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Longe do caldeirão de Brasília, o ministro Fábio Faria (Comunicações) passa o início da semana em Natal sem agenda oficial de sua pasta, mas dedicado a entrevistas a rádios locais, falando também – ou principalmente – de política.

Surfa nos bons números da última pesquisa Seta que o colocou em empate técnico com Carlos Eduardo (PDT)  na casa dos 14 pontos. Seu adversário no Bolsonarismo ,o colega ministro Rogério Marinho, está seis pontos atrás.

De longe, Faria prega paz entre os Poderes. O recolhimento de armas:

“Foram várias ações do Judiciário que geraram a reação. Incluíram o presidente no inquérito, depois abriram um inquérito criminal contra o presidente. No outro dia, proibiram que monetizassem os sites de direita. Depois a prisão do Roberto Jefferson, depois busca e apreensão no Sérgio Reis e outros sertanejos. Todos esses movimentos fizeram com que os apoiadores do presidente ficassem cobrando dele uma resposta”. 

Na avaliação de Faria, o momento é o de todos serem “grandes” para que possa haver um acordo entre os poderes a fim de se preservar a harmonia e a democracia.

TODOS PRECISAM VOLTAR ATRÁS 

E na 98 FM foi além , reafirmando o velho conceito que quando um não quer, dois não brigam:

“Quando você tem uma briga de casal, em que o marido está brigando com a esposa, se um só decidir voltar atrás e o outro continuar dobrando a aposta, não resolve. É um momento de todos recolherem as armas. É o momento de todos, em nome do Brasil, do País, de um projeto maior (recolherem as armas). O governo Bolsonaro e os ministros passam, e o Brasil fica. Todo mundo tem de ser grande nesse momento. Não só o presidente. Todos precisam voltar atrás”.

Apesar de estar falando numa rádio local, a repercussão da entrevista do Ministro foi imediata e se espalhou como rastilho de pólvora no Bolsonarismo. Críticas mil ao apelo do potiguar, que ao tomar posse pregou o “armistício”.

Resumindo, a proposta do Pacificador, por enquanto, não agrada os aliados do Presidente Bolsonaro, nem convence os adversários.

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