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Nossos ministros estão sendo reiteradamente mal interpretados nas suas declarações públicas.

Sempre são pinçadas frases isoladas do contexto e daí para escândalos nas telas dos jornais online, é um toque na tecla enter.

Seguem-se os desmentidos esclarecedores (ou amenizadores) e depois, la nave vae sob o comando firme do timoneiro que ainda não definiu muito bem pra onde quer nos levar.

Basta um alto prócer afirmar, com todas as letras que a mulher de um presidente de nação amiga “é feia mesmo”, para insinuarem que tenha dito que la première dame é horrorosa. Menos, pessoal.

Quando disse que a culpada pelas queimadas na Amazônia era a pobreza, nem os ricaços de Davos reclamaram.

Se todos fossem ricos no país, estaríam em Miami, gastando em  dólar.

Aí sim.

Não sobrava ninguém pra fazer desmatamento e tacar fogo na mata.

Ao afirmar que não se  deveria assustar com uma eventual e improvável volta do AI5, foi o que Jorge Amado costumava chamar  de rebucetê.

Não contextualizaram que em 1968, ano da edição do famigerado ato, o imberbe adolescente concluía o ensino médio no Colégio Militar de Belo Horizonte.

Depois foi um show de currículo.

Universidade pública, gratuita e de qualidade, bolsa do CNPQ para mestrado em instituição privada e passaporte carimbado na Universidade de Chicago. Virou boy.

Sempre atuando na iniciativa privada, nunca se valeu do tesouro nacional (Proer à parte, que toda regra comporta uma exceção).

Nem dos fundos de pensão.
Fez fortuna.

FE1F7AA1-BFC7-4C81-A060-CB206D360E2FNa mais recente celeuma, a referência en passant a parasitas, já é objeto de pedido de explicação pelos da espécie que vivem nas entranhas do legislativo.

O ilustre economista em nenhum momento fez referência desairosa a quem labuta, produz, ensina, tributa, cuida, cura, protege e prende.

É só rever a classificação biológica para recordar que são só três, os tipos de parasitas.

Patogênicos.

Que podem causar doença severa e morte do hospedeiro.

Eles conseguem se reproduzir em castas, fixando os altos valores dos seus nutrientes e subsídios. Ninguém tem coragem de enfrentá-los.

Criados para interpretar e tirar dúvidas legais, acabam mandando no hospedeiro, sempre temente da ação de algum tipo monocrático.

Oportunistas.

Não causam doenças em hospedeiros sadios, como aos  cidadãos da Suécia, por exemplo. Mas podem provocar severos males em imunodeprimidos das regiões menos desenvolvidas.

A cada 4 anos fazem tudo para sobreviver (até aliança com o diabo), sem nunca abrir mão dos privilégios. Mudam de cor e lado facilmente.

Ávidos por emendas,  só cumprem as obrigações depois de muito agrado.

Comensais.

São essenciais para o equilíbrio e bem estar do meio.

Controláveis, a não ser os exógenos, quando interceptantes 

Mas como chateiam.

Comem da direita. Comem da esquerda.

Movidos à verba publicitária, são incompreendidos nas suas críticas.

No setor público, da espécie chapa branca, só camuflados, conseguem produzir.

Como urubus, vivem dos desperdícios e aparecem do nada, quando necessário. São os arautos da podridão. Do alto avistam seu alimento e mostram onde está a sujeira.

Encontrados nas TVs, rádios, revistas, jornais. E no microblog de qualquer internauta, cidadão vigilante.

O ministro que defende seus pontos de vista com tanta convicção não tem que se arrepender do que disse e no que foi mal interpretado.

Ele é apenas um hospedeiro transitório.

É certo que vai ser parasitado por algum tempo e se for incomodado, se encher o saco imunológico, é só mandar tudo pro alto. E pro brejo, a vaca de boas tetas.

Preocupação zero.

Basta dizer bella ciao e escolher o melhor lugar do mundo pra se viver com um patrimônio de 800 milhões de dólares.

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