5F585061-35D6-4BFB-A5F7-B8486612C1CDSem o cajado, Moisés não teria salvo seu povo da escravidão do Egito, aberto o Mar Vermelho e conduzido tanta gente até a terra prometida.

Equipamento presente em episódios da histórica e frequente nas estórias de ficção.

Grandes mestres da pintura descobriram seu simbolismo e elemento estético.

Ao longo do tempo, diminuiu de tamanho e ganhou em portabilidade, sem comprometer a eficácia.

Na região espremida entre a Índia e Bangladesh, os portugueses foram encontrar o modelo que disseminaram pelas suas colônias, incluída a terra dos papagaios.

Feitas de material abundante, leve, resistente, retirado de planta fácil de cultivar  e colher, os pequenos cajados de cana-da-Índia não poderiam receber outro nome que não bengala.

Na procura incessante pela eterna juventude, virou o símbolo dos que beberam todo o elixir e não pararam de envelhecer.

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Chegará para todos a hora que a necessidade vai vencer o preconceito.

Ossos enfraquecidos, músculos cansados, vistas e oiças na penumbra, avisam que somente duas pernas já  não bastam.

O tempo  de aperfeiçoar e ajudar a natureza é antes do primeiro acidente causado pela falta de equilíbrio.

Ou quando a sugestão é da (o) companheira(o) da vida toda.

Aos 86 anos, o sempre jovem professor se mantém ativo, produtivo, sábio e com a mente aberta, sub-40.

Enxergando só por um olho, perdeu a sensação tridimensional e a noção de profundidade. Equilíbrio comprometido.

Em dúvida se é chegado o momento do apoio externo, recebe o incentivo do amigo.

– Com aquele seu chapéu panamá, a bengala vai ser um charme só.

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