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Por Lauro Jardim no Globo

A nota oficial que Jair Bolsonaro divulgou há pouco, recuando de forma radical das bravatas que tem proferido nas últimas semanas contra o Supremo, notadamente o discurso do dia da Independência, foi escrita pelo marqueteiro Elsinho Mouco sob a supervisão de Michel Temer.

A ideia da nota surgiu ontem à noite quando Temer e Bolsonaro conversaram pelo telefone. Em seguida, Mouco, que atuou como marqueteiro de Temer, redigiu o texto, sob a supervisão do ex-presidente.

Hoje, de manhã, às 7h30, um avião da FAB levou os dois a Brasília para se encontrar com Bolsonaro. O texto foi apresentado ao presidente e aprovado.

A propósito, foi Elsinho quem, no dia 18 de maio de 2017, no dia seguinte à divulgação da exploisiva delação de Joesley Batista escreveu o discurso em que Temer disee: “Não renunciarei”

Eis a íntegra do texto em que Bolsonaro assina, mas que, de todo modo, é supreendente a todos que o conhecem que tenha aceitado fazê-lo:

“No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”.

É uma nota oficial que mostra de forma inequívoca um presidente acuado.

DO TL 

A nota é surpreendente e já rende consequências no mercado; dólar caiu seis centavos e Bolsa começa a regir no final do dia.

Temer foi além e presenciou telefonema entre o presidente Bolsonaro e o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.

O Brasil merece e precisa dessa expectativa de paz costurada pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB.

Ainda não se sabe como será a recepção dos apoiadores mais radicais do presciente Bolsonaro.

Os  que foram para as ruas no último dia 7 de setembro pedir o fechamento do Supremo e aplaudir o discurso em que o ministro Moraes foi chamado de ….canalha.

A turma do “eu autorizo” segue autorizando o presidente quando ele retoma o caminho do bom senso e entendimento?

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