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Cadê a Chave para meu Orgasmo?

Preste atenção à autoestima! Autoestima baixa é um dos sinais de insegurança. Uma pessoa insegura não consegue dizer o que sente e gosta no sexo, pois tem medo de decepcionar o outro, de ser abandonada, de não agradar… Cuide de você para poder se amar… Amando-se estará pronta para amar o próximo…
A prática de atividade física já é relatada em algumas pesquisas. Elas podem ajudar a ter orgasmos. Durante alguns exercícios os músculos “core” (glúteos, abdominais transversos e oblíquos, quadrado lombar e assoalho pélvico) são trabalhados e fortalecidos. A boa forma deles ajuda a chegar ao orgasmo. Ui… Mais um estímulo contra as desculpas no quesito atividade física.
Consulte sempre um ginecologista ou endocrinologista que possa investigar seus hormônios e sua saúde física no geral. Procure um profissional especializado em sexualidade, afinal, não chegar ao orgasmo pode fazer com que algumas mulheres fiquem insatisfeitas, mal-humoradas e infelizes. Algumas delas, não conseguem se relacionar e muitas vezes culpam o homem o tempo todo por não fazer com que elas gozem. outras se acomodam e desenvolvem doenças de fundo emocional que repercutem no físico o que o emocional não consegue resolver… É o corpo gritando o que silenciamos…
E para terminar, relaxe… É preciso concentração para se chegar ao orgasmo. Não adianta estar fazendo sexo pensando na lista de compras do supermercado. É muito importante estar presente de corpo e alma na relação…
Pois é, decidir experimentar o orgasmo é o primeiro passo. Permita-se, entregue-se ao prazer… Goze a vida, goze na vida…

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Monotonia: Uma vilã da relação amorosa

Vamos imaginar um cenário: inicio de uma relacionamento, duas pessoas apaixonadas. Delícia… Parece que a nossa cabeça, nosso corpo, nossa alma se reduz a esse sentimento avassalador que inebria, enlouquece, cega e alimenta. Tudo é lindo, tudo é maravilhoso e o desejo de estar com o ser amado ultrapassa qualquer limite. Não tem dia, nem hora, todo instante vale a pena. Ficamos mais vaidosos, a autoestima chega à lua e nos tornamos bonitos para o outro, pelo outro. Os beijos são ardentes, as mãos frenéticas, o sexo sempre em chamas… nem comer a gente precisa, estamos plenamente saciados pela paixão. Pois é, esse cenário apaixonante vai durar para sempre? Provavelmente não. Afinal, o que dura para sempre? Quando a relação continua, entrarão outros “artistas” nesse cenário que parece ideal. Pior é que não serão figurantes. Muitas vezes, apesar de não serem nem contratados, chegam de fininho, vão se adentrando e quando menos esperamos, fazem moradia no espetáculo que era marcado por uma dupla exclusiva e apaixonada. São eles: os vilões da relação, os fatídicos inimigos. Aquelas peças raras que acabam por prejudicar a qualidade de vida do casal incluindo, sem dúvida, o quesito sexual. Você consegue imaginar quantas pessoas eu já escutei nos meus 20 anos de atuação na clínica? A queixa sexual é constante no setting terapêutico e já escutei centenas de vezes sobre cada um dos vilões da relação a dois. Quero falar sobre cada um, mas vou começar por um por acreditar ser um ponto nodal. Haja vilão… e haja investimento de energia para vencê-los. Então, que rufem os tambores: primeiro vilão sob meu ponto de vista: A monotonia. O tempo de relação é acompanhado pela monotonia. A perda da espontaneidade afeta bastante o casal que sente falta de variedade e do elemento surpresa que trouxe tanta emoção e excitação no início. Muitos casais chegam no consultório com a seguinte queixa: “tudo mudou, não é mais como quando namorávamos”, “nós transávamos todos os dias, agora conto nos dedos de uma mão quando conseguimos”. A grande pergunta talvez seja: como ser igual se o status não é mais o mesmo? Não são mais namorados. Aliás, nem as mesmas pessoas são. Os dois mudaram individualmente e são casados agora. É preciso se adaptar ao novo momento e tentar construí-lo sem deixar que a monotonia tire as cores vibrantes do atual quadro. Analisemos: No namoro, o sexo era rotina do casal. No casamento, o sexo concorre com milhões de outras rotinas. Aí pode dar erro. O que me chama a atenção é que a monotonia não só atinge o casal casado. Lembro de uma paciente que namorava há uns 6 anos e que todo domingo, por volta das 15 horas, logo depois do almoço no mesmo restaurante, comendo a mesma comida, inclusive a mesma sobremesa, eles iam namorar (termo usado por ela) no mesmo motel. Pediam o mesmo modelo de quarto e, segundo ela, faziam o mesmo padrão de sexo dominical. Ai deles se um dia de domingo essa rotina excitante fosse quebrada. Só para constar, essa relação acabou porque os dois queriam emoções diferentes… Sair da monotonia… É importante lembrar que rotina e monotonia não são a mesma coisa, mesmo parecendo que se fundem às vezes. Rotina é o que fazemos habitual, rotineiramente. Em outras palavras, podemos dizer que é o que fazemos de costume. Já monotonia, podemos definir como algo que é feito automatizado, ou melhor, roboticamente. Nesse caso, podemos entender objetivamente que, embora seja algo parecido, que muitos definem como a mesma coisa, tem total diferença quando observamos de outro ângulo. Todos os dias minha rotina é atender pacientes em consultório, na clínica, mas isso jamais foi monótono, pelo contrário, cada paciente traz a marca da unicidade e da diferença que me mantêm com o desejo acesso de permanecer nessa rotina até o fim dos meus dias, enquanto eu puder escutar… Aplicando ao sexo, pode ser costume fazerem amor na cama, mas “o como” usar essa cama pode fazer toda a diferença desde mudar de lugar com o parceiro, até travar uma guerra de travesseiros para dar um tom lúdico ao sexual, por que não? A monotonia instala-se na relação por causa da presença das rotinas diárias malconduzidas. À medida que o casal vai convivendo mais, vão se criando algumas rotinas ainda que não se deem conta disso. Se pensarmos bem, elas facilitam na organização das tarefas e no cumprimento das obrigações que não existiam na época do namoro. O problema é quando essas rotinas não deixam espaço para momentos rotineiros de intimidade e prazer a dois, quando a rotina de outras atividades engolem o casal. Em casos extremos, tudo passa a ser pensado, calculado e planejado e até o sexo, quando existe precisa ter dia, hora e local marcados para se encaixar na programação diária. Aí, entra o roteiro habitual e sai a emoção e o desejo espontâneo de estar junto… É preciso entender que no caso da vida a dois, a rotina é inevitável e até positiva, mas a monotonia deve ser questionada e trabalhada! Fazer algo de forma automática é tirar a emoção e isso é muito perigoso! O sexo pode virar um hábito da vida do casal, mas não precisa ser uma rotina monótona… Deu para sacar meu ponto de vista? O problema da rotina é quando ela é massacrante e é pano de fundo para a mudança no desejo sexual e, consequentemente, na qualidade do sexo. Aqueles detalhes que traziam o brilho da relação vão se apagando por falta de manutenção, ou seja, deixam de ser rotineiros… Aqueles jantares a dois, em restaurantes do tipo românticos, que aconteciam habitualmente, vão sendo substituídos por lanches rápidos no balcão da cozinha. Nada de luz de velas, a televisão pode iluminar muito bem ou até a tela dos celulares. Os papos que varavam as noites, entrando nas madrugadas, são trocados por relatos de agendas e muitas vezes interrompidos pelas notícias da hora, o choro das crianças, um latido do cãozinho de estimação, um toque do celular. O prazer costumeiro de se arrumar para o outro escolhendo cada peça de roupa, cada detalhe do cheiro à cor, cede lugar à repetição de descuido, marasmo e falta de porquê para manter a chama da conquista, da sedução, do motivo para a ação, da motivação. Aí gente, essa rotina inevitavelmente se tornará monótona e sem graça, trazendo consequentemente insatisfação bilateral no caso dos casais. A sobrecarga de atividades rotineiras faz qualquer um esquecer de sexo. A ideia de curtir o parceiro fica para depois, adia-se alegando precisar de mais calma e carinho. Esse “depois” facilmente vira “nunca” e as outras atividades acabam virando prioridade e a cama, passa a ser lugar de apenas dormir. Precisamos compreender que tanto a rotina quanto a monotonia fazem parte do nosso cotidiano, porém, é preciso identificar e, além disso, diferenciar o que é indispensável, o que de fato vai ser importante para você e para o casal. É preciso descartar com afinco aquilo que tira a sua energia de estar junto, na vida a dois, pelos dois, para os dois.
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VOCÊ SABE O QUE É TERAPIA SEXUAL?

ENTÃO… Problemas, das mais diversas causas, estão sempre nos desafiando, dificultando o nosso dia a dia. A vida é assim, um permanente enfrentamento de problemas… Mas, existem alguns problemas que são mais complicados, difíceis de se compreender e de serem solucionados sozinhos. Um exemplo é a dificuldade sexual.
A pessoa pode se acostumar a sofrer e deixa de procurar ajuda profissional, muitas vezes por vergonha devida à educação repressora, sentimento de impotência ou anormalidade frente à situação, desinformação sobre sexualidade ou falta de profissionais adequados para ajudar… Atualmente mais da metade da população brasileira apresenta alguma dificuldade em termos sexuais algum problema relacionado ao sexo. E uma minoria procura ajuda.
As disfunções sexuais estão entre os principais motivos para uma pessoa buscar a ajuda de um psicólogo especializado em sexualidade. Esse tipo de problema tem origem orgânica ou psíquica, sendo frequentes os casos em que as questões psicológicas predominam.
Os homens, na maioria dos casos, procuram auxílio de um psicólogo para lidar com quadros de ejaculação precoce e problemas de ereção (disfunção erétil, também chamada de impotência). Nas mulheres, o problema mais comum é o desejo sexual hipoativo, ou melhor dizendo pouca libido, tesão diminuído.
A indicação da terapia sexual, entretanto, tem uma abrangência muito maior porque pode lidar com dificuldades relacionadas ao desejo sexual, à excitação e ao orgasmo. E isso inclui um quadro de desejo sexual exagerado ou de sexo compulsivo, perda de libido ou baixo interesse sexual, dor sexual, necessidade de entender questões de identidade e gênero, para ser capaz de assumir a própria sexualidade, para aprender a enfrentar os problemas decorrentes da menopausa, para lidar com os quadros de aversão sexual, entre outros.
No caso de casais, a falta de equilíbrio entre o universo masculino e feminino também seria um fator delicado na relação. Muitos casais sofrem por causa de “desencontros sexuais”. Por exemplo, homens que querem ter uma relação sexual para relaxar e/ou suplantar um problema pontual, quando, para as mulheres, o desejo pelo sexo normalmente está ligado a uma situação de intimidade emocional. Outra questão comum que retrata esse “desencontro” é a frequência sexual. Parece que os homens desejam fazer sexo com mais frequência que as mulheres…
A terapia sexual serve para resolver, basicamente, esses problemas, ou seja, toda e qualquer disfunção ou insatisfação de cunho sexual. Por isso, em geral, é um tratamento mais rápido, mais focal, mais breve mesmo. A terapia sexual normalmente envolve o casal, mas também pode-se trabalhar com o paciente individualmente. Ela deve ser realizada somente por psicólogos ou médicos com pós-graduação ou especialistas na área de sexualidade.
Muitas pessoas têm medo do que podem descobrir a respeito de si mesmas e não procuram auxílio. Portanto, quando um paciente inicia uma terapia sexual, ele já está cinquenta por cento melhor, só pelo fato de ter conseguido reconhecer que tem problemas sexuais, que precisa de ajuda e ter decidido procurá-la.
As disfunções sexuais são consideradas sintomas psicossomáticos, ou seja, são a expressão no corpo de um profundo distúrbio emocional. A maioria, quase totalidade, dos problemas sexuais tem causas psicológicas e emocionais. A proposta da terapia sexual é transpor, com a orientação adequada e de forma breve, os obstáculos que interferem no bom funcionamento da relação sexual. Não há contatos íntimos com o paciente, todas as atividades são discussões e orientações técnicas e profissionais, através de exercícios e tarefas eróticas desenvolvidas preferencialmente pelo casal, em casa…
A terapia sexual ajuda na aproximação do casal, melhora a comunicação, o conhecimento do próprio corpo e do corpo da parceria, descoberta de novas possibilidades de prazer e excitação para si mesmo e para o outro…
Fazer Terapia Sexual é melhorar o sexo, mas é ir muito mais além… É poder além de eliminar a dor, o incômodo e a insatisfação… É ter a oportunidade de conhecer a dimensão da vivência na sexualidade, como uma atividade íntima, prazerosa e saudável, sem medo de um real encontro consigo e com o outro, sem medo de ser feliz…

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Meninos vestem azul e meninas vestem rosa?

Então, há pouco mais de um mês, esse assunto ganhou as redes sociais que foram coloridas de azul e rosa. Depois disso, tons de protesto, piadas, deboches escancarados, enfim… O que venho tratar aqui não é sobre o fato de ter levado ao pé da letra o discurso da excelentíssima ministra da mulher, família e direitos humanos ou qualquer má interpretação da fala da mesma. O que pretendo provocar é reflexão!
A ministra alega que usou uma metáfora. Dessa forma, se foi uma metáfora, tinha relação com o quê? Era sobre uma paleta universal de cores? Alega que temos no Brasil o “Outubro Rosa” que diz respeito ao câncer de mama e que temos o “Novembro Azul”, que é com relação ao câncer de próstata com o homem. A defesa se respalda então no respeito à identidade biológica das crianças. E aí me vem a pergunta: E quem foge desse “natural” não pode ser respeitado?
Na verdade, o discurso da ministra faz uma referência clara à questão de gênero. Mais do que a discussão sobre a diversidade sexual, o tema abrange a educação sexual nas escolas, que já é um assunto que causa mal-estar nacional. O que acontece é que existe uma real ignorância em relação ao significado de ideologia de gênero e, consequentemente, educação sexual nas escolas…
E vamos aos significados: Ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal. Mas, podemos dizer que é um conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma determinada classe.
A palavra gênero significa a diferença entre homens e mulheres que, construída socialmente, pode variar segundo a cultura, determinando o papel social atribuído ao homem e à mulher e às suas identidades sexuais. Tipo assim: Mulheres cuidam da casa e dos filhos e homens sustentam financeiramente a família…
Já a palavra Questão significa ponto que suscita ou se presta à discussão, pergunta, interrogação…
Então, juntando definições podemos dizer ideologia de gênero é um conceito que ficou popularmente conhecido, mas que poucos usam a expressão de forma correta, sabendo o que ela significa realmente e, principalmente, qual seu propósito. Na verdade, ela se refere ao debate sobre as questões de gênero. Por isso, não se trata de ideologia porque não estamos falando de convicções e sim sobre discussão, indagações, questões que estão aí, na nossa realidade, muitas vezes dentro da nossa própria família… Dessa forma, como ignorar questões de gênero?
Será que existe apenas o gênero masculino e feminino? São tantas questões, MUITO ALÉM DO GÊNERO…
Nunca pensei que em pleno 2019 iríamos ter que voltar a discutir que cor não tem gênero.
Por fim, vale ressaltar que, apesar de o assunto ainda deixar a desejar em termos de compreensão, desejamos uma Educação sexual ampla, que abrace os aspectos biológicos, mas também sociais e políticos da afetividade e sexualidade humana. Queremos cidadãos que ajam com responsabilidade, com decisões éticas em busca da tolerância e o respeito pela diversidade e, primeiro de tudo, em nome do amor.
A luta que temos é para que as escolas ofereçam conhecimentos básicos sobre a sexualidade, de forma que as crianças conheçam seu corpo, entendam sobre a formação da vida e, inclusive, aprendam a identificar o que possa ser um abuso sexual.
Grande parte da população acha que, ao se falar sobre sexualidade na escola, estaríamos sexualizando as crianças muito cedo ou ensinando-as a ser isso ou aquilo, o que é absurdo. Não é possível influenciar a sexualidade de ninguém e nem é esse o objetivo. Falamos sobre direitos humanos porque queremos ensinar as crianças a serem cidadãos conscientes e capazes de respeitar as diferenças.
Não podemos cegar diante de uma criança que começa a desenvolver uma necessidade em se manifestar de acordo com o gênero oposto ao qual foi designado ao nascer: essa realidade está diante dos nossos olhos. Precisamos e devemos dar apoio e acolhimento porque o amor sim, deve ser incondicional. Estamos falando de DIREITOS HUMANOS.
Independentemente da cor da roupa, ou da orientação — do vestuário ou sexual —, o equilíbrio e o diálogo são o caminho ideal para a tolerância e respeito às diferenças. E o bom-senso, gente, nunca pode ficar de fora…
Direitos humanos não tem ideologia, tem a dignidade de quem protege vidas. Simples assim…

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Quem tem mais desejo sexual, o homem ou a mulher?

O desejo sexual é constantemente definido como a motivação para procurar experiências sexuais solitárias ou com um parceiro. Acho que podemos dividir o desejo em fases. A primeira delas é a percepção. Depois, entra a questão emocional. Sinais e sintomas físicos como o coração acelerado, suor frio, calor… Uma relação sexual, portanto, tem início antes do ato sexual em si. Começa com um pensamento, com uma mensagem, um telefonema. O sexo é uma deliciosa construção…
O senso comum admite que os homens têm maior apetite sexual do que as mulheres…, mas, nem sempre o pensamento comum é o correto, não é? Comum significa habitual, usual, não necessariamente uma verdade. E muito menos é absoluta.
Esse tema aparece frequentemente no meu consultório: Na maioria das vezes, mulheres referem falta de desejo sexual e os homens reclamam sobre o excesso de desejo e muito pouco sexo… Segundo pesquisas, até 40% das mulheres referem não sentir nenhuma vontade de ter relações sexuais. Esse é um número extremamente elevado, vocês não acham? É preciso analisar como o desejo sexual da mulher é avaliado. Digo isso porque o desejo está, muitas vezes associado ao relato da vida sexual da pessoa. Sendo assim, sabemos que a frequência da atividade sexual relatada por homens é bem maior do que aquela mencionada pelas mulheres. Precisamos ficar atentos nestas diferenças porque elas podem ser consequência das normais sociais, dos preconceitos e das restrições à expressão das mulheres da sua sexualidade. Homens com alto nível de desejo sexual são viris; mulheres com elevado nível de desejo sexual são “taradas”.
Fica claro que existe um duplo padrão de comportamento: os homens são incentivados a ter e realizar atitudes sexuais, ao passo que as mulheres têm sido educadas para serem conservadoras sem poder expressar livremente seus desejos e práticas sexuais.
Outra questão importante é a dos objetivos sexuais. O desejo sexual em homens parece estar estreitamente relacionado com o comportamento sexual, como o prazer e orgasmo. Para as mulheres, a atividade sexual não parece ser o único objetivo para a “satisfação do desejo”. Elas desejam mais intimidade e proximidade emocional, conexão e sintonia acima de tudo.
Mais um ponto que podemos refletir é que os homens parecem conseguir separar o sexo do amor, diferente das mulheres que parecem só saber fazer amor. Mas, usei o verbo “parecer” porque tenho lá minhas dúvidas. Novamente afirmo que os homens geralmente lidam com o assunto sexo de forma mais aberta e sem censura, não precisando do amor como álibi. Já as mulheres, por questões sociais e culturais ainda não despertaram para o sexo de maneira plena, absoluta e livre de sentimento. Fazer sexo somente com amor…
O desejo sexual da mulher é mais complicado, por terem menor influência biológica, elas precisam de muito mais estímulos para ficarem excitadas. Já os homens, excitam-se espontaneamente e com mais frequência. Um simples estímulo sexual pode gerar excitação. Digo sempre que o homem é um forno de micro-ondas e a mulher um forno tradicional.
Tem uma ainda uma questão cultural que prejudica a libido da mulher: a angústia de não corresponder à imagem da mulher ideal, dos sonhos masculinos, dessas que rebolam na televisão e posam para revistas masculinas. Numa sociedade altamente erotizada, que privilegia cada vez mais a “paniquete” e a “poposuda”, a cama pode ser o palco de uma tremenda frustração para quem não apresenta medidas e desempenho próximos da perfeição… E aí, o desejo das mulheres é pouco a pouco reprimido, até sumir de vez…
Assim, a avaliação do desejo sexual de homens e mulheres deve considerar as dimensões subjetivas da sexualidade de cada um… E para finalizar, neste ranking de desejo sexual, não há vitoriosos, já que homens e mulheres são, felizmente, diferentes…
Bons desejos para vocês…

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Afinal, tamanho é documento?

Pois é, será que existe alguém que não nutre um mito ou uma crença em relação à sexualidade? A sexualidade é campeã em ideias enganadas e distorcidas. A família, a sociedade, a nossa cultura, a religião, vão estabelecendo regras sobre o que é certo e errado, permitido e proibido, bom ou ruim e acabam moldando crenças e mitos que muitas vezes nos impedem de vivenciar a sexualidade de forma saudável e plena.
No caso dos homens, existem vários mitos que podem causar dificuldades sexuais. Mas, tem um deles que é talvez o um dos mais enraizados: “O TAMANHO DO PÊNIS INFLUI NO PRAZER”.
Desde sempre, o tamanho do pênis é associado à força e ao poder masculino. Não é estranho, portanto, que tudo, absolutamente tudo o que se relacione com força, potência sexual e virilidade, esteja condicionado ao tamanho do pênis. E por mais que os tempos evoluam, alguns “pre(conceitos)” permanecem entranhados na nossa cultura.
Na minha humilde opinião, tudo vai depender do que você sabe realmente sobre o assunto e do quanto desse saber, você consegue assimilar como verdade. Tem homens que acham que uns centímetros a mais dentro da cueca podem fazer milagres. E acabam por fazer dessa máxima, uma condição suficiente para agradar no sexo. Mas, só isso não traz felicidade, tão pouco no assunto cama. Ser abençoado pela natureza pode tornar um homem imbatível no quesito tamanho, mas é importante lembrar que, saber o que fazer com essa dimensão toda é ainda mais significativo.
A lenda do tamanho do pênis relaciona um pênis menor com a impossibilidade de conseguir ficar ereto, ou de obter ou dar prazer. Mas, para derrubar essa fantasia, a Sociedade Brasileira de Urologia afirma que desde que você consiga obter e manter ereções suficientes para penetração, que permita levar a relação sexual até o final, não há necessidade de se preocupar com o tamanho. É o tamanho de sua preocupação que pode perturbar de verdade…
Mesmo as informações vindas de fontes seguras nem sempre convencem a todos… Habitualmente, essa angústia aparece na clínica. Talvez valha a pena perguntar-se: “Você está seguro com o tamanho do seu pênis? Possui algum trauma referente ao tema? “
A discussão se tamanho é documento é sempre polêmica porque envolve aspectos culturais, emocionais e íntimos. E isso tem tudo a ver com a biografia do sujeito e com sua forma de pensar, sentir e viver sua própria sexualidade. Mas, será que não os próprios homens, que se preocupam demais com isso e se esquecem do que é fundamental? Porém, o que seria fundamental no sexo? Os homens também costumam achar que as mulheres dão muita importância ao tamanho do pênis – relato também constante em terapia. Os que cultivam essa crença talvez nunca se propuseram a consultar uma mulher sobre esse assunto… Talvez se fizessem isso ficariam surpresos em saber que, o mais importante para elas pode ser a capacidade do homem em ser agradável, atencioso, envolvente e com opiniões firmes. É o tamanho do desejo do homem em conhecer os desejos da mulher que faz diferença.
Portanto, é preciso dizer claramente, que o prazer do homem e da mulher não têm absolutamente nenhuma relação com o tamanho do pênis. E por uma simples razão. Hoje se sabe, com segurança, que a área de maior sensibilidade feminina é o clitóris e a entrada do canal vaginal. Todo órgão masculino capaz de “roçar” a parte inicial, ou seja, a entrada da vagina, estará tocando direta ou indiretamente o clitóris e o tecido ao redor. Essa região mede um terço do tamanho total da vagina, ou seja, em torno de 3 cm a 5 cm, a partir do introito vaginal. Então, sabendo disso, é possível concluir que um pênis que consiga penetrar esta região pode estimular perfeitamente o prazer da mulher. Não se trata de tamanho, mas de compreensão do corpo da mulher…
Então, por que desejar ter alguns centímetros a mais de pênis? O tamanho da sua disposição e disponibilidade é o que importa de verdade. O prazer está ligado na sintonia, na química do casal! É isso que tem valor na hora do sexo. Ser um bom amante não depende das dimensões dos órgãos sexuais, mas da extensão da qualidade, da sedução, do carinho e dos bons sentimentos envolvidos…
…Pequeno, grande, grosso ou fino, o homem precisa saber usar. Essa é a grandeza do segredo…

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Virgindade: Um tabu que ainda atormenta

Para começar, podíamos analisar o termo: perda da virgindade.
Por que usamos a palavra perda?
Quando falamos em perda, vem logo a ideia de prejuízo… seria isso então? Temos um prejuízo em perder a virgindade? Por que não podemos pensar em ganho? É um momento no qual permitimos acessar nossa sexualidade… é quando nos entregamos à possibilidade de encontro com o prazer com o autoconhecimento através do outro… A cultura, a religião, a educação e a sociedade acabam por passar ideias errôneas que nos amarram em certezas que muitas vezes não são verdades. Aprendemos que as mulheres perdem a virgindade a partir do rompimento do hímen através da penetração. Isso é verdade? Acho esse assunto bem controverso… Reflita comigo: Se a mulher cair e tiver uma ferida interna que rompa o hímen ou se levar uma queda e esse “selo” se romper, então ela não é mais virgem? Se ela tiver nascido sem hímen, nunca foi virgem? E aqueles casos de hímen mais elástico que não se rompe de cara? Fica-se virgem para sempre? Se isso é verdade, qual a importância real da virgindade física de uma mulher? É preciso explicar então, que modelo/tipo de rompimento do hímen conta como “perda da virgindade”.
Rompimento do hímen é por penetração?
Precisa ser a penetração de um pênis? Se sim, pessoas com vagina que não se relacionam sexualmente com pessoas com pênis, são virgens? Há aqueles que dizem que se perde a virgindade depois de se ter tido relações sexuais. Certo, mas o que seriam relações sexuais? Sexo oral e sexo anal contam? Pois, é … Tantas perguntas e tão poucas certezas… Com tudo isso, parece que há apenas uma virgindade, quando, na verdade, no sexo existem muitas primeiras vezes que podem ser muito simbólicas.
Inclusive são mais significativas que a própria penetração.
Não é o significado da perda de uma pele, mas o seu significante para o sujeito. Uma das razões de nossa quase obsessão pela virgindade é o modelo sexual que ainda impera em nossa sociedade: o “coitocentrismo”. É uma concepção da sexualidade voltada para o genital e devedora da importância que historicamente concedemos à reprodução. Na verdade, a perda da virgindade envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas, além dos vínculos de intimidade… O que está em jogo então não é essa pelinha inútil que você tem no corpo, mas o que você viveu e compartilhou fisicamente e emocionalmente com alguém… O buraco é bem mais em baixo… O simbolismo da virgindade feminina tem ainda forte peso na sociedade. Um peso cheio de preconceitos, crenças limitantes e muito tabu. O homem, quando desvirginado, parece não perder nada. Pelo contrário! É viril, macho e pegador. A mulher perde, mesmo que seja um pedaço minúsculo de pele… Parece perder o respeito, sofre por se tornar dona de sal sexualidade. Há não muito tempo, se a mulher não fosse mais virgem, não servia para casar e poderia até perder o convívio com a família. Mesmo em muitas sociedades que avançaram no conceito de igualdade entre homens e mulheres, a virgindade feminina mantém seu status de preciosidade. Podem acreditar. Vivemos um duplo padrão de educação sexual. O homem é educado para ser o garanhão e a mulher para ser apenas de um ou de poucos homens. Quanto mais a mulher se resguardar, mais será valorizada. Quanto maior o número de experiências
sexuais
o homem tiver, mais macho ele será. Precisamos rever conceitos… Acredito que sou um exemplo vivo de como as crenças podem ser limitantes para nossa vida. Minha iniciação sexual foi marcada por sentimentos bem ambivalentes. Por um lado, eu tinha certeza do que queria e da importância da sexualidade na minha vida. Por outro, por não ser casada, pesava insuportavelmente a culpa pelo fato de “terem me dito via educação” que se eu tivesse relação sexual antes do casamento, nenhum homem iria querer ficar comigo e tão pouco assumir um matrimônio. Ou seja, deixar de ser virgem parecia que me impunha o estigma de um ser indigno e, no momento em que eu acreditava me tornar mulher no sentido sexual, arriscava não ser mais desejada ou “permitida” para nenhum homem. Acredite! Eu tive febre alta quando me autorizei “ganhar” a sexualidade na minha vida. Passava pela minha cabeça desde castigo divino futuro, até descoberta das pessoas e exposição negativa na sociedade. Não posso esquecer que, além de todas essas angústias, ainda pairava o medo de ser rejeitada pelo autor da retirada da minha pureza. Hoje sei que o mais importante são as questões de ordem emocional e psicológica. Elas sim precisam estar amadurecidas antes da primeira relação sexual, independentemente da idade. O essencial é começar a ter a vivência sexual quando já se tiver também a responsabilidade das consequências desse ato. Não basta somente fazer, é preciso poder responder por isso! Assim não perdemos a virgindade, mas, ganhamos autonomia e autogoverno na direção do prazer sexual e de uma vida plena.

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SOCORRO! MEU DESEJO SUMIU!

O ser humano é movido pelo desejo porque ele é intrínseco à condição de estar vivo. Toda grande descoberta, um relacionamento ou ainda uma solução para um problema, tudo nasce do desejo. Mas, se ele é tão essencial, por que desaparece muitas vezes no âmbito sexual?
Vamos começar com algumas perguntinhas: A cama tem sido somente para dormir? Dormir tem sido o maior desejo reservado para a cama? Há quanto tempo você se sente sem apetite sexual? Há algum desconforto físico que tem acabado com seu desejo? Se tiver parceria, como anda a relação? Alguma angústia relacionada a outros fatores da vida? Essa busca íntima por respostas vai ser essencial para a compreensão e, consequentemente, para procurar ajuda e resolver.
É preciso entender o seu padrão sexual e deixar claro que não existe medida exata para o desejo. Baixa de libido só é preocupante se começar a trazer sofrimento ou se, comparando com um período anterior, houver uma defasagem muito grande na frequência das relações. É uma questão pessoal, em que não se estabelecem limites mínimos ou máximos – um aspecto subjetivo e individual. Portanto, não é porque os outros alegam transar todos os dias que você vai se desesperar e se forçar a ter o mesmo ritmo… Cada qual com sua singularidade.
Na minha experiência de consultório, escuto diariamente sujeitos com esta queixa: “Meu desejo acabou”. Confesso que ouço mais das mulheres, mas, para minha surpresa, percebo que tem aumentado muito por parte dos homens. O que está acontecendo?
Sabe, até o presente momento, ainda não tive nenhum caso de desejo hipoativo que tenha exclusiva causa fisiológica. Cem por cento das vezes, na minha vivência particular no setting terapêutico, a ausência de desejo se dá também, por questões relacionais. Primeiro descartamos os desequilíbrios hormonais que podem inibir a libido ou qualquer outra causa fisiológica que pode estar diminuindo o desejo sexual. Mas, são os “desajustes mentais” que acabam bloqueando a manifestação natural de tesão em uma relação. Sentimentos como culpa, medo e ansiedade são inimigos naturais das relações sexuais. Eles agem sutilmente, mas, suas consequências são de ordem prática. E o ponto-chave é o sujeito se dar conta de que o corpo apenas reage aos conflitos internos. Se o desejo não está mais presente é porque algo aconteceu e, recuperá-lo, passa a ser um exercício mútuo de descobrimento, de si mesmo e de sua parceria.
Você consegue imaginar a gama de questões que podem mexer com o seu desejo sexual? Muitas vezes são questões inacessíveis à consciência do paciente e o trabalho de escuta exige muita percepção. O desejo vai embora quando estamos fracos, tristes, cansados, doentes ou magoados. E esses sentimentos e emoções surgem por milhares de motivos.
A sociedade costuma focalizar o desejo na juventude, como se à medida que se envelhece ele fosse findando ou não se renovando. É preciso assimilar que somos seres sexuados. Nossa sexualidade começa quando nascemos e nos acompanha até a hora de nossa morte. Por isso, se você sente que seu desejo está inibido, procure ajuda para compreender o que está acontecendo com você.
Na hora de falar no pacote pró-sexo, existem três fatores que julgo essenciais: Autoestima, mente tranquila e autoconhecimento. Pode acreditar que essa tríade equilibrada, mantém o desejo acesso… Por outro lado, a desarmonia da mesma, traz sofrimento ao sujeito e abala sua libido.
Não há como fugir, gente. Os dilemas psicológicos interferem diretamente na disposição para o sexo. Diante de estresse, ansiedade e baixa autoestima, o desejo sai de cena e sai da cama também…
Temos vivido rotinas pesadas, trabalho em excesso, tempo escasso, ansiedade, estresse, enfim… Após um dia longo e cansativo, é mais do que plausível que você não esteja a fim de sexo. Que o cansaço domine e o sono seja o verdadeiro desejo…
Por tudo isso, deixo aqui uma dica: Não espere o desejo sexual sumir de vez… Ao menor sinal de baixa na libido, pare, reflita e, acima de qualquer coisa, procure ajuda. Tudo se resolve… Porque depois de tudo, o que sempre deve restar é o DESEJO…

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O que é ser um homem bom de cama?

Falar sobre esse assunto pode parecer estranho para alguns que supõem que o homem já nasceu sabendo tudo sobre sexo. O mito da masculinidade parece fazer muitos homens acreditarem que não precisam saber nada sobre sexualidade, que não têm nada de que se liberarem. A maioria dos homens ainda persegue o ideal masculino da nossa cultura — poder, força, sucesso, nunca falhar, disposição eterna, desempenho top.
Pessoalmente, não tenho dúvida de que essa busca leva à perda da autonomia. O homem “precisa” seguir um padrão e acaba se obrigando a ser quem não é em nome de um ideal que, por ser ideal, é inalcançável e gera frustrações. Você não imagina como tenho escutado homens sofridos, perdidos, questionando sua própria capacidade de SER HUMANO por não conseguir fugir do que se estabeleceu como virilidade, masculinidade, bom de cama, ser homem, etc.
Está mais do que na hora de questionarmos essa cultura machista e patriarcal… Porque se ela é tão maravilhosa, por que tem aumentado o número de casos de disfunção sexual masculina em homens jovens sem qualquer problema no âmbito físico? É a cabecinha de cima que tem precisado de cuidado! É preciso questionar, refletir e tentar encontrar um caminho onde a liberdade e independência de SER, prevaleçam. Não resta dúvida de que os estereótipos tradicionais de masculinidade têm mexido com a capacidade de prazer sexual do homem.
Então, acredito que um homem bom de cama é aquele que, humildemente, se reconhece como aprendiz incessante sobre a sexualidade. Tem curiosidade, reflete, questiona o parece certo, testa, confere, e, acima de tudo, é capaz de inovar por acreditar que nada é estático, que as diferenças são saudáveis e que o que deu certo com alguém, pode não funcionar com outro alguém.
O homem bom de cama consegue experimentar a intimidade emocional e não somente a sexual. Permite que a emoção entre nas relações sem medo de perder o controle porque já sabe que, sentir e controlar pode ser bem complicado no quesito “envolver-se”.
O homem bom de cama, entende que o caminho pode ser mais prazeroso que a chegada ao destino orgástico. Investe nas preliminares porque compreende que despertar desejo é um processo e não um fim. E que o clímax maior é consequência e não causa…
O homem bom de cama escuta sua parceria não somente no que se diz, mas no olhar, nos gestos, nos toques, nas atitudes. Ele procura descobrir o outro e não fazer o que, supostamente, “tem que ser feito”.
O homem bom de cama, demonstra ternura, se entrega relaxado à troca de prazer com a parceria. Falhar não é uma ameaça constante, porque ele já compreendeu que é um SER HUMANO imperfeito, que pode fraquejar e que o sexo não precisa ser uma experiência ansiosa e limitada, mas uma vivência única e especial.
O homem bom de cama escapa do “treinamento sexual dos meninos” e, ao invés de tentar convencer alguém a “dar”, escolhe a conquista, a sedução. Sabe que numa relação a dois, não há ordens e sim, pedidos, permissão e muito desejo bilateral.
O homem bom de cama tem liberdade sexual não por ser macho ou por poder colecionar parcerias, mas por saber escolher uma e pagar o preço de ficar por desejar. É ser ativo no seu desejo, mas jamais pecar pela falta de escuta do outro. Ser homem é não ter que perguntar “foi bom pra você”, por saber que fez o melhor para sentir e dar prazer.
O homem bom de cama é aquele que, sempre revisita sua maneira de ser, buscando mudar, evoluir. Porque não aceita verdades sexuais impostas. Ele questiona fórmulas prontas, dispensa explicações óbvias e, acima de tudo, abraça a subjetividade para vivenciar a sexualidade com prazer e plenitude.

Acesse meu novo vídeo no Youtube:https://www.youtube.com/watch?v=KRKf_-CuCuo&feature=youtu.be

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O que é uma mulher boa de cama?

Então, muita gente acha que ser boa de cama tem a ver com performance sexual, tipo aquela mulher que faz de A a Z na cama, que seja ser capaz de todas as posições do Kama Sutra. Há quem pense que ser boa de cama é fazer tudo o que a parceria deseja e quando ela quiser, ou seja, ser objeto do desejo do outro…
Pois é, para mim, não tem a ver com desempenho. A mulher boa de cama é aquela que tem autoconhecimento. Ela conhece o seu próprio corpo e o explora sem medo do prazer pessoal. É aquela que se sente segura consigo mesma e com o que está fazendo. Ela entende a sexualidade como algo que depende de sua atitude ativa e sabe que é a responsável por conduzir sua parceria para a satisfação de seus desejos…
A mulher boa de cama deseja satisfazer o seu parceiro, mas deseja também satisfazer a si mesma. Para ela, a ideia de fazer apenas o que o outro quer não significa que será uma expert na arte do sexo. Ela entende sexo como troca, e não entrega unilateral.
A mulher boa de cama não tem medo de ousar, de se permitir, ela não tem medo de dizer o que gosta e principalmente o que não gosta. Ela é segura o suficiente para ser o que é e, para dar vazão a suas fantasias sexuais. Porque ela compreende que sexualidade vai muito além do coito e que não se restringe aos genitais.
A mulher boa de cama é aquela que se sente livre para se expressar em palavras, em gestos, em movimentos e em emoções sem medo de ser analisada, avaliada, julgada. É uma mulher que sabe o que deseja e busca realizar-se na sexualidade. Uma mulher boa de cama é aquela que se aceita como é, que entende seu corpo como parte de seu ser e que valoriza o que tem de bom e de belo, sem dar asas aos defeitos que muito pouco falam de si mesma.
A mulher boa de cama não tem receio de inovar, de se permitir, de descobrir novos prazeres. Ela está aberta a novos conhecimentos e entende que sempre pode aprender algo novo para melhorar sua sexualidade e apimentar seu prazer.
Para mim, uma mulher boa de cama é aquela que vai para a relação sexual estando presente e participativa. É aquela que assume a atividade no ato sexual não depositando na parceria, a responsabilidade de fazê-la ter um orgasmo. A mulher boa de cama é aquela que está presente de corpo e alma na relação, sem reservas, totalmente entregue ao ato.
A mulher boa de cama não tem disposição para o sexo todos os dias. Ela valoriza qualidade e não quantidade. Ela prefere aquele sexo que deixa ótimas lembranças no dia seguinte do que aquela rapidinha que a fez desejar acabar logo. A mulher boa de cama faz sexo porque deseja e não porque precisa cumprir seu papel de mulher comprometida. Mesmo quando o desejo não é tão evidente, ela permite a aproximação da parceria porque se conhece bem e sabe que é só estimulá-la que a coisa esquenta e o desejo emerge.
De tudo que eu escrevi o que mais me toca e me parece mais verdadeiro é o fato de a mulher boa de cama gostar de si mesma e do que está fazendo. Porque acredito firmemente que o restante, será consequência… Sexo é descoberta de prazer consigo e com o outro. Se você se ama, gosta de sentir prazer e tem prazer em dar prazer para o outro, pode ter certeza de que a sexualidade é um aprendizado constante com satisfação garantida…