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Diz o velho ditado popular “quando um não quer, dois não brigam”.

O oposto claro parece confirmar o silogismo.

A defesa de Fátima Bezerra ser feita pelo secretário Fernando Mineiro pode ter explicações que o imediatismo desconhece. Tem uma razão política de ser, com data marcada; 2020.

Senão vejamos.

Na linha de hierarquia imaginária a defesa do Governo tão atacado por Fábio Faria poderia ser feita pelo vice governador Antenor Roberto em primeiro lugar. Pelo chefe de gabinete Raimundo Alves. Pelo Senador Jean Paul Prates. Pelo líder do Governo na Assembleia, George Soares.

Mas Mineiro, por quê?

Primeiro por sua vontade própria. Com o gesto sai do papel secundário que foi alçado desde se sua inesperada derrota nos 45 minutos do segundo tempo para o deputado Beto Rosado. Uma derrota, na verdade,  para a companheira Natália Bonavides.

Mineiro ganha créditos dentro das correntes petistas, que deverão definir o nome para a disputa majoritária de Natal no próximo ano. E ganha fora também. Quando se torna o rosto do anti-Robinson na capital potiguar. Fato necessário, aliás,  quando buscamos os últimos números do partido em 2018; uma derrota de mais de 90 mil votos para o então candidato Carlos Eduardo.

E Fábio Faria o que ganha?

Além dos adjetivos que recebeu, como Lombardi – aquele personagem de Silvio Santos famoso por não aparecer – ganha os holofotes da cena política quase apagada do Rio Grande do Norte.

Fábio disse verdades e recebeu  outras tantas de volta..

Ouviu que não aparece no Rio Grande do Norte e que “traiu” a aliança com o PT quando não ficou aliado ao partido na ocasião do Impeachment da ex-Presidente Dilma.

Fatos verdadeiros e incontestáveis. Todos sabem a importância fundamental/definitiva do apoio de Lula no pleito de 2014.

No presente, passa a ser o nome da bancada federal com a bandeira de oposição ao Governo Fátima.  Que talvez repute irrecuperável.  Bandeira antes empunhada de forma discreta, esporádica e distante pelo deputado General Girão.

Mineiro foi lembrado de sua liderança do Governo Robinson Faria. Recebeu estocadas sobre a imensa – e irrefutável – ocupação vermelha do PT na primeira metade do Governo Robinson Faria.

Em reposta, deixou um aviso de que ainda tem carta na manga para posteriores embates. Como se dissesse, “se quiser posso trazer mais coisas indesejáveis à tona”. Quase  um aviso entre cavalheiros.

Por enquanto, não houve golpes abaixo da linha da cintura, portanto  um debate positivo para ambas as partes.

Um empate; 5 x 5 para cada lado.

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