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Há um ano já se observava o isolamento das pessoas.

Mesmo juntas, mesmo misturadas, hipnotizadas pelo brilho inquieto do aparelhinho mágico que virou prolongamento das nossas mãos, distantes.

O aniversário do filho que mora longe,  traz memórias de coisas que talvez não voltem mais.

Apelidos estão fora de moda, quando não, fora da lei.

Filas de supermercados resistirão às compras online?

Hoje é dia de gritar, sem medo de ser feliz:

Viva Lula!

             (Publicação original em 02/04/2019)

O BULLYING DE LULA

Houve um tempo em que as pessoas, nas filas dos supermercados, não ficavam curvadas, absortas, isoladas do mundo, mexendo nos smartphones.

Puxávamos conversa para passar o tempo e daí surgiram muitas amizades.

Foi assim que a senhora do carrinho logo atrás do da minha patroa, quebrando o gelo, perguntou se ela não seria a mãe de Maleta.

Claro que a resposta foi “não”.

Nunca tinha ouvido falar em semelhante pessoa.

Já em casa – no tempo em que pais e filhos conversavam sem a intermediação dos celulares – contou o que havia ocorrido.

Só ela não sabia mas já há pelo menos uns bons quinze anos, era a própria, sim.

Para corrigir um Pectus carinatus, o filho usava um aparelho ortopédico de compressão  torácica.

A turma da escola achou que ficara parecido com uma mala pequena e com ou sem bullying , o apelido pegou.

Apesar de parecer não se importar com epítetos, ele não  levou muita sorte também com a outra alcunha, muito mais antiga .

Desde muito pequeno, ainda no tempo das greves dos metalúrgicos do ABC paulista,  é carinhosamente  chamado por todos da família, de Lula.

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