87937627-434A-4AE2-96CC-AF01DB5EC4A7Todos querem ser o pai da criança. Ou a mãe.   

Vírgula.

Somente quando interessa, o nascituro venha sem problemas e possa trazer mais votos na próxima eleição.

Para estradas, postos de saúde, escolas e barragens não falta quem queira figurar na certidão de nascimento

Já penitenciárias, tem muita bastarda por esse mundão de Deus.

Às favas e às outras leguminosas, o princípio da impessoalidade nos poderes públicos.

Houve um tempo que pelo embrulho já se sabia de quem era a autoria.

Bastava ver o papel do invólucro. O mesmo ou muito parecido com o usado na campanha eleitoral.

Toda autoridade, por mais chinfrim, tinha sua logomarca e slogan. Cor. E tonalidade.

Até se carimbavam as realizações.

E nas raras concluídas, com tanta força que fazia tremer a tela da TV.

Não podiam restar dúvidas de quem fez a, digamos, obra.

774F2D2C-A2B4-4F89-9B58-1D2F608F8304No festival de besteiras que tem assolado o estado (a benção, Sérgio Porto), nunca os parcos investimentos públicos foram mais separados.

Quando não convém, o óleo federal não se mistura com as águas estaduais e municipais.

E ninguém fica pagão.

Padrinhos e amigos de ministros não faltam neste profano ritual de louvor às divinas tetas.

Prato cheio para as emendas impositivas.

Quando não as aplicam em outros estados onde são mais assíduos, nossos representantes no Congresso até posam com  a colher do pedreiro nas mãos.

E ai do executivo que disser que fez o que seu governo realmente fez e esquecer quem desentocou e tangeu a indomável fera desde Brasilia.

Tudo por graça de dinheiro do Tesouro, impresso na Casa da Moeda e arrecadado em impostos pagos por todos. Exceto, pelos felizardos isentões.

Com isso, tem proliferado uma nova ocupação que tanto pode ser exercida pelos calejados chapas-brancas, também por blogueiros, twiteiros e digital influencers de um modo geral.

São os separadores de verbas públicas.

Federal é federal. Estadual é estadual.
Municipal é municipal (mas com recursos próprios).

Cada um no seu cada qual. E quadrado.

Razoáveis na aritmética, sofríveis na contabilidade e mestres em puxassaquismo, vão aos centavos na prestação de contas da bufunfa  trazida pelo seu parlamentar preferido. Como se transferências bancárias não existissem.

A governadora, com imensa experiência acumulada em mais de treze anos como patronesse de institutos federais de ensino (quando deputada e senadora), foi duramente criticada por ter comparecido à solenidade de anúncio da construção de hospital em São Gonçalo do Amarante.

Com verbas bolsominianas.

A primeira governadora de origem popular a atrasar proventos de pensionistas,  sabe muito bem qual o tamanho da forma que faz sapato de político.

E onde ele aperta e o calo incomoda.

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