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(Publicação original em 05/05/2019)

O mundo não é mais o mesmo.

Nem o Rio de Janeiro continua sendo.

Quem poderia nunca imaginar a cidade sem turistas?

Ninguém abrindo os braços pra tirar fotos com o Redentor.

O bondinho da Urca parado.

Um shopping sem escada rolante,  quem haveria de pensar?

                 PROIBIÇÃO NO SHOPPING

Além dos estágios e da residência médica, os anos passados no Rio de Janeiro bem que poderiam ter me proporcionado um título, pelo menos honorífico, de guia de turismo.

Em cinco anos, fui mais vezes no Pão de Açúcar e Corcovado que muitos cariocas por toda a vida.

Qualquer parente que aparecesse para uns dias na Cidade Maravilhosa, cumpria um itinerário que além dos pontos turísticos, incluía shows tipo Canecão e os melhores restaurantes que meu apertado orçamento permitia conhecer.

Com a inauguração do primeiro grande shopping na zona sul, mais uma atração era incorporada ao roteiro.

Foi num destes passeios, levando uma delegação vinda de Sousa que me deparei com uma restrição médica da qual nunca tinha ouvido falar.

O Rio Sul é um prédio com lojas em vários pisos. Quando íamos para o andar de cima, surge o alerta da visita que aparentava gozar de perfeita saúde:

-Meu médico do Recife me proibiu de andar de escada-rolante.

Diante daquela recomendação de um medalhão da Medicina pernambucana, o que um reles R1 (residente de primeiro ano) podia fazer?

Voltar pro estacionamento, pegar o carro e subir pela rampa.

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Comentários do Site

  1. Geraldo Batista de Araújo
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    Em 1972, fui passar o mês de julho no dia psra Selma se submeter a uma cirurgia com o famoso médico Campus da paz. Ficamos hospedado na casa de dona Hilda uma natalense que hospedava pessoas de Natal. No sábado próximo eu falei que iria visitar o Cristo Redentor. Seu filho de 20 anos disse que queria ir em nossa companhia pois nunca tinha ido lá.

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