847DAF6D-BDBD-4BB0-8868-5073F202A64FNeste mesmo cantinho de território, já foram analisadas algumas postagens do Ministro Weintraub.

Qualquer vacilo, crase omissa ou mal colocada (Bessias, é mal ou mau?), era motivo pra gozação.

Estóico, educado e culto, aguentou firme.

Não se desculpou nem reclamou. Andou para  os críticos raivosos.

A rejeição à forma como tem conduzido a pasta, em perfeita sintonia com a orientação pedagógica do capitão-e-chefe, não permite que  os deslizes linguísticos sejam atribuídos ao estresse. Ou à falta de tempo, entre tantos afazeres e a  trabalheira que deu o melhor Enem de todos os tempos.

Não há registros de alguém que tenha observado que os  erros gramaticais eram pensados.

O óbvio foi devidamente observado. E texticularizado.

Com repercussão restrita, naturalmente, aos poucos fiés leitores das madrugadas.

Agora, sem modéstia, reproduzimos o que está sendo finalmente revelado pelo incompreendido professor assistente (concursado) da disciplina Aspectos Práticos de Operações de Mercado, do curso de Economia da Universidade Federal de São Paulo. Quase uma USP.

Ninguém tem dado conta que ao errar, de propósito, a grafia dos vocábulos, consegue tanta visibilidade que depois não restarão dúvidas da forma escorreita de escrever.

Quem, além dos grevistas recalcitrantes, ainda insiste em escrever paralisação com z e suspensão com ç?

Mérito do Ministro.

Se quem corrige um erro, acerta duas vezes. Quem deixa rolar, acerta três.

Ao fazer a bombástica revelação, das agressões intencionais ao vernáculo, com objetivos educacionais,  o criador do mais revolucionário método de ensino, depois do Experimento das 40 horas de Angicos,  definiu-se como casca grossa”.

Em reconhecimento à sua criatividade e coragem, que neste período carnavalesco, seja-lhe conferido o título de Maracatu do Ano.

260A7FBB-B4F1-467A-9A5D-305EB7FC168A***  A seguir, sem que ninguém tenha pedido, o textículo de 1/9/2019, em forma de carta endereçada ao nosso ministro de estimação.


PRESADO MINISTRO

Exelência,

Venho espressar toda minha solidariedade neste caso dos seus pequenos deslises ortograficos.

Quem não erra?

Até os acessores do ministerio, gente com mestrado e dotorado.        

Avalie o titular da pasta, na correria pra respondê a esse povo todo que fala tão mau do governo.

O senhor não é professô de portugueis. Economista é assim mesmo. Lembra do Merelis?  Um jênio . Concertou quase tudo nas finança mesmo sendo precário nas concordância. E na verbal? Acontece com quem pensa em inglês. O verbo não flecsiona.

Não dou seis mêses e o Embaixador 02 vai estar falando no nível do deputado Hélio Lopes.

Só não erra quem não escreve. Porisso tanta gente usando o aldio do zapzap.

Não é só o pessoal da direita.

Aqui em  Natal, na porta de todo hospital tem uma facha dum sindicato esquerdopata com o mesmo engano seu. Paralização com s e depois corrigido para z. Ou será ao contrario, visse-versa?

É que ninguem se deu ao trabalho de fazer uma pesquisa para comprová que a grande maioria dos brasileiros escreve e gostaria que paralizia fosse escrita como se pronuncia.

É só baichar um decreto tornando sem efeito aquela lei já fora de moda que o ece entre duas vogais soa z.                

Em algumas, como no caso que sucitou polêmica, o z dá mais ênfase a paralizia. Com s, fica parecendo essas greves meia-boca, fraca, que o povo nem nota.

O senhor tambem pode argumentar que se fosse reclamá quantas vezes já viu seu nome Abraão escrito errado.

Sem contar com o sobrenome.

Mas, dexa pra lá. É complicado esse negocio de nome extrangeiro.

O ministério pode muito bem aproveitá tanta reforma do capitão reformado, e meter um jabutí numa dessas.

Acabar com a confusão de dois esses e do c cedilia.

Essa letra só dá bagunssa.    No exterior é uma luta encontrá-la nos teclados.

Num servi nem pra e-mail. Simplesmente cace o mandato dela. Nunca mais ela vai umilhar ninguem.

O próprio IBGE escreve Assu com ç e Moçoró com ss. É difício.

Esse povo tem muito preconceito com qualquer um do governo.                                

Até o Dr. Moro já foi censurado. E olhe que ele não é de errá nos seus dispachos.

Só por que tem uns viços de linguagem. Deve ser o geito de falá do povo de Londrina.  Chamá a mulher de conje. Fazem muitos anos que fala assim. Aí o cidadão se acustuma. Qual o poblema? Todos entenderam.

Frescura desse povo que só pensa em bestera. Perdendo tempo com teoria de jênero.

Olha outra aí pra se simplificá. G é guê e gê é J.

Tem que ter regras clara.

Tudo que for de indios é com jota, inclusive Jenipabú.

Esse acento agudo nas oxítonas (oxítona é proparoxítona) terminadas em i e u. Nunca poderia ter sido tirado. Os nordestinos não concordaram e manteram na cachassa (o cedilia não faz falta) Pitú.

Até aquela monossílaba (monossílaba é polissílaba) sem assento no u, fica muito extranha. Falta alguma coisa em nome tão pequeno e tão sonoro.

Vou lhe dá umas dicas.

Não confie muito naquelas palavras que vão aparecendo encima do teclado do esmartefone. Quando agente erra muito, é mostrada a palavra como foi escrita antes. E tem o poblema da concordância verbal.

Aí só uma MP para pô os ponto nos iis.

Quando quizer dá uma imprecionada nesses reportes de porta de ministério, num fale em Kafta. Os ingnorantes não conhece.                                         Site Paulo Freire. Vão gostá.

– É preciso que a leitura seja um ato de amor.

Descupe os erros dessas mau trassadas linhas.

Foi de gôsto.

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