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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira,  por 437 votos a favor e 34 contra, o projeto que autoriza o socorro de R$ 120 bilhões a estados e municípios diante da crise causada pelo coronavírus.

Apesar de o presidente da Casa, Rodrigo Maia, ter feito um apelo para que o mesmo texto formulado pelo Senado fosse aprovado, os deputados alteraram o conteúdo da proposta.

Como houve mudança, tem que voltar para análise dos senadores.

Segundo analistas, a votação é uma derrota para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). No início da noite, ele disse que não irá acatar as mudanças da Câmara.

Em uma das alterações, o estado de Alcolumbre, o Amapá, teve reduzido o volume de recursos que será destinado à sua base eleitoral. A alteração proposta pelo partido Novo diminuiu consideravelmente o valor: de R$ 615,60 per capta para R$ 258,40.

A taxa era a segunda mais alta da federação, de acordo com a proposta dos senadores. Com o novo cálculo, estados do Sul e Sudeste foram favorecidos. São Paulo, por exemplo, que ganhava R$ 167 per, passou a receber R$ 183. Os números são dos autores da mudança.

No início da noite, Davi Alcolumbre fez um pronunciamento contrário à nova divisão:

— As alterações promovidas pela Câmara representam a força das bancadas do Sul e do Sudeste, e nós aqui no Senado restabeleceremos o texto aprovado pela quase unanimidade dos senadores .

As bancadas do PT e PSOL votaram contra o projeto  posto, principalmente, em razão do congelamento dos salários dos servidores . O Senado fechou acordo com o Governo para congelar por 18 meses os servidores federais.

Ficam fora do congelamento; Profissionais de saúde e de segurança pública, policiais legislativos, técnicos e peritos criminais, agentes socioeducativos, limpeza urbana, assistência social, profissionais de saúde da União, desde que diretamente envolvidos no combate à pandemia da Covid-19, foram poupados.

TL COMENTA

O único voto CONTRA ao projeto aprovado da bancada potiguar foi da deputada Natália Benevides, que acompanhou a escolha de sua bancada do PT.

Em nota, a deputada disse que não votou contra o RN, mas por mais recursos para os estados e contra o congelamento dos salários do funcionalismo federal nos próximos 18 meses.

Resumindo, a deputada queria um projeto “ideal” bem longe do acordo  possível em  plena pandemia.

Em tempo, teve comportamento oposto de seu companheiro de PT,  Jean Paul Prates na votação do Senado. Ele e a Senadora Zenaide Maia tentaram emplacar emenda, permitindo aumento a funcionários públicos, como não teve maioria,  recuaram e votaram A FAVOR do projeto aprovado,

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Comentários do Site

  1. observanatal
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    Ordem é ordem. Pratinhas não obedeceu ordens do partido. O que aconteceu, ninguém avisou pra ele ou ele prefere congelar os salários dos servidores?

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