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(Publicação original em 14/04/2019)

Vida reclusa combina com barba por fazer e cabelos ao natural.

Fotos reveladoras nos grupos familiares, disfarçadas em elogios pouco sinceros, lembram certos exageros capilares da vida em liberdade .

O HOMEM QUE PINTAVA CABELOS AZUIS

Nestes tempos do politicamente correto, é impossível escolher uma característica física para destacar alguém da multidão.

Não se pode mais dizer que o fulano a quem nos referimos é o gordo e não o outro, o magro.

Careca, maneta, coxo, barbudo, barrigudo, narigudo, sarará.  Muito cuidado com o que se diz e principalmente com os vocativos:  fala Negão!

Nem pensar ou melhor, nem falar.

E se o dito cujo tiver “um jeitinho” aí,na certa, a bronca é grande. Pode rolar uma parada de protesto, um coletivo  e até denúncia ao MP.

Um dia desses fui eu, a vítima.

Depois da caminhada sabatinal fomos tomar o lauto na padaria da esquina. Na hora da distribuição das tapiocas uma garçonete falou bem alto pra quem quisesse ouvir. E a turma não só ouviu como gozou com o que ouviu:

-A de queijo de coalho é pro senhor de cabelo azul.             

Confesso que tenho exagerado no creme rinse para grisalhos.

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