FILE PHOTO: Employees in protective clothing carry out tests for the coronavirus at a laboratory in Berlin, Germany, March 26, 2020. REUTERS/Axel Schmidt/File Photo

Do Estadão 

Uma técnica em enfermagem de 24 anos voltou a apresentar sintomas da covid-19pouco mais de um mês após ter testado positivo em um exame RT-PCR, que identificou o Sars-Cov-2 no seu organismo em 13 de maio e, depois, em 27 de junho.

A informação foi confirmada pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, por meio de estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da USP, e afirma que “a reinfecção e o adoecimento em mais de uma ocasião são eventos possíveis”.

A paciente começou a apresentar os primeiros sintomas da doença em 6 de maio, dois dias após ter entrado em contato com um colega de trabalho que testou positivo para a covid-19.

Mesmo usando máscara cirúrgica, ela contraiu o coronavírus e sentiu dores de cabeça, mal estar, febre, fraqueza muscular, leve dor de garganta e congestão nasal.

Já no quinto dia em que os sintomas voltaram a aparecer, a paciente foi novamente diagnosticada com o Sars-Cov-2 por meio de um novo exame RT-PCR, que coleta amostras da garganta (orofaringe) e do nariz (nasofaringe) com uma haste flexível.

“O presente caso apresenta forte evidência não somente de reinfecção por SARS-CoV-2, como de recidiva clínica da covid-19”, afirma a pesquisa, citando que apenas outro caso similar foi encontrado até o momento, em Boston.

Ainda de acordo com o estudo, existe a possibilidade de que “um ou mais dos exames virológicos e sorológicos tenham apresentado resultado falso positivo”, mas ela é remota devido ao volume de evidências laboratoriais, clínicas e epidemiológicas.

Apesar de concluir que o caso “favorece a hipótese de reinfecção”, o estudo aponta que é preciso aprofundar ainda mais as pesquisas. “Essa constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde.”

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