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A matéria foi destaque no Globo deste domingo.

É uma questão de estratégia política do Bolosnarismo no Brasil.

Na disputa presidencial de 2018, foram os votos do Nordeste que impediram Jair Bolsonaro de conseguir uma vitória acachapante já no primeiro turno.

No ano passado, os governadores da região protagonizaram duros embates com o novo presidente e se consolidaram como um núcleo de oposição.

Bolsonaristas, porém, enxergam na eleição municipal deste ano uma oportu- nidade de mudar, ao menos em parte, esse cenário.

As principais esperanças de furar a bolha da esquerda e fincar o pé no Nordeste estão nas cidades em que Bolsonaro venceu Fernando Haddad (PT) na disputa de 2018.

Apesar da ampla vitória do petista na região no segundo turno da eleição (69,7% a 30,3%), o atual presidente se saiu melhor em três capitais: Natal, Maceió e João Pessoa.

Lideranças da esquerda dos estados dessas três cidades admitem que candidatos de Bolsonaro são uma ameaça.

Lembram, porém, que os aliados do presidente podem se perder na dificuldade para viabilizar o novo partido, o Aliança pelo Brasil, e nas disputas internas dentro do próprio grupo pelo posto de candidato. Colocam em dúvida também a disposição de Bolsonaro de se envolver nos pleitos.

De maneira geral, o atual presidente teve um desempenho melhor nas capitais e cidades grandes do que nas cidades pequenas do Nordeste, o que melhora as perspectivas dos bolsonaristas nesses municípios.

Em Natal, o grupo que trabalha para criar o Aliança conta com um deputado federal, o general Girão (ex-PSL), que tenta se colocar como candidato:

— Pretendo cumprir meu mandato. Mas se houver um pedido, poderemos avaliar.

Bolsonaro teve 53% dos votos válidos na cidade no segundo turno de 2018. O estado ficou com a petista Fátima Bezerra.

A cúpula nacional do PT quer ver a deputada federal mais jovem de sua bancada, Natália Bonavides, de 31 anos, como candidata, mas ela só admite entrar na disputa se houver uma ameaça real de vitória da direita.

— Sabemos que o Bolsonaro vai tentar uma ofensiva no Nordeste porque ele sempre se incomodou com a derrota na região — diz a parlamentar petista.

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Girão prefeito de Natal e trabalhando para que Estado? Como deputado federal colocou emendas para outros estados (independe de precisar ou não, aqui também precisamos), e como prefeito, como vai ser?

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