7C64F589-D33D-4B14-86EB-9B7DABBC1578Muitos acreditam que a gratificação natalina é mais uma jaboticaba.  Coisa nossa, tupinambá, sem similar em outros países.

Até o Veep Mourão viajou  nessa maionese durante a campanha. Para  barões, liberais, coxinhas e endinheirados, apresentou sua ideia com palavras melíferas.  Acabar seria bom para todos.

Só que não.

A marola deu onda.

Quando quase arrebentava na praia,  foram salvos, ele e o capitão,  pelo bispo.

O Adélio.

Tudo porque no mais rico, não há. Como não tem lá, licença-gestante nem férias remuneradas.

Estabilidade e FGTS, ainda esperam por Bernie Sanders.

Ou quem seja o primeiro number one socialista.

Lá os salários dispensam penduricalhos. E com menos impostos de Trump, a festa é deles e a inveja, nossa.

No pindorama, prometido por muitos, só entrou no bolso da plebe ignara no governo de Jango, em 1962.

Na época, empresários, prefeitos e governadores diziam não ter como pagar.

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Antes, quem podia, não negava.

As festas. Uma gratificação de fim-de-ano.

Voluntária, a depender da generosidade dos patrões.

Ao lado de outras reformas simpáticas ao governo trabalhista, entrou na cota dos motivos para o golpe  dois anos depois.

Refresco para as despesas da estação festiva, é o pagamento mais aguardado.

Diferente dos outros, não remunera diretamente o trabalho. Percebido como um extra, destinado ao supérfluo a ser gasto com coisas prazeirosas.

Direito sagrado, tão certo no fim do ano, quanto o show de Roberto Carlos, os bancos atendiam os ansiosos com a antecipação em troca de moderados juros. E podia-se fazer as compras dos presentes bem antes da Black Friday.

Como caloteiro não tem crédito, nem consignado é mais.

Nos tempos de inflação modelito  argentino, para proteger o poder de compra, passou a ser parcelado em duas vezes.

A metade queimada já nas fogueiras juninas.

1FA9ED5C-06EA-4D68-A4CF-4B00D733957ERecebido com tanta expectativa e privando da intimidade,  passou a ser chamado carinhosamente de décimo.

Simplesmente.

Como um mimoso apelido familiar, fosse.

A saudade aumenta com a distância e o tempo.

Para quem não dá o ar da graça há dois anos, a vontade de recebê-lo só tem aumentado.

Para os menos validos, pensionistas e aposentados do estado, nada mudou.

Suplementação do orçamento parida, é tempo de espanar a poeira da caderneta dos haveres.

Depois de muitas reuniões, fóruns e o senta-levanta na mesa (e à mesa) de negociações, feitas as contas e os noves fora, restam três folhas atrasadas,  a serem pagas.

Só não será um  ano completamente perdido se o 11° do ano passado for pago, como anuncia o twitter da governadora.

Que em 2020,  o governo seja maior que o  departamento de pessoal.

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