A82E9642-F606-4D80-9B27-C99FB73A4352Que os netos são a sobremesa do  banquete da vida, ninguém discorda.

A feliz frase, tantas vezes repetida, tem vários pais. E mães.

Ao usá-la quando foi avô, Cortez Pereira, orador inesquecível e administrador de rara visão,  traduziu em palavras o sentimento, como se pela primeira vez estivesse sendo dito.

Tem muito mais gente driblando todas as dietas para desfrutar da última parte do festim.

Antes do café amargo.

Quem sabe ouvir e falar a linguagem dos pequenos,  estará sempre com uma boa estória pra contar. E quem conta um conto, aumenta um ponto.

Avôs-babões, inclusive.

435E839C-C4A4-4285-80BE-20156EB7F154São tantas peripécias que os miúdos aprontam  que já dá até para organizar uma competição e escolher o neto das galáxias.

Pedro Bloch, médico, escritor, teatrólogo e jornalista, com vasta obra literária, mantinha na revista Manchete, a coluna semanal, Criança Diz Cada Uma.

Fatos que vivenciava no seu colsultório de Foniatria, transformados em deliciosas historietas.

Recebia também contribuição de leitores. Hoje sua caixa de e-mails estaria abarrotada de relatos,  pergunta inesperadas e respostas desconcertantes.

Mais estimuladas e com acesso fácil à informação, as crianças do século XXI são mais seguras em suas opiniões e desejos.

Na conversa descontraída, o avô foi repreendido por ter falado um palavrão.                                          Aquela palavrinha que o Faustão solta duas em cada frase, no seu (e no nosso) Domingão.

O argumento que o pimpolho, de seis anos, já conhecia o significado do nome feio, não convenceu.

Eu sei que é mas não digo na frente do meu avô.

Na alta-estação  de consumo aumentado, da Black Friday ao Natal, os pequenos também querem ir às compras.

O aviso que a ida ao shopping era tão somente para passeio e lanche, foi logo esquecido quando surgiu a vitrine da loja de brinquedos.

B4BF12F7-9238-44E4-BAA0-28E127DEDAF9As negativas da mãe de fazer qualquer compra sob o argumento que o pirralho já tinha muito com que brincar, foi contestado.

O amiguinho tinha tantos brinquedos quanto ele e sua mãe sempre que vinha à catedral do consumismo, comprava mais um.

Ao lembrá-lo que não era a mãe do coleguinha, ouviu a lamúria que não esperava.

– Azar o meu!

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