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Uma lenda moderna prestes a virar História é a origem do nome da ferramenta mais utilizada desde que o primata afiou a primeira lasca de pedra.

Contam  que um professor de matemática da Universidade de Columbia em 1938 pediu a um sobrinho de 7 anos de idade que representasse numa palavra, um número quase interminável.

O 10 à centésima potência pareceu ao pirralho e também futuro matemático, o quase onomatopeico googol.

Virou meme (muito antes do primeiro vírus digital) entre os homens que calculavam e mexiam com números. Quando queriam falar dos grandes, imensuráveis valores, recorriam a ele.

Sessenta anos depois, dois nerds estavam procurando batizar um site de buscas que acabavam de construir quando lembraram das mil e sextrilhões de buscas que poderiam ser alcançadas com aquela bolação, e resolveram adotar o mesmo estranho nome.

Por um desses inexplicáveis erros de grafia que hoje o corretor conserta automaticamente,  surgiu um vocábulo que todo mundo usa, compatível com todas as línguas e alfabetos.

Em qualquer lugar, seja qual for a raiz do idioma e o sotaque, o esquisito vocábulo transformou o trio mais internacional, em quarteto. Ao lado de hotel, hospital e táxi.

Com a vantagem de não levar acento em nenhuma delas.

Google.

E todos os derivados do substantivo verbalizado não saíram mais da boca do povo.

É impossível saber se alguma outra palavra que esteja  sendo criada agora, irá resistir ao crivo e às peneiras do tempo.

Imagine  que daqui a outros 60 anos, alguém resolva cascavilhar nos arquivos transdigitais, de onde veio um tão usado vocábulo que não cai da moda como tantos outros que os ancestrais repetiram, por décadas, sem ligar para a etimologia.

Netflix, WhattsApp, Airbnb.

A novidade da hora só despertou o interesse,  pela insistência dos netos.

Tantos foram os pedidos e recomendações que acessasse o link e não esquecesse de fazer a inscrição.

De curtir o canal.

E de dar o like, independente  do julgamento de  ter gostado ou não.

O termo, mesmo soando familiar, ao ser escrito, parece original.

Uma busca estendida nos dicionários online nada encontrou. Aurélio, silente.

No Facebook um prenome de sobrenome Good.

Adulto jovem, pelos 20s, de raça negra e provável etnia africana, sem informações de origem ou localização, levanta a suspeita que possa ser um viajante do tempo, de volta ao passado.

O neologismo, aplicada a teoria da relatividade, será tão coloquial nos anos 2080, ao ponto de ser adotado como onomástico?

Tal graça de sacristia, de algum paraíba, José Instagram da Silva.

É um privilégio testemunhar como do nada, fez-se o novo.

E de onde surgiu a palavra que  será confundida com uma geração de pessoas muito especiais.

O que será no futuro, não se imagina.  Agora, é apenas um  nome a ser anotado.

Quando chegar à meia idade de verdade, a linhagem que primeiro  passará de uma dúzia de dezenas de anos, será muito estudada.

Haverão então de descobrir que os Gorogas surgiram em 2020, na América, na região que já foi um país chamado Brasil, antes da unificação universal.

Arqueólogos da internet conseguirão gravar a explicação do seu significado, na voz de  um dos seus criadores.

– Meninos espertos e danados!

https://youtu.be/gDDfwsYJIzI

 

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