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Do Estadão

Um dia após declarações do presidente da República Jair Bolsonaro suscitar nova ameaça à democracia e desencadear fortes reações no Congresso e Judiciário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo, fez declarações sobre a força das instituições, oportunismo e responsabilidade dos membros de poderes nas redes sociais.

Sobre as eleições de 2022, o deputado afirmou ainda que o eleitor é quem dará o veredito.

Além de Lira, um grupo de oito dirigentes partidários divulgou uma nota em defesa da democracia e dizem que nenhuma forma de ameaça a ela “pode ou deve ser tolerada”.

“Nossas instituições são fortalezas que não se abalarão com declarações públicas e OPORTUNISMO.

Enfrentamos o pior desafio da história com milhares de mortes, milhões de desempregados e muito trabalho a ser feito. Em uma hora tão dura como a que vivemos hoje, saibamos todos que o Brasil sempre será maior do que qualquer disputa política.

Tenhamos todos, como membros dos poderes republicanos, responsabilidade e serenidade para não causar mais dor e sofrimento aos brasileiros”, escreveu Lira no Twitter, neste sábado, 10.

O tom das declarações de Lira é mais ameno do que o repúdio demonstrado pelos seus demais colegas às falas do chefe do Executivo, depois que, na sexta-feira, 9, Bolsonaro subiu o tom e chamou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso de imbecil e idiota.

Integrantes da cúpula dos Poderes fizeram questão de condenar publicamente a atitude, considerada golpista, e só aventada por quem é “inimigo da Nação”.

Dirigentes partidários

Presidentes de oito partidos da chamada terceira via também divulgaram uma nota em defesa da democracia e do direito do voto após as declarações do presidente Bolsonaro. Na nota, os dirigentes, incluído o do ex-partido de Bolsonaro, o PSL, ameaçam fazer oposição ao governo.

“Quem se colocar contra esse direito (eleições) de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firme oposição”, dizem os presidentes de partidos ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Eduardo Ribeiro (Novo), José Luiz Pena(PV), Lucinano Bivar (PSL), Paulinho da Força (Solidariedade) e Aberto Freire (Cidadania).

Na nota, os presidentes de partidos falam também sobre a democracia:

“A Democracia é uma das mais importantes conquistas do povo brasileiro, uma conquista inegociável.  Nenhuma forma de ameaça à Democracia pode ou deve ser tolerada. E não será.

Nas últimas três décadas, assistimos a muitos embates políticos, tivemos a sempre salutar alternância de Poder, soubemos conviver com as diferenças e exercer com civilidade e responsabilidade o sagrado direito do voto”, escrevem.

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Arthur Lira não é contemporizador, é conivente com o presidente, além disso, é covarde e burro. Só não é burro para manter os cargos que seus apadrinhados ocupam.

    Lira deveria ter na cabeça que a alternância de poder serve para ele próprio, que temos mais de 530 mil mortos e ele pouco fala sobre isso. É um presidente de Câmara Federal acocorado. Se houvesse um golpe militar, que não haverá!, ele seria o primeiro a ser retirado do mandato.

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