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Participar das redes sociais já pode ser considerada atividade de alto risco.

Por enquanto, somente para quem escreve, copia, grava,  produz, posta, encaminha ou curte.

Não se assustem, se logo logo,  não esteja sendo criminalizado também o ato da simples leitura. Mesmo que silenciosa. E solitária.

Como estamos adentrando o mês de agosto, não é nem bom dar chance ao acaso e estender o arriscado  assunto.

Bem que algum parlamentar, representando os desligadões, poderia apresentar emenda à lei das fake news, obrigando as bios dos internautas suspeitos a estamparem sinal de alerta.

Vermelho.
Ou verde-amarelo.

          (Publicação original em 31/07/2019)


DEU NO SMARTPHONE

Até a próxima a ser conquistada, o cyberespaço é nossa última fronteira.

Universal, onipresente, onipotente, onisciente.

O que é e sempre foi. Quase igual.                      

Sua filha unigênita, a mídia. A rainha das rainhas. A tudo rege, guarda, governa e ilumina.

Nos seus domínios terrestres, nada do que foi será. Tudo passa. Muito rápido, na velocidade 5G. Por enquanto. Por encanto.

Tão revolucionária quanto a do Messias, por que  ninguém noticiou sua chegada?                                  

Como arauto, Gutemberg não amarra as alpercatas de João Batista.

Aquilo que viria só foi antecipado nas previsões oníricas de Júlio Verne.

Sua mais completa tradução, a notícia de jornal.

Como a da folha de ontem, como se dizia trasantontem, só não virou a mesma coisa  porque se reinventou.                         

Não dava mais pra esperar a edição matutina para a revelação do fato. Nem a do dia seguinte pra sentir sua repercussão

As da véspera todos já sabiam. Deu no twitter ou no zap ou no blog .                                               As da madrugada, ficavam na zona cega, espaço compreendido entre o linotipo, a caixa do correio e a edição online.

Os periódicos passam por seleção natural darwiniana. Só os mais resistentes sobrevivem. No caminho da salvação, têm reforçado as estruturas, erguido novas colunas, se escorado nas pesquisas, aceitado outras muitas opiniões e até dispensado o preço de capa. Sem descuidar dos espaços já ocupados nas redes sociais. No corpo a corpo.

O jogo quando visto da arquibancada pelo internauta-leitor, agora tem outras regras.                    

A imprensa que já foi base  dos comentários nas redes sociais, passou  a ser pautada pelo que rola nas ondas digitais.  O que seria da Folha sem o The Intercept_Brasil? E vice-versa.                   

Na miscigenação do papel e o digital, as metas são preservadas.                   Informar o que é relevante para as vidas das pessoas, com acurácia, objetividade e isenção.

Menos para os Donalds.  Difícil saber o que é falso, soja, fake ou carne. Tudo misturado e junto.

Não importa. Sempre, daqui a pouco e finalmente, conheceremos a verdade e ela nos libertará.

De preferência em mensagens de até 140 toques.

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