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Uma live promovida pela revista Isto É no final de semana resultou em mais uma crise entre representantes dos Poderes Judiciário e Executivo, que vivia dias de armistício depois de intensas batalhas.

As críticas dos debatedores unânimes sobre a vacância do cargo de ministro da Saúde em tempo de pandemia. Pertinência maior não há.

O problema foi o tom e o termo usado pelo ministro Gilmar Mendes ao atribuir cumplicidade das Forças Armadas a um “genocídio”.

Gilmar Mendes falou depois de  dois dos palestrantes, o médico Drauzio Varella, que disse que a entrada dos militares no Ministério da Saúde “não honra as Forças Armadas do Brasil”, e pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, para quem a intervenção de militares na Pasta, substituindo todo o corpo técnico, é tão ou mais sério que uma intervenção do governo na Polícia Federal.

O general Eduardo Pazuello, que responde pela Pasta desde 15 de maio, com a saída de Nelson Teich, preencheu todo o segundo escalão com nomes egressos das Forças Armadas.

Agora, as chamas que ainda ardem em notas oficias e opinativas na imprensa nacional.

A bomba está nas mãos do PGR Augusto Aras. A aposta  é que ele vai arquivar a denúncia do Ministério da Defesa contra Mendes. O arquivamento deverá ser em respeito ao princípio da “liberdade de expressão”.

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