Nurse checking patient's pulse, medical checking pulse by hand.Medical and healthcare concept.

Há uma discussão no mundo todo que ainda não ultrapassou a pedra da bicuda,  na boca da barra do Potengi.

Fundeada ao largo, espera a maré melhorar.

Quando os médicos voltarão a tratar das outras doenças?

Ou tudo é virose, como sempre disseram nos pronto-socorros pediátricos?

Haverão de dizer  que os bebês continuam nascendo e ninguém tem morrido de apendicite.

E o resto?

Quem vai fazer os diagnósticos precoces?

E os tratamento a tempo de curar?

A retomada das atividades econômicos deve incluir também a volta aos atendimentos ambulatoriais e cirurgias, as malditas eletivas. No primeiro grupo, prioritário.

Muitos pacientes têm perdido tempo. O timing, para ser mais adequado ao novo vocabulário epidemiológico.

Com o início da epidemia, os  hospitais tiveram o bom senso de interromper as cirurgias adiáveis.

Na rede privada, já sobram leitos de UTI.

Próteses de joelhos, varizes, cirurgias embelezadoras e a maioria das hérnias podem esperar.

Assim como exames de check up  e mamografias de rotina,  são adiáveis.

Por quanto tempo, ninguém sabe.

Algumas condições caem em uma zona cinzenta de risco médico.

Embora não sejam emergências, muitas dessas doenças podem se tornar fatais ou, se não forem rapidamente tratadas, deixar o paciente com incapacidade permanente.

Médicos e pacientes são confrontados com um futuro preocupante: o que vai acontecer com a demora para adiar os cuidados ou tratamentos médicos?

Atrasar o início do tratamento é especialmente perturbador para as pessoas com câncer.

É uma contradição às mensagens de orientação para diagnosticar a doença mais cedo e tratá-la o mais rápido possível.

Os médicos dizem que estão disponibilizando o atendimento de câncer mais urgentes.

Os recursos economizados e os doentes protegidos de agravos pela virose.

Hospitais e clínicas especializadas que não tratam a Covid-19, tão logo a curva de contaminação se estabilize, precisam voltar ao trabalho. Com os cuidados que já estão bem estabelecidos. 

Ou teremos no futuro, uma outra onda.

Das doenças adoecidas pela pandemia.

Igualmente, sem tratamento eficaz.

Comentários do Facebook

Deixe um comentário