho… Sexo é concentração… é PRECISO ESTAR PRESENTE COM O CORPO E COM A CABEÇA… O que me chama a atenção é que nós ficamos sempre muito incomodadas quando são os homens que tem uma disfunção erétil, não é? Nossa… o que aconteceu? Será que ele não gosta mais de mim, será que ele está me achando gorda, será que não sou excitante? Será que ele é brocha?… Veja, gente, os homens também passam por situações de estresse, também passam coisas pela cabeça, também escutam o telefone à distância, estão preocupados com grana, com o trabalho, com uma série de coisas, também se cansam e também podem perder a excitação ao longo de uma relação…
Somos falíveis e nem sempre conseguimos manter a excitação quando nossa cabeça não está legal… As mulheres precisam de mais tempo para esquentarem numa relação. Precisam de envolvimento, conecção, sintonia e muito afeto. E em alguns momentos, isso é até mais importante do que o sexo em si. E talvez, não consigamos dizer isso ao parceiro e acabamos por ceder em nome do desejo do outro, sem considerar o que estamos desejando. O mais importante é se você está perdendo a excitação pelo caminho, é preciso avaliar se isso está acontecendo sempre ou se é em algumas situações. Porque se começa a acontecer sempre, por muito tempo e em todas as relações sexuais, aí sim, você precisa descobrir o que está acontecendo e procurar ajuda.
Será que você está muito cansada, se você perdeu de fato o interesse nessa relação e nessa parceria, se é um problema da relação que está interferindo na excitação, se você está com muita coisa na cabeça, ou se você está de fato se disponibilizando para a relação sexual. Será que são os filhos? É o cansaço? É o jeito como é tratada pelo parceiro? “O que está acontecendo comigo?” Esse diálogo interno vai ajudar muito a primeiro fazer uma avaliação sobre como você se coloca diante do sexo…. depois disso, apenas cuide-se! Converse com sua parceria, escute o ponto de vista dela, as percepções… E depois, procure ajuda especializada para que as falhas na hora H não sejam o X da questão para você não ser sexualmente feliz…
O que posso dizer é que comumente as razões para a baixa de libido e/ou dificuldade de manter a excitação são de ordem relacional. Essa queixa aparece com frequência no consultório. Se a relação a dois não vai bem, o sexo responde! E parece ser o primeiro atingido nesse mal-estar. Se pararmos par apensar, faz todo sentido: Sexualidade é sentimento, é pensamento… Se o que você está sentindo e seus pensamentos não vão bem, como desejar ter uma vida sexual prazerosa?
Portanto, procure desenvolver a percepção quando o assunto é sexualidade. É preciso autoconhecimento para não deixar que o sexo vire SINTOMA de que a relação está adoecida…

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Você já falhou na hora H?

Como assim falhar na hora H? Homem que é homem nunca falha! Você também acredita nesta crença? Este mito provocou mais “falhas” do que nenhuma outra causa conhecida. Você não tem ideia da dimensão dos problemas psicológicos causados por essa imposição desumana sobre o que é “ser homem”? Não ter uma ereção seria realmente uma falha? Seria uma prova de ausência de masculinidade? E o que seria masculinidade?
Precisamos falar sobre a aprendizagem machista sobre o sexo: os homens acreditam que devem funcionar sexualmente diante de qualquer condição, com qualquer pessoa e qualquer custo. A verdade é que precisam compreender que as coisas não são bem assim. São tantos fatores que podem dificultar uma ereção… Ter desejo pela parceira(o) é um primeiro requisito para ficarem eretos. Além disso, as condições ambientais e orgânicas nas quais essa relação aconteça devem ser propícias. Homens, então, assim como as mulheres, estão sujeitos a funcionar melhor ou pior a depender da parceira(o), do local ou do uso de alguma medicação ou substância psicoativa.
A verdade é que quem nunca falhou que atire um comprimido de Viagra. O homem adulto normal costuma ter uma “falha” erétil em cada cinco ou seis tentativas de coito. A estimativa é de que cerca de 50% dos homens brasileiros convivam com algum nível de disfunção erétil. Mas atenção: a famosa ‘brochada’ não significa necessariamente que você tem algum problema: Uma simples preocupação, uma distração no momento da máxima tensão, é suficiente para provocar a perda da ereção situacional. O problema é quando vira um episódio recorrente, que sinaliza algum distúrbio físico ou psicológico. Aí sim, é preciso procurar ajuda especializada.
Como se pode ver, as razões para o problema são variadas e na maioria das vezes não têm nada a ver com falta de desejo pela pessoa que está ao seu lado. A ansiedade é a principal vilã nesta história. Ela pode fazer com que o “melhor amigo do homem” fique acanhado, tímido, inibido. A ansiedade libera adrenalina, hormônio que impede o fluxo de sangue para o pênis, deixando-o flácido, dá para entender? Costumo dizer que a ansiedade é inimiga do sexo…
E aí vem o chamado ‘temor de desempenho’. Por alguma situação de estresse, você pode não estar bem para fazer sexo, mas aí não se respeita, força a barra, insiste e “falha”. Isso pode gerar, inclusive, um ciclo vicioso. Na próxima vez, você vai transar para se testar. E ansioso de novo, pode falhar pelo medo de falhar… Já atendi diversos casos assim. O sujeito chega devastado no consultório, acreditando não ser mais capaz de “levantar”, sentindo-se um fracassado.
Digo sempre aos meus clientes de terapia sexual que perder a ereção uma ou até algumas vezes não fornece critérios suficientes para o diagnóstico de disfunção erétil. Porém, o impacto emocional da primeira perda de ereção para alguns homens pode ser catastrófico e incapacitante. Se a(o) parceira(o) reagir mal diante da perda de ereção, criticando, culpando ou se vitimizando diante do problema, a tendência é que o evento fique marcado negativamente na memória de quem perdeu a ereção.
Mas, então o que fazer no decorrer desta situação frustrante?
Em primeiro lugar, lembre-se: Falhar é normal e, acima de tudo FALHAR É HUMANO. Eu sei que o episódio é embaraçoso para você e para a parceria, mas encare com naturalidade, tenha confiança em você… Aja com naturalidade, sem fingir que nada aconteceu…
Ser homem é também aceitar-se enquanto imperfeito. O melhor então é relaxar, dar um tempinho. Que tal considerar o momento como um amasso gostoso em vez de rotulá-lo como uma transa malsucedida? Engate um papo leve, sirva uma bebidinha gelada, deixe o clima tranquilizar, namore sem cobranças…
Agora um recadinho para você, parceria homem ou mulher. Evite comentários nesse momento…. Escute seu parceiro se ele desejar falar…. Se não, chegue perto, olhe nos olhos, faça um carinho, mostre compreensão…. Esta hora pode ser uma ótima oportunidade de ter prazer de outras formas. Sabe por que? Porque a única utilidade da ereção do pênis é a penetração. O homem não precisa nem da ereção para ter seu prazer… A ejaculação pode acontecer, inclusive sem ereção!
Portanto, gente, quem aprende a lidar com a falha, raramente falha e se isso acontece, encara com a naturalidade devida e segue em frente sem medo de ser feliz na vida sexual…