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O Globo deste domingo com matéria de uma página inteira dedicada a Democracia em Vertigem, com direito a artigo de Pedro Bial – com desculpas, que não são desculpas – e uma bandeira branca estendida para os odientos das redes sociais.

Pinço trechos porque ele terminou de forma que só os seguros, arejados de mente e com conhecimento de mundo conseguem ; torcer e conseguir aplaudir sem ganhar nada em troca. Mais ainda. Sem concordar.

Ah, a porção da página de Petra é até mais extensa e fala sobre as críticas que recebeu pelo documentários.

Mas hoje a estatueta vai pra ele…:

É com a carcaça moída e esfolada de tanta pancada virtual que venho a público acenar: bandeira branca. Amor. Eu peço paz.

Esta semana, experimentei, mais uma vez, o que é estar na parte linchada de um linchamento virtual. Eu, que vivo de acolher as opiniões das pessoas, caí na temeridade de dar a minha.

Petra tem estilo. O sujeito que vai assistir a seu filme, querendo ser informado do factual histórico, é avisado logo de início de que se trata da história particular da realizadora — para citar Paulo Coelho, ela compartilha com o público sua “lenda pessoal”. Lenda esta que, por força de laços familiares, ocorre emaranhada às franjas e capilares do poder político.

Filme político num cenário conflagrado, “Democracia em vertigem” tornou-se avatar de nossa boçal polarização.

Tô fora.

Com Oscar ou sem Oscar, Petra Costa é excelente realizadora, com um filme extraordinário, “Elena”, e um ótimo, “Olmo e a gaivota”. O filme que há de brilhar na noite de hoje me parece sua obra menor, mas não importa, importante é o nosso cinema estar lá representado.

A insegurança do governo e seu temor de que a imagem do Brasil possa ser arranhada por um filme são bobagens, tiros nas próprias patas. Além de mais uma amostra do retardo intelectual de nosso governante, como apontei no rádio, é um escândalo que se gaste o dinheiro público para atacar nossa artista de destaque internacional.

Um filme brasileiro no Oscar é sempre bom para o Brasil. Se ganhar, melhor ainda.

Viva o cinema brasileiro.

 

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