Bom dia Mercado

23 de julho de 2015 por pedrowanderley

Bom dia,    

 

 

Brasil  Redução da meta fiscal, Lula procura FHC, desemprego sobe e novo reajuste do judiciário.

Lula busca FHC para discutir crise e conter impeachment – Segundo a Folha, o ex-presidente Lula autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. O encontro ocorreria em agosto após FHC retornar de férias pela Europa. A intenção é dissipar dentro do PSDB as forças que trabalham pelo impeachment, após a crise que envolve Dilma aprofundar-se nas últimas semanas, com o avanço das investigações. Membros do PSDB que são contra o impeachment, acreditam que um diálogo com o PT possa arranhar a imagem do partido, sendo visto como conchavo.

Governo reduz meta fiscal – Respondendo ao fraco crescimento econômico e diversas frustrações de receitas, o governo federal reduziu a meta de superávit primário de 2015 até 2017. Para este ano a meta foi reduzida de 1,1% do PIB para 0,15%, ou seja, uma economia de R$8,7 bilhões ao fim do ano, em vez dos R$ 66,3 bilhões da meta anterior. A união contribuirá com R$5,8 bilhões e os Estados e municípios colaborarão com R$2,9 bilhões. Para 2016 a meta sai de 2% e vai para 0,7%, enquanto em 2017 os mesmos 2% serão 1,3%, apenas 2018 é visto como um ano em que será possível alcançar os 2% inicialmente previstos. Com isso a dívida bruta com relação ao PIB, terminará o ano em 64,7%, em 2016 66,4% e começa a recuar em 2017 quando caminha para 66,3%, finalizando 2018 com 65,6%. A decisão foi vista como uma perda de Joaquim Levy na queda de braço com Nelson Barbosa, e ainda existe grande questionamento se conseguirão atingir os 0,15% propostos.

Desemprego sobe acima do esperado- O desemprego no Brasil subiu de 6,7% em maio para 6,9% em junho, acima dos 6,8% esperados pelo mercado. Em junho de 2014 a taxa estava em 4,8%, portanto uma alta de 2,1% na comparação anual, essa que é a maior taxa para um mês de junho desde 2010. O rendimento médio real habitual veio superior a maio em 0,8%, mas inferior na comparação anual em 2,9%.

Governo revisa previsões para economia – O governo revisou para retração de 1,49% sua previsão para o PIB em 2015, conforme o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3° bimestre. A última revisão, feita em maio, teve um corte na projeção do PIB de -0,9% para -1,2%. A nova projeção está mais próxima dos 1,5% previstos no Boletim Focus. Para o IPCA, a previsão passou de uma alta 8,26% para 9% em 2015, ante elevação de 9,15% estimada no último boletim Focus. Com relação ao câmbio, a estimativa do governo é que o dólar médio em 2015 fique em R$ 3,07, contra R$ 3,08 apontados no último relatório e a previsão da Focus de R$ 3,09.

STF e Planejamento retomam discussão sobre reajuste do judiciário – Em resposta após o veto da presidente Dilma, as negociações entre o Supremo Tribunal Federal e o Ministério do Planejamento sobre reajuste de salários dos servidores do Poder Judiciário devem ser retomadas nesta quinta-feira. O projeto de recomposição salarial era de até 78,6%, o governo estuda agora uma proposta de reajuste em torno de 21% para todos os servidores públicos.

Se TCU condenar pedaladas, Governo defende que regra só deve valer a partir de 2015 – O governo entregou ontem sua defesa formal ao TCU, que analisa as contas federais de 2014. O documento contém uma clara indicação da tese principal do governo: caso o TCU entenda que as “pedaladas fiscais” infringiram a Lei de Responsabilidade Fiscal, o entendimento só pode começar a valer a partir de agora, do exercício de 2015, e que uma reprovação das contas do passado não faz sentido.

Reunião do CMN e balanços no radar local- A agenda de indicadores desta quinta-feira tem como destaques a sondagem da indústria da construção do mesmo mês (11h00), a Presidente Dilma Rousseff reúne-se com o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger (14h30) e o CMN faz sua reunião mensal (15h00com a participação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

 

 

Mercados Internacionais – Aprovação da 2ª rodada de reformas na Grécia fazem mercados reagirem bem

Bolsas europeias e futuros de NY no azul – Pela Europa, as bolsas respondem bem à aprovação das reformas pelo Parlamento grego. Em NY, os futuros das bolsas sobem, em boa parte seguindo as europeias, e também apontando uma recuperação após as perdas geradas por informes de resultados como Apple e Microsoft.

Parlamento grego aprova 2ª rodada de reformas – O Parlamento da Grécia aprovou ontem a segunda rodada de reformas exigidas pelos credores internacionais do país, em troca de um novo pacote de ajuda financeira. As reformas eram um pré-requisito antes de Atenas começar a negociar com seus credores um terceiro pacote de ajuda, de cerca de 85 bilhões de euros (US$ 93 bilhões).

Vendas no Varejo recuam e afetam a libra no Reino Unido – As vendas no varejo do Reino Unido tiveram uma queda inesperada de 0,2% em junho ante maio, totalmente contrário a expectativa de analistas de alta de 0,4%. Na comparação anual, as vendas do setor varejista britânico subiram 4% em junho, mas a variação ficou abaixo do aumento de 4,9% esperado pelo mercado. Em reação aos dados, a libra apagou ganhos de mais cedo e passou a cair.

Taxa de desemprego na Espanha cai ao menor nível desde 2011 – A taxa de desemprego da Espanha foi de 23,8% para 22,4% no segundo trimestre após acréscimo de 411 mil empregos, atingindo o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2011. Apesar da queda, a Espanha ainda tem o segundo maior nível de desemprego na União Europeia depois da Grécia, cuja taxa era de 25,6% no fim de março.

Bolsas chinesas sobem, mas Sydney cai com commodities – As bolsas chinesas fecharam em alta nesta quinta-feira, motivadas por recursos apoiados por Pequim e por compras de grandes acionistas. O Xangai Composto subiu pela sexta sessão seguida, a 4.123,92 pontos, alta de +2,4%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,44%, a 20.683,95 pontos. Na Oceania, por outro lado, a bolsa australiana recuou, pressionada pela queda nos preços de commodities

Petróleo está volátil, após forte queda – Os contratos futuros de petróleo estão voláteis, após encerrarem o pregão de ontem em forte queda, pressionados por dados de estoques nos Estados Unidos e pela desvalorização do dólar. Às 8h52, o petróleo para setembro subia 0,02%, a US$ 49,21 por barril na Nymex. Na ICE, o petróleo brent para setembro recuava 0,21%, a US$ 56,01 por barril.

Auxílio-desemprego nos EUA, Grécia e PMI industrial chinês estão no foco no exterior – Nos EUA saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego (9h30), o índice de atividade nacional do Fed de Chicago (9h30) e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board (11h00), ambos de junho. Amazon.com, Visa e McDonald’s são alguns dos balanços de hoje. Na Europa, os credores desembarcam na Grécia para negociações técnicas. Na China, às 22h45, sai o PMI industrial de julho preliminar, pelo HSBC.

 

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Fluxo para Monitorar:

Fibria – Resultado 2T15: Em linha com o esperad

Bons números, puxados pelo dólar e boa dinâmica global da celulose no 2T15.

O volume de vendas de celulose foi 4% inferior ao 2T14 (esse trimestre tinha batido recorde de vendas, puxados pela Ásia). Na comparação com o trimestre anterior, observamos um aumento de 4%, com um melhor desempenho da América do Norte.

A receita cresceu 36% contra o 2T14, principalmente por conta da desvalorização do real no período. Com relação ao trimestre anterior, a receita aumentou 16%, com o efeito de repasse de preços (cerca de 4%), desvalorização do real e aumento do volume vendido.

O custo caixa por tonelada subiu 4% com relação ao 2T14 e 2% com relação ao 1T15. Um dos principais motivos foram o maior custo de madeira e o efeito do câmbio.

Vale o destaque para o maior crescimento nas despesas, efeito da atualização da provisão do programa de remuneração variável da empresa.

Com isso, o Ebitda cresceu 15% com relação ao trimestre anterior, mantendo a margem praticamente estável em 50%.

Observamos uma boa redução no endividamento, passando de uma dívida líquida/Ebitda de 2,3x para 2x na comparação trimestral (em dólar).

Natura Receita e Ebitda em Linha. Lucro Líquido abaixo do esperado. Levemente Negativo.

A Natura reportou um resultado operacional em linha com as expectativas. O Lucro líquido veio menor do que o esperado devido, principalmente, ao ajuste de R$ 50 MM na provisão para aquisição da parcela remanescente de 28,66% da AESOP, cujo fato gerador foi a performance operacional acima do planejado. Se excluirmos esse fato não recorrente, a queda do Lucro Líquido em bases anuais, deveria ser uma retração de 15,4% e não de 33,6%. O Lucro Líquido viria na casa de R$ 148 MM, ainda abaixo do esperado, porém, mais próximo as expectativas do mercado.

A companhia destacou que tanto receita quanto Ebitda da Aesop tem superado as expectativas à época da aquisição.

Em relação a receita Brasil, a receita líquida apresentou queda de 4,6% frente ao 2T14, sendo também impactada pelo aumento da carga tributária. A companhia destacou que mesmo com a retração das vendas, houve uma leve melhora da frequência de compra das consultoras. Vale lembrar que a empresa vem tentando melhorar a produtividade das consultoras, com a nova política de crédito individualizado e as ações segmentadas no canal de venda direta. Em relação a base de consultoras, houve crescimento de 1,8% e a produtividade retraiu 3,6%, com queda de 15% dos volumes (unidade de produtos para revenda). Ainda demonstrando um cenário altamente desafiador.

As Operações Internacionais cresceram 59,6% em BRL, representando 27% da receita líquida consolidada (18,1% no 2T14). Na Latam, a receita líquida cresceu 59,3% em BRL e 29,4% em moeda local. O crescimento em BRL foi favorecido pela desvalorização do BRL frente a cesta de moedas da Latam. Na região, a Natura encerrou o trimestre com 465,1 mil consultoras na região (+17,2% vs. 2T14).

Dividendos – Ontem o Conselho de Administração da Companhia aprovou a proposta da diretoria para o pagamento, em 13/08/2015, de dividendos e JCP referentes ao primeiro semestre de 2015, no montante de R$ 207,29 MM e R$ 29,04 MM (R$ 24,68 milhões, líquidos de IR), respectivamente, e em conjunto equivalente a 100% do lucro líquido e R$ 0,5391/ação, representando um dividend yield de 2,04%.

Em suma, resultado levemente negativo, com lucro líquido abaixo do esperado, com cenário doméstico segue sendo extremamente desafiador, mesmo com o crescimento no número de consultoras no mercado doméstico, houve retração nas vendas, com queda na produtividade e no volume, que chegou a cair 15%. Nas operações internacionais a empresa segue em expansão, mas estas representam 27% do consolidado da companhia.

 Vale: Produção no 2T15

A produção de minério de ferro foi de 85,3 Mt no 2T15, a segunda maior produção da história da Vale e a maior produção para um segundo trimestre. A produção foi 14,4% e 7,4% maior do que o 1T15 e 2T14, respectivamente. A produção cresceu nos Sistemas Norte, Sudeste e Sul, principalmente devido às melhores condições climáticas no segundo trimestre do ano, do ramp-up da mina de N4WS e da maior utilização da Planta 2.

Destaque para o Sistema Norte, onde a produção de Carajás continua puxando o forte crescimento da produção da Vale. Nesse trimestre a produção atingiu 31,6 Mt e foi a maior para um segundo trimestre, ficando 4,1 Mt acima do 1T15 e 2,3 Mt acima do 2T14.

 Eletrobras terá a sua “Lava Jato”?

O escritório de advocacia norte-americano The Rosen Law Firm entrou ontem com uma ação coletiva contra a Eletrobras, acusando a empresa brasileira de divulgar comunicados “falsos e enganosos” e não revelar um esquema de corrupção. Dois executivos da companhia aparecem como réus, o presidente, José da Costa Carvalho Neto, e o diretor Financeiro, Armando Casado de Araujo, de acordo com o processo.

A ação coletiva preparada pelo escritório menciona que o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, teria aceitado propinas de construtoras contratadas para a construção da usina Angra 3. As denúncias foram feitas em uma delação premiada pelo então presidente da Camargo Correa, Dalton Avancini.

 

Oi – Incorporação da TmarPart

A companhia informou ontem que o conselho de administração da Oi aprovou a convocação de AGE para deliberar, entre outras matérias, a incorporação da Telemar Participações (TmarPart) pela companhia. Segundo o fato relevante, a convocação ocorrerá após a obtenção de anuência prévia do órgão regulador do setor de telecomunicações (Anatel).

A assembleia também vai deliberar sobre a aprovação de novo estatuto social da Oi, refletindo a adoção de elevados padrões de governança corporativa na companhia; eleição de novo conselho de administração na Oi; e a abertura do prazo para conversão voluntária de ações preferenciais da Oi em ações ordinárias.

Nesta conversão de ações, será obedecida a relação de troca 0,9211 ação ordinária para cada ação preferencial de emissão da Oi, já anteriormente divulgada para a incorporação das ações da Oi pela TmarPart e utilizada na precificação das ações de emissão da Oi na oferta pública realizada em 28 de abril de 2014.

 

Petrobras – Venda de blocos – Já esperada

A companhia teve o aval do Cade para vender 20% em campos para a PetroRio, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União. A participação negociada é dos contratos de concessão dos campos de Bijupirá e Salema. No dia 1° de julho, a PetroRio disse que pagaria US$ 25 MM pelas concessões.

 

Rumo – Rating Cortado.

A companhia teve seu rating cortado de BA3 para BA1 pela Moody’s. Depois de 93 downgrades corporativos desde o dia 1º de janeiro, este é o primeiro rebaixamento realizado pela agência desde que ela iniciou a sua visita ao Brasil na semana passada. Segundo a Moody’s, os motivos para o downgrade foram a alavancagem da companhia, sua cobertura de juros e geração de caixa, que devem ser fracos nos próximos anos devido a investimentos. A preocupação com a forte dependência do BNDES para financiamento e a indústria de commodities volátil também foram citados como motivos para a redução da nota de crédito.

 

Cemig – Financiamento

A Cemig Geração e Transmissão, subsidiária da Cemig, obteve financiamento de longo prazo da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), de até 100 MM de euros para a realização de investimentos em reforços e melhoria de sua infraestrutura de transmissão, informou a companhia por meio de comunicado ao mercado. “A AFD espera aprovar a operação em outubro deste ano”, acrescentou a Cemig.

 

Helbor – Prévia Operacional. Cenário segue bastante desafiador para o setor.

Lançamentos no 2T15 atingiram R$ 107,9 MM em VGV (Valor Geral de Vendas) total, 59,6% abaixo dos R$ 267 MM de 2014.

As Vendas Contratadas Totais do 2T15 somaram R$ 243,4 MM, mostrando crescimento de 1,6% em relação ao segundo trimestre de 2014 e de 7,7% quando comparado ao primeiro trimestre deste ano. As Entregas neste trimestre fecharam em R$ 280,6 milhões em VGV Total na época do lançamento, correspondendo a 742 unidades entregues no período. Foram 501 unidades vendidas este trimestre, sessenta a mais que ano passado.

Seguimos não recomendando nenhuma companhia no setor de real estate.

 

Estácio – S&P reafirmou o rating da companhia

A agência de classificação de risco S&P’s reafirmou os ratings ‘brAA-’ da Estácio Participações e às suas emissões de debêntures. “A perspectiva estável reflete nossa expectativa de que a empresa continuará crescendo organicamente e por meio de pequenas aquisições financiadas por sua geração interna de caixa, mantendo o índice de dívida ajustada por aluguéis sobre EBITDA entre 1,5x e 2x apesar do cenário macroeconômico desafiador com menos renda disponível das famílias e das recentes mudanças no programa FIES.”, afirmou a agência.

 

Balanços

Também saem hoje os balanços de Localiza e Grendene, após o fechamento do mercado.

 

Bom dia e bons negócios

Bom dia Mercados

28 de abril de 2015 por pedrowanderley

Bom dia,

Brasil – Copom inicia hoje. Desemprego.

Copom se inicia hoje e expectativa é de elevação em 0,5 p.p., para 13,25% a.a.

Ontem, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que o governo está “alinhando os últimos pontos” para viabilizar a votação das MPs 664 e 665. O governo quer que a MP 664, que estabelece novas regras para concessão de auxílio-doença e pensão por morte, seja votada na próxima semana e a MP 665, que trata do abono salarial e do seguro-desemprego, nesta semana. E ao falar ontem sobre investimentos, Barbosa afirmou que o governo vai reordenar prioridades de investimentos. “Estamos em fase de restrição fiscal”, disse.

Desemprego – Mediana esperada era de 6,1% e veio 6,2%, um pouco acima das expectativas. Em fevereiro, a taxa foi de 5,90%.

Em relação a eventos tem o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa às 9 horas da abertura do 1º Fórum de Auditoria e Controles Internos da Fazenda (evento fechado à imprensa); se reúne às 11 horas com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A presidente Dilma Rousseff participa às 11h15 da inauguração do Polo Automotivo Jeep em Goiana, em Pernambuco.

Vale a pena destacar que a presidente Dilma não fará pronunciamento em rádio e TV no dia 1º de maio. Será a primeira vez em 4 anos de governo que a presidente não se dirigirá diretamente aos trabalhadores na data em cadeia nacional. Apesar da decisão inédita, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, negou que Dilma tenha desistido de ir à TV por temor de novos panelaços. A comunicação será feita via redes sociais, mas o modelo a ser usado ainda não foi definido.

IPC-Fipe supera ligeiramente a mediana – O IPC registrou alta de 1,07% na 3ª quadrissemana de abril. O número representa uma aceleração em relação à segunda leitura do mês (+0,88%). O resultado ficou dentro do intervalo das previsões, que apontavam que o índice poderia ficar entre altas de 0,75% e 1,20%, ligeiramente acima da mediana, de 1,02%.

 

Mercados Internacionais – Bolsas em queda aguardando o PIB EUA e FOMC.

Futuros operavam em queda às 8:50. DOW -0,40% e o S&P -0,37%. Cautela a espera do PIB dos EUA e o FOMC. Os investidores não esperam mudanças no comunicado que acompanhará o anúncio, depois dos dados fracos divulgados recentemente. Vale ressaltar o lucro acima do esperado pela Apple. De acordo com a empresa, o aumento do lucro reflete as boas vendas do iPhone e um crescimento explosivo na China. Após os números, as ações da empresa subiam mais de 1,5% no after hours em Nova York. No pré-mercado, nesta manhã, os papéis da companhia subiam quase 2%, ajudando a limitar a queda do Nasdaq.

Na Europa não é diferente e as principais bolsas operavam em queda de aproximadamente 1%. Mesmo motivo em relação aos Futuros nos EUA, cautela. No campo corporativo, a BP reportou lucro líquido de US$ 2,1 bi no 1T15, uma queda de 39,6% YoY. Vale destacar que o primeiro ministro da Grécia afirmou que o acordo inicial com credores está “bem próximo”. Outro destaque por lá foi o PIB preliminar do Reino Unido que apresentou alta de 2,4% no 1T15, porém veio abaixo da expectativa de crescimento de 2,6%.

China – o Bando do Povo da China prepara para lançar um novo programa de alívio quantitativo. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, o BC chinês planeja lançar nos próximos 2 meses um programa que permitirá que bancos troquem bônus de governos locais por empréstimos com o objetivo de ampliar a liquidez, impulsionar o crédito e reduzir as taxas de juros, disseram as fontes. A estratégia é similar às operações de refinanciamento de longo prazo (LTROs) utilizadas pelo BCE.

Petróleo em queda – O Brent operava em leve queda, a US$ 64,62, queda de 0,32% e o WTI era negociado a US$ 56,81 com o mesmo percentual de queda.

Agenda tem o índice de preços de moradias em 10 e 20 cidades da Case-Shiller em março sai às 10h. O índice de confiança do consumidor do Conference Board em abril, às 11h. No mesmo horário, tem o índice de atividade regional do Fed de Richmond neste mês. Os estoques semanais de petróleo apurados pela API saem às 17h30.

Balanços – Merck & Co e Pfizer são esperados antes da abertura dos mercados, Ford Motor, às 8h e Twitter, após o encerramento dos negócios.

 

Fluxo para Monitorar:           

 

Petrobras – Moody’s e Bendine no Senado

A Moody’s reafirmou o rating Ba2 da estatal, com perspectiva estável. “A revisão se focou sobre as pressões de liquidez, que poderiam ter se elevado caso a empresa tivesse falhado em entregar o balanço anual auditado”, disse em nota a agência.

“Os ratings da Petrobras tem perspectiva estável, o que reflete a expectativa da Moody’s de que as condições financeiras e operacionais da empresa não devem mudar muito no curto e médio prazo”, disse à agência. “A Moody’s estima que a performance financeira irá declinar em 2015 antes de começar a melhorar, conforme a recuperação dos preços de petróleo, mudanças no gerenciamento das operações e venda de ativos começarem a afetar as métricas de crédito.

No final de fevereiro, a agência rebaixou a nota da empresa, que perdeu assim a classificação “grau de investimento”. Naquele momento, uma das justificativas dos analistas para o rebaixamento foi justamente a falta de um balanço auditado, o que impedia a Petrobras de captar recursos no mercado de capitais, pressionando seu caixa.

Ainda sobre o balanço da companhia, ontem, após mais de 5 horas em reunião com a diretoria da Petrobras, deputados que integram a CPI da estatal decidiram protocolar um pedido para a realização de nova auditoria nas contas apresentadas pela empresa. Segundo o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), o objetivo é entender a “diminuição abrupta” nos valores de perdas com a corrupção registrados pela empresa em seu balanço financeiro de 2014. Para o relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), o pedido é fruto da “disputa política” e o balanço é “capítulo virado” para a Petrobras.

Hoje, as comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e da Infraestrutura do Senado realizam audiência pública para ouvir o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, que deverão discorrer sobre a situação financeira da empresa e as medidas que têm sido adotadas pela empresa.

Além disso, a Petrobras informou que protocolou na sexta-feira (24) pedidos para ingressar como assistente do Ministério Público Federal (MPF) nas sete ações penais decorrentes da Operação Lava Jato “nas quais a companhia é vítima”. As ações estão em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba. “Com essa medida, a Petrobras, que vem colaborando com as autoridades públicas, pretende atuar de forma mais incisiva na busca da reparação do seu prejuízo, visto que a sentença penal condenatória poderá garantir à Petrobras o pagamento de indenização pelos prejuízos oriundos dos delitos” afirma a empresa.

 

Eletrobras

A companhia informou que, em atenção às solicitações realizadas pelos acionistas junto à companhia, e conforme a Lei 6.404/76, os acionistas titulares de ações preferenciais terão direito de voto na AGO, a ser realizada na próxima quinta-feira (30). “Os acionistas titulares de ações preferenciais conservarão o supracitado direito de voto até o pagamento dos dividendos mínimos previstos no estatuto social da companhia”, explica a estatal.

Eztec – Lançamento de Empreendimento.

A companhia anunciou o lançamento do empreendimento Massimo Vila Carrão, localizado na Zona Lesta de São Paulo. O projeto contará com uma torre residencial, totalizando 66 unidades de padrão médio-alto, para um VGV de R$ 52,6 milhões.

Braskem reavaliando projeto nos EUA.

A companhia reavalia projeto nos Estados Unidos. Segundo o Valor, as companhias estão redirecionando os planos de construção de um complexo integrado de produção de polietileno a partir de gás de xisto, o chamado Projeto Ascent, nos EUA. De acordo com a publicação, o objetivo é aproveitar a oferta de matéria-prima barata para produção da petroquímica

BicBanco cobra R$ 67 MM

O BicBanco cobra R$ 67 MM da Engevix, grupo envolvido na Operação Lava Jato, na Justiça, segundo O Estado de S. Paulo, oficializando assim o primeiro caso de inadimplência do grupo. Parte do montante é cobrada diretamente da Engevix e outra parte da Ecovix, que tem como sócio a Funcef e é a empresa dona do estaleiro do Rio Grande.

BR Properties – cancelamento da OPA?

O BTG Pactual ameaça cancelar a OPA de ações da BR Properties (BRPR3) na CVM, informou o Valor. A Superintendência de Relações com Investidores Institucionais da CVM pediu que seja realizada assembleia geral dos cotistas do BC Fund para deliberar sobre a participação na OPA.

Concessões

No setor de transportes, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que o governo está estudando possibilidade de permitir novos investimentos em empreendimentos já concedidos, principalmente na área de rodovias, mas também em ferrovias. Segundo ele, o potencial desses investimentos é de R$ 12 bilhões somente em rodovias. Além disso, o governo deve apresentar uma nova rodada de concessões de rodovias. Ele declarou ainda que o governo estuda novas concessões de aeroportos, além das já indicadas pela presidente Dilma Rousseff.

CEO da MAN prevê queda de ao menos 30% no mercado brasileiro em 2015

O presidente-executivo da fabricante de caminhões alemã MAN, Georg Pachta-Reyhofen, disse ver um recuo de ao menos 30 por cento no mercado brasileiro em 2015. O executivo disse ter cortado custos no Brasil em cerca de 30 por cento, reduzido a força de trabalho em 25 por cento e elevado preços. Pachta-Reyhofen afirmou durante uma teleconferência que vê uma recuperação no Brasil no terceiro e quarto trimestres, mas acrescentou não poder descartar a possibilidade de registrar um prejuízo no país neste ano.

 

Bons negócios

A famosa “Estratégia” do preço médio vale a pena?

23 de abril de 2015 por pedrowanderley

Vale a estratégia de reduzir ou abaixar o preço médio das ações que eu tenho?

NÃO!!!

 

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Para quem não está familiarizado com essa ideia nada genial, abaixar o preço médio é quando o preço das ações que você tem em carteira caíram, e você não     contente com isso, compra mais destas ações. A expectativa de reduzir o preço médio das ações em carteira, cria uma falsa sensação de que você pagou mais barato em suas ações, o que não é verdade!

Se o sujeito pagou R$ 100, e agora vale R$ 50, comprar mais destas ações não irá fazer o prejuízo da primeira compra ser menor. O investidor pode até ter lucro com as compras seguintes, no caso de o preço subir acima do valor comprado posteriormente, porém esta é outra operação, com outro preço, que teria lucros maiores caso a primeiro operação à R$ 100 não tivesse sido realizada.

Essa chamada “estratégia de reduzir o preço médio” não tem nada de estratégia. Na realidade é uma consequência da falta de preparo do investidor em reconhecer que errou. , esta atitude é uma grande armadilha para o investidor, independente de seus objetivos.

Ao invés de apostar ainda mais suas fichas em um investimento que deu errado, um investidor consiente, deve analisar a situação da empresa e determinar se deve:

  1. Realizar os prejuízos agora, antes que os preços caiam ainda mais, ou
  2. Manter as ações, caso perceba que os preços caíram demais

Lembre-se o preço médio das ações é somente útil para fins tributários e para mensurar seu seu lucro. Ele nunca deve ser considerado em suas decisões de investimento!!

Bom dia Mercados

22 de abril de 2015 por pedrowanderley

Bom dia,

Fluxo para Monitorar:           

Petrobras hoje é o grande dia para a companhia

Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, a reunião do conselho de administração da Petrobras que analisará os números do ano passado deverá ser antecedida por um encontro entre os conselheiros e técnicos da diretoria financeira da companhia, por volta das 8h. A estratégia, que já aconteceu no último encontro dedicado à análise do balanço, em janeiro, visa esclarecer os principais pontos da metodologia utilizada para calcular impactos e baixas contábeis em decorrência de desvios em contratos.

A previsão é que a reunião do conselho propriamente dita ocorra entre 11h e 16h, na sede da estatal, no centro do Rio. Uma entrevista coletiva deverá ocorrer às 18h. Para amanhã, às 11h, já está marcada teleconferência com analistas e investidores.

Dos dados financeiros da Petrobras, devem sair duas informações muito aguardadas pelo mercado por dar uma dimensão do estrago que a corrupção investigada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato causou na empresa. A primeira é o valor que será descontado do patrimônio por causa do superfaturamento de projetos, principalmente, das refinarias de Pasadena, nos EUA, e Abreu e Lima, em Pernambuco, além do Comperj. A segunda é a repercussão da baixa contábil no resultado financeiro da empresa do ano passado.

Há dúvida até mesmo se o balanço vai trazer prejuízo em 2014, ainda que a produção de petróleo e gás natural tenha crescido em relação ao ano anterior e que a empresa tenha reajustado os preços da gasolina e do óleo diesel em patamar superior ao praticado no mercado internacional.

A revelação de que muitos projetos estão superfaturados, a partir de declarações feitas por ex-executivos e empresas fornecedoras da estatal à Operação Lava Jato, obrigou a Petrobras a reavaliar os seus ativos para excluir os valores relativos à propina. Ao diminuir o patrimônio, automaticamente, a estatal piora os seus indicadores de alavancagem, que medem o quanto dos bens estão comprometidos com a dívida.

Até a Lava Jato, o endividamento e a capacidade de investimento, sobretudo no pré-sal, eram as principais preocupações da empresa. Agora, além da crise institucional, a petroleira convive com limitações financeiras ainda maiores.

Na segunda-feira, em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a publicação do balanço auditado da Petrobras “vai marcar mais um passo na reconstrução” da empresa. “Há a expectativa, nós esperamos que isso aconteça, de que a Petrobras vá superar a questão dos resultados auditados nos próximos dias. Eu acho que isso vai marcar mais uma etapa na reconstrução da Petrobras”, disse.

Por que a importância na publicação do balanço? Primeiro para evitar a cobrança antecipada do vencimento de dívidas futuras. Segundo para a companhia voltar a “tocar” o seu operacional, que boa parte ficou parado por conta do balanço.

O mais importante após o balanço é entender o que foi fraude e má gestão. Além disso, quais os ativos que a companhia pretende vender para atingir os R$ 40 Bi? Braskem? BR Distribuidora, dentre outros ativos. Entender quais os ativos e o impacto na geração de caixa, pois a venda de ativos gerará uma menor receita e menor geração de caixa.

Volume da redução do Capex – a companhia tem um Capex anual na casa de R$ 80 Bi, a ex-presidente Graça, havia informado que a companhia deveria reduzir o Capex anual entre R$ 20 e R$ 30 Bi, no intuito de reduzir a queima do caixa.

Em suma, investidores estão de olho na divulgação do balanço hoje, após o fechamento do mercado, porém, vale ressaltar que o conference call amanhã deverá dar o tom. Fora isso, checar a dívida líquida da empresa, que no balanço não auditado da empresa do 3T14, a dívida total estava em R$ 332,7 Bi, sendo 70% atrelado ao dólar e um caixa com R$ 70 Bi.

 

Randon: Receita Líquida de R$ 295M em março, queda de 20,1% na comparação com março/2014

A Randon Implementos e Participações registrou receita líquida consolidada de R$ 295 MM em março, o que representa uma queda de 20,1% YoY. No 1T15, a receita líquida consolidada totalizou R$ 696,8 MM, um recuo de 27,9% YoY. A receita bruta total (sem eliminação e com impostos) no mês de março de 2015 atingiu R$ 403,6 MM, queda de 26,7% YoY. No 1T15 a receita bruta totalizou R$ 994,7 MM, montante 31,6% YoY.

 

Usiminas: Rebaixamento do rating na segunda-feira e reunião do conselho de administração

Na segunda-feira, a Fitch rebaixou o rating da siderúrgica de BB+ para BB, com perspectiva estável. Segundo a agência, o corte na nota da empresa reflete a expectativa de que a demanda por aço continue fraca no Brasil, e também de que o lucro da empresa na exportação de aço seja limitada. A Fitch também afirma que o excesso de oferta de minério de ferro no mercado pode tornar esse segmento dos negócios da empresa “não lucrativo”. A agência cita ainda conflitos no conselho da empresa, que na opinião da Fitch continuam a afetar o foco estratégico e o processo de tomada de decisões da Usiminas. Além disso, o conselho de administração da Usiminas deve se reunir hoje para aprovar o balanço do primeiro trimestre de 2015, em meio à disputa societária na siderúrgica mineira. Na apresentação dos números do quarto trimestre de 2014, o desentendimento entre os acionistas controladores Nippon e Ternium acabou adiando a divulgação dos números por alguns dias.

 

Weg: Empresa compra negócio de transformadores de alta tensão na África do Sul

A Weg adquiriu negócio de fabricação de transformadores de alta tensão, mini subestações, disjuntores moldados e serviços correlatos, pertencentes a TSS Transformers (Pty) Ltd, com sede em Heidelberg (Gauteng), na África do Sul. A Weg não informou os valores do negócio. Os ativos da TSS estão localizados nas proximidades de Johanesburgo, em uma área de 45.000 metros quadrados, e consistem em transformadores de força até 40 MVA – 145 kV, mini subestações e disjuntores moldados. Essa é a segunda aquisição da Weg no mercado de transformadores. Em 2013, a companhia já havia comprado o negócio de fabricação de transformadores e mini subestações pertencentes à Hawker Siddeley Electric Africa (Pty) Ltd. (HST), formando a subsidiária WEG Transformers Africa (Pty) Ltd. A operação ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições e à obtenção da aprovação pelas autoridades sul-africanas. A aquisição também não ensejará direito de recesso aos acionistas, por não se enquadrar nas hipóteses previstas no artigo 256 da Lei 6.404/76, alterada pela Lei nº 10.303/01, uma vez que não se trata de aquisição de sociedade mercantil.

 

VALE – Monitorar hoje a divulgação dos dados de produção referente ao 1T15

OIBR – O conselho de administração da Oi aprovou Flávio Guimarães como diretor de finanças e relações com investidores da empresa. Marco Norci Schroeder assume a diretoria administrativo financeira

BVMF – Governança na Estatais?

A BVMF, CVM e o Ministério do Planejamento lançam hoje um programa para estimular o aperfeiçoamento da governança das empresas estatais. O lançamento, que ocorre no dia da esperada divulgação do balanço da Petrobras, é uma iniciativa da Bovespa apoiada pelos dois órgãos do governo.

BR Foods – CADE aprova venda de ativos.

CADE aprovou a venda de ativos para Lactalis. A venda dos negócios de laticínios é aprovada sem restrições, segundo despacho publicado no Diário Oficial.

CVC – A ARX Investimentos vendeu ações da CVCB3, detendo 3,91% das ONS.

SLED – A Funcef elevou fatia para 8,46% das ações preferenciais da Saraiva (SLED4)

 

Abraços e bons negócios

Bom dia Mercados

9 de abril de 2015 por pedrowanderley

Bom dia,

 

Brasil – Aprovação do projeto de lei sobre terceirização. Temer inicia articulação política.

Destaque para aprovação do projeto de lei sobre terceirização na Câmara dos Deputados e a evolução da articulação política do governo agora sob o comando do vice-presidente Michel Temer. O texto principal do projeto de lei, que amplia a terceirização para qualquer das atividades de uma empresa, passou atendendo alguns pontos pedidos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que teme uma queda na arrecadação, mas não todos. Mesmo assim, segundo Eduardo Cunha, o Ministro da Fazenda ficou satisfeito com o conteúdo. Lembrando que as emendas ao projeto, só serão apreciadas na próxima semana. Com relação a articulação política de Temer, o vice-presidente negocia com Dilma um pacote para acalmar o PMDB e entregou ontem ao governo uma carta de intenções, na qual os partidos se comprometem a apoiar o ajuste fiscal.

De qualquer forma, o pessimismo e tensão política seguem mais amenas, diminuindo a aversão a risco nos últimos dias.

Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, vai ao Congresso às 9:30h, em audiência para instruir as MPs 664 e 665, que estabelecem novas regras para concessão de auxílio-doença e pensão por morte e novas regras para concessão do seguro-desemprego e do abono salarial.

Em entrevista para a CNN, Dilma diz que dinheiro da corrupção na Petrobras não chegou à sua campanha.

 

Mercados Internacionais – Ata do FED, dados da Alemanha e pagamento da Grécia.

No mercado externo, a ata do Federal Reserve deve continuar repercutindo nos mercados financeiros, uma vez que o documento deixou dúvidas sobre o início do aperto monetário nos Estados Unidos, com vários integrantes defendendo que a largada seja dada em junho, mas sem um consenso.

Vale o destaque para o balanço da Alcoa, divulgado ontem, abrindo a safra de balanços nos EUA. Números abaixo das expectativas, trazendo pessimismo para bolsa norte-americana.

Na Europa, bolsa avançam, com atividade industrial na Alemanha levemente acima do esperado e mostrando expansão. Junto a isso, a Grécia cumpriu hoje o prazo para o pagamento de mais um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Durante reunião em Washington, o ministro de Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse que Atenas cumpriria “todas as suas obrigações com todos os seus credores”.

Os preços do petróleo subiam nesta manhã, depois de uma forte queda ontem, de mais de 6%, em reação ao aumento dos estoques norte-americanos.

Fluxo para Monitorar:           

Petrobras: Balanço até o dia 20/abril?

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, pretende publicar o balanço da companhia referente a 2014 até o dia 20 deste mês. Segundo a Folha apurou, ele pediu ajuda ao governo para que uma audiência pública marcada no Senado no dia 15 seja adiada para a semana seguinte. A audiência foi aprovada nesta terça (7), a partir de requerimentos dos senadores Ricardo Ferraço (PMDB­ES) e Tasso Jeiressati (PSDB­CE). O objetivo é que Bendine explique quais medidas estão sendo adotadas para tirar a estatal da atual crise financeira e de confiança. Ao saber da data, Bendine pediu a transferência para a semana seguinte, sob o argumento de que, se comparecer ao Congresso antes da publicação do balanço, não poderá responder às perguntas dos congressistas. Isso acontece porque os órgãos reguladores do mercado de capitais impedem que executivos deem informações no período que antecede a divulgação de balanço. O documento auditado deveria ter sido apresentado até 31 de março. Mas segue em atraso porque a empresa precisou submeter à SEC (reguladora do mercado de capitais dos EUA) os critérios para descontar do valor dos ativos a perda com corrupção, citada por delatores ouvidos na Operação Lava Jato.

Já segundo o Valor, a empresa deve publicar seu balanço até o fim da próxima semana (dia 17/abril), mas os detalhes sobre o tratamento que será dado aos ativos contabilizados com sobrepreço devido à corrupção na empresa são guardados a sete chaves.O Valor apurou que a estatal se sente mais confortável após consultas à CVM e à Securities and Exchange Commission (SEC), nos EUA, sobre a contabilização. A consulta obedeceu a orientação da auditoria PricewaterhouCoopers, que em janeiro informou que a empresa não poderia dar baixa nos ativos sem “entendimento prévio” com os reguladores. O conselho de administração tem reunião marcada para 17 de abril. No dia 29, acontece uma Assembleia Geral Ordinária, seguida de uma Assembleia Geral Extraordinária. As duas assembleias não preveem análise do balanço, o que só deve ocorrer 30 dias depois. Nelas, tomarão posse os novos membros do conselho.

 

Petrobras: Indenização SBM Offshore

A estatal informou ontem à noite que não possui informações sobre uma possível indenização a ser paga pela companhia holandesa SBM Offshore por conta de pagamento de propinas para obter contratos com a estatal. A declaração foi feita em resposta a pedido de esclarecimentos feito pela BM&FBovespa, em função de notícias de que a SBM Offhore teria aceitado indenizar a Petrobras em US$ 1,7 bilhão.

Souza Cruz: Assembleia e venda do parque gráfico

A Souza Cruz, que realiza às 15h assembleia especial de acionistas para deliberar sobre a eventual realização de nova avaliação da companhia no âmbito da Oferta Pública de aquisição de ações (OPA), com o objetivo de cancelar o registro de companhia aberta. O preço da ação na OPA para cancelamento do registro de companhia aberta, feita pela controladora British American Tobacco (BAT), é de R$ 26,13. Entretanto, a análise do edital e o processo de registro da oferta estão suspensos em virtude do pedido de convocação de assembleia especial para nova avaliação da companhia feito pela gestora Aberdeen Asset Management, que representa fundos de investimento titulares de ações representativas de mais de 10% das ações.

Além disso, a fabricante de cigarros anunciou ontem a venda, ao Grupo Amcor, de parque gráfico localizado em Cachoeirinha/RS, pelo valor total aproximado de R$ 96 milhões.

Educação: Liminar contra “trava”

O Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp) conseguiu nessa terça-feira (07) uma liminar contra a “trava” de reajuste de mensalidades imposta pelo Ministério da Educação (MEC) para as faculdades que participam do Fies, programa de financiamento estudantil. A decisão vale para cerca de 200 instituições filiadas à entidade, entre elas algumas das maiores do País no ensino privado. Neste ano, a pasta fixou o índice oficial da inflação, de 6,41%, como teto para o reajuste de mensalidades. Depois disso, entidades e escolas passaram a entrar na Justiça contra a “trava”. Por enquanto, os Tribunais Regionais Federais da 1.ª e da 5.ª Regiões já derrubaram liminares favoráveis ao setor de educação particular. A nova liminar foi concedida pela juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7.ª Vara Federal do Distrito Federal. Ela reconheceu a legalidade de fixar limites máximos de reajuste para as participantes do Fies, com o objetivo de cumprir a previsão orçamentária. Discordou, no entanto, da demora do MEC para avisar às escolas.

 Eletrobras: Investigação Lava-Jato

Segundo informações do Valor, os investigadores da Lava Jato vão aprofundar as apurações sobre a montagem eletromecânica da terceira usina do Complexo Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. Os investigadores suspeitam que o edital para a montagem da mais conhecida Angra 3, publicada pela Eletrobras originalmente em agosto de 2011 foi elaborada de forma a priveligar poucas empresas.

Copasa: Empresa descarta racionamento

A Copasa descartou racionamento em Belo Horizonte, de acordo com informações da Folha de S. Paulo mas, em meio à combinação de escassez de chuva e sem uma diminuição suficiente do consumo médio da população em fevereiro, a cobrança de uma sobretaxa fica mais próxima.

Natura: Mudança na diretoria

Roberto Pedote pediu renúncia do cargo de diretor-financeiro e de Relações com Investidores. O conselho de administração da empresa escolheu José Roberto Lettiere para sucede-lo. Lettiere tomará posse em 4 de maio de 2015. Até esta data, Roberto Pedote permanece no cargo.

 

Bons negócios.

Bom dia Mercados

30 de março de 2015 por pedrowanderley

 

Brasil – “Dilma tenta acertar, mas não da maneira mais fácil”. Declaração de Joaquim Levy. Focus.

E por aqui segue o noticiário político. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou, em evento fechado em São Paulo, que a presidente Dilma demonstra um “desejo genuíno” de acertar, mas não o faz “da maneira mais fácil” e “efetiva”. A frase, divulgada no sábado pela Folha, foi dita em inglês para dezenas de alunos da escola de negócios da Universidade de Chicago e, segundo o próprio Levy foi tirada do contexto. Em nota, o ministro lamentou a interpretação dada ao trecho e publicou o vídeo da palestra no site do ministério. Fontes afirmaram ao Broadcast Político que o excesso de sinceridade do ministro pode dificultar as negociações entre Planalto e Congresso em torno do ajuste fiscal. A presidente Dilma escalou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para transmitir sua profunda insatisfação com as declarações de Levy. Segundo interlocutores, ela teria ficado irritada e indignada ao tomar conhecimento da fala dele. O tema pode voltar à pauta hoje, durante a participação do ministro da Fazenda em almoço-debate do Grupo Lide, hoje, na capital paulista, e, principalmente, amanhã, quando Levy participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicas (CAE) do Senado. Para o senador José Serra (PSDB), a declaração de Levy “corrói ainda mais a credibilidade do governo”.

IGP-M de março veio +0,98%, mediana esperada era de 0,93%. Hoje ainda tem o resultado primário do Governo Central (14h30).

Entre os eventos hoje, a presidente Dilma participa de evento do Minha Casa Minha Vida, em Capanema, no Pará (11h30) e de reunião de coordenação política no Palácio do Planalto (17h00).

Amanhã, pode ser colocado em votação, no Senado, o projeto que dá 30 dias de prazo para a regulamentação da mudança do indexador que corrige a dívida de Estados e municípios. Ao longo da semana, saem ainda a balança comercial de março e a produção industrial de fevereiro (quarta-feira) e o IPC-Fipe de março (quinta-feira).

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Fluxo para Monitorar:           

 

Bancos e grandes empresas são alvo de investigação da Zelotes – Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). As propinas variavam de 1% a 10% do débito tributário. Na relação das empresas listadas na Operação Zelotes da Polícia Federal também constam Petrobras, Camargo Corrêa, Light, grupo RBS de comunicação e Gerdau. Procuradas pela reportagem, a maioria das empresas informou não ter conhecimento do assunto. Vale monitorar.

Petrobras – balanço?

Na sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que na próxima AGO da estatal, em 29/04, os acionistas deverão eleger a nova composição do conselho e só em então uma AGE será convocada para avaliação do balanço. As informações foram confirmadas mais tarde pela estatal.

Segundo Braga, a apresentação do documento “não deve passar de abril”. A companhia tem até o final de maio para entregar os números auditados de 2014 para não ter o vencimento de suas dívidas antecipado.

Na sexta, a coluna do Lauro Jardim na Veja, informou que “Se tudo sair como o planejado, os encrencados balancetes dos terceiro e quarto trimestres daPetrobras serão publicados no dia 13 de abril.”

 

Embraer recebe pedido firme por 17 E-Jets da Air France-KLM avaliado em US$764 mi

A fabricante de aeronaves Embraer anunciou nesta segunda-feira que recebeu um pedido firme de 17 E-Jets do Grupo Air France-KLM, com valor estimado de 764 milhões de dólares com base em preços de lista, segundo comunicado da empresa. O contrato, que inclui opções para 17 E-Jets adicionais, pode chegar a 1,5 bilhão de dólares se todas as opções forem exercidas. O pedido firme é composto de 15 jatos E175 e dois E190 para a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM. A entrega do primeiro E190 está programada para ocorrer até o final do ano, ao passo que o primeiro E175 vai se juntar à frota da KLM Cityhopper no primeiro semestre de 2016, disse a Embraer em comunicado.

Dufry vai comprar italiana World Duty Free em acordo de 3,6 bi de euros

A suíça Dufry acertou a compra de uma fatia majoritária na italiana World Duty Free em um acordo que cria a maior varejista no modelo duty free do mundo e avalia o grupo italiano em cerca de 3,6 bilhões de euros. A holding que controla a World Duty Free, detida pela família Benetton, disse no sábado que está vendendo sua fatia de 50,1 por cento no grupo para a Dufry por 10,25 euros por ação. A Dufry disse nesta segunda-feira que o financiamento da transação foi garantido por meio de um empréstimo ponte de 3,6 bilhões de euros, dos quais pelo menos 2,1 bilhões serão refinanciados por meio de aumento de capital e até 1,5 bilhão por meio de instrumentos de dívida.

BMFBovespa – AGO para eleger novo conselho.

A BM&FBovespa realiza hoje AGO para eleger o novo conselho de administração. A expectativa é que as corretores cheguem à assembleia com uma chapa concorrente.

A chapa proposta pela administração apresenta como novas indicações Denise Pavarina, presidente da Anbima e Eduardo Mazzilli de Vassimon, vice-presidente de controle de riscos do Itaú Unibanco. Pavarina será a primeira mulher a compor os quadros do conselho da Bolsa brasileira.

Como novos membros independentes, foram indicados Antonio Carlos Quintella e Luiz Antonio de Sampaio Campos. Foram propostas também as reconduções dos conselheiros André Esteves (BTG Pactual), Charles Peter Carey (CME Group) e José de Menezes Berenguer Neto (JPMorgan), assim como as dos membros independentes Claudio Luiz da Silva Haddad, Luiz Fernando Figueiredo, Luiz Nelson Guedes de Carvalho e Pedro Parente, atual presidente do conselho.

O conselho de administração da BM&FBovespa possui 11 membros, com mandato de dois anos, mas com reeleição permitida. Do total dos assentos, hoje seis são membros independentes.

LAME – A companhia aprovou recompra de até 17,5 MM de ONs e até 27,8 MM de PNs

BHG – Leilão da OPA está marcado para 30/04.

A companhia informou que foi concedido pela CVM o registro da OPA. De acordo com o comunicado, o pedido tem como o objetivo o cancelamento do registro de companhia aberta da BHG na CVM.

 

Bom dia e bons negócios.

 

Investidor profissional ensina 4 premissas para lidar bem com os investimentos em 2015

19 de março de 2015 por pedrowanderley

Investidor multimilionário diz 4 coisas para fazer com seu dinheiro esse ano

Uma das dicas é não se envolver com emoções na hora de investir

Tony Robbins é um dos autores mais famosos nos EUA e já trabalhou com personalidades como a apresentadora de televisão Oprah Winfrey e o ex­presidente dos EUA Bill Clinton. Ele também foi assessor de Paul Tudor Jones, um dos traders mais famosos de todo o mundo, por mais de 21 anos. “A genialidade de Tony é sua habilidade de desconstruir o que leva a certos comportamentos”, Jones já afirmou, de acordo com a coluna de Morgan Quinn para o site estadunidense Business Insider.

O autor e investidor multimilionário já deu várias declarações públicas e o colunista listou coisas que Tony Robbins diz que você pode fazer com seu dinheiro esse ano. O InfoMoney compilou 4 das melhores dicas de Robbins que você pode conferir abaixo.

1 – Foque em criar uma receita fixa em sua aposentadoria O que Tony disse para a Forbes dos EUA: “Você pode fazer tudo que falamos, construir seus recursos, e tudo que sabemos é que seus recursos podem mudar rapidamente. O que você precisa é de receita”.

O colunista aponta que você não pode controlar como vai estar o mercado quando se aposentar. Assim é importante focar em investimentos que tragam uma receita fixa e regular durante a aposentadoria.

2 – Encontre um planejador financeiro com conhecimento suficiente “Nem todos os depositários de dinheiro são iguais, nós sabemos. Certo? Alguns não valem as taxas que cobram”, disse Tony para a Forbes. O colunista Morgan Quinn aponta que assessores financeiros devem cuidar de seu dinheiro e sugerir investimentos que batam com suas necessidades

Mas um planejador que não saiba o que está fazendo não vai ajudar você a cumprir suas necessidades. Na realidade, ele pode até custar mais do que o que valem seus conselhos. Escolher um assessor com bom conhecimento que aponte a direção correta é a dica de Quinn.

3 – Lembre­se que seus retornos são iguais a sua liberdade “Se você realmente quer ter liberdade, o que você deve fazer é deixar uma parte de seu dinheiro de lado, como Theodore Johnson fez, e dizer ‘isso é para mim. Isso é para a minha liberdade’. Tem uma parte que eu ganho que eu invisto. Existe uma parte do que eu ganho que é meu e de minha família para manter e ninguém vai mexer nisso e eu vou fazer isso crescer”, disse o investidor

Robbins diz que a nova geração viu o que aconteceu em 2008 e está com medo de investir – e que isso é uma coisa ruim. O colunista aconselha todos a investir uma parte de seus ganhos e confiar no mercado. O conselho de Quinn é esquecer o timing do mercado e focar em alocação de recursos para crescer os investimentos mais rapidamente. Você nunca terá liberdade se não começar a construir seu patrimônio.

4 – Não se envolva com suas emoções Tony afirmou que “nós, como investidores, sempre fazemos as coisas erradas (por conta da emoção) (…) Nós vendemos quando deveríamos manter e compramos quando não deveríamos”.

Emoções ficam no caminho de boas decisões de investimentos – investidores compram e vendem nos momentos errados, aponta Motgan Quinn. Balenceie seu portifólio e faça pequenos ajustes ao longo do ano. Foque em balancear corretamente os riscos e nãos os recursos, fazendo com que consiga superar fases ruins do mercado.

 

Fonte: Infomoney

Bom dia Mercados

25 de fevereiro de 2015 por pedrowanderley

Bom dia,

Brasil – Receio é com o rating soberano do Brasil agora.

A grande preocupação do governo brasileiro, agora, é a de que o rating soberano do País também seja afetado. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria inclusive tentado dar uma cartada de última hora para evitar o rebaixamento da estatal petrolífera, sem sucesso. De acordo com um ex-executivo da estatal, a Moody’s pretendia tirar o grau de investimento da empresa desde o fim de janeiro, mas esperou um mês a pedido da estatal, que queria provar que conseguiria demonstrar estar trilhando o melhor caminho para solucionar suas restrições financeiras. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria tentado reverter na última hora, oferecendo uma carta de garantia do governo, mas não conseguiu.

O rebaixamento da nota da Petrobras pode ter reflexos também na própria nota do Brasil, uma vez que o próprio vice-presidente da Moody’s, Mauro Leos, admitiu que há uma “interconectividade” alta da petroleira com a economia doméstica.

Na agenda tem arrecadação e nota de crédito do BC, desemprego pelo Dieese.

 

Mercados Internacionais – Bolsas em queda na Europa e EUA.

As bolsas da Europa operam em queda hoje. Mesmo com dados melhores do que o esperado na França (confiança do consumidor). Bolsas por lá em queda na média de 0,3%.

EUA – Futuros operam em leve queda também. Ontem os índices norte-americanos apresentaram altas com o acordo entre credores e Grécia e o depoimento maisdovish da presidente do FED ontem.

China – PMI do HSBC avançou para 50,1 em fevereiro de 49,7 no final de janeiro, maior nível em 4 meses. Mesmo com essa melhora, investidores seguem cautelosos com China e acreditam que é decorrente mais por um reabastecimento das empresas do que qualquer melhora real da demanda interna.

Petróleo – Hoje tem dados nos EUA de estoques. Ontem a associação de refinarias nos EUA, API, mostrou um crescimento expressivo na oferta de petróleo nos EUA, reforçando os sinais de desequilíbrio entre oferta e demanda. Porém, para o ministro de petróleo na Arábia Saudita, Ali al-Naimi, a demanda por petróleo está crescendo. WTI em leve alta de 0,43% a US$ 49,49 o barril e Brent a US$ 59,02 o barril, alta de 0,61%.

Na agenda hoje tem Janet novamente nos EUA, às 12 hrs tem vendas de moradias novas em janeiro por lá. E às 12:30 os estoques semanais de petróleo.

 

 Fluxo para Monitorar:         

Petrobras e a perda do grau de investimento pela Moody’s.

Ontem à noite a agência de rating Moody’s surpreendeu o mercado anunciando o rebaixamento do rating da estatal de Baa3 para Ba2, se tornando grau especulativo.

Normalmente, outras agências costumam “seguir” a indicação de outra agência. Nesse caso vale ressaltar que pela S&P a nota é BBB-, com perspectiva negativa, um nível acima da categoria especulativa. Pela Fitch a classificação da Petrobras é de BBB-, a agência rebaixou a companhia no dia 3/02. Lembrando que a Petrobras obteve o grau de investimento em 2005.

A Moody’s anunciou as razões que levaram a essa redução, reflete maior preocupação com as investigações de corrupção, assim como pressões de liquidez que podem acontecer em razão do atraso na entrega do balanço auditado. A agência ainda acredita que a Petrobras terá dificuldade em reduzir significativamente sua elevada dívida nos próximos anos.

“Os ratings da Petrobras permanecem em revisão para rebaixamento por causa da pressão sobre a liquidez que pode acontecer caso a empresa não consiga entregar o balanço em tempo. A empresa precisa fornecer o balanço anual auditado até 30 de abril de 2015. Maiores atrasos trazem o risco de que os credores possam tomar ações que resultem na declaração de um default técnico”, diz o comunicado da Moody´s.

A Moody’s afirmou ainda que não vê qualquer garantia concreta de que o balanço auditado da companhia sairá em data específica. A agência destaca que, em 12 de fevereiro, a estatal informou que planejava apresentar o resultado de 2014 auditado antes do fim de maio, 30 dias após a data devida. Segundo a Moody’s, a empresa tem obrigações previstas em diversas emissões de dívidas de fornecer as obrigações financeiras até 30 de abril.

A surpresa foi em relação ao prazo dado, final de fevereiro. Acredito que boa parte do mercado não esperava que a empresa perdesse o grau de investimento por uma agência por agora. Vale ressaltar que para companhia perder o grau de investimento é necessário que mais uma agência de rating rebaixe a companhia, normalmente elas seguem as decisões de outras. Assim, a probabilidade de rebaixamento no curto prazo é grande. Fora isso, vale o destaque que a companhia perdeu dois níveis e a Moody’s manteve a perspectiva negativa, podendo rebaixar novamente a companhia.

O que resulta na perda do grau de investimento? Diversos fundos não podem comprar as ações da companhia, o custo com financiamento aumenta, reduzindo os lucros futuros da companhia.

JBS paralisa oito unidades Greve dos caminhoneiros interrompe atividades em plantas de aves e suínos

A JBS informou que vai parar 8 unidades de carnes devido ao bloqueio de estradas por caminhoneiros, que afeta a entrega de ração para as criações e também de insumos industriais, como embalagens. A empresa disse que até o fim do dia estarão suspensas as atividades de unidades em Campo Mourão (PR), Sidrolância (MS), Seara (SC), São Miguel do Oeste (SC), Ana Rech (RS) e Jaguapitã (PR) e de duas unidades de Itapiranga (SC). Duas delas são de carne suína (Seara e Ana Rech) e as demais de carne de frango. A empresa não informou sobre quanto tempo as unidades ficarão fechadas.

Balanços

Ainda pela manhã deve sair o balanço da WEG. Para o final do dia é esperado o resultado da AES Eletropaulo, AES Tietê, Iochpe-Maxion, Tecnisa e Ultrapar e BTG Pactual.

 

Bons negócios!!

Governo foi acionado, em vão, para tentar evitar o rebaixamento da nota da Petrobrás (PETR4)

por pedrowanderley

Temendo um risco de contágio para a economia brasileira, o governo Dilma Rousseff tentou o quanto pôde demover a Moody’s da decisão de rebaixar a nota da Petrobras.

Alertada há um mês da possibilidade de perder o selo de boa pagadora, a presidente da República escalou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para tentar convencer a agência a recuar.

O último esforço foi feito na segunda-feira, quando a Moody’s informou internamente que não poderia mais adiar a definição. Diante da situação delicada da Petrobras, a credibilidade do ministro com o mercado financeiro internacional não foi suficiente para evitar o revés, o primeiro de dimensão internacional desde que desembarcou na administração petista como fiador da nova política econômica de Dilma.

Nos contatos que antecederam a divulgação nesta terça, o titular da equipe econômica tentou assegurar a Moody’s de que uma empresa do porte da Petrobras, tendo o cofre da União como lastro, jamais daria calote nos credores.

Segundo a Folha apurou, há receio no governo de que o Brasil siga o rastro da Petrobras e perca o carimbo de bom lugar para investir, o que levaria o país a mergulhar ainda mais fundo no já cogitado cenário de recessão.

A economia brasileira é bastante dependente da petroleira –nas contas do governo, a cadeia de produção vinculada à companhia supera os 10% do PIB.

Portanto, dificuldades na estatal têm impacto direto na saúde financeira e no ritmo de atividade do país. Assim, a preocupação maior recai sobre a economia nacional.

Para o governo, o rebaixamento da Petrobras não seguiu critérios objetivos. Na visão de auxiliares presidenciais, a situação de caixa da empresa é relativamente “tranquila” e a produção se mantém constante, com viés de alta.

Ainda assim, a expectativa, agora, é que outras agências acompanhem o movimento da Moody’s.

Ao justificar sua decisão, a agência de risco cita as investigações e o atraso na divulgação do balanço auditado.

Integrantes do governo ponderam que cortar o grau de investimento com base no balanço foi uma medida drástica, pois a empresa tem até o fim de junho para apresentá-lo.

 

 

Fonte: UOL

As 5 coisas mais importantes para quem quer ficar rico investindo

23 de fevereiro de 2015 por pedrowanderley

As 5 coisas mais importantes para quem quer ficar rico investindo

Saber diversificar é um dos fatores listados por Matt Becker.

 

Se você é novo no mundo dos investimentos, é fácil se sentir sobrecarregado. São palavras estranhas que muitas vezes não fazem parte do seu cotidiano, ideias complicadas, novas decisões para tomar e muitos conselhos contraditórios. No entanto, o colunista Matt Becker do site Business Insider afirma que não é preciso um PHD em finanças para ser um bom investidor e que, na verdade, a maior parte das decisões importantes de investimentos que você precisa tomar são simples. O colunista listou os cinco fatores mais importantes para o sucesso de seus investimentos.

 

1 – O quanto você poupa

O quanto você consegue poupar é, de longe, o fator mais importante ao começar a investir, comenta Becker. Muitas pessoas gastam tempo pensando em como conseguir um retorno maior ou como entrar no mercado de ações ­ no entanto, isso importa pouco quando você ainda está começando. De acordo com o pesquisador especializado em aposentadoria Wade Pfau, seu retorno com os investimentos ao longo dos primeiros oito ou nove anos não chega a 1% do montante total. Em outras palavras, as escolhas dos investimentos não vão impactar tanto assim nos primeiros anos das suas aplicações. Isso significa que, na primeira década dos seus investimentos, você deve se preocupar mais com quanto você poupa e menos em sua rentabilidade ­ é isso que vai fazer a maior diferença nesta fase inicial.

2 – Em que você investe

Alocação de recursos é o termo correto para designar a maneira como você distribui seu dinheiro por várias classes de ativos. E essa é uma decisão importante, uma vez que 90% do retorno de seus investimentos depende de que tipo de aplicações você escolhe. Em outras palavras, decidir investir no mercado de ações faz muita diferença no seu retorno final, mas as ações específicas que você escolhe importam muito menos, aponta o especialista. No limite, a decisão principal a ser tomada é sobre como dividir seu dinheiro entre ações e renda fixa. Uma boa regra de como fazer essa divisão é estar confortável com a possibilidade de perder metade de seus investimentos em ações sem mudar seus planos. Então, se você tem 60% de seu dinheiro em ações, deve se preparar para uma perda de até 30% de seus investimentos em algum momento, sabendo que elas devem se recuperar eventualmente.

3 – Como você diversifica

Diversificação significa investir seu dinheiro em várias aplicações financeiras diferentes, ao invés de colocar todos os ovos em um único cesto. A diversificação é importante porque é a única forma de mitigar o risco de seus investimentos sem diminuir a rentabilidade esperada. Diversificar na alocação de recursos, distribuindo uma parte do seu dinheiro em ações e outra em renda fixa, é uma boa maneira de diminuir o risco da sua carteira de investimentos. Mas também é possível diversificar dentro dessas categorias, como por exemplo ao escolher um fundo de índice (ETF) que replica todas as ações de um índice, como o Ibovespa, ao invés de escolher uma empresa

4 – Quanto você paga

Em muitas coisas da vida, você pode esperar mais qualidade quando paga mais caro. Mas esse não é o caso dos produtos de investimento. Como o fundador da gestora Vanguard, John Bogle, disse uma vez, quando se trata de investimentos, “você coloca no bolso aquilo que não pagou”. Isso porque uma das melhores formas de aumentar seus retornos é cortando custos. A Morningstar, especialista em pesquisas sobre investimentos, descobriu que as taxas cobradas são o principal fator para prever o retorno de um fundo ­ mais importante até que o próprio sistema de avaliação da empresa. Quanto menos você paga para investir, mais vai sobrar na aplicação e maior será o rendimento no longo prazo, enfatiza o colunista.

5 – Manter o seu plano

Muitas vezes você será tentado a mudar sua estratégia de investimentos. Quando o mercado subir, você pensará em ser mais agressivo, quando cair, você cogitará vender tudo. Quando seu colega de trabalho vier se gabar de um investimento que acabou de fazer, você se sentirá tentado a fazer também. Muitos investidores cedem a essas tentações e acabam com retornos abaixo de todo o mercado. Compram caro e vendem barato, justamente o oposto daquilo que deveriam estar fazendo. Para evitar isso, você deve se desligar do barulho e seguir seu plano, não importa a loucura que esteja acontecendo a seu redor. Se mantenha em suas escolhas de investimento, não deixe que boatos mudem sua mente.

Para mais segurança e eficácia, é sempre importante contar com profissionais especializados em investimentos. Não generalistas. A busca por conhecimento aliado a uma boa assessoria costumam ser uma boa forma de sucesso.

 

Abraços e bons negócios