A nova parada obrigatória no sul da Itália: Sambuca di Sicilia

A nova parada obrigatória no sul da Itália: Sambuca di Sicilia

No começo do ano foi noticiada globalmente a decisão anunciada por Leonardo Ciaccio, prefeito de milenar Sambuca di Sicilia, cidade com pouco mais de 6 mil habitantes no sul da Itália, de leiloar 16 casas de seu centro histórico com o lance inicial fixado em 1 euro ou R$ 4,54 para cada uma.

A ideia era atrair novos moradores para a cidadezinha, que há anos sofre de despovoamento, de preferência de outros países e com os bolsos cheios o suficiente para bancar as reformas das propriedades que estavam caindo aos pedaços.

Em questão de semanas, mais de 100 mil interessados, na maioria norte-americanos, entraram em contato com a prefeitura da pequena Sambuca. Vários meses depois da iniciativa, o resultado não poderia ter sido melhor: além de todas as 16 residências terem sido vendidas e já estarem novinhas em folha depois das reformas que receberam, a maioria conta com novos residentes fixos vindos de todos os lugares, principalmente dos Estados Unidos, que agora gastam seus dólares na região.

Sem falar que a propaganda gratuita gerada pelo leilão bolado por Ciaccio aumentou e muito o interesse turístico em Sambuca di Sicilia, que vive um momento de renascença total, considerada a onda atual do turismo no Sul da Itália. Inclusive, em razão de todo esse sucesso uma segunda venda no martelo, nos mesmos moldes da primeira, já está sendo preparada para o ano que vem.

A perda de moradores em cidades pequenas e históricas é um problema em várias partes da Europa, com algumas correndo até o risco de desaparecer, em particular na Itália.

Por outro lado, isso soa como oportunidade para muitos estrangeiros em busca de mais calmaria, como os aposentados americanos que viraram cidadãos europeus.

Só na Itália, há atualmente pelo menos 16 outras cidades com imóveis residenciais abandonados à venda como os que foram leiloados em Sambuca di Sicilia, também com preços individuais a partir de 1 euro ou 4,54 reais, mas sob a condição de que seus eventuais novos donos os restaurem do zero, o que custa em média 21 mil euros ou cerca de 95 mil reais.

Pode ser um ótimo negócio pra quem deseja viver nos ares italianos e europeus.

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