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Aos 42, o filósofo Jordan Shapiro, pai duas vezes,  não tem idade pra ser avô. Pelo menos no estereótipo do seu país natal.

Por cinco anos, foi colunista de Educação da revista Forbes. Acumulou conhecimento que divulga pelo mundo afora, sempre com um toque das próprias experiências familiares.

Tornou-se expert na alfabetização que alia as novas ferramentas de aprendizagem e os jogos eletrônicos às necessidades de uma vida livre e independente.

O autor do livro A Nova Infância, em entrevista à Folha, defendeu que as crianças devem ter seus próprios celulares e acesso às redes sociais já a partir dos seis anos.

Tudo por um objetivo que nunca geração alguma foi estimulada a perseguir.

Hábitos saudáveis.

Não os tradicionais de alimentação e higiene, incluída a mental.

Os digitais.

D913EC65-5917-4BD6-90F1-5479BE49EC8EÉ de pequenino que se torce o pepino.

O provérbio tão repetido nos Estados Unidos nunca esteve mais atualizado.

Up to date.

Sobre o assunto não existe consenso. A discussão está aberta e é empolgante.

Uma coisa é certa. Não há como afastar os nascidos nesta  segunda década do século XXI , dos computadores portáteis que todos carregam.         

Extensões dos dedos, como se metafalanges fossem e mesmo assim, ainda chamados de telefones. Se bem que sabidos, espertos, inteligentes. Smart.

Ao avô, a princesa de dois anos diz o que quer assistir  na tela mágica e quando surge uma janela avisando uma nova postagem, com o dedinho, rola pra cima, afastando para bem longe o que atrapalha a visão total  do seu mundo  fantasioso. Faz escolhas, indicando  sua próxima atração, sem hesitar.

Aos  quatro, o neto todo-homem pede somente que a senha de acesso seja liberada.  Com a vozinha frágil, ordena ao Siri para entrar no site que ninguém sabe quando e como foi  apresentado a ele.

Quem faz suas primeiras leituras incidentais nos ícones das telinhas, só não vai grudar nelas para sempre porque os aparelhos não param de evoluir.

Daqui a seis anos o que vai prender a atenção dos pirralhos, ninguém sabe.

Uma coisa é certa.

A milenar Filosofia vai continuar sábia.

E firme.

Explicando tudo.

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