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Do Painel na Folha

Fundador do Somos 70%, o economista Eduardo Moreira diz que os movimentos políticos acontecem “em ondas” e que, por isso, a aprovação recorde de Bolsonaro mostrada pelo Datafolha não muda o grupo, criado a partir de uma pesquisa do mesmo instituto. Em maio, 33% aprovavam a gestão do presidente. Hoje são 37%.

“É uma média das percepções. 70% eram contra aproximações com o centrão, queimadas de florestas, liberação das armas”, afirma Moreira. “O 70% enquanto símbolo continua valendo, porque 63% continuam sendo a maioria, e o movimento lembra que a gente é maioria”.

Para o economista, vários fatores contribuíram para a aprovação recorde.

“Tem um efeito muito importante do auxílio emergencial de R$ 600. E o Bolsonaro parou de falar. Ele se elegeu porque não participou de debates. Quando ele para de falar, melhora demais sempre. Ele teve Covid-19 e também os filhos deles envolvidos com Queiroz, esquema de rachadinhas. Quando saiu de cena, facilitou uma bandeira de paz com Supremo e Congresso. As pessoas se sentiram mais seguras com essa sensação efêmera e falsa de ordem e de paz”. 

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